quinta-feira, janeiro 31, 2008

Animal feroz amança tigres foragidos

Andaram tigres à solta na zona da Azambuja. Os ferozes animais saíram do Circo Chen no dia em que Sócrates - o verdadeiro animal feroz - mostrou a sua garra ao remodelar o governo, desancar na oposição no debate da AR e ter distribuído umas pernas de frango aos pobres.

Porventura entusiasmados com a vitória dos leões contra o Porto e ouvindo os rugidos do primeiro-ministro, os animais -artistas deram à sola e assolaram de medo a zona da Azambuja.

Os tigres acabaram apanhados mas esta cena não deixa de me impressionar. Sempre pensei que é um milagre os tigres, leões, e outros animais não fugirem dos circos ou poderem mesmo atacar espectadores. No fundo a segurança de tudo aquilo é um bocado relativa. E não devia ser.

Depois as condições de conforto dos animais também é discutível. Na verdade se quisermos ser rigorosos não devia haver animais no circo, mas isso teria outra vertente triste. Um circo sem animais não é circo. E a vida também é feita de injustiças ( que devem ser minimizadas) e acabar com as feras nos circos era matar o espectáculo mais terno, triste, saudoso e feliz que eu conheço. Isto quando os circos são tradicionais e ainda têm aquela autenticidade que tanto emociona as crianças. Os tigres lá voltaram para as jaulas.
Mal Sócrates falou as feras amansaram. Coincidência ? Talvez.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Sondagem FATAL

Coisas de excelência em Portugal

Não resisto a contar aqui três acontecimentos que se passaram comigo e que são um bom exemplo de coisas excelentes que funcionam em Portugal.

1º Caso: A simplicidade da EDP

A ex-dona da minha casa do Alentejo mandou-me cortar a electricidade porque eu ainda não tinha passado o contrato para meu nome, embora tivesse a factura a pagar em débito na minha conta. Uma tipa simpática, portanto, ainda por cima tendo o meu telefone e sendo o marido uma cara que aparece na TV a representar uma companhia aérea, conhecendo-me também há anos. Fiquei fulo, liguei para a EDP. Não havia problema. Bastava eu dar os meus dados e o contrato passaria logo para meu nome. O piquete da zona foi avisado, passadas horas estava a restabelecer o fornecimento e o funcionário ligou-me para o meu telemóvel a informar-me que estava tudo em ordem.
A EDP é uma empresa amiga do cliente. Palmas, cinco estrelas. Excelência ! Assim funcionasse a TAP!!!

2º Caso: OK Teleseguro. Dificil fazer melhor

Rebentou-me o pneu da frente da minha carrinha depois de ter batido com violência uns quilómetros antes numa lomba em Tomar ( é outra caso mas lamentável). Fiquei apeado em plena auto-estrada à noite. Ligo para a assistência OK em viagem. Dizem-me que deixei caducar a apólice por falta de pagamento. Mas a menina diz-me que posso fazer outra no momento, ainda mais barata e se puder pagar electronicamente a assistência seguirá logo ao meu encontro. Puxo do portàtil, a placa 3G funcionava, fiz o pagamento via net. Passado um quarto de hora tinha um pronto de socorro a ajudar-me. Se não tivesse podido pagar a apólice logo, teria à mesma a assistência mas teria de a pagar até ser reembolsado. Cinco estrelas.

3º Caso: Loja do cidadão, fácil mudar a propriedade de um carro

Em 10 minutos mudei a propriedade de um carro. Quatro pessoas na bicha, pagamento multibanco, tudo na hora. À tarde nos Restauradores.


Se o país fosse todo assim, ou quase todo, já estávamos no pelotão da frente. Lá chegaremos

Sócrates levanta-se e ri

O que ontem parecia uma fraqueza de Sócrates, a remodelação, é hoje uma vitória de Sócrates. Dou a mão à palmatória: temos animal, feroz, e muito ágil.
O Primeiro compreendeu que tinha chegado ao fim o seu estado de graça. Os apupos públicos, as bocas de Cavaco, a agitação interna no PS, até as crónicas de Fernanda Câncio, tudo começava a criar uma dinâmica imparável de derrota.
Sócrates é rápido, hoje voltou a mostrá-lo no debate na AR com a oposição, e fez uma remodelação inteligente, certeira, cirúrgica. Foi buscar uma médica para tratar da saúde, da ala alegrete, com experiência na gestão hospitalar ( até tem cadastro nesta área!) que já vai dizendo que vai evoluir na continuidade de Campos com estilo diferente e sem afrontar os interesses dos pobres.
O ministro da cultura é um gestor de Berardo que pratica cultura, é amigo de muitos intelectuais, é muito bem referenciado no meio lisboeta cultural. Cuidado Paulo Moura Pinheiro, Anabela Mota Ribeiro espreita. É amigo de amigos meus e sei que é pessoa de qualidade. Os fatos dele dão aliás muito melhor com os de Sócrates do que aquelas farpelas tripeiras da ex-ministra. Não nos esqueçamos também que Rio elogiou Sócrates na passada semana. E quem era a inimiga figadal de Rio ? Essa mesma: a Pires. Rio já ri.

O anúncio do aumento das subvenções aos idosos cai muito bem. Este governo depois de ter dado com o pau dá agora a côdea. O povo vai gostar e não esquecerá o grande Sócrates.
Vai haver bolo aos artistas, dispensando mesmo a matilha seguidista de Santana ( os do choradinho do Parque), vamos ter cultura chique e cosmopolita, com uns tipos vestidos de preto e camisas pretas sem colarinho. Cuidado! Ainda vamos ter Sardo no Centro Português de Fotografia.
Correia de Campos já era, embora João Soares tenha vindo lamentar o afastamento do ministro. Acha que devia ter ficado até ao fim do mandato. Defacto ou é uma opinião para minimizar Sócrates ou a opinião vindo de quem vem não lembraria nem ao careca de Sintra.
O João Soares por vezes estampa-se. E não é só de avião, infelizmente. Foi por estas e outras larachas arrogantóides que perdeu Lisboa. Não aprende.

Sócrates ressuscitou. Começou ontem a campanha eleitoral. O homem levantou-se e riu.

O emplastro do emplastro

Ministra indigitada implicada em tribunal

A coisa já começa mal

Ana Jorge, que toma posse quarta-feira como ministra da Saúde, vai a julgamento no Tribunal de Contas no âmbito de uma acção de responsabilidade financeira por alegados pagamentos indevidos ao hospital Amadora-Sintra quando era presidente da ARS de Lisboa.

O advogado de Ana Jorge, João Correia, confirmou à Agência Lusa que a substituta de Correia de Campos na pasta da Saúde vai a julgamento no Tribunal de Contas, em data ainda por definir, e que «logo se verá se existe ou não responsabilidade financeira».

Sócrates feroz: entrou de leão sairá de sendeiro

A remodelação tímida e curta de Sócrates, uma remodelação cirúrgica, revela a fragilidade do primeiro-ministro. Pressionado pelo Presidente da República por causa da revolta popular contra o ministro da saúde, ao ponto de todos os dias, depois do puxão de orelhas de Cavaco, Campos ter passado a vida nas televisões no perdoa-me, tentando explicar o inexplicável: ninguém convence os utentes e contribuintes que se pode melhorar a saúde fechando serviços sem critério nem projecto. A saída de Campos é uma vitória do povo contra a arrogância e a política de salsicharia.
Sócrates começou a sentir-se acossado. Já não pode ir a nenhum lugar público que tem manifestantes a chamá-lo de mentiroso, o que o põe fora de si. Até no interior do PS há a ala esquerda, personificada em Manuel Alegre, que ameaça formar um novo partido, retirando assim toda a folga a Sócrates, moendo a cabeça do engenheiro.
Portanto: Sócrates cedeu naquela que era a pedra de toque mais importante do seu mandato: a saúde tratada a mão de ferro. O ministro mais contestado foi aquele que Sócrates mudou. O Lino vai-se limpar com o lançamento do TGV e do aeroporto, Pinho aguenta e a ministra da educação não chora. Ao pôr na alheta o Correia de Campos, digamos que nem precisa de mais bónus. Vá lá: marchou a ministra da cultura para dar um toque chique à remodelação. É um facto que o estilo de Isabel Pires não ligava nada com os fatos do engenheiro !
Trocou a Pires pelo Pinto. E Pinto é gestor da colecção Berardo ! O comendador está sempre omnipresente! Nunca falha! Depois da remodelação no BCP ainda inflenciou a remodelação no governo ?
Diz-se que a bronca com a estreia da ópera de Emannuel Nunes ( 5 milhões de euros meus caros custou-nos aquilo!!) terá pesado na decisão final do engenheiro.

Sócrates começou a campanha eleitoral. Daqui para a frente é aguentar o deficit, abrir a torneira aos mais descontentes, sorrir, lançar o aeroporto e o TGV, baixar o IVA e o IRC. Sócrates já percebeu que não vai poder fazer mais nada se não corre o risco de perder as eleições. E há fenómenos em política de erosão rápida. Quem se lembra da perda do estado de graça de Cavaco só por causa da folga de Carnaval ?

