sexta-feira, outubro 31, 2008

A Lisboa dos contentores e outras taras de Sócrates

Toda esta história à volta da ampliação do cais para contentores no Porto de Lisboa é mais que lamentável. É grave, um escândalo, uma coisa que só um governo com a suprema lata do de Sócrates consegue, sem que os otários dos portugueses reparem na marosca de tudo.
Há uma empresa privada, agora com Jorge Coelho a comandá-la, que vai ter a exclusividade de 57 anos para explorar o negócio- atribuído sem concurso- há um crime urbanístico monstruoso que até tinha a suprema lata de propor a demolição da Gare de Alcântara, há um crime ambiental, há um projecto sem viabilidade económica - os portos portugueses estão mais que sub-aproveitados- não há sequer um estudo rigoroso do impacto ambiental- até o caneiro de Alcântara está a ser posto em causa- sem que se meçam as consequências de tudo isto.
É de mais: o governo e a câmara querem requalificar a zona ribeirinha e vão ampliar um cais de contentores que vão fazer uma barreira correspondente a um edifício de quilómetro e meio com 4 andares de altura.
Meus caros: se isto faz sentido, se isto é bom senso, se isto é boa gestão dos parcos dinheiros públicos....vou emigrar.

Sócrates com a leviandade, o descaramento e o ridículo com que diz na Cimeira Ibero-americana que aquela merda do Magalhães é usado por todos os seus assessores ( vê-se, vê-se!!) e que aquela calculadora é um computador todo português, da mesma forma lança obras megalómanas como este putativo cais dos contentores, o TGV e o aeroporto.
Estavam à espera de quê ? Quem projectou aquelas cagadas de casas nos anos oitenta e noventa era natural que parisse obras daquelas que agora nos está a fazer empenhar para sempre.
É um engenheiro, está tudo dito.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Vote Obama não vote em branco

A bancarrota da Digital Railroad


Um professor de economia confessava-me esta semana, durante uma sessão de fotografia, que a história da sua infância que mais o comovia era a de um elefante que tinha comido um despertador e que nunca mais teve sossego. A máquina fazia-lhe o estômago e a vida numa permanente palpitação. E, como professor de economia, fazia logo a analogia com o que está a acontecer com empresas dos dias hoje, que gostam de comer outras mais pequenas (por vezes até maiores) sem terem cuidado em desmontar antes a papa em secções mais ou menos difíceis de digerir.

Que tem isto a ver aqui num blogue sobre fotografia? Muito. Infelizmente. A forma como as agências de fotografia têm sido devoradas por gigantes glutões como a Getty ou a Corbis, que adoram fotografias ao pequeno almoço e acabam o dia ceando portfólios de fotógrafos, até há pouco tempo afirmados como independentes, tem mudado o panorama do fotojornalismo mas também de outras áreas da fotografia de moda, publicidade, ilustração...todos os géneros que sabemos e queiramos inventar.

Este crescimento global da Getty e da Corbis criou uma rede de hipermercados da fotografia, um Lydl de imagens, compradas por vezes a custos zero e vendidas por três vinténs. O negócio está na quantidade movimentada, milhões de fotografias de arquivo, de fotografias sem pai nem mãe, de amadores ávidos por verem publicadas as suas habilidades, de profissionais falidos ou de jovens desempoeirados que dão tudo por uma oportunidade. Tudo regras da vida, mas que levadas a cabo com uma almofada financeira até agora confortável, tem permitido o ofuscamento de agências como a Gamma, a Sipa ou a Sygma (esta última facturava milhões de francos franceses há meia dúzia de anos), e começam a pôr em causa a rentabilidade de agências mais elitistas como a Magnum, a Seven ou a Noor.


Tal como na vida financeira, as grandes agências existem acima dos custos e conseguem impôr-se aos clientes da imprensa e de empresas porque praticam preços baixos com fotografias bonitas mas sem alma nem carácter, um fast-food de imagens. Os jornais, agora apertados pelos orçamentos baixos, preferem comer happy meal em vez de bife do lombo.

A forma muito fácil de importar fotografias destas agências também permite a existência de um mercado favorável.Ora, no meio desta confusão a Digital Railroad era um site muito interessante, um oásis fotográfico, que permitia o alojamento de fotógrafos independentes e de agências pequenas com uma produção original, muitas vezes com trabalhos comprometidas política e socialmente. Agências de referência como as americanas Redux e Seven ou como a Noor, para não citar fotógrafos portugueses e agências, ou o New York Times, que têm tido lá o seu arquivo pronto a comercializar na hora, acabam todos de levar a maior banhada ao saberem que a Digital Railroad acaba de falir. E todos os arquivos que lá estavam nos servidores estão neste momento indisponíveis. Para os proprietários e para os clientes!... Um apagão de fotografias.

Faliu. O negócio não deu, apesar de representarem milhares de clientes.
Um fotógrafo da Noor dizia-me em Perpignan, no mês passado, que a maioria das fotos que a agência vendia continuavam a ser comercializadas por...telefone. Parece que na hora os clientes preferem falar a fazerem um download e pagarem com o cartão de crédito.
Esta falência é um rombo monumental, porventura o maior até agora neste novo mundo da fotografia digital com todo o tipo de ferramentas acessíveis e rápidas para divulgar, vender e comprar imagens.
A Digital Railroad era a primeira e talvez a última esperança dos fotógrafos independentes e das agências de nicho não serem comidas pelo papão da Getty. A esperança morreu.

(Também em www.expresso.pt)

quarta-feira, outubro 29, 2008

Fotojornalismo de moda em New York City

O fotógrafo do New York Times Bill Cunningham foi para a rua fotografar a moda do Outono tal como as mulheres da cidade a assumem. Uma reportagem única, genial, como tudo o que é bom e simples. CLIQUE AQUI PARA VER

segunda-feira, outubro 27, 2008

Cartão de crédito da GEBALIS até comprava Mont Blanc

O «Grande Livro do Bebé», um Cd «Kind of Blue - Miles Davis», DVDs de Woody Allen ou de o «Segredo de Brokeback Mountain», além de um conjunto de caneta e esferográfica de marca Mont Blanc, estas no valor de 1.700 euros, integram a lista de bens que os três ex-administradores da Gebalis, empresa pública municipal que administra o património habitacional de Lisboa terão adquirido, em proveito próprio, com recurso a cartões de crédito da empresa ou mesmo recorrendo ao fundo de caixa.

Segundo a acusação que o PortugalDiário consultou, para o prejuízo global de 200.000.00 euros que o presidente da Gebalis, Francisco Ribeiro e os então vogais executivos, Mário Peças e Clara Costa terão provocado à empresa, contribuíram ainda a utilização frequente, em Portugal ou no estrangeiro, de cartões de crédito para custear refeições, próprias ou com amigos, em dias úteis, fins-de-semana, feriados ou férias.

A utilização dos cartões de crédito seria interpretada como se os respectivos limites fizessem parte da sua remuneração, não obstante todos eles receberem subsídio de refeição.

Segundo o despacho do Ministério Público, a Gebalis pagou, entre Março de 2006 e 31 de Outubro de 2007, a quantia de €12.738.01 (630 euros mês), respeitante a refeições em proveito pessoal do seu presidente, Francisco Ribeiro, sendo que 35 repastos ocorreram em fins-de-semana/feriados e dias de férias.

