Quinta-feira, Janeiro 19, 2012

Nova lei do trabalho. Hoje houve golpe de Estado

O acordo assinado hoje na concertação social é um recuo de décadas na sociedade democrática que Portugal iniciou em 1974. Sem radicalismos ou saudosismos, a verdade é que as medidas hoje aprovadas entre patrões, o governo e aquele líder amarelo da UGT, atiram os trabalhadores para as calendas.

O que está em causa são princípios básicos sem os quais não se pode falar de uma sociedade verdadeiramente democrática.

Num país onde houvesse trabalho em abundância, oportunidades e escolha profissional, provávelmente nem seriam precisas leis laborais. No limite, repito. As leis do trabalho que mais defendem quem trabalha são tão mais necessárias quanto mais precárias são as condições de trabalho.
É precisamente na altura em que mais aumenta o desemprego que é aprovada uma lei que vai permitir que ele cresça até limites incontroláveis.

Todos sabemos que o problema principal de Portugal é a falta e iniciativa e de investimento. E essa falha não se deve às leis laborais, aos feriados e a outras tretas. Deve-se porque chegámos a um ponto em que dificilmente seremos competitivos, virados para uma Europa que cada vez também o é menos.

Iludirmos isto é fazer bluff. Mas que estas leis hoje aprovadas vão beneficiar os patrões desonestos e trazer de volta o conceito velho do vale-tudo para empregar e despedir, ninguém duvide.

Não é uma medida para crescer, nem para modernizar empresas. É uma medida de marcha atrás. Como aliás o país está a andar.Um golpe de estado institucional.

Quarta-feira, Janeiro 18, 2012

FOTOGRAFIA TOTAL

Já estreou FOTOGRAFIA TOTAL, programa pioneiro na televisão, na TVI24, domingos 11H45.


A minha grande aventura televisiva. Realizado por mim e produzido pela LIGHTSHOT Televisão, com a autoria da jornalista Fernanda Pedro e de mim próprio.

Segunda-feira, Janeiro 09, 2012

PINGO DOCE NA HOLANDA

Loja Pingo Doce na Holanda. Sabe bem pagar tão pouco:)))

                                                 QUEM SABE, SABE E O MANELINHO É QUE SABE!!!

Cursos de fotografia e fotojornalismo


Iniciam este mês de Janeiro, 2012, os cursos de fotografia e fotojornalismo, dirigidos por mim, Luiz Carvalho, na LIGHTSHOT.


Inscrições e informações: lightshot@netcabo.pt  ou 917575249

Quarta-feira, Janeiro 04, 2012

Os capitalistas emigrantes

Passos Coelho, que é primeiro-ministro de Portugal, aconselhou numa daquelas suas tiradas de ideólogo de bancada os portugueses a emigrar. Claro que falava com os professores mas é evidente que pensava em todos os outros que têm como paisagem para a vida um longo deserto de desemprego.

Os capitalistas locais viram na ideia de jerico uma oportunidade de negócio. Melhor: apanharam ali a boleia que legitimava já a prática de transferir sedes de empresas consoante o paraíso fiscal ou a ditadura política.


O patrão do Pingo Doce que já andava a ameaçar há algum tempo passar a sede para fora de portas, pegou na sua mala de cartão dourado e aterrou na Holanda. Na verdade a Jerónimo Martins começou como uma mercearia, mas hoje é uma empresa que factura muito no estrangeiro, principalmente na Polónia. Foi aquele patrão que insultou o anterior primeiro-ministro. Foi um dos patrãozinhos que estiveram sempre, sempre ao lado de Coelho.

Esta medida não tem nada de ilegal. Embora o cinismo do CDS brade ao Céu em que tanto acredita ao vir falar em medidas para evitar a emigração legal dos patrões. Parece que o CDS não é governo ou então o CDS de Nuno Melo já está a aquecer os motores para fazer submergir Paulo Portas num daqueles submarinos inúteis e mais caros que centenas de Jaguares.