O corajoso Sócrates, o feroz, o animal, o obstinado, mostrou hoje a sua face: frágil. Entrou de leão, saíra de sendeiro.
E se não arrepia caminho ainda vai ter de se autoremodelar !! É a vida !!!...

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Caparica, a costa da vergonha

Numa aberta fui hoje à Costa da Caparica ao fim da tarde. Aquela que podia ser a nossa Santa Mónica para muito melhor, é um território desordenado, poluído, em estado de pré-catástrofe, um subúrbio com mar ao fundo.
Dói ver assim a Costa da Caparica.
Não se percebe como um local tão perto de Lisboa é uma barafunda de construções anárquicas, de projectos que não se percebe com que critério urbanístico foram aprovados, de clandestinos que sobrevivem às leis, ao camartelo. A Câmara de Almada tem de certeza muita culpa naquele crime ambiental, mas também vários ministérios tutelados por vários governos, ao longo dos anos. Do marcelismo ao socratismo.

A Costa é um fartar vilanagem de betão, lixo, zinco, tijolo e merda.
Hoje estavam a ser destruídos algumas das barracas nojentas que durante anos serviram de esplanadas ( ali sim a ASAE devia intervir !) mas ao lado já cresciam a bom ritmo outras edificações para as substituírem, muito maiores, a uma escala mais esmagadora, aliás dialogando com os mamarrachos em construção ao fundo na avenida marginal.

Numa praia com uma água espectacular para os nossos surfistas, com uma marginal pedonal de excepcional fôlego, não se entende porque os nossos governantes e autarcas desprezam desta forma este território e o seu planeamento.
O crime urbanístico ao contrário do fumo do cigarro, e outras mariquíces deste governo obediente aos eurocratas de Bruxelas, é de um impacto mortal na vida das pessoas. Uma vila como a Caparica sem transportes limpos e eficazes, sem acessibilidades, estacionamento, planeamento urbano, tratamento dos promenores urbanísticos é crime público.

A Caparica é uma vergonha para a comunista Câmara de Almada, mas há mais, muito mais lá para o fundo para a Cova do vapor ou do lado oposto na Fonte da Telha. A Câmara pode não ser responsável por tudo aquilo, porque inexplicávelmente não pode tutelar tudo, mas o seu silêncio é cúmplice e condenável.

A Costa está esquecida, embora as obras do programa Polis se vejam junto ao paredão. Mas vai ser mais cimento a escassos metros da água. Onde se devia limpar, constrói-se; mas um destes dias cortam o trânsito automóvel, metem uns palhaços a andar de bicicleta, chamam-lhe cidade- verde e o paraíso politicamente correcto salva o escândalo.
E até podem mandar erguer uma estátua ao barbas e talvez o rei da pneuzada manda ladrilhar aquilo de vermelho. Sériamente: a Costa da Caparica é um bom retrato, excelente, do nosso trágico crescimento de país do terceiro mundo.
VER FOTOGALERIA AQUI

domingo, janeiro 27, 2008

Sporting ou não há derrota que sempre dure


A vitória do Sporting sobre o Porto, hoje em Alvalade, na Alvaláxica de Taveira, vem provar que nem tudo está perdido e o que é preciso é tranquilidade, sorte e esperar pelas oportunidades. E nunca deixar fugir as oportunidades, os instantes fatais.
O Porto representa a maioria absoluta futeboleira e o Sporting a tradição aristocrática, o saber, a cultura...embora toda esta aristocracia não valha de nada na hora de concretizar.

Que esta vitória sirva de parábola ao que se passa hoje na política portuguesa onde um
partido de esquerda praticou a pior das políticas direitistas, contra o estado social, os fracos e os contribuintes cumpridores. Um partido que promoveu o poder das grandes empresas, os lucros brutais, sem a respectiva partilha pela sociedade. Um partido dirigido por um tipo sem grande formação académica, sem curriculum, " um político de plástico" como lhe chamou Soares no limiar da clarividência. Um partido que começa a fechar o ciclo da arruaça em nome da maioria absoluta, da arrogância. Um partido que perdeu a oportunidade de fazer crescer o país quando os outros cresciam e que quando os outros travam vai continuar a promover a política da recessão em nome do deficit. Vamos todos viver felizes para sempre com um deficit pequeno como a ambição mesquinha e burocrática dos socialistas.
Mas a vitória contra o estado das coisas é dificil mas é nossa. Nossa dos cidadãos contribuintes.

Sócrates defende a sua ASAE


O autismo de Sócrates revela-se como o síndroma típico dos governantes que gerem mal as maiorias absolutas. Ao dizer hoje que a ASAE não é a nova Pide, que veio para ficar e que se limita a cumprir a lei, apontando depois a bateria à oposição que transformou os ataques à ASAE como se fosse um partido político, este autismo não augura nada de bom para o país.
Sócrates usa a mesma lógica dos argumentos de Marcelo Caetano nas suas gloriosas Conversas da treta em família. A lei, o povo. Só lhe falta a seguir evocar Deus sendo ele um ferrenho ateu, embora já tenha cometido o cinismo de se benzer em público ( coisa que Soares nunca fez!).

Claro que a ASAE só cumpre a lei. A PIDE também só cumpria a lei e até passava pelo estatuto de existir para defender a Nação que eram, e são, todos os portugueses. Esta lógica é a mesma que se podia aplicar à extinta Universidade Independente: só fazia o seu papel de passar licenciaturas nem que para isso tivesse de trabalhar ao domingo.
Sócrates é como o seu ministro da doença: acha que ninguém gosta dele e que o inferno são os outros.
A ASAE é a menina dos olhos de Sócrates , o paradigma do seu estilo de governar, e revela bem a sua política: espectáculo, multas, terror e medo. Força com os fracos, fraqueza com os fortes, como diria o outro.

Público foge ao intervalo da ópera do Emanuel


Custou uma fortuna, paga pelos otários dos contribuintes, foi encomendada pelo polémico Pinamonti, ex- director do S. Carlos, e ontem o público deu de frosques ao intervalo aterrorizado pela seca operatica do compositor do Porto. Não está em causa a qualidade da obra. Nunes é um génio mas sofre daquele problema dos génios: talento e inteligência a mais por vezes atrapalham e o publicozinho está mais interessado no acontecimento social do ir à ópera ou à missa dominical do que no conteúdo em si. Aliás, os empertigados que ultimamente fazem da ópera um exibicionismo cultural, armados aos melómanos de pacotilha, quando alguns do que gostam mesmo é de uma boa pimbalhada, é de rir. É o novo riquismo cultural depois do novo riquismo social. Portanto o Emanuel não agrada. Se ainda fosse o outro, o verdadeiro artista, o pai da pimba... era piroso mas dava para acordar. Assim, o melhor é saír pela direita baixa, retirar à francesa. Esta debandada da nossa elite de ouvidos limpos talvez explique a perplexidade porque há promessas geniais do jornalismo cultural cá da paróquia que nem sabem quem é esse bacano do Emanuel Nunes ! O Emanuel ? É a cultura estúpido!...


O salsicheiro da saúde faz de Kalimero

Tornou-se num caso de esquizofrenia: Correia de Campos vem todos os dias ao perdoa-me na TV para tentar justificar o óbvio: a sua política de merceeiro está a torná-lo no salsicheiro da política. Este ministro é um case study de como uma ideia que até tinha pernas para andar, a reorganização dos serviços de saúde, se tornou numa afronta aos contribuintes, numa campanha contra os doentes, as crianças, as grávidas, o povo.
Este ministro deve ser o pior inimigo do engenheiro Sócrates. Ele por si faz mais pela derrota do governo do que o médico Luis Filipe Meneses, líder da putativa oposição.
O autarca de Gaia pratica aquela máxima em que cada boca uma asneira. O tipo já perdeu a confiança do seu assessor de imagem, o guru Cunha Vaz, e não vejo em nenhum lado ninguém a gabá-lo a não ser o senhor Dom Duarte no Sol deste sábado.

Em contactos com amigos e afins, gente assumidamente de direita e laranjinha, não há um que me fale de Meneses com qualquer espécie de consideração política. Há uma fatal falta de credibilidade em Meneses que fique muito abaixo da de Santana Lopes. E encontro muita gente a mudar de opinião e a achar que afinal o menino guerreiro foi vítima de Sampaio e que o tipo até nem era tão mau como diziam." O gajo gosta de namoradas e muitas e isso faz sempre detonar os invejosos nacionais! Se ele fosse paneleiro ninguém o atacava!"- dizia um amigo entusiasmado, descontemos a inspiração do excelente tinto do jantar.