O valor das gratificações pagas nos restaurantes foi incluído no preço, ressaltando valores que, em alguns casos atingiram os 30 euros. O Ministério Público sublinha que as refeições incluíam muitas das vezes, vinhos de preços avultados, Whisky velho e marisco.

Mário Peças terá gasto, entre Março de 2006 e Outubro de 2007, 40.145.35 euros (dois mil euros por mês) em refeições e em proveito pessoal.

Clara Costa terá gasto, entre Março de 2006 e Outubro de 2007, a quantia de 11.530.12 euros em deslocações de serviço, pelas quais a arguida recebeu o abono integral de ajudas de custo. À semelhança dos restantes arguidos, as refeições terão ocorrido, por regra, em restaurantes e hotéis de luxo ou de especial requinte gastronómico.

A antiga vogal, Clara Costa já veio refutar todas as acusações, prometendo defender-se em tribunal / PORTUGAL DIÁRIO

O CO2 da Renault é bom e o ruído musical

Voltando ao circuito da Renault em Lisboa e que pouca gente ainda criticou.
Quando Rui Rio fez uma corrida de carros clássicos todos lhe saltaram em cima, António Costa e o seu vereador- esqueci-me do nome- têm carta branca: podem poluir a cidade e vendê-la como um pai mau aluga a filha. Talvez esta penúria de espírito, e esta ganância, tenham a ver com as contas mal contadas da Gebalis e dos seus magníficos ex-gestores, que acabam de ser constituídos arguidos. Os rapazes e a senhora gestora, andaram a gozar à custa do contribuinte: 20 mil euros em jantaradas, viagens a paragens exóticas para estudarem a solução da habitação feita com adobe...em nome dessa maior missão que era dar casas aos pobrezinhos, os burocratas fizeram viagens de estudo, gastaram como lhes apeteceu.
Hoje ao fotografar no jardim no final da Calçada da Estrela, mesmo ao lado do Parlamento, um espaço bucólico, romântico, lindo...foi penoso constatar como o abandono por parte da Câmara de Lisboa era total. O Empata está-se cagando (desculpem mas é o termo)nos espaços verdes, na qualidade da cidade. Agora ele é mais um cúmplice do sistema. Acabaram-se as queixinhas, os embargos, as críticas. Este vendido ao sistema será mesmo das maiores nódoas que apareceram nos últimos anos na vida política portuguesa. Sá Fernandes nada diz, embora tenha tido a suprema lata de insultar a nova musa socrática, José Miguel Júdice, e de Costa se ter calado sem uma palavra de solidariedade.
Perceber estas tramóias é perceber como Lisboa se degrada e como vai ser dramático ter esta gente à frente da capital por muitos anos e maus.

domingo, outubro 26, 2008

Passeio Público vira autódromo António Costa

Ontem e hoje a Avenida da Liberdade esteve fechada ao trânsito não para aquelas palhaçadas de bicicletas e andarilhos a circularem mas para uns bólides da Renault poderem mostrar o que valem. Acho a ideia espectacular e grandiosa, uma boa campanha publicitária envolvendo a cidade. Eu gosto mas eu não defendo a política obtusa de Costa e do seu urbanista Salgado.
Uma das imagens fortes da minha infância (3 anos) foi quando em Torres Novas, onde então vivia, haver uma corrida na cidade. Assustava-me com o barulho dos carros a grande velocidade mas foi aí que me apaixonei para sempre pelo Porsche 356.
Agora meu caro Costa: você anda a proibir o pagode de ir com os carros utilitários para o Terreiro do Paço ao domingo, como medida politicamente correcta. Todos sabemos que é uma medida que agrada ao tonto do Empata Fernandes e que uma medida inteligente de urbanista punha a faixa direita a desviar para o Cais do Sodré e ainda havia muitos hectares para os gatos pingados que para lá vão (porque na verdade não têm coitados mais nenhum sítio para onde ir) pastarem a vaca.
Portanto: Costa quer ser o ideólogo do ambiente (não o praticante) e proíbe os carros aos domingos, ameaça com portagens à entrada de Lisboa (que o faça para aquilo ficar definitivamente às moscas), manda retardar os sinais para os peões atravessarem as ruas a pastelar, mas quando lhe cheira bem, cheira a dinheiro, fecha a principal avenida de Lisboa, incomoda os últimos habitantes da cidade ao domingo, e larga a fórmula 1. Se isto é coerência já não percebo nada.
Não sei se o Maire de Paris aceitaria fechar os Champs-Elysées para a Renault fazer uma pista, ou se em Madrid o alcaide cortaria o trânsito na Gran Via para uma campanha automóvel. A Câmara de Lisboa está de cócoras (não se esqueçam do aluguer que o Empata fez à Skoda) desde que pingue.
Ontem e hoje Costa marimbou-se no CO2, nos décibeis, no anda-à-pata.
E ainda acham que o Santana é louco? Ele não faria melhor, mas fá-lo-ia pelo menos com coerência.

Apaniguados de Manuel Pinho atacam e mordem


Pelos comentários feitos ao meu post sobre a megalomania de Manuel Pinho em contratar fotógrafos de sucesso no mundo da moda, estrangeiros e na berra, pode ver-se como o lobby gay com laivos de cultura tem peso em Portugal. Há uma matilha treinada para cheirar nos blogues o que se escreve contra o poder e assim fazer terrorismo ideológico sob a capa do anonimato. Deve tratar-se de um pedinte do BesPhoto ou um candidato a algum gancho numa câmara socialista.
E estes comentários eu não vou retirar pois traduzem bem a raiva destes tresmalhados mamões, que vivem à custa dos nossos impostos, vestem de preto e julgam ser donos da razão.
Eu escrevi que achava um exagero pagar a um fotógrafo estrangeiro imagens de promoção de Portugal, quando o estilo desse fotógrafo é caracterizado pela irreverência, gosto pela marginalidade numa irreverência por vezes chocante.
Quer o Nick quer o Klein (não o William) são dois extraordinários fotógrafos. Nem seria eu a dizer o contrário. Mais: gosto mesmo das fotos de Klein não pela bichísse mas pela disponibilidade de olhar. E se marcas como a Dolce e Gabana pagam fortunas pelas suas fotos por alguma razão é. Os fotógrafos são bons artistas, não havia necessidade de confundir os seus talentos com uma empreitada saloia, nova-rica, do ministro Pinho.
O Contra-informação desta semana fazia um sketch fabuloso sobre as megalomanias de Pinho e o seu gosto em conhecer fotógrafos e armar-se em mecenas.
Com a fotografia todos gostam de ter um astral. E Pinho paga do nosso bolso as suas taras. Os apaniguados vomitam provocação como o cobardolas que escreveu aqui três comentários julgando que eu não sei o seu IP e quem é.

sábado, outubro 25, 2008

Sócrates dá bi-entrevista multimédia

O DN que gosta mais de Sócrates do que macaco por quinto canal foi entrevistar o Primeiro a S. Bento. Levou duas câmarazecas de filmar a famelga, comandadas por dois operadores que puseram o entrevistado contra uma parede de pedra (a lareira?), meteram a cabeça do Primeiro a meio do enquadramento e cortada, filmaram-no de lado com o olhar a fugir para as traseiras, e editaram os dois planos com saltos que fazia aquilo parecer um filme do tempo do mudo.
A estreia do DN no conceito multimédia começa com tiques de amadorismo (a Câmara tremia no tripé desconjuntado, havia fantasmas a entrar no enquadramento) e parece um mau presságio para quem quer ter um canal alternativo aos existentes. Mesmo como sopa de feijão a experiência deu um sinal péssimo.
Num plano de corte à la TVI via-se João Marcelino no seu papel de indefectível socialista. O tom de Sócrates em mangas de camisa com uma voz colocada à Hugo Chavez, transmitia a ideia propagandística que as obras públicas têm de avançar a todo o TGV mesmo com a crise internacional dos créditos. Acho que foi nesta altura que a câmara ia caindo do tripé, ou por falta de aperto do parafuso ou porque quem estava atrás dela viu ali uma possibilidade de ir trabalhar para as obras.
Das declarações de Sócrates já todos estamos fartos e esclarecidos do resto percebemos que o amadorismo é o que vai dominando a prática do jornalismo. Voltámos ao tempo da pedra lascada.