Este tipo de patronato explora-e-foge é o que temos demasiado em Portugal. Passam a vida a ameaçar os trabalhadores, o Estado e contam sempre de Janeiro a Janeiro com a bondade dos clientes que deixam lá grande parte do salário. O capitalismo perfeito.

Movimentam milhões, têm lucros brutais por pagarem aos fornecedores a 90 dias e em condições leoninas e o número de trabalhadores que empregam é mínimo relativamente ao que ganham. Não criam mercadorias de valor acrescentado. Especulam com esse negócio de merceeiro em grande escala. São merceeiros que pressionam a política e que impõem condições de trabalho draconianas.

Um movimento de cidadãos que pusesse na ordem muitos bancos, marcas e produtos poderia meter um pouco estes tipos na ordem.

Por exemplo: sou cliente do BCP há 20 anos. Mas como me querem cobrar uma taxa de 10 euros por mês para lá ter conta, vou tirar de lá a massa. E já comuniquei à minha gerente de conta. Vai já para o Deustch Bank. É igual? Talvez seja pior. Mas o inimigo do meu inimigo, meu amigo é.
 Se todos fizessem isto aquele banco que tratou nos últimos anos os clientes como criados teria de tomar juízo.

O Pingo Doce merece um boicote. O Lydl é mais barato e tem um queijo light excelente. E há outros merceeiros que podem vender o pão com cereais para diabéticos.

As empresas têm de aprender que o marketing começa na ética e não nos anúncios da TV.

Os chineses vêm para Portugal e os portugueses fogem com as suas empresas para fora.

Isto faz sentido?

Quinta-feira, Dezembro 29, 2011

A médica que assaltou a ourivesaria

"Médica de Vara assalta ourivesaria" - era o título de hoje do Correio da Manhã, a propósito de um assalto feito ontem no Centro Comercial Roma, Lisboa. havia 3 fotografias a ilustrar o artigo. Uma foto a toda a altura da página de Armando Vara, um retrato com destaque do pai da "assaltante" e um pequeno retrato tipo passe da protagonista da história.
Chama-se a isto jornalismo de sarjeta. A médica é de Vara, porque terá sido ela que o deixou passar à frente numa bicha para lhe assinar um atestado qualquer. O CM faz esta elipse: a tipa que assalta uma ourivesaria é cúmplice de Vara, logo: Vara é da mesma estirpe. O Vara até é uma das minhas figuras políticas de embirração. Mas fazer este tipo de ligação é miserável e de uma total falta de ética.
Mas o dramático e triste desta história vem a seguir.

Eu li o artigo porque a minha mãe, a recuperar no hospital de uma cirurgia que correu felizmente bem, tinha na hora da visita o jornal dobrado  e meio escondido na mão. Quando lhe perguntei o que trazia, ela disse-me: "conheces este homem?", apontando para a foto do pai da "assaltante". Não o reconheci. Ela acabou por me explicar que era um senhor que tinha sido nosso vizinho no andar de baixo. "Um senhor a sério, educado, um cavalheiro"- referiu o meu pai." Não podia ser mais correcto, um gentleman.". Este homem honrado acaba de ver a sua vida destruída no meio de uma notícia onde a filha é protagonista, devido a uma situação limite de resistência psíquica. Alguém que comete um acto de loucura no meio do desespero. E que arrastou consigo um filho na hora trágica.

Pois bem. Que faz o Correio da Manhã? Escancara a intimidade e publica com todo o despudor uma história que devia ser contada com pinças. A médica não é uma figura de um gangue à solta, nem uma vamp de faca na liga, é alguém que teve uma hora má e que está a ser acompanhada por um psiquiatra.