O país está suspenso do arrependido Correia de Campos. Hoje na capa do Expresso, ele olhava para baixo e dizia que o povo já começa a percebê-lo. E de que maneira ! Quando se estão horas à espera nos hospitais, se andam dezenas de quilómetros noite dentro à procura de uma urgência, quando os doentes caem das macas nos corredores da morte dos hospitais, quando a coordenação dos serviços de urgência mais parece uma rábula de fedorentos, o ministro já vê a luz ao fundo do túnel, do buraco enorme que é a saúde pública nacional.
As pessoas estão revoltadas. Os pobres porque foram expropriados das regalias sociais, os funcionários porque foram tratados como Párias, os professores classificados de parasitas, a classe média acusada de viver acima das posses, só se safa a classe alta, cada vez mais alta, formada por banqueiros e gestores públicos, capitalistas que vivem das especulação financeira e nem empregos criam.
Os kalimeros deste país aí estão a fazer de vitimas e animais incompreendidos. Correia de Campos já era uma nódoa de ministro, é agora uma figura grotesca no seu papel de vitima. Está a precisar de internamento urgente numa daquelas unidades atrás do Sol posto.

sábado, janeiro 26, 2008

Chavez mastiga coca ao pequeno almoço

Campos está contente: os utentes até chamam o INEM depois de mortos !



O telefonema entre o INEM e bombeiros no Concelho de Vila Real é mais uma triste e deprimente notícia da palhaçada que é o ministério da saúde do governo Sócrates. Este diálogo entre dois funcionários é um ícone da miséria de um país que perdeu o comboio europeu e agora quer um TGV para lá chegar em dia de São Nunca à tarde.

O ministro voltou a cometer uma gaffe gravíssima ao dizer que os utentes confiam tanto no INEM que até ligam para lá depois de mortos. Esta é pior do que a anedota dos alentejanos reciclados do ministro Borrego de Cavaco.

Este incidente mostra como o país não tem estruturas de comunicação, nem meios eficazes e rápidos para deslocar doentes. A ideia peregrina de fazer dos serviços hospitalares uma grande ambulância em movimento permanente para deslocar doentes é uma anedota total. Só um merceeiro como Correia de Campos podia defender uma solução tão estúpida, tão cara e tão ineficaz.
Em Itália abriu-se champagne no parlamento pela queda do governo Prodi, o que mais mentiu ao eleitorado, o que mais impostos lançou, o que mais corrompeu. Por cá os socialistas tentam colar à sua acção o papel de grandes saneadores das contas públicas, os impolutos e vingadores dos mauzões corruptos. Veja-se o espectáculo que António Costa está a dar na Câmara de Lisboa. Vamos ter uma câmara clean, provavelmente nem vamos ter mais câmara ( o que diga-se nem se notaria na cidade!).

Sócrates está a passar um mau bocado. Isto é: tudo começou a correr mal quando os seus ministros começaram a ganhar protagonismo e a abrirem a boca. Lino, Campos, a da educação, o da agricultura, o das finanças. Abrem a boca e sai asneira. Sócrates aparece a falar de barragens com um sorriso Pepsodent como se os seus ministros nada tivessem a ver com ele. Passa ao lado das broncas, mesmo o fim dos beneficios dos certificados de Aforro, um meio de poupança para os mais pobres que agora vão ver ainda mais limitadas as facilidades de poupar. Na verdade não sabemos o que mais nos irá acontecer. Ainda por cima Cunha Vaz zangou-se com Meneses e veio dizer que a sua única qualidade eram os olhos azuis. Surreal !!!

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Fotografias de Paris

24 horas em Paris. fotografias de Luiz Carvalho

António Costa proíbe net aos funcionários mas na lista dos acessos permitidos havia sites eróticos

Os funcionários e colaboradores da Câmara Municipal de Lisboa (CML) receberem esta sexta-feira à tarde, num espaço de poucas horas, duas mensagens no seu correio electrónico. Uma delas anunciava que o acesso à internet seria condicionado durante o horário laboral, a partir de segunda-feira, a outra cancelava a decisão.

Porém, se a primeira ordem tivesse avançado, seria possível aceder a vários links para páginas de encontros eróticos, através de um dos sites - da lista de 34 - permitidos pela autarquia para consulta. E ainda ao de um banco: o Millennium BCP.

A surpresa chegou à CML por via electrónica, cerca das 15h00, desta sexta-feira. «Com o objectivo de proporcionar melhor acesso à internet, torna-se necessário racionalizar a sua utilização. Desta forma, informa-se que a partir do próximo dia 28 de Janeiro e de forma progressiva, iremos dar início à atribuição de acessos à internet, em função das reais necessidades de cada serviço/funcionário ou colaborador da CML», lê-se num comunicado a que o PortugalDiário teve acesso.

Na nota, eram anunciados os horários da restrição do acesso diário: «Entre 9h30 - 12h30h e 14h00 - 17h30». «Esta restrição não abrange as páginas internas da CML, nem as associadas à mesma, podendo ser acedidas através da intranet», era ainda explicado.

A decisão de limitar o acesso aos trabalhadores à internet é praticada por várias empresas durante o horário de trabalho. Mas entre a lista dos 34 sites permitidos (a sua maioria relacionados com a CML ou serviços do Governo), pelo menos um deles suscitou alguma perplexidade entre os funcionários. Pois o acesso a www.lisboactiva.com (o quarto do rol) abre uma página, de domínio parqueado, onde salta à vista a palavra «eróticas», que tem activado um hiperlink que permite o acesso a uma série de outras páginas em que o tema não é menos do que aquilo seu nome sugere.

«Mulheres e homens brincalhões conhece-os sem qualquer despesa», é a promessa feita por uma dessas ligações.

Além deste tipo de sites, que seria possível aceder através da lista enviada aos funcionários e colaboradores da CML, há ainda outro que causa estranheza, o do banco Millennium BCP, por ser o único de uma instituição bancária na lista.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

A grande desilusão

Foi uma desilusão total a atitude do Banco Centra Europeu em não baixar as taxas de juro.
A Europa reage devagar à crise e mostra de novo como o pragmatismo americano é muito mais ágil. A verdade é que a América se marimba na dívida pública e no deficit e consegue resultados mais vantajosos, embora pareça estar a chegar ao fim da estrada da felicidade.
A Europa está agora mais preocupada com a qualidade do ar e vai prejudicar o crescimento económico em nome do CO2. Não há dinheiro para a Segurança Social mas já há para o negócio do séc. xxi: o ambiente. Barroso agita esta bandeira e nós pagamos a factura.

Nesta crise anunciada o governo português parece viver a Leste do Inferno e anuncia o Paraíso na Terra: diz que vai haver retoma e anuncia o encerramento de hospitais, urgências, escolas, novas portagens nas vias rápidas de acesso ao Porto...Sócrates vive obcecado com as continhas de merceeiro e mete no saco do deficit a saúde dos portugueses, empenha o futuro e relança o pessimismo nacional. Sócrates é uma espécie de tragédia Entre-os-Rios ( foi desde essa noite trágica que o país mergulhou na maior depressão).
A solução para toda esta negritude parece estar no investimento público criador de riqueza. Dizem os economistas. Vamos ver se é a política do betão que volta e depois...é pagar os elefantes brancos. E não julguem que terão ucranianos de bónus!

Entretanto em Lisboa António Costa parece seguir os passos do seu aliado empata-obras e em vez de devolver o conforto e a habitabilidade à cidade está preocupado em fazer justiça com a Bragaparques. Não percebo. É bom não esquecermos que todas as trocas e baldrocas entre terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular foram aprovados em Assembleia geral com os votos maioritários dos partidos de então. Onde estava incluído o PS. Com estas manobras vamos continuar a ter um quarteirão de entulho em Entre-Campos e o Parque Mayer com um teatro abarracado com uma revisteca de artistas decadentes ( por muito querido e giro que isso seja. Eu até gosto num certo contexto).
Desde que tomou posse Costa nem mandou varrer as ruas, embora tenha cortado o trânsito no Terreiro do Paço tornando a cidade num verdadeiro deserto e tenha decidido cobrar a taxa máxima de IMI. Os socialistas são assim: pragmatismo:zero, doutrina: golo./ Luiz Carvalho

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Queixa de Sócrates contra Balbino arquivada

Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008
Arquivado o inquérito da queixa de José Sócrates contra mim
Foi arquivado o Inquérito n.º 28/07.0TELSB relativo à queixa intentada pelo cidadão José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa e primeiro ministro enquanto tal contra mim, António Balbino Caldeira, conforme despacho da senhora procuradora-geral adjunta dra. Maria Cândida Almeida (directora da DCIAP) e da senhora procuradora-adjunta dra. Carla Dias, datado de 18-1-2008 e que há pouco recebi.

O motivo da "queixa do cidadão José Sócrates e primeiro-ministro enquanto tal", que finalmente posso revelar, foi a minha referência ao "centro governamental de comando e controlo dos media" no post "Rasganço domingueiro" em 7-4-2007 (e à "força de encobrimento e contra-informação do centro de comando e controlo do Gabinete do Primeiro-Ministro" no post "Páscoa da Cidadania", ainda de 7-4-2007) e a questão do MBA curso/grau.

O Ministério Público arquivou e mandou notificar o cidadão José Sócrates e primeiro-ministro para deduzir, se o entendesse, no prazo indicado, acusação particular. José Sócrates não deduziu acusação particular contra mim e o Ministério Público determinou o arquivamento dos autos.