Santana Lopes já engraxa Ferreira Leite

Santana já dá graxa a Leite. Acaba de aderir ao manelismo-leitismo. Mas a devoção já vem de longe. Quando Sampaio lhe deu o presente envenenado para PM o nosso popular PPD queria a dama de chapa de Barroso nas Finanças. Ela não foi em cantilenas e acabou por ser Lampião Félix a fazer o papel do carrasco da classe média.
Em privado o nosso loser pode achar que Leite é boa em tabuada e que na política não passa de um clone de saias do Professor Cavaco, mas agora que já cheira bem, cheira a Lisboa, Santana já dá ossanas à Santa Padroeira e aproveita o Sol para a novena.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Pinho diz que Klein não foi contratado

Pinho já desmentiu mas eu não acredito que ele não vá mesmo contratar o Klein para fotografar meia dúzia de tugas. Ele tinha de desmentir: a campanha é um escândalo de preço, o fotógrafo escolhido não se enquadra num tipo de trabalho promocional para um país, já que é um fotógrafo rebelde do mundo da moda. Imaginem o Ronaldo a posar como na foto que está no post de ontem! Bom... a não ser que se pretenda mesmo um efeito de escândalo, sexo e perversão.
O ministro Pinho é um gourmet da fotografia: cultiva o chique fotográfico, o artístico, a merda. Qualquer imagem que tenha por lá pretensão a parede de galeria, com um nome do mean stream estrangeiro...é bom para ele.
O nosso ministro pode ter os gostos que quiser, e esta panca pela foto de arte até lhe dará estilo, só que quando está em causa o interesse do país parece-me demasiado pedante e gastador contratar meninos de ouro, pagos a peso do dito, para fazerem uns borrões fotográficos. Querer transformar o Turismo nacional num mecenas de artistas vanguardistas é de mais. Nesse papel está já o BES e o nosso comendador Berardo. Deus os protega!...
Quando vier a Primavera Pinho tirará da cartola ou este Klein ou outro artista. Nós pagamos e eles gozam. Grande Pinho!

Entretanto apanhei este vídeo à solta no YouTube. Fotos do casal Beckman. Nada más. Já as conhecia e só não as escolhi para a Única porque eram na verdade Muuuito caras!

quarta-feira, outubro 22, 2008

Steven Klein recebe 300 mil por 6 fotos

É Steven Klein o autor desta foto e virá a Portugal fazer 6 fotos por 300 mil euros para a campanha de Manuel Pinho, Portugal West Coast que vai continuar para 2009.
Se as sumidades portuguesas a retratar tiverem de posar como o rapaz da foto em cima...é melhor começarmos a imaginar uma lista de fotos de beldades e horrores nacionais.

Voltarei ao aliciante tema.

Manuel Pinho já contratou novo fotógrafo

Depois de Nick Knight ter fotografado oito portugueses ilustres, por 300 mil euros, é a vez de Steven Klein vender, por um milhão, o seu talento em seis imagens à próxima campanha do Turismo de Portugal, lá para 2009. Entretanto, estas acções já somam 18,5 milhões de 2007 a 2008

Manuel Pinho quer Steven Klein no turismo de Portugal

Mostrar ao maior número de franceses, ingleses, alemães ou espanhóis as vantagens de ter Portugal como destino de férias ou até mesmo aos portugueses, que ainda têm muito para descobrir no seu país, envolveu um investimento de 18,5 milhões de euros em dois anos.

Mas mais uma campanha parece estar na calha do ministro da Economia, Manuel Pinho, que tutela o Turismo de Portugal. Desta vez, consta, com seis imagens assinadas pelo fotógrafo de renome mundial Steven Klein, autor de campanhas publicitárias de marcas famosas como Dolce & Gabanna, Armani, Calvin Klein ou até Nike, além de ser o preferido de Madonna e de Angelina Jolie e Brad Pitt. E por um milhão de euros, segundo apurou o DN, não confirmados mas também não desmentidos pelo Turismo de Portugal, porque o segredo é também aqui a alma do negócio.

Mas uma campanha que irá juntar-se à Campanha Internacional de Turismo em 2007 , que teve um investimento "jamais realizado", segundo o próprio Turismo de Portugal, ou seja, 9,5 milhões de euros: sete milhões na marca Destino Por- tugal e 2,5 milhões de euros nas Marcas Regionais (Lisboa, Algarve, Açores e Madeira). A este montante, no mesmo ano, há que somar dois milhões de euros na Campanha de Turismo Nacional, que visa aumentar o número de turistas seguidores do lema "ir para fora cá dentro"

E, lançada dia 13 de Fevereiro de 2007, dia da assinatura do Tratado Reformador, a campanha Portugal Europe's West Coast (Portugal, Costa Oeste da Europa), idealizada pela agência de Pedro Bidarra, BBDO, custou três milhões de euros, nos quais se incluem os 300 mil pagos ao famoso fotógrafo Nick Knight, autor das imagens de oito portugueses ilustres nas áreas que vão desde a cultura ao futebol, passando pela ciência: desde o treinador José Mourinho, ao craque Cristiano Ronaldo, à fadista Mariza, à cientista Carmo Fonseca, ao arquitecto Miguel Câncio, à artista Joana Vasconcelos, até aos atletas Vanessa Fernandes e Nélson Évora.

E se a estes somarmos os quatro milhões do programa Allgarve 2008, obtém-se os 18,5 milhões de euros.

Originando polémica, quando foi apresentado em Março deste ano, o Allgarve 2008 tem financiamento tripartido: três milhões de euros do Turismo de Portugal e o restante por entidades privadas, como hotéis e marinas, e câmaras municipais.

É, segundo a empresa que o criou, a My Brand, um "programa pluridisciplinar de nível internacional na vertente artística e desportiva", que decorre sobretudo no Verão, tendo a edição de 2009 sido ampliada para seis meses e acrescida em dois milhões de euros de investimento."/JORNAL DE NEGÓCIOS

TÚNEL DO MARQUÊS SÓ TEM UM RADAR

Está descoberto o mistério dos radares no Túnel do Marquês. Afinal, aquela miaúfa que temos a descer e a subir o Túnel do Santana, com pânico de ultrapassarmos a vertiginosa velocidade de 50 km/hora, já não faz sentido.
Amigos e camaradas automobilistas: SÓ HÁ UM RADAR NO TÚNEL DO MARQUÊS. É a descer e fica logo a seguir a um aviso que diz: Radar. A maquineta está escondida do lado esquerdo entre dois pilares centrais mas com atenção lá a vemos.
Portanto podemos circular à vontade, é só ter cuidado no final. E a subir é acelerar que se faz tarde. Lisboa fica para trás e o melhor é despachar e deixar os 50 à hora para os medrosos.
Boa viagem e sejam prudentes.

terça-feira, outubro 21, 2008

Petroliferas e bancos insistem nos preços altos

A CEPSA já baixou hoje o gasóleo e a 95. Mas esta semana o ministro do comércio espanhol veio dizer que o gasóleo e a gasolina vão baixar abaixo de 1 euro em Novembro. Um desses manobradores de serviço nacionais veio logo dizer que em Portugal isso não seria possível. Culpa de quem? Dos impostos, dizia ele que refina, vende e distribui gasolina e gasóleo. Cá o Estado leva mais 6 por cento no imposto e mais 4 no IVA. Mesmo assim ainda sobra para ter o preço da espanhola. Logo: a GALP mama mais do que a congénere espanhola.
É como a Euribor: quando aumenta a prestação da casa sobe logo. Quando desce não tem reflexos imediatos na prestação porque há que fazer uma média qualquer. Portanto: é tudo a sacar na classe média. E o governo mostra-se impotente para defender nestas e noutras coisas o cidadão.
É inútil.