Trabalhava, tinha 4 empregos e hoje tem dividas. Fazer da desgraça um motivo para vender papel higiénico é lamentável. E não posso aceitar que a ERCS, o Sindicato dos Jornalistas (já que nem uma Ordem existe!) não deixem de se pronunciar sobre a forma como esta notícia foi feita.
É demasiado mau e grave para ser aceite numa regime onde, pelos  vistos, a auto-regulação não funciona em certos casos.

Segunda-feira, Dezembro 19, 2011

Passos Coelho, um Primeiro com mala de cartão.

Um primeiro-ministro não pode ser um comentador político, um cobrador do fraque, um bitaiteiro. O que nunca se pode esperar de primeiro-ministro é que ele tenha sido eleito para fazer o papel do Diabo. Um primeiro-ministro tem de ser um líder. Alguém que leva consigo o povo que o elegeum nas horas boas mas sobretudo nas horas difíceis.
O segredo da popularidade de muitos ditadores é que mesmo nas horas más eles faziam sentir ao povo que tinham ali um anjo da guarda, alguém em quem podiam confiar.
Foi esse o trunfo de Salazar ao mostrar que Portugal nunca cederia a pressões externas, nunca venderia por nada a sua independência. Mesmo que tal atitude significasse só. Orgulhosamente só.
É esse o segredo de Alberto João Jardim. Os madeirenses sabem que ele nunca fará nada que possa significar a perda de direitos e de autonomia na Madeira. Podemos discordar, mas se fossemos madeirenses dificilmente veríamos nele um castigador.

Ora Passos Coelho não é nada disto. Ganhou umas eleições que ele precipitou em nome do crescimento de Portugal, contra as medidas do PEC IV. Mentiu quando disse que não tinha sido informado delas. E nunca mais parou de mentir quando jurou a uma criança que nunca aumentaria impostos, muito menos sacar o subsídio de Natal. Mentiu.

Em 5 meses espremeu o país numa cavalgada paranóica contra os direitos dos trabalhadores, o Estado Social, destruíndo a débil economia que em 10 anos teve um crescimento zero. Para ele o objectivo é destruír o país para construír um outro com sede em Berlim. Habituado a gerir umas empresas que se movem entre negócios com o Estado, julga que um país é uma empresa e que os portugueses são empregados que se podem despedir carimbando-lhes o passaporte com visto para Angola.

A sua estratégia é a de um coveiro que tem pressa em enterrar o morto, cuspir nas mãos, para que a enxada lhe escorregue bem nas mãos sujas.

O político com uma carreira académica de cábula, o político que nunca teve um emprego decente na vida, este carreirista do aparelho do PSD, chegou a primeiro-ministro porque era o idiota útil, no tempo certo, para uma direita troglodita levar a cabo um sonho antigo: a destruição de um conceito social de fazer política, a construção de um Estado refém dos insteresses privados. A crise internacional foi a grande oportunidade para esta gente levar a cabo uma política de destruição da classe média, das empresas médias.

Portugal só pode saír do buraco poupando, gerindo bem e crescendo. Para isso é preciso confiança, ânimo, liderança. Em suma: é preciso política activa, corajosa, interveniente, feita por um líder maior e não por um garoto armado em comentador taxista.

E já agora um líder da oposição a sério também dava jeito!!