Agradeço, neste momento, ao meu excelentíssimo advogado, Dr. José Maria Martins, a sua defesa intransigente, fruto da sua competência, desassombro e tenacidade, que resultou em mais este veredicto, a solidariedade da comunidade íntima dos comentadores e leitores deste blogue, dos irmãos blogueiros que conquistam, pelo risco da palavra, em cada hora, a democracia e a liberdade de expressão colectiva e individual - em especial aqueles que sofreram acusações e perseguições pelo que escrevem -, bem como à minha família, alunos, colegas, conterrâneos e tantos portugueses, e estrangeiros, que se solidarizaram comigo nestes dias críticos para a cidadania lusitana. Deus os abençoe!
Publicado por António Balbino Caldeira em 1/22/2008 04:48:00 PM»

( Dica de JS)

terça-feira, janeiro 22, 2008

Tribunal dá tampa ao empata Sá Fernandes

O Ministério Público do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa deu parecer negativo ao pedido de anulação do negócio de compra dos terrenos da Feira Popular pela Bragaparques, defendendo que a acção popular de José Sá Fernandes deve «improceder», noticia a Lusa.

O parecer do MP, a que a agência Lusa teve acesso e que vai estar em análise na audiência preliminar que decorre quinta-feira no Tribunal, rejeita a tese de que a compra dos terrenos e a autorização de loteamento colocam em causa a legislação em vigor.

O MP não aceita a tese jurídica defendida por Sá Fernandes de que o negócio deve ser nulo, porque quer os terrenos do Parque Mayer quer os da Feira Popular têm, obrigatoriamente, de respeitar um futuro Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e do Plano de Alinhamento e Cérceas para a Avenida da República.

O MP sustenta que a permuta dos terrenos do Parque Mayer por metade dos da Feira Popular não implica decisões em matéria de construção, já que estas estão «salvaguardadas por decisão da Assembleia Municipal de Lisboa», frisando que qualquer futura intervenção urbanística tem de respeitar aqueles dois planos.

O magistrado dá idêntico parecer negativo no que toca ao pedido de anulação da hasta pública, afirmando que também «não procedem as ilegalidades invocadas por Sá Fernandes».

«Nada a censurar»

No parecer, o MP tem em conta a posição do município de Lisboa segundo a qual foi cumprido o Regulamento do Património e as condições especiais fixadas para o caso concreto, «nada havendo a censurar».

Na acção popular em que pede a nulidade do negócio, José Sá Fernandes, que na altura ainda não era vereador municipal, argumenta que a possibilidade de construção de 50 mil metros quadrados de terreno no Parque Mayer e de 120 mil metros quadrados na Feira Popular viola as disposições legais existentes, considerando que não autorizam novas construções enquanto aqueles dois planos não estiverem aprovados.

Para o Ministério Público, as restrições aplicam-se a futuras construções ou urbanizações e não ao negócio jurídico de permuta de terrenos e compra em hasta pública.

Para além da audiência preliminar que decorre quinta-feira, a Câmara de Lisboa analisa quarta-feira uma proposta de anulação do negócio proposta pelo vereador José Sá Fernandes.

Mais escândalo com o ministério de Campos

Familiares de um reformado de 75 anos acusam o Hospital de Aveiro de o ter «abandonado num corredor da urgência», onde o foram encontrar caído «numa poça de sangue» com a maca por cima. A administração admite a queda mas diz que o atendimento foi o adequado.

O idoso viria a morrer três dias depois do incidente nos Hospitais da Universidade de Coimbra, para onde foi transferido.

Bebés morrem em ambulância
Governo fecha, privados abrem

O Hospital de Aveiro garante que o doente em causa «foi observado pelo médico 20 minutos depois» da triagem com a cor amarela, pelo processo de Manchester, embora admita que o doente terá caído da maca e justifique a transferência para Coimbra devido ao agravamento do seu estado clínico.

Manuel Dias da Silva foi transportado à urgência do Hospital de Aveiro pelos Bombeiros de Estarreja, de sábado para domingo.

Segundo uma sobrinha, Carminda Moutela, o idoso deu ali entrada cerca da 01:00 da manhã na urgência e recebeu a pulseira amarela na triagem de Manchester.

De acordo com o relato feito à Lusa por Carminda Moutela, perante a demora, por volta das 05:00 a família procurou inteirar-se do seu estado, tendo sido informada de que «devia estar a fazer exames».

Às 06:00, atendendo a que não se encontrava o segurança, a mulher do idoso «irrompeu pela porta da urgência e foi dar com ele caído no chão num corredor, envolto numa poça de sangue e com a maca tombada sobre ele», contou a sobrinha.

«A minha tia entrou em pânico aos gritos e aí é que apareceram médicos e enfermeiros que o levaram para dentro e transferiram-no para Coimbra em coma profundo, onde veio a falecer segunda-feira, pelas 19:30», relatou a mesma fonte.

«Estava ainda na maca em que o puseram quando chegou na ambulância e nem soro lhe tinham dado, pelo que tudo indica que não foi visto por médico nenhum desde a 01:00 até a minha tia dar com ele naquele estado», acrescentou Carminda Moutela.

Manuel Dias da Silva, residente em Santo Amaro, havia primeiro recorrido ao Hospital de Estarreja (uma das urgências que está prevista encerrar), de onde foi encaminhado numa ambulância pelos Bombeiros de Estarreja para o Hospital de Aveiro.

Fonte da administração do Hospital confirmou à Lusa a admissão do doente naquela madrugada, mas os registos hospitalares indicam que foi feita a inscrição às 02:47 e a triagem às 2:52, recebendo a cor amarela.

«Vinte minutos depois foi observado pelo médico e foram pedidos exames e prescrita a terapêutica, tendo-se mantido calmo. Às 07:00 terá caído da maca, possivelmente ao tentar levantar-se, e foi nessa altura que a familiar o terá visto», disse à Lusa a mesma fonte.


Senhor ASAE no Perdoa-me da AR

O inspector-geral da ASAE, António Nunes, garante nunca ter defendido o encerramento de metade dos restaurantes portugueses, tendo sublinhando apenas a necessidade de modernização do sector.

"O que quis dizer é 50 por cento da restauração precisava de modernizar-se, adaptar-se", afirmou António Nunes, durante a audição na comissão parlamentar de Assuntos Económicos, agendada a pedido do CDS-PP.

Há cerca de três semanas, em entrevista ao semanário “Sol”, o inspector-geral da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica argumentava que metade dos restaurantes e cafés portugueses "estão condenados a fechar" devido ao incumprimento de regulamentos comunitários.

"Ainda estamos longe das médias europeias. Para se cumprirem hoje os regulamentos comunitários como estão na lei, 50 por cento dos restaurantes e cafés não estão aptos", explicou.

Além do incumprimento das regras comunitárias, o inspector-geral sublinhava também que Portugal tem “três vezes mais restaurantes por habitante do que a média europeia” e dizia que isso “não tem viabilidade económica”.

Estas declarações geraram uma onda de indignação, reforçando os argumentos dos que acusam a ASAE de excesso de zelo e mediatismo.

Inspector admite erros

Durante a audição, António Nunes, reconheceu hoje que a ASAE, "como entidade jovem que é", possa ter cometido erros, mas garantiu que todas as críticas recebidas são avaliadas internamente. No entanto, assegura que, até agora, nunca recebeu "queixas de desvios" dos inspectores, apesar de reconhecer que, entre cem brigadas e mais de 200 inspectores, "é natural que nem todos estejam bem-dispostos todos os dias".

Na sua intervenção inicial, o responsável referiu ainda que é ele quem define "a orientação global de actuação" dos inspectores e que assenta em dois princípios de actuação: "urbanidade com os operadores económicos e aplicação da legislação com proporcionalidade".

Ainda segundo o inspector-geral da ASAE, os inspectores daquela entidade fazem um "esforço enormíssimo para seres rigorosos com os operadores" e para que estes não se sintam discriminados.