Porto perde, Pinto da Costa ganha

O Porto perde e segue, Pinto da Costa é absolvido em parte do Processo Apito Dourado. O juiz de Gondomar até achou ridículo o prémio da corrupção, mesmo caso a tivesse havido. Parece que era um bilhete qualquer...ridículo na verdade.
Aquela imagem de Pinto dourado a entrar de guarda-chuva a fazer de escudo para escapar ao enxame de repórteres é de cair para o chão a rir. Deu na SIC. Ele avança contra tudo e todos com um escudo que o protege da imprensa, da chuva e do Sol, menos da malvada Carolina, a salgada.
E agora justiça? O processo do Apito pariu um rato ou não passou de uma grande manobra para fazer crer que em Portugal há justiça e que é igual para todos? Com mais esta vitória, Pinto da Costa pode dormir o sono dos santos...o pior são os resultados do seu FCP. É que não se fazem omeletes sem ovos, nem golos com equipas diminuídas. Penso eu de que...

Um milhão de fotos para Manuel Pinho

A campanha Portugal West Cost já tinha dado grande polémica e escândalo. Houve uma natural indignação ao saber-se que o governo português, pela mão do ministro Manuel Pinho, tinha pago uma soma astronómica ao fotógrafo Nick Knight por umas fotografias trabalhadas em photoshop, sobre retratos de portugueses famosos. A campanha terá custado à volta de 1 milhão de euros e dava de Portugal não a imagem de um país, mas a imagem de uma marca.

O conceito era retorcido e o resultado gráfico decepcionante: mal se reconheciam as caras dos portugueses de excelência num trabalho frio, sem referências à identidade de Portugal.
Os fotógrafos portugueses ficaram irritados. Foram trocados por um estrangeiro e deixaram de receber uma fatia generosa do Ministério da Economia. Também se algum português tivesse ficado com a encomenda jamais teria tido a lata suprema de pedir tais honorários.


Manuel Pinho é um amador de fotografia, conhece e convive com alguns fotógrafos portugueses e a sua mulher é em grande parte responsável pelo BesPhoto. Percebe-se que tenha ido buscar uma truta estrangeira para fotografar Portugal. Por prestígio, gosto e um evidente novo-riquismo pago cá pelos contribuintes.


Já Duarte Pacheco nos anos cinquenta contratou o célebre fotógrafo Cecil Beaton para o fotografar no seu gabinete de Ministro das Obras Públicas, no Terreiro do Paço. O corporativismo não pode vingar neste tipo de opções, nem noutras claro. Mas quando depois o resultado é um desastre alguém deveria assumir as responsabilidades pelo fracasso. E aquela campanha foi desastrosa. Bastaria o pequeno pormenor de a campanha ter passado apenas em Portugal, estando a promover o país para estrangeiros que já cá estavam, para o seu objectivo ser de um ridículo atroz.
Agora parece que Manuel Pinho vai repetir a dose com outro fotógrafo que, porventura para não ficar atrás de Nick, vai facturar outro milhão!...
Apanhado pela TVI na rua, Manuel Pinho começou às voltas sobre si próprio, como o senhor Faísca do Noddy, evitando responder à pergunta do repórter maçador. Balbuciou que era assunto do turismo e conseguiu sair à pressa da meada feita pelo jornalista.


Perante tanta atrapalhação é de crer que vamos ter mais uns retratos extraordinários com um preço extraordinário. É verdade que a qualidade dos fotógrafos, e não só, não se mede ao retrato, nem a peso, nem a metro, mas uma campanha fotográfica de um milhão ultrapassa tudo o que se passa em produções fotográficas, mesmo em Hollyood. E para estar na moda, e brincar ao photoshop sobre umas fotos mal amanhadas, há por cá uma rapaziada que faz melhor e mais barato. E fica tudo em família.

Também em WWW.EXPRESSO.PT

segunda-feira, outubro 20, 2008

24 Horas chama à vereadora de Costa sua mulher


A nossa imprensa era de um cinzentismo total. Até ao dia em que alguns espertalhaços começaram a usar a má língua, a coscuvilhíce e a cobardia para vender papel. Com uma matilha faminta por um emprego a qualquer preço, embora muito mais mal pago do que a féria de uma competente ucraniana a fazer trabalhos domésticos, os fretes aos chefes e patrões da imprensa tornou muitos jornais e revistas em verdadeiros esgotos de não-notícias.
Onde se esperava audácia, criatividade, irreverência e missão de informar e contar histórias apareceu a ignorância, a má fé, o oportunismo. Com uma classe a escrever com as patas, a pensar com a carteira, com fotógrafos a baterem chapas sem mal saberem o abecedário da fotografia, a imprensa portuguesa tem caído de qualidade e dignidade. Tem sido a chamada imprensa de referência que tem aguentado o prestígio e a credibilidade. Vou ser parcial mas verdadeiro: onde estaria o jornalismo português de hoje sem títulos como o Expresso e o Público ? Ou mesmo o Correio da Manhã ?
Endividados até ao tutano os jornais ditos tablóides tentam tudo para darem menos prejuízos. Mas há aqui um erro: no jornalismo a falta de rigor acaba por ser fatal.
A notícia do 24 horas (que me foi chamada à atenção pelo blogue do meu amigo Paulo Henriques) sobre o passeio no Chiado de António Costa com a mulher, que afinal é uma vereadora, escrito com pormenores da treta, sem que a tonta da jornalista (?) tenha tentado confirmar se era a mulher, porque andava ali, enfim: mesmo numa notícia de faits-divers os princípios jornalísticos devem manter-se.

domingo, outubro 19, 2008

Comunista usa Mercedes do Estado na bicha do IC19

Ando para contar esta história há algum tempo:

Manhã na IC19 cheia de trânsito em pára-arranca no sentido Lisboa. Do alto do meu jeep reparo num dorminhoco, no lugar do morto de um Mercedes E, conduzido por um motorista. Há alguém no banco de trás, uma mulher. Até aqui nada de especial. Reconheço que quem dorme é o conhecido deputado do PCP António Filipe. O comunista com assento na AR tem o cargo de vice-presidente e tem assim direito a motorista e Mercedes 320 a gasolina.
Já em tempos Manuel Alegre criou um problema de protocolo ao recusar-se a trocar o Citroen que a AR lhe atribuía por um Mercedes. Mas acabou por ter de usar o Mercedes pois era Vice da AR e como tal Almeida Secas (que andava num BMW 750i) decidiu atribuir aos seus vices.
Que um vice da AR tenha de ter algumas mordomias parece mais que digno do cargo que ocupa. Agora, um comunista que pertence a um partido que passa a vida a criticar quem entra em Lisboa de carro, passa a vida a fazer propaganda dos transportes públicos (que custam uma pipa de massa a nós contribuintes) e que utilize um Mercedes de 70 mil euros que gasta 14 litros aos cem, parece-me pouco ortodoxo para um comuna ortodoxo.
O camarada, em nome da coerência e dos santos transportes colectivos e da bicicleta, devia abdicar do Mercedes e vir com o maralhal no comboio da CP, ali bem entalado entre coteveladas e "sovacâme" para saber como o povo sofre. Longe dos eleitores e da realidade social o vice da AR comunista prefere o remanso da sorna matinal (porventura sonhando com o socialismo) à experiência única que é aturar a malta depois de matar o bicho.
Na verdade o poder corrompe a alma, os hábitos.
Ao ver aquele amigo do povo ali a viajar no Mercedes fez-se luz para mim: nunca mais terei remorsos de trazer o carro para Lisboa, é comuna, de esquerda e faz todo o sentido de Estado.

sábado, outubro 18, 2008

Sócrates e Santana desgraçam Leite

Há uma evidência: Sócrates soube responder à crise, em tempo, com rapidez, dando a ideia de que há segurança na banca, e determinação para vencer a tempestade financeira. Pelo contrário, o PSD e a sua maga patológica preferiu o faz-de-morto, para depois anunciar que vai vetar o orçamento, sem ter apresentado qualquer razão válida a não ser a evidente falta de sentido de Estado, ausência de patriotismo, cinismo, perante os portugueses que quer governar.
A postura de Manuel Ferreira Leite tem sido de uma total falta de responsabilidade.
Veio uma vez por todas provar que a contabilista que quer ser professora de finanças, entre o Salazar e o professor Cavaco, não passa de uma versão medíocre e bufa de qualquer um deles. Mas para irritação e desespero das figuras honoríficas laranjas, que a foram buscar qual Padroeira de Portugal para escorraçar do PSD os populistas malvados, ela afinal vai ter que apoiar o sobrinho mal criado, aquele que mete os dedos na tarte de laranja e que prefere namorar e brincar à política (e a divertir-se com ela) a estudar e ir à catequese, ser bom menino e não brincar com as primas aos médicos.
O nosso homem da Marmeleira que saiu do casulo e apareceu de máquina digital a fotografar a aparecida naquela apresentação pública, falo do Dr. Pacheco, está agora a vomitar descontentamento porque afinal a Sra. Leite está a azedar-lhe a digestão política.
Já se viu que aquela que quer ser política- líder mas que se esqueceu de falar quando o Mundo tremia por causa de uma matéria que ela diz ser especialista, está entre a espada e a parede. Isto é: entre aceitar Santana à corrida a Lisboa, e assim contentar a "canalha" populista (aqueles com quem ela se recusa a conviver no Pontal, na Madeira e noutras feiras) e evitar a fractura total ou então propor um idiota útil que se prontifique a ser sacrificado pela vitória possível do António Costa, um Betoneira do Amaral, e ficar ela ainda mais fragilizada.

Se Santana ganhar ela ficará desclassificada se ele perder será apontada como a "esperta" que teve a incoerência e a suprema fraqueza de deixar avançar o loser de serviço do seu partido.
Ela, que foi trazida ao colo pelo baronato de casa dos netinhos para se afirmar contra o traquinas Santana, vai ser vaiada pelos mesmos por ter dado rebuçados ao menino rabino.
Sócrates está portanto na maior: para já salvou a Pátria e tranquilizou os inquietos. Tomou medidas justas e em tempo. Reduzir o IRC e o pagamento por conta e prever uma almofada para que os falidos possam passar a pagar renda em vez de prestação foi bom.
Ele pode ser um engenheiro da treta mas em matéria de finanças já ultrapassou a Maga Leite, que quando era ministra das finanças aumentou o IMI, o pagamento por conta, vendeu património ao desbarato, impôs portagens na CREL....
Doutora Leite: vá para casa descansar, já tem idade para isso, como diziam os seus correlegionários ao Dr. Soares.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Elogio a Filipa Martins


Deixo-vos mais este curto clip sobre Filipa Martins e o seu livro Elogio do Passeio Público. Espero que gostem e comprem o livro. Uma nova página na literatura portuguesa contemporânea, como muito bem disse BB. ( Baptista-Bastos)

Miguel Sousa Tavares adora Magalhães

O Miguel Sousa Tavares mostrou-se hoje, na TVI, encantado com o programa de Sócrates para as escolas para espalhar Sócrates....desculpem: Magalhães por todo o lado. Um dos maiores especialistas em pessimismo nacional (aí a sua graça e sucesso) vinha hoje dar uma de porreirão e dizer que afinal estamos sempre a dizer mal mas o Magalhães deve ser muita coisa boa. É feito cá, com mãos portuguesas, vamos exportar o traste e os putos vão aprender.
Pelo que conheço do Miguel ele deve saber mais de cartucheiras e tiro à passarada e raposas do que de computadores. Lembro-me dele quando andava de Fiat Uno e achava a máquina porreira, hoje deve ter ainda um Uno de computador. Francamente: dizer que aquela máquina de escrever com ar de brinquedo da loja do chinês que é entregue sem ligação móvel à net ( fazendo dele uma má máquina de escrever) é um bom exemplo para os nossos putos, é como distribuír botas ortopédicas às criancinhas para aprenderem a andar.
É por estas e outras que continuamos a ser uns info-excluídos.
Nas escolas não há wireless, os alunos mal sabem a tabuada e as letras, e Sócrates (agora apoiado por Miguel Sousa Tavares) dá tostadeiras às crianças para elas usarem aquilo para fazerem contas de somar e ditados de diminuír.
Triste. Mas bom para o Gates.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Elogio do Passeio Público hoje na Biblioteca

Lançamento hoje às 18 horas na nova livraria da Guimarães Editores na Biblioteca Nacional, em Lisboa, do livro da Filipa Martins, " Elogio do Passeio Público". Foi uma sessão animada com a presença de Paulo Teixeira Pinto que fez as honras, da escritora e do convidado para apresentar o livro, o escritor e ex-jornalista Baptista-Bastos. Outras figuras como Vasco Graça Moura estiveram atentas. Passou o meu vídeo de apresentação do livro (ver em baixo) uma curta que me deu muito gozo fazer, embora o desafio tenha começado por ser: um pequeno filme, quase ao estilo YouTube. Filmar como quem toma notas. Precisamos de desmistificar a linguagem do vídeo e a sua prática.
Um abraço para a equipa blogueira do Corta-Fitas ali a dar força à Filipa. Um abraço linkado.