PS: revisto e mudado o título original: o taxímetro de Passos Coelho

Domingo, Dezembro 18, 2011

Passos Coelho: marrão na aula de Merkl, medíocre menos na sua carreira académica

PPCoelho é um aluno marrão nas aulas da Chanceleira Markl, mas foi um aluno medíocre no seu percurso académico. Pior, muito pior do que o engenhocas. Leiam e não esqueçam. E parabéns aos totós que com o seu voto puseram este génio a governar Portugal:
Data de nascimento: 24 de Julho de 1964 Formação Académica: Licenciatura em Economia – Universidade Lusíada (concluída em 2001, com 37 anos de idade) Percurso profissional: Até 2004, apenas actividade partidária na JSD e PSD; a partir de 2004 (com 40 anos de idade) passou a desempenhar vários cargos em empresas do amigo e companheiro de Partido, Engº Ângelo Correia, de quem foi diligente e dedicado ‘moço-de-fretes’, tais como: (2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest, SGPS, SA; (2007-2009) Presidente da HLC Tejo,SA; (2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest; (2007-2009) Administrador Não Executivo da Ecoambiente,SA; (2005-2009) Presidente da Ribtejo, SA; (2005-2007) Administrador Não Executivo da Tecnidata SGPS; (2005-2007) Administrador Não Executivo da Adtech, SA; (2004-2006) Director Financeiro da Fomentinvest,SGPS,SA; (2004-2009) Administrador Delegado da Tejo Ambiente, SA; (2004-2006) Administrador Financeiro da HLC Tejo,SA. Este é o “magnífico” CV do homem que ‘teoricamente’ governa este País! Um homem que nunca soube o que era trabalhar até aos 37 anos de idade! Um homem que, mesmo sem ocupação profissional, só conseguiu terminar a Licenciatura (numa Universidade privada…) com 37 anos de idade! Mais: um homem que, mesmo sem experiência de vida e de trabalho, conseguiu logo obter emprego como ADMINISTRADOR… em empresas de Ângelo Correia, “barão” do PSD e seu tutor e patrão político!... Enfim. Nada de favores nem de compadrios na vida deste trabalhador incansável. Um homem que chegou onde chegou por mérito - muito mérito, não haja dúvida! O mesmo que secunda quem manda os jovens emigrar e que toma mesmo a palavra para bolsar idêntico conselho aos professores.

Sexta-feira, Dezembro 16, 2011

Quarta-feira, Dezembro 14, 2011

Workshop de fotografia básica, 17 e 18 Dezembro

ÚLTIMAS INSCRIÇÕES: 917575249 ou lightshot@netcabo.pt

Sexta-feira, Dezembro 02, 2011

José Mensurado, partiu um grande Senhor da TV

Cresci a ver o José Mensurado na RTP. Era um seu fã. Lembro-me da sua forma moderna de fazer televisão. O Frente a Frente, um programa de entrevistas que passava a seguir ao Telejornal, era uma hora de conversa tranquila, com uma realização muita avançada para a época. Foi lá um dia a Amália.
Lembro a chegada do Homem à Lua sempre em directo durante horas madrugada dentro.

Ainda tenho na memória uma série de reportagens na Guiné, pouco antes do 25 de Abril.

Conheci-o anos mais tarde, na década de 80, o José Mensurado no Bar Snob. Falámos horas sobre tudo e nada. Tinha uma sincera amizade por ele, embora nunca tivéssemos sido amigos íntimos. Por coisas do destino ele acabou por ir morar para o Bairro de Alvalade, mesmo em frente à Tabacaria do meu pai, onde sempre foi até ontem, horas antes de morrer.

Era um gentleman, um homem de bom gosto, nos carros que tinha ( teve um Triumph e agora um Mazda Mx-5), nos charutos que fumava. Um leitor atento e diário da melhor imprensa mundial.
Fazia parte de uma geração de jornalistas que me inspirou, daquele grupo de excelência nascido no Século e de onde alguns acabaram meus colegas no Expresso. Uma elite que fez do jornalismo uma profissão de grande estatuto e de uma enorme dignidade.

Esteve anos na prateleira da RTP e chegou a ter um processo disciplinar quando a chegada de Proença de Carvalho à RTP, no tempo da AD, despejou para um canto muitos profissionais que viram terminada antes de tempo uma brilhante carreira profissional. Mensurado disse mesmo nessa altura numa entrevista ao Tal&Qual que Proença era um maquiavel à moda do Minho!

Não tenho dúvidas que na América José Mensurado teria terminado os seus dias a fazer um programa de informação de prestígio.