Numa resposta indirecta às críticas que são feitas à forma de actuar da ASAE, António Nunes fez questão de assinalar o facto de que a maioria das sentenças que têm saído dos tribunais relativas a queixas interpostas por operadores económicos não têm sido desfavoráveis à ASAE./ PÚBLICO

ASAE É EXAGERADA RUDE E BRUTAL

ANTÓNIO NUNES VAI AO PARLAMENTO A PEDIDO DO PP

No dia em que o inspector-geral, António Nunes, vai ser ouvido na comissão de Assuntos Económicos da Assembleia da República, presidente da Associação de Discotecas denuncia: «Andam mascarados e armados até os dentes, como se fossem elementos de um corpo de intervenção a actuar em espaços de terrorismo» Tabaco: «Alarme social» e «anarquia»

O presidente da Associação de Discotecas Nacional (ADN) criticou a forma «exagerada, rude e brutal» da ASAE fazer as vistorias, mas admitiu que «as fiscalizações são importantes e têm que ser executadas», informa a agência Lusa.
Tabaco: «Alarme social» e «anarquia» Pode-se fumar nas praças de touros, mas...
Estas declarações surgem no dia da audição do inspector-geral da ASAE, António Nunes, que esta tarde responde na comissão de Assuntos Económicos da Assembleia da República, a pedido do CDS-PP. O partido de Paulo Portas questiona os critérios de actuação daquela entidade fiscalizadora, nomeadamente o seu modelo institucional, o treino militar e eventuais abusos na interpretação das leis, acusando ainda a ASAE de ser uma força policial que está a tentar «moldar o gosto das pessoas».
«As fiscalizações da ASAE são importantes e têm que ser feitas, mas não concordamos com a forma rude, brutal e exagerada com que as vistorias aos nossos estabelecimentos são feitas», disse à agência Lusa Francisco Tadeu, acrescentando que os inspectores daquele organismo chegam aos estabelecimentos, feiras e outros locais de fiscalização «mascarados e armados até os dentes, como se fossem elementos de um corpo de intervenção a actuar em espaços de terrorismo».
«Nos não somos espaços de gerar confusão. Somos espaços de diversão e de lazer e lamentamos a forma como os inspectores chegam junto dos nossos estabelecimentos e intimidam os nossos clientes», vincou o presidente da Associação de Discotecas Nacional.
Além deste «uso exagerado de força», o responsável criticou também a fiscalização em matéria de segurança alimentar e higiene levada a cabo pela ASAE, de forma «muito exagerada» e «picuinha». A «mais pequena infracção leva a uma contra-ordenação», lamentou.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Sócrates vai à Anadia prometer um feliz 2008 ?

Sócrates é o único primeiro-ministro da União Europeia optimista para 2008. O que é um espanto. Agora que nada parece estar favorável para este ano em termos conjunturais, o nosso primeiro começa a desenterrar o machado eleitoral.

Mas a verdade é que estes últimos dias têm sido dramáticos para o país. Há famílias revoltadas porque os filhos deficientes ficaram sem apoio do Estado de um dia para o outro, há populações abandonadas e indignadas com o fecho de hospitais, urgências, e de assistência médica feita em ambulâncias...a vergonha, a desorganização e sobretudo a crueldade que este governo tem lançado sobre a população só é possível de entender num país ordeiro. Demasiado ordeiro, demasiado carneiro. Noutro país europeu já tinha havido levantamento social, desobediência civil, greves e tumultos.

O que está a acontecer na saúde é um pesadelo. E se o povinho votou nestes socialistas para defenderem a sociedade civil, o bem estar social, as garantias de uma democracia...estava muito enganado.
Nunca se viu um governo tão afrontoso para a população. Tudo o que faz é para magoar, ferir, tirar conforto. Não se trata de magoar para sarar. Trata-se de aplicar de uma forma cega uma política monetária que só vê cifrões onde devia ver aconchego social, progresso e organização. O ministro Campos devia ser demitido já e Sócrates obrigado a mudar de política.

Cavaco que fez dois anos na Presidência veio dizer com aquela voz de tom cinzento que o povo devia ter calma com o encerramento dos centros e entrar no diálogo. Diálogo ? Falar com arrogantes e estúpidos governantes ?
Era bom que o Presidente percebesse que a calma tem limites e que a INDIGNAÇÃO SOCIAL é um direito dos cidadãos num Estado de direito.
Do outro lado Sócrates promete um 2008 dourado. Que vá a Anadia dizer isso aos desgraçados que esperam noite dentro por uma consulta. A lata tem limites.

domingo, janeiro 20, 2008

sábado, janeiro 19, 2008

Em Paris não se vê a campanha Pinho-Knight

Afinal tanta coisa com a campanha da costa Oeste portuguesa e por aqui em Paris não se vê nada. Para a ver o turista tem de ir a Lisboa ! Ehehe! Abençoado governo que tal pinha tem.

Maison de la Photo

Maison de la Photo esta tarde. Exposição de Boubat.
A Maison de la Photo, no célebre bairro parisiense do Marais, é um exemplo de como se pode fazer muito pela fotografia e pelos autores-fotógrafos.
Hoje à tarde fazia-se bicha para visitar algumas das exposições patentes entre elas a de Boubat ( com fotos de Portugal, que a nossa secretaria de estado da cultura devia comprar) e de Peter Knapp.
Aqui está uma instituição que transpira cultura fotográfica e que é dirigida por alguém que entende a essência da fotografia.
É a antítese do Centro Português de Fotografia, na Cadeia da Relação do Porto, e que foi dirigido nos últimos anos por Teresa Siza que tinha da fotografia uma noção "artística" e estrangeirada. Para ela o que cheirava a artista plástico armado em fotógrafo era bom, o que vinha de fora rotulado de "in"era mostrável. Assim desprezou os fotógrafos portugueses sem ter deixado um rasto de testemunho do que é a fotografia portuguesa contemporânea. Partiu e aquilo está sem director há meses. Quem se interessa por fotyografia ? Só se for o ministro Pinho !! E não escrevo sobre CPF por ressabiamento porque até lá estou representado.

Uma instituição como a Maison de la Photo não é só um museu com exposições mortas. Não. tem um auditório onde passam filmes sobre fotógrafos, uma excelente biblioteca e videoteca e uma livraria de pasmar. Corri o risco de ficar falido perante tanto livro e videos de fotógrafos. E há ali todas as escolas e tendências. Fotojornalismo, moda, paisagistas, clássicos e desalinhados. Mas todos são fotógrafos e não diletantes ou artistas falhados.
O ambiente é de franca abertura. Pode entrar-se de máquina fotográfica, fazer fotos. Aliás aqui em Paris entra-se em todo o lado de câmara e ninguém chateia. Estou-me a lembrar de entrar num mosteiro a cair em posse do IPPAR e a contínua não me deixar fotografar porque tinha de ter autorização do IPPAR do Porto! Em Portugal o ridículo mata e os burocratas instalados funcionam como aqueles funcionários africanos que por não terem nada para fazer chateiam. É uma forma de mostrar que são necessários.

A fotografia em Paris está com uma pujança enorme. As edições de livros proliferam e a nossa FNAC comparada com a Maison, o Beaubourg e outras livrarias célebres daqui parece a Bertrand há 30 anos.
A classe média aqui consome cultura e a cultura entrou no circuito do consumo mantendo a qualidade. Os livros de fotografia são edições cuidadas, de design apelativo e requintado, cada livro é uma obra de arte gráfica.Por exemplo o livro das edições do Seuil sobre a fotografia americana é de arrasar.

Ainda Paris-Lisboa

Alguns comentários de ontem aqui no Fatal referiam a minha ingenuidade ao falar de Paris pois quem cá vive não tem esta ideia perfeita. Claro que eu não acho que isto seja o paraíso na Terra. Mas o que disse ontem foi que as nossas cidades, nomeadamente Lisboa, têm de pôr de lado o novo-riquismo, o politicamente correcto.

Lisboa tem de ser uma cidade arrojada, cosmopolita e moderna. Uma cidade que acarinhe quem lá vive e a visita e não um território feito para taxar por tudo e nada. É o IMI alto, a EMEL, os radares a 50 ( nem pensar aqui!), a ameaça das taxas ( mais!) para entrar em Lisboa.
Os presidentes de câmara apostaram em correr com quem quer ir a Lisboa e sacrificar com impostos quem lá vive.
Eu adoro Lisboa, vivi lá muitos anos, mas agora sou muito mais feliz em Cascais. Já andam a dizer que a nova ponte vai trazer mais carros para Lisboa. Queriam que trouxesse o quê? As carroças e bicicletas dos pobrezinhos ?
As cidades fazem-se de vivência. Consumo, cultura, lazer e espaços de trabalho funcionais.
Lisboa perdeu tudo. Até o projecto do Frank Ghery que iria trazer grandes dividendos a Lisboa, vai ser substituído por um projecto daqueles arquitectos portugueses muito bons e de esquerda que escrevem nas esquinas dos seus edifícios " Bonjour Tristesse".
O turismo está cada vez mais comprometido em Lisboa. Só se vai a Lisboa ouvir fado e visitar os Jerónimos o que dá de nós ainda aquela ideia do " Les portugais sont toujours gais!". talvez Pinho adapte a frase para " les portugugais sont 10 pour cent gays!".

Adieu Paris. E viva a fotografia.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Em Paris fuma-se


Paris hoje à noite. Fotos de Luiz Carvalho com Leica M8

Em Paris fuma-se. E muito. A lei é a mesma que a portuguesa mas os parisienses contornam o acto de fumar dando aos clientes esplanadas protegidas com toldos e paredes de plástico transparentes e aquecedores a gaz. Os parisienses adoram fumar e podemos dizer que esse gesto faz parte do charme francês. A taça de vinho, o cigarro, os empregados de mesa fardados a preceito e não ajavardados com camisas de manga curta a deixarem escapar os odores indesejados ( depois vêm dizer que Lisboa está com um cheiro estranho!).