Os novos MacBook pro

segunda-feira, outubro 13, 2008

Nos bastidores da crise islandesa

O primeiro-ministro bufando no final da conferência de imprensa. Foto LC/Expresso
Chegar a um país falido, entrar no táxi para fazer o trajecto aeroporto-hotel, ouvir em directo na rádio o discurso do primeiro-ministro a acalmar os ânimos, enquanto à volta se vislumbra uma paisagem tranquila como se os duendes da Islândia estivessem a fazer a sesta, não é muito habitual. Acontece por vezes a repórteres imprevisíveis. Já aterrei em países endividados-crónicos, em ex-colónias na maior das misérias económicas e humanas, mas nunca tinha aterrado num país arrumado como se uma orgulhosa dona de casa tivesse cada coisa no seu lugar e cada lugar na sua coisa, um país aparentemente próspero, com cidadãos montados em belas máquinas rolantes (daquelas com duzentos cavalos para cima e no mínimo com 6 cilindros), com mulheres lindas que souberam polir o diamante que nasceu com elas, uma terra com evidentes sinais exteriores de riqueza e...pura e simplesmente falida. Falo da Islândia (reportagem esta semana no Expresso) que depois da crise financeira em que caiu mais parece uma aristocrata que já teve melhores dias, mas que ainda não interiorizou que tudo a abastança levou, entre créditos mal parados numa economia que deve doze vezes o produto interno bruto.
Para um fotógrafo a aproximação a um primeiro-ministro nem sempre é evidente. Mas, tal como contava no início, depois do táxi me ter deixado no hotel, encontro-me com o meu colega Daniel do Rosário e avançámos para a tal conferência de imprensa do primeiro-ministro. Chegámos e veio a primeira desilusão: a conferência tinha acabado. Os jornalistas, muitos e estrangeiros, já guardavam o material. Mas a experiência e persuasão do Daniel fez com que a assessora do primeiro-ministro nos tivesse pedido para esperarmos um pouco. Passados cinco minutos estávamos a entrevistar o já cansado primeiro. Éramos os últimos jornalistas a falar com ele e este mostrou-se de uma total disponibilidade. Bom, uma situação destas era impossível nos dias de hoje em Portugal, ou noutro país com líderes demasiado ocupados para responderem a entrevistas a solo. Não percebi se era sintoma de país falido ou pura e simplesmente de um país onde a comunicação é importante.
No final a foto do primeiro-ministro a bufar mostrava bem o enfado de quem tinha de explicar uma crise aguda e um futuro incerto.

(também em: www.expressso.pt)

Marcelo azeda a Leite (parte2)

A descida para o fundo começou definitivamente para Ferreira Leite quando hoje Marcelo no seu programa da RTP deu nota negativa à líder do seu partido.
O professor mostrou-se irritado e disse não compreender como uma líder que tem um passado de ministra das finanças e que sabe da poda, não tenha vindo falar neste clímax de uma crise financeira. Terá sido o único (a) líder da oposição na Europa que não deu as mãos ao partido no poder para ajudar a resolver um problema sério.
A falta de sentido de Estado e de política aí está demonstrado por parte de Ferreira Leite. Afinal ela está preocupada em gerir um silêncio, que mais não é do que uma cabal falta de capacidade dirigente, um total vazio de ideias, um bluff total.
Os barões assinalados que a norte e na zona de Cascais se manifestaram contra o avanço populista, podem começar a desligar os motores V8 dos seus carros de assalto ao poder.
Santana tem fortes possibilidades de ganhar em Lisboa a um presidente cinzento rodeado de uma clique esquerdalha por todos os lados. Se Santana ganhar está montada a rampa de lançamento para o ataque à direcção de Leite. Vai ser divertido. Em política não há mortos e Santana parece estar mais vivo do que parece. Que avance e que traga de novo Ghery para Lisboa. Precisamos de orgulho e de correr com os arquitectos dos caixotes dos anos setenta.
Entretanto...Sócrates levanta-se e anda.

sábado, outubro 11, 2008

A lição de vida que vem do frio da Islândia

Durante dez anos os islandeses gastaram à tripla forra. Desataram a comprar jipes de luxo, carros potentes, casas de campo...enfim: entretiveram-se a brincar ao bom e melhor usando para tal o crédito aberto pela banca local. Endividaram-se em euros (eles não pertencem à comunidade) e agora chegou a hora da verdade: a banca já não consegue mais empréstimos externos, muitas das aplicações e acções financeiras caíram, o país está à beira da banca rota, para não se dizer que já está.
Enquanto os icebergs derretem na sua fantástica paisagem povoada por duendes e lendas, os islandeses parece que ainda não acordaram para o pesadelo que vai ser as suas realidades nos próximos anos. E nem a matança de baleias, nem a pesca ao tubarão, chegarão para pagar tanto devaneio.
Os empréstimos mais que duplicaram, a banca não tem liquidez, o desemprego que estava quase em 1 por cento passará para uma cifra assustadora. Os trezentos mil islandeses que constituem este paraíso terrestre bem podem pensar em mudar de vida. Vão explorar ainda mais a indústria de exportação de alumínio e a pesca será de novo uma esperança para a sobrevivência.
Esta semana os islandeses continuavam a passear os seus belos carros, a consumirem nas lojas chiques da baixa de Reykjavik , as mulheres passeavam os filhos nos elegantes carrinhos de bebé como se tudo continuasse na melhor das vidas.
Mas os alarmes concretos começaram a disparar: reuniões de urgência feitas por patrões avisando da iminente falta de liquidez para pagar salários, psiquiatras com mais doentes, anúncios desesperados nos jornais de proprietários que pagavam a quem quisesse ficar com o belo Range Rover e...não havia quem quisesse negócios a pagar em euros numa moeda que vale cada vez menos.
Este exemplo de novo-riquismo e abastança sem controle, baseado na conjuntura financeira e não na económia real, pode ser uma séria lição para os portuguesinhos que gostam de passear pelos Colombos e vão de férias pagas aos bochechos para o Brasil...e já agora para os gestores da geração Cavaco que transformaram empresas rentáveis em casinos onde o futuro treme a cada descida na bolsa.

Veja aqui na Meditação na Pastelaria o video que explica a crise para Totós perceberem.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Chavez retira Burguer King ao povo

O camarada Chavez mandou fechar 115 MacDonalds por alegadamente terem irregularidades fiscais. Esta é uma medida que o camarada Sócrates gostaria de aplicar a muitas empresas se daí viessem mais uns cobres para a faminta máquina fiscal.
Os dois amigos estão de novo em sintonia. Chávez acha que os hamburguers americanos não passam de carne para canhão imperialista e sabe que ao mandar fechar as portas dos populares mata-fome tem um impacto internacional.
Mas também sabe que convém não esticar a corda da paciência do povo e da sua demagogia de fantoche porque os seus súbditos gostam mais de Burguer King do que ele de banana.
Agora com os Magalhães deste mundo a trabalharem no país do petróleo ao preço da uva mijona é natural que o povo que elegeu este demagogo passe a poder esquecer o Fidel da treta e a dedicar-se mais a ver o Mundo tal qual ele é.
É preciso que a fábrica que fabrica os Trabandt da informática sobreviva à sua divida ao fisco e que entretanto os venezuelanos aprendam a ler.