Tenho muita pena que tenha partido e que nunca tivéssemos tomado aquele copo sempre adiado.
Ao Pedro, seu filho, e meu colega fotógrafo, um grande abraço.

Segunda-feira, Novembro 28, 2011

Fado, património da Humanidade

O FADO é a partir de hoje património da Humanidade.É justo, e esta forma de vida merece. Tendo começado por ser uma forma de expressão popular à margem da moral e dos costumes estabelecidos, acabou por ser uma voz colectiva onde a dor e o sentimento fundo dos portugueses se tornou num ícone de um povo. Depois o Estado Novo usou-o como a expressão de um povo resignado no sofrimento e fatal no seu destino triste.
A Amália foi a voz que internacionalizou o género e que demonstrou com o seu cantar que os portugueses não são "toujors gais".
E foi com Amália que poetas como David Mourão-Ferreira ou Alexandre O`Neill, se fizeram pela primeira vez cantar. E foi com ela que compositores como Alain Oulman e fotógrafos como Augusto Cabrita intervieram no fado, dando-lhe ainda maior dimensão artística.

Depois de Abril o fado virou faduncho. Foi rejeitado pela esquerda e usado pelos saudosistas como um cantar saudoso dos tempos obscuros.

Mas Carlos do Carmo reabilitou o Fado quando Ary dos Santos ou António Vitorino de Almeida trabalharam com ele, no final dos anos 70.

Depois dos anos 80 um grupo de pós-modernos desenterrou o fado e hoje há uma geração fantástica de fadistas. Cantam e encantam.
Eu que só gosto de fado em muitas pequenas doses estou feliz por este reconhecimento de algo que é profundamente português.
Um bom motivo para puxarmos da nossa auto-estima e mandarmos o hino da Troika e as doce cantilenas de PPCoelho às urtigas.
Cantemos alto até que a voz nos doa!!!!!

Domingo, Novembro 13, 2011

O novo colonialismo interno europeu

A Líbia foi atacada pelas forças europeias e americanas em nome da democracia. Derrubaram um regime ditatorial mas que durante anos temeram e por fim até reverenciaram. Mas já antes tinha havido a invasão do Iraque contra tudo o que é o direito internacional.

Mas agora é a vez da Europa adoptar internamente as mesmas normas ilegítimas agora em nome do Euro e da democracia europeia.

O que aconteceu esta semana na Grécia e na Itália, onde dois primeiros-ministros eleitos democráticamente tombaram, logo substituídos por dois tecnocratas, sem que os respectivos povos se tenham pronunciado, é o retrato do estado a que a Europa chegou.

Quem põe e dispõe dos governos passou a ser a lógica de casino dos mercados e os interesses imediatos do dito eixo Paris-Bona.

E quando acabo de ouvir que Sarkozy e Merkl vão a Roma à posse do novo governo...bom o colonialismo interno europeu nasceu e já não tem vergonha de dar a cara.

O que está a acontecer não é uma mera crise. Éstá a decorrer uma guerra para engolir e dominar os países do Sul.

Quarta-feira, Outubro 26, 2011

A famelga MERKOZY


Segunda-feira, Outubro 24, 2011

Miguel Macedo vai devolver os subsídios?

Miguel Macedo tem uma casa de 4 assoalhadas em Algés, na rua Fernando Curado Ribeiro, com uma hipoteca a favor do Millennium BCP. Tem rendimentos dela ou usa-a como habitação? Se a usa porque aceitou receber um subsídio de alojamento? Esse direito só lhe seria consentido caso não tivesse residência em Lisboa. VAI DEVOLVER OS SUBSÍDIOS QUE RECEBEU ATÉ HOJE?

Rui Vasco mostra Rita Pereira, e outras, hoje no Curso de Fotografia de Luiz Carvalho

Rui Vasco é o convidado de hoje no CURSO DE FOTOGRAFIA. Vai falar do seu trabalho e da sua experiência como fotógrafo. Uma honra para mim em