Paris é uma cidade de liberdade. Quer chova ou faça frio os parisienses andam nas ruas, respira-se segurança e a polícia está omnipresente. Magotes de turistas cruzam as ruas e os verdadeiros parisienses destacam-se pela pressa. Aqui trabalha-se.
O trânsito é intenso, aparentemente caótico, mas tudo flui. Cada um tem o direito a deslocar-se como quiser: o metro não tem aquela paneleirice das linhas azuis e rosas ( que só os que têm passe social sabem para onde vão!) e leva-nos a todo o lado. Pode-se alugar uma magnifica bicicleta disponível em slots na rua. Basta comprar um cartão e sacar uma. Uma ideia brilhante do Costa cá do sítio. Este Maire aliás tem-se afirmado pela diferença: é gay assumido e tem feito da cidade um mundo friendly para quem cá vive. Claro que não anda preocupado com burocracias e justiças de ajustes de contas políticas como o nosso presidente lisboeta. De bicla, metro, táxi, carro próprio ou até de trotinete, aqui tudo se move.
Paris não foi assassinada na alma, no âmago, no centro, como Lisboa que anda a ser esvaziada pelos sucessivos presidentes que mais parece que não querem ninguém em Lisboa.

Aqui não houve projectos Polis à Sócrates, nem se notam obras megalómanas. Os passeios são alcatroados e o grande passeio público que liga o Louvre à Étoile, é de saibro. Em Lisboa aquilo já estava tudo com chão de 500 euros o metro quadrado em pedra!

As cidades têm de ser regadas, acarinhadas. Uma cidade tem de ter néons, carros, muito tráfego, muita gente. Uma cidade só sobrevive se se souber renovar, permitir o investimento e tornar acessível à classe média alta e baixa o viver lá. Paris é cara, tem marginais a dormirem na rua em tendas, mas conseguiu resistir à fuga para os arredores.

É simples. Mas como escrevia alguém há dias num jornal português, " é impossível demonstrar a um medíocre a mediocridade". É esse o nosso drama.

Paris é sempre Paris

Bistrot na Avenue Wagran esta noite. Foto: Luiz Carvalho

Nunca se percebe ao certo porque amamos uma cidade. Por sugestão, memória mitificada, por modas ou experiências que nunca esquecemos. Paris tem todas as explicações e nenhuma para a paixão. Eu gosto da luz, mesmo à noite, das pessoas e dos seus gestos. Há um charme latente. Nas vespas de três rodas, nos minis, nas lojas de bairro, nos sons, nos néons. Nas bicicletas que o maire disponibilizou às carradas para se circular à vontade.

Estou num café ( foto) a comer um croque monsieur e uma biére. Ao fundo da sala uma gordinha de costas destapadas levanta-se, enrola uma écharpe em volta da cabeleira loira, põe um cigarro apagado na boca e de gestos banais temos uma cena perfeita. As pessoas ajudam a romancear a cidade. Paris vive, está habitada, há luzes nas janelas, gente sózinha na rua às tantas, há energia e vibração cultural. Vi um casal de estudantes com dossiers a trabalhar num café e ao lado um negro matulão com uma loira a flirtarem ( um clássico portanto).
Até amanhã.

Salut les copains !

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Carla Bruni lança Lancia

As vítimas úteis

É fácil apontar irregularidades, acusações a quem detém o poder. Veja-se o que aconteceu com Fontão de Carvalho e Carmona Rodrigues: são acusados de decisões aceites e votadas em assembleia geral de câmara por todos os partidos. Inacreditável. E os partidos estão todos caladinhos. E não são acusados. É a porca da política.

PS: Há um estranho cheiro no ar de Lisboa. Só hoje é que repararam ? Chamem a ASAE!

quarta-feira, janeiro 16, 2008

O Pomar da arte em blogue

Desobri o blogue do Alexandre Pomar e aconselho vivamente aos leitores do Instante Fatal. O Alexandre foi meu companheiro do Expresso durante 18 anos e é um excelente critico de arte. Aqui vai o link: http://alexandrepomar.typepad.com/

BCP: o dia seguinte

A queda em bolsa do BCP foi hoje de 600 milhões de euros, mais de 100 milhões de contos na moeda antiga. É muita fruta meus caros. Se considerarmos as perdas dos últimos 15 dias a coisa não fica por menos de 1700 milhões . Cito de cor estes números, vi-os há pouco na RTP2. A instabilidade levada a cabo no banco foi na verdade criminosa. E a forma despudorada como o poder político influenciou a crise também. Até a CGD votou a favor na Assembleia Geral!

A coragem de Miguel Cadilhe é aqui de referir. Eu até embirro um bocado com a personagem que ficou célebre com a história das mobílias e dos fretes da Guarda Fiscal no tempo em que ele foi ministro de Cavaco. E aquela célebre frase da mulher que " tudo o que entra tem de sair" acabou por fazer parte do anedotário nacional. Adiante.
Os tempos mudam e as pessoas não se podem medir por maus momentos. Eu que o diga ! Portanto: Cadilhe sai vitorioso, numa vitória moral à Benfica, não tivesse ele tido a péssima ideia de pôr a seu lado Lampião Félix, o mesmo que foi ministro de Durão e Santana e que quem o ouve falar parece que o homem era um exemplo de grande defesa dos mais fracos. Félix é o bom exemplo de que quando está na oposição está bem, no poder é lamentável.

O BCP está pois em queda. Aquilo continua a dar ideia de grande bagunçada.

Cena única e tocante: ao fim da tarde de hoje Filipe Pinhal, o ex-presidente, o que hoje abandonou o cargo, aviava uma receita numa farmácia da linha, ao cair da noite, e despedia-se da empregada de uma forma muito amável e seguia o seu caminho.
Impressiona-me sempre muito aqueles momentos em que descemos do pedestal e nos tornamos comuns, mortais, mais humanos. Fiquei a pensar que porventura nem todos são malandros e ladrões como o ministro das finanças teve o desplanto de dizer em público ( e repare-se: sem consequências políticas!). Como será amanhã, o dia seguinte de Filipe Pinhal ?


O vídeo mais visto de 2007

É longo mas vale a pena ver. É a vida selvagem.

terça-feira, janeiro 15, 2008

SHE por Aznavour. Sarkozy dedicou à Bruni

Santos Ferreira já é. E Vara já salta.

Acabou a saga BCP. Até ver.
Miguel Cadilhe saiu com uns míseros dois e tal por cento de votos, embora sejam votos dos accionistas grandes - na verdade dos que mandam.

Depois de o banco, onde sou cliente desde 1990, ter enveredado pela falta de independência relativamente ao poder político, sinto-me de novo refém como cliente e lembro-me de quando era obrigado a ter conta na CGD para receber o meu ordenado de arquitecto do Estado. Ao dia 20 ia para a bicha como se fosse a bicha da caixa e tinha de levantar o mísero ordenado de funcionário, não antes de ser humilhado pelo mesmo Estado que me me obrigava a uma espera desgraçada. Como quem diz: recebes mas aguentas!
O outro banco onde tenho conta, o BPI que eu julgava concorrente do BCP e para o qual me apetecia mudar a conta principal, afinal é cúmplice em toda esta encenação. Não há portanto concorrência.
Resta-me abrir conta em Badajoz, mas não sei se esta legislação europeia permite esta liberdade aos cidadãos./ Luiz Carvalho

Aeroporto: o betão volta ao local do crime

Depois de ter ouvido ontem na RTP, nessa instituição do regime chamado Prós e Contras, com a Fátima Campos Ferreira excitada com a decisão do governo com Alcochete, com a oposição pela voz de Zita Seabra a patinar e a entrar em caricatas contradições, depois de perceber o forte lobby da Zona Centro representado por um socialista desiludido, depois de ouvir os técnicos do LNEC, fiquei ainda mais ciente que a opção pelo novo modelo de aeroporto foi tomada de ânimo leve. E com a rede do " parecer técnico". Se os técnicos dizem que ali é bom é porque é. Assim Sócrates tem sempre a salvação dos engenheiros ( a sério, claro!).

Repare-se: durante 10 anos pagámos 100 milhões de euros para termos um estudo cabal, fundamentado. Era um estudo de engenharia mas também de viabilidade económica. Passámos agora a ter uma decisão assente em critérios técnicos e não políticos. É como se para decidir abrir uma barbearia se ouvisse o parecer de um tosqueador e não dos clientes.

Ora, o que estava em discussão era uma opção política que deveria ter uma sustentabilidade técnica e não o contrário. Depois contínuo a não perceber porque deve Portugal destruir uma estrutura que ainda hoje está a crescer, que tinha ainda Figo Maduro para crescer ( a propósito: para onde vai o aeroporto militar de Figo Maduro ?) para fazer uma outra ao lado que, mesmo sendo com funcionalidades diferentes ( mais mercadoria, mais interfaces de voos internacionais, mais logística para empresas), vai repetir muito do que a Portela faz hoje e bem: receber turistas, viajantes, no centro da cidade a custos muito reduzidos de ligação com a capital.