A desilusão do neo-liberalismo

O Tsunami financeiro que começou na América e já deu à costa na Islândia, com a Europa a sentir também as réplicas, veio mostrar como é frágil a estabilidade social nos dias de hoje. A economia mundial depois da globalização passou a reger-se por regras especulativas, engenharias financeiras. Não foi só a internet e os computadores que tornaram as nossas vidas demasiado virtuais, foi também a economia. A produção, o trabalho e a competência deram lugar ao truque financeiro. Passou a haver uma classe de ricos virtuais, por milagre do crédito. A todas as escalas: desde o pobre que pediu para comprar o plasma, ao banco poderoso que pediu a outro poderoso para poder vender créditos sobre garantias virtuais.
Esta roda da sorte, qual D.Branca global e sofisticada, acabaria por ter o seu crash, bastaria uma quebra na confiança ou o início de uma derrocada em créditos muito mal parados.
A classe média passou a viver muito acima do que vale, ou seja: do quase nada do que vale.
Oxalá esta hemorragia consiga ainda ser estagnada. A economia de casino acabaria forçosamente nisto.
É também o fracasso total das políticas populistas e neo-liberais tão queridas ao PSD e à sua putativa líder vencedora Dra. Leite, que aliás partiha o credo com Barroso e Cavaco. A ideia de que o Estado regulador bastava fracassou. O Estado não regula nada porque é incompetente e tem lobbies escondidos.
Agora que a doutrina de Leite falhou só falta falhar ela redondamente. A recente sondagem da Universidade Católica é demolidora para a salvadora da Pátria. Esta gente não percebeu que estão fora do tempo e que a política à la Tatcher tem os dias contados e mergulhou na demência da infeliz dama de ferro.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Islândia: paisagens de sonho num país falido



fotos de Luiz Carvalho, hoje na Islândia

O parque jurássico industrial português

foto LC

Um operário que trabalhou 30 anos na CUF dizia-me esta semana que nunca imaginou que uma empresa como aquela pudesse um dia acabar. Era mais que uma empresa: era um país dentro de outro, com regras próprias, regalias, controle, polícia política, guarda montada e a bastão, padre e bombeiros...a CUF era um mundo...que desabou. Hoje ao percorrermos as ruas do parque jurássico da nossa pelintra revolução industrial ainda sentimos o cheiro desses tempos a preto-e-branco de ambiente neo-realista.
Passaram 100 anos sobre a fundação do império industrial de Alfredo da Silva, um homem empreendedor que transformou o Barreiro na cidade mais trabalhadora de Portugal, ao mesmo tempo que criou riqueza e matou a fome a muita gente. Isso não impediu que no 25 de Abril os comunistas não tenham vingado a sua memória e que muitos que tudo foram, graças a ele não se tivessem tornado nas pontas de lança do revisionismo comunista.
Mesmo os que lutaram contra o regime antigo e se viraram comunistas, não deixam hoje de elogiar o capitalista bom que foi Alfredo. Talvez porque no fundo o comunismo que muitas queriam era de uma matriz igual ao mundo da CUF: um meio trabalhador, paternalista, proteccionista, onde os que criavam mais valias tinham casa de borla, cinema a dois tostões, futebol e outras alegrias no trabalho.
Os comunistas queriam no fundo aquilo que já lhes era dado. Um mundo de ordem e autoridade, de pão e festa, um mundo de homens de ferro.

domingo, outubro 05, 2008

Todos no Google à procura das poses eróticas da Carolina Salgado


Já tinha acontecido à Carla Matadinho, aconteceu agora a Carolina Matadona: as fotos que ela já assumiu serem de si, e que o autor-fotógrafo também perfilhou, foram postas online por uma criatura malvada, bruxa-má, vingadora ou dragona do caraças. O namorado, amante, ex-companheiro, camarada, palhaço, que julgo ter uma estalagem no género daquela do Gado Bravo que está em ruínas na Recta do Cabo, veio justificar o sucesso e o inconveniente das fotos online por um descuido: parece que o portfolio estava no computador da recepção da estalagem, o sítio ideal para guardar em segredo esse tipo de material explosivo, e alguém decidiu editar a matéria.
O corropio tem sido desenfreado na net mas parece que ninguém dá com o sítio da picapau. Na verdade alguém idóneo como o 24 horas descreveu as fotos como cenas de grande intensidade dramática principalmente quando Carolina aparece com a boca na botija exactamente no sítio do picapau, ou seja: afagando o Rôlo (o fotógrafo-namorado),
As discussões sobre a fraca rentabilidade de alguns sites estaria resolvida assim. Querem ver como a escritora Carolina Salgado sabe usar a boca no verbo, carreguem no enter e passem o número do cartão de crédito. A ex-pitinha de Pinto está de regresso aos tablados.
O pessoal só quer ver Carolina em poses ousadas com o seu Rôlo.
Ele canta, ela encanta.

O elogio de Cavaco às Vacas

Fiquei fascinado quando vi e ouvi (não podiaaa ignoraaaar!!) Cavaco a elogiar as vacas que se dispõem a tudo, e em bicha, para serem sugadas por um ternurento e competente robôt.
O PR confessou emocionado (ele que nunca liga o bate-bate-coração) como nunca mais esquecerá aquelas obedientes vaquinhas trabalhadoras que viu numa visita de estudo ao Norte.

Mas, parafraseando o mesmo PR em Trás-os-Montes perante o voo de uma águia real no desfiladeiro do Douro, temos também de pensar nos homens. Eu acrescentaria: nas mulheres. E se as vacas que se entregam ao doce mamar do robôt merecem elogios e admiração, também a variante humana nesse tipo de actividade deverá merecer o nosso apreço, afecto e reconhecimento. Ainda por cima quando há nesse nicho de mercado mulheres brasileiras, ucranianas, russas e outras, que contribuem para o Dia da Raça e para o crescimento do PIB em Bragança.
Cavaco falhou ao pôr no seu discurso o foco só nos animais. Também há muitos robôts humanos que têm de trabalhar para satisfazerem as suas crias, muitas vezes disfarçando que não passam de homens máquinas, outras chegando a dar música para a ordenha ser mais rápida e prazenteira.
Há no PR um fascínio evidente pela situação: um robôt trabalhador e uma manada de vacas obedientes. Sente-se aqui de novo uma convergência com Sócrates, o nosso robôt-master: conseguiu pôr os portugueses em bicha ordeira enquanto ele vai ordenhando em impostos de todo o tipo o parco sustento que ainda cada um ganha. E todos os portugueses se põem a jeito para a ordenha. Parece que a única rebelde é mesmo Fernanda Câncio: consegue desancá-lo no jornal onde trabalha, ainda por cima dando-se ao luxo de ser a única jornalista do DN a dizer mal do governo!!! Presidente: para quando um elogio a esta teimosa ? Talvez uma medalhita no Dia da Raça, em nome das minorias desobedientes, claro!

PS: também achei piada ao PR a defender o apoio aos jovens agricultores. Depois do seu governo ter liquidado a agricultura em Portugal, vem agora encorajar jovens cavadores para serem aquilo com que ele acabou. Há uma enorme falta de memória neste país. O melhor mesmo é ficarmos com as vacas.

OBRIGADO ANA CRISTINA LEONARDO PELA DICA DO VIDEO

O VÍDEO QUE VAI FICAR MAIS FAMOSO DO QUE AQUELE DO BOLO-REI

sexta-feira, outubro 03, 2008

Depois do Magalhães: o Mercedes Cigano


Depois do sucesso do Magalhães, o governo português vai patrocinar o Mercedes Cigano numa versão nacional quer vai ter um estudo prévio do PDN, dirigido da cadeia de Custóias pelo seu encarcerado dirigente. Manuel Pinho reuniu-se hoje ao fim da noite com dirigentes da C. Santos que afirmaram à saída da reunião que tanto vendem um Mercedes a um cigano como um Papamóvel a um protestante.
O projecto tem rodas para andar- disse Pinho a 212 à hora, como já é seu habitual. Aliás a velocidade máxima deste Mercedes ficar-se-à por uns modestos 212 à hora, velocidade a que o ministro da Economia foi em tempos apanhado na A1 ( ao que consta pelo nosso PP!).
A campanha de promoção do Mercedes Cigano vai ser fotografada pelo vencedor do BESphoto Paulo Catrica e a apresentação à imprensa será feita na Feira do Relógio, sendo convidado especial o chefe máximo da ASAE e os jogadores Quique e Quaresma que conduzirão o Mercedes Cigano. A Sapo dará o apoio multimédia e Paco Bandeira dará a voz ao spot de promoção.