Pergunto: amanhã vou para Paris. Tenho de estar na Portela às 16 horas. Saio de Paço de Arcos às 15 e pago 20 euros de Táxi. Como seria se tivesse de ir para Alcochete ? Quanto pagava a mais e quanto de mais tempo precisaria ? Qual é a vantagem para mim ?

O regresso à política do betão é um erro crasso. Já estava aprendido que o país não vai crescer com TGV, aeroporto e mais pontes. Vão ser investimentos que vão ser transformados em despesa e isso é o que menos precisamos.

Que eu saiba a Irlanda não fez aeroportos faraónicos, auto-estradas e TGV. Investiu na educação para poder ter uma indústria de ponta, de elite, de qualidade. Nós precisamos de ganhar com o Turismo, serviços, tecnologia ( veja-se o bom exemplo da Via Verde) e de sermos um país organizado, disciplinado, trabalhador. As super infraestruturas vêm depois.
Claro que o betão vai criar empregos, crescimento, mas acabadas as obras o investimento transforma-se em despesa. E lá vamos nós pagar com os nossos impostos os novos estádios do Euro que então Sócrates tão bem promoveu, também justificando a melogamania com o pretexto da modernidade e do progresso.
Era bom que os portugueses soubessem, se lembrassem, que foi Sócrates e Guterres que fizeram os estádios. É pena que o povo tenha memória curta. Por isso "eles" voltam sempre ao local do crime./ Luiz Carvalho

Suplemento P2 do PÚBLICO cita Instante Fatal

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Portela menos esgotada que Gatwick e Heatrow

Recusar voos durante os melhores horários é comum em todos os aeroportos do mundo. A maioria das companhias prefere aterrar e levantar de manhã, à hora do almoço ou ao final da tarde o que torna algumas horas mais concorridas. O aeroporto da Portela, em Lisboa, não é excepção.

Todos os aeroportos têm um determinado número de slots, direitos de aterragem e descolagem, disponíveis. Ou seja, há um número máximo definido para cada infra-estrutura aeroportuária.

O PortugalDiário fez uma pesquisa num site que permite comparar os slots disponíveis no aeroporto de Lisboa e nos aeroporto de Londres, Heathrow e Gatwick e chegou à conclusão que a situação vivida nos aeroportos britânicos é muito mais grave que a do aeroporto da Portela.

O ano passado

O site www.online-coordination.com permite não só ver as previsões, como revela os números finais dos meses que já passaram.

Quando usamos site para ver os slots usados no passado, os números são «fiáveis». E as diferenças entre Lisboa e Londres aumentam. Na semana do dia 30 de Novembro de 2007, a Portela teve apenas uma hora em três dias esgotada. Mas uma vez a diferença em relação a Heathrow e Gatwick é notória.

Mapa de Gatwick de 30 de Novembro de 2007

Mapa da Portela de 30 de Novembro de 2007

Mapa de Heathrow a 30 de Novembro de 2007

Para que possa perceber os quadros que o PortugalDiário lhe revela saiba que a cor «verde» significa grande disponibilidade de slots, o «laranja» poucos slots disponíveis e o «vermelho» nenhum slot livre.

Previsões

Para a semana do dia 2 de Junho de 2008, a Portela tem quase completas as horas entre as 06h e as 08h da manhã. Já o aeroporto de Gatwick tem quase todos os slots completos entre as 05h e as 20h. O quadro piora quando se olha para Heathrow.

No entanto, as companhias adquirem direitos sobre os slots e apesar de «alugarem» a hora, isso não significa que mais tarde a usem.

Mapa de Heathrow para 2 de Junho de 2008

Mapa de Gatwick para 2 de Junho de 2008

Mapa da Portela para 2 de Junho de 2008

«Saturação é falso argumento»

Já em Julho de 2007, um artigo publicado no suplemento Cargas e Descargas, do jornal Público considerava que o argumento «da recusa de slots na Portela», para justificar o aeroporto na Ota, «era um falso argumento relativo à sua saturação, pois era um problema que se verificava nos principais aeroportos da Europa, e, com muito maior gravidade».


Uma ponte para a outra margem


Terceira ponte sobre o Tejo
Para viaturas automóveis, TGV e comboio normal

Com o aeroporto em Alcochete, vai ser criada uma terceira ponte sobre o Tejo, na região de Lisboa. O LNEC sugeriu a ligação entre Chelas e Barreiro. O Governo aceitou. A nova passagem poderá aliviar o tráfego intenso das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama.
SIC – Jornal da Noite 11JAN2008


Foi desta forma que a SIC anunciava aquilo que desde a tarde de 11JAN2008 o país comentava e em particular deixava com um brilhozinho nos olhos, praticamente, a generalidade dos barreirenses.

Não faltaram as entrevistas de responsáveis públicos aos jornais locais anunciando a boa-nova como a salvação do concelho, como se todos os problemas tivessem acabado a partir do momento em que José Sócrates fez o anúncio da terceira Travessia do Tejo (TTT).

A nova ponte deverá ter dois tabuleiros inferiores ferroviários, para tráfego convencional e de alta velocidade e um tabuleiro superior rodoviário. Com uma extensão de 7,3 quilómetros, a nova infra-estrutura deverá custar cerca de 1700 milhões de euros. (In www.transportesemrevista.com )



Parece-me, no entanto, que se não tivermos cuidado e nos deixarmos levar por euforias enganadoras poderemos correr o rico de desaproveitar a oportunidade que, todos desejamos, possa revitalizar o Barreiro, não propriamente como gostarão de fazer alguns construtores civis, mas como local de emprego e de novas oportunidades.

Esta é a altura de pedir ao Presidente Carlos Humberto que não se esqueça de que respondeu ao seu, então, homólogo de Lisboa quando este se manifestou avesso à construção da Ponte Chelas-Barreiro, que “não precisamos de uma ponte para ir para Lisboa mas sim para a margem norte vir para a margem sul!”

Para isto, Sr. Presidente é necessário que o Barreiro tenha algo a oferecer a Lisboa, não basta habitações baratas, porque essas, embora garantam uma excelente recolha de IMI não geram emprego, não servem para alimentar o nosso comércio, nem fixam os nossos filhos na cidade que os viu crescer.

As grandes cidades não se medem pelo número de habitantes, mas antes pela capacidade que têm de atrair e fixar gente no seu território de influência, a tal sustentabilidade de que tantos políticos falam mas que tão poucos sabem construir.

Para este concelho onde os terrenos estão quase esgotados para construção, projecta-se um conjunto de pontes, túneis e viadutos que irão transformar por completo a topografia da cidade. O centro e a periferia da cidade do Barreiro e da freguesia do Lavradio, como actualmente os conhecemos irão transfigurar-se com a chegada da Alta Velocidade Ferroviária (AVF), com a ligação da IC21 à nova ponte sobre o tejo, com a travessia do Rio Coina para estabelecer a ligação ao Seixal, com a criação de novo acesso para a Moita, as oficinas de manutenção das composições de AVF, a criação da praça de portagem da TTT e a construção da nova estação ferroviária, ocupando os terrenos da várzea e da escola Álvaro Velho.

Não obstante toda esta transformação que obrigará à demolição de alguns edifícios no Lavradio e da própria Escola Álvaro Velho (e vamos ver se ficará por aqui …!?), também a Quimiparque será cortada ao meio, enclausurando num cantinho as cerca de 300 empresas que aí exercem a sua actividade.

Esfregam as mãos de contentes, por certo, os construtores civis que vislumbram a oportunidade de construir mais algumas Quintas dos Fidalguinhos e respiram já outros de alívio, ao verem a luz ao fim do túnel para os investimentos que fizeram em edifícios e terrenos, no Barreiro Velho.

Nesta nova metrópole onde se cruzam os interesses do Estado e de particulares, desde o Parque Logístico do Poceirão, até ao empreendimento turístico de Tróia, passando pela fábrica de papel da Portucel, na Mitrena, é também possível encontrar os interesses imobiliários daqueles que esperam especular com os territórios da Quimiparque e da antiga Siderurgia.

Saberá a CMB resistir a esta tentação de recolher milhões de contos (na moeda antiga) em taxas de infra-estruturas e de construção? Estará a CMB interessada em resistir a esta tentação?

Quando se assiste ao estabelecimento de acordos, aparentemente pouco claros, entre a autarquia e construtores, como a recente aprovação de um loteamento industrial para os limites da Mata da Machada ou a execução, como contrapartida, dos arranjos exteriores da Piscina do Lavradio para permitir a construção de mais um mega mercado no local onde já existem mais dois, não podemos deixar de ficar intranquilos.

A nova ponte Chelas-Barreiro pode ser uma excelente oportunidade para transformar a cidade, de acordo com o modelo territorial previsto no PEDEPES - Plano de modelo territorial Estratégico de Desenvolvimento da Península de Setúbal, onde o Barreiro assume o nível 1 na hierarquia, e onde a Quimiparque aparece como pólo de reconversão e expansão industrial, e Coina como área logística.
Modelo Territorial – Fonte: PEDEPES –
Ass. Municípios do Distrito de Setúbal (2001)



A Quimiparque, com os seus dois portos de carga e descarga a granel, um para produtos sólidos e outro para produtos líquidos, 25 quilómetros de arruamentos dimensionados para a movimentação de veículos pesados, 20 quilómetros de via-férrea, ligada à rede nacional de caminho de ferro, diversos serviços próprios como é o caso das bem estruturadas redes de água para abastecimento e para combate a incêndios, infantários, serviços médicos, uma estação de distribuição dos CTT, corpo privativo de bombeiros, um centro comercial, restaurantes e uma agência bancária, para além de um cinema euipado mas inactivo, reúne características únicas, para ser o pólo de atracção que o Barreiro necessita para gerar a sustentabilidade de que precisa.

E que tal se pensássemos nisto, até porque a TTT ainda não está garantida …?

Blogue Barreiro xxi

domingo, janeiro 13, 2008

Porque não Portela mais um ? Vejam Barcelona

Já que em Portugal fala-se de tudo mas entende-se nada, porquê que não estudam as capitais europeias que têm 3 e 4 aeroportos num raio de 80km.

Por exemplo,Barcelona tem 1 central e depois tem 3 satélites : Tarragona, Reus e Girona.
Um aeroporto para low costs custa meia dúzia de tostões comparativamente com um aeroporto central para voos transcontinentais, onde Lisboa é muito importante nomeadamente Brazil.

Leitor Fatal

ASAE entope tribunais

Segundo o jornal Diário de Notícias, as operações de combate à contrafacção estão a entupir os tribunais com processos de confusa e demorada conclusão. Só até Outubro de 2007, aquele organismo tinha desencadeado um total de 1279 procesos-crime e 4692 processos de contra-ordenação. E as apreensões envolveram mais de 3 milhões de artigos, no valor de 41,6 milhões de euros.

Por outro lado, os empresários visados também fazem crescer os processos contra a própria ASAE.

Naomi gosta do touro que há em Chavez


CHAVEZ NON SE CALLA E LANÇA A MODA BLACK AND WHITE

Chavez já tem a sua Bruni, a modelo Naomi Campbell, a mesma que bate na sopeira, esmurra os paparazzis e mete os dedos no bolo da tia. A manequim negra tem sangue na guelra e diz gostar de homens duros. Disse de Chavez o que Maomé não diria do toucinho depois de ter entrevistado o ditardozeco venezuelano durante 3 horas. Sim, a flausina é agora jornalista!...
Para Naomi a besta de Caracas - amigo de Soares e Sócrates !- não é bem um gorila é mais um touro. Está explicado o romance anunciado, uma telenovela à medida dos protagonistas e que os venezuelanos vão adorar ver em directo naquele inenarrável one man show da TV venezuelana com Chavez como cabeçorra de cartél.
O povo, lá como cá, adora chachadas. E ditadores de pacotilha.
É tempo de o nosso "engenheiro" desenterrar a namorada e fazer do acontecimento ( ou não-acontecimento como ele gosta) um factor de popularidade. Talvez lá mais para perto das eleições. Que tal ?

Notícia :

Naomi com Chavez. A notícia foi avançada pelo jornal venezuelano El Universal, mais propriamente na coluna escrita pelo jornalista Nelson Bocaranda, que não se refere directamente a Naomi, mas fala na «mulata do jet set internacional».



O texto surge com o irónico título «Futuro Black&White» e fala dos encontros de Chávez com a modelo, amplamente noticiados, que terão surgido para que os dois se apaixonassem: «Não nos devemos surpreender se (...) o líder venezuelano contrair núpcias com a esbelta afrocaribenha-chinesa que recentemente o entrevistou para a entrevista CG da Inglaterra». 



No dia da entrevista com o presidente venezuelano, Naomi deixou escapar: «O homem com quem eu me casaria um dia deve ser sincero comigo e ter muita energia. Os homens fortes atraem-me». Portugal Diário

88 por cento contra António Nunes da ASAE


Inquérito Instante Fatal dá 88 por cento contra o Inspector- geral da ASAE.

Opinião de leitor Fatal sobre novo aeroporto

"Creio que do ponto de vista da competitividade da economia Portugal precisa de Aeroporto capaz de dar resposta.

A Portela esta claramente esgotada.

Espero que o Novo Aeroporto seja ao principio pequeno e Low-Cost e que so mais tarde evolua para um substituto da Portela, mas sempre com uma grande componente Low-Cost.

Hoje em dia norte europeus viajam mais la onde podem chegar depressa e barato.

Aeroporto da Portela é caro, passageiros e avioes pagam caras taxas para aterrar.

Falta uma infraestrutura Low-Cost que de resposta urgente as necessidades Actuais do mercado.Actuais porque com subida do petroleo, viajar de aviao pode rapidamente tornar-se caro outra vez e o trafego diminuir novamente.

Neste momento explosao das viagens Low-Cost com a maior companhia Low-Cost da europa Ryanair a transportar 49 milhoes de pax ano passado e com previsao de 100 milhoes de pax dentro de 5 anos.
Obviamente nenhum dos passageiros transportados foi para Lisboa porque Aeroporto nao tem capacidade de dar resposta a estas companhias que querem Aeroporto pequeno, com taxas pequenas, onde é facil aterrar e descolar o aviao (porque hà menos avioes, menos congestionamento) e é facil também para passageiro entrar, encontrar balcao check-in e poucos metros depois subir a pé para o aviao.

Low-Cost em pequenos aeroportos é realmente o futuro da aviacao em Europa e Lisboa nao tem nenhuma infra-estrutura Low-Cost.

Espero portanto que novo Aeroporto seja antes de tudo um Aeroporto Low-Cost que depois crescera também para as companhias High-Cost como a TAP, SATA e outras."




COMENTÁRIO.


Esta historia da low-cost está a confudir muito o povo.
1- Sao as low-costs que procuram pelos aeroportos adequados ou os aeroportos que procuram as low-costs?
2-Se o novo aeroporto for desenhado para low-costs, então ninguém quererá ter a concessão do mesmo.Dará prejuizo!

3- Já que em portugal fala-se de tudo mas entende-se nada, porquê que não estudam as capitais europeias que têm 3 e 4 aeroportos num raio de 80km.

4- Por exemplo,Barcelona tem 1 central e depois tem 3 satélites : tarragona, reus e girona.

5-um aeroporto para low costs custa meia duzia de tostões comparativamente com um aeroporto central para voos transcontinentais, onde Lisboa é muito importante nomeadamente Brazil.

6- Quando Beja ficar a funcionar, ai sim haverá espaço com fartura para as lowcosts!


VER TUDO SOBRE NOVO AEROPORTO NA BARRA LATERAL DIREIRA EM CIMA

sábado, janeiro 12, 2008

O presidente da famigerada ASAE e o outro

"..... E, subitamente, emergem dois heróis públicos, os polícias encarregues de fazer cumprir a lei: um é o director-geral de Saúde, aquele engraçado cavalheiro que, há tempos, nos ameaçava com a inevitabilidade da ‘pandemia’ da gripe das aves e dezenas de milhares de mortos no Verão de 2007 e agora nos ameaça com dezenas de milhares de processos em nome da saúde pública dos não fumadores. É pena que não se preocupe antes com as urgências e os SAP que fecham, com as condições miseráveis de hospitais como o São José, o São João ou o de Faro, com os doentes que esperam dois anos por uma consulta urgente ou uma operação inadiável. O outro herói é o já célebre presidente da famigerada ASAE, o tal que declara que, “se não quisermos viver nesta sociedade, podemos sempre emigrar”.

Miguel Sousa Tavares no EXPRESSO desta semana.

As melhores de 2007 pela American Photo

Sopranos pela Annie leibowitz. Clicar aqui para ver um grande slideshow

Tugas nem constam na lista dos piores na cama


Os homens alemães são os piores amantes do mundo, segundo o resultado de um inquérito feito na internet a cerca de 10 mil mulheres de 50 países.

As mulheres, que se submeteram ao inquérito no site WAYN, com as mesma características do Hi5, classificam os alemães como «egoístas» na cama.

Na segunda posição estão os suecos que são «rápidos demais», seguidos pelos holandeses que são «muito brutos» e os norte-americanos «muito dominantes».

Os amantes galeses aparecem na quinta posição por serem considerados «lamechas». Os escoceses seguem-se na lista e são criticados por serem muito «barulhentos» na cama.

O aspecto físico também pesou na avaliação feminina, o que ditou a décima posição para os ingleses, por serem «gordinhos». Os turcos são «suados», os gregos «mal cheirosos» e os russos «peludos».

No outro lado da tabela, os homens italianos foram considerados como melhores amantes, seguidos dos franceses, irlandeses, sul-africanos, australianos, espanhóis, dinamarqueses, neozelandeses, brasileiros e canadianos.

Os portugueses não constam na lista, logo devem estar algo perdidos no meio dos bons e dos maus, o que poderá significar um resultado mediano para o desempenho dos amantes nacionais.