Este modelo só será vendido em preto e disporá de vários compartimentos interiores camuflados para arrumar notas com cheiro a peixe, cassetes de Cunhal e mesmo roupas de contrefacção só nacionais.
O ministro das finanças vai abrir uma linha de crédito para a compra do Cigano. Para se ter direito a este crédito bonificado o cigano terá de provar que vive em casa social, que não recebeu nenhuma habitação de renda baixa de qualquer presidente da câmara de Lisboa, deve mostrar o subsídio de rendimento de inserção e fazer um teste de tiro ao alvo.
Estão previstos modelos blindados do Mercedes Cigano para quem morar na Quinta da Fonte ou num raio de 5 quilómetros à volta.
Como clausula de exclusão: Vale e Azevedo não poderá usufruir deste modelo porque trocou o carro da estrela por um vulgar Bentley!

C. Santos não quer vender Mercedes a ciganos

Já está no site do Expresso e vem amanhã com grande destaque: a C.Santos, concessionária da Mercedes, emitiu uma ordem interna em que dá indicações concretas aos seus vendedores para não venderem Mercedes a ciganos (pelos vistos os Smart escaparam!). Quem não conseguir ser "cigano" e acabar por vender um carro a ciganos é penalizado.
Uma ordem destas é inacreditável e revela como algumas das nossas empresas ainda trabalham como no tempo da outra senhora. A medida além de lamentável e discricionária é estúpida. Demonstra como há gestores que estavam melhor a vender carroças a venderem carros a sério.
Eu como proprietário de um Mercedes também não posso deixar de me indignar. Por mim chateia-me muito mais saber que há ministros e gestores públicos que andam em Mercedes que nunca os pagaram do seu bolso, a saber que no semáforo ao meu lado pára uma família cigana no seu Classe E avantgarde, caixa automática e pintura que só aquela série tem, e que foi pago com dinheiro fresco de trabalho.
E por "ciganos" (estes que me perdoem a inevitável analogia) por vezes como cliente sinto-me mais numa feira onde me tentam enganar do que num representante da Mercedes. Já me tentaram vender um elevador para o vidro da porta que não estava estragado, já me levaram 100 euros para me porem o comutador das luzes a funcionar...bom por vezes é isso que sinto como cliente. Por isso evito lá ir. Tenho o meu mecânico de confiança (por acaso já o vi vender BMW a ciganos).
Parece que na C.Santos negam a pés juntos a ordem interna mas o Expresso traz lá a circular escarrapachada.
Não sou vendedor de carros mas já tive também de vender um carro a um cigano que até pagou e tudo. Portanto: se querem representar com dignidade uma marca que o merece deixem-se de atitudes fascistóides e descricionárias. Estas posições só estimulam os ódios.
Por este andar a C.Santos qualquer dia ainda vai proibir a venda de carros a judeus.
Espero que segunda-feira aparecam por lá uns ciganos a comprarem em "el contado" uns Mercedes daqueles especiais. Eeheehh!

É pena: hoje Mário Machado foi 4 anos para a prisão. Mas no regresso, a C.Santos que parece despedir vendedores como quem despacha clientes ciganos, pode contratá-lo para chefe das vendas. Com ele Mercedes só para brasonados com a etiqueta: Nacional Nosso.

quinta-feira, outubro 02, 2008

PORTUGAL NO SEU MELHOR

foto de Luiz Carvalho, hoje em Alcobaça
O Presidente da Câmara de Alcobaça não gosta de carros na cidade nem de tabuletas para orientar os forasteiros. Parece que por ele nem lá ia ninguém de fora. Mas quando toca a permitir alarvidades como este letreiro no centro histórico da cidade...então aceita. O que é preciso é não entrarem carros e transformar os passeios da cidade em canteiros com vasos estúpidos ou berloques de pedra.
Portugal daria um salto em frente, maior do que o nosso campeão olímpico, se cortasse as verbas a estes novos-ricos da política que se entretêm a degradar o património. Mas perderíamos o podium do país civilizado com mais rotundas por hectar.

Políticos unidos pelas casinhas para os amigos

Ouvi por alto: há uma vereadora lisboeta de António Costa que tem uma casinha de renda em conta dada pela Câmara. Costa que quer ser o vingador da Lisboa desonrada faz de conta que não percebeu. A vereadora continua com o seu voto de confiança.

Hoje na SIC N, João Soares dá a mão a Meneses e em directo, perante a estupefacção de Mário Crespo, acabam num happy end: os portugueses são invejosos e mesquinhos, alguns jornalistas malvados, e as benesses a intelectuais desamparados existem em toda a Europa. As casas que a Câmara recebe e que depois oferece aos amigos são actos de cultura e solidariedade.

Estas atitudes são chocantes. Apetecia-me um dia gravar o prime-time das televisões e editá-lo com o meu olhar. Montar a mãe coragem que trabalha 365 dias por ano, ganha 4oo euros, e sustenta e educa com dignidade o filho, e ainda tem amor próprio para pôr um creme na cara, ao lado destes pavões da política que esquecem os eleitores, os contribuintes e defendem este fartar vilanagem. É na verdade escandaloso.
O corporativismo político, o centrão, o regime, esteve ali bem retratado entre dois "losers" da política, mas que não desistem de defenderem até ao tutano os camaradas. Para Soares, Coelho fez muito bem e parece muito bem estar onde hoje está. E para Meneses, Betoneira do Amaral só faz sentido na Lusoponte e não a assar castanhas!
Detesto atitudes miserabilistas e do contra, mas a política está mesmo numa fase de decadência total. Esta gente, que vive à nossa custa, nada tem a ver com o tecido social, com as novas gerações, com nada. Rodam à sua volta e vão tentar aguentar-se no Poder qual brigada do reumático na derradeira bajulação a Tomás.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Os dois passos atrás do valente José Lello

O destemido socialista José Lello, o homem do Norte, que não hesitou e deu dois passos à frente para enxovalhar o seu amigo João Soares quando este foi candidato no PS contra Sócrates, está hoje em estado de histeria máxima porque um soldado russo lhe apontou uma arma na Geórgia.

O conflito estava à beira do fim quando José Lelllo teve de dar dois passos atrás. Com miaúfa da metralha foi socorrido por um polícia local que deverá ter dito ao russo para não acagaçar o socialista que está mais habituado a dançar o vira com emigrantes a dar o pira com soldados.

Depois foi logo fazer queixinhas ao camarada Solana que o mandou dar uma volta. Então Lello desatou a telefonar aos amigos jornalistas que conhece há anos-night do Procópio a contar a sua aventura de político destemido.

Por fim, ameaça que vai denunciar os russos por não estarem a cumprir o plano de retirada.

Oh José Lello você tem de trazer essa estratégia para Lisboa: o seu amigo Costa deu hoje um belo exemplo de retirada exemplar: com aquela de só assumir que ele é que nunca deu casotas a amigos, não pondo no lume as suas mãos pelos camaradas Sampaio e Soares. Este último já veio protestar e com razão. Mas nesta terra a razão parece já nada contar.

Já havia no Norte o Major Valentão, agora passa a haver o valente soldado Lello!!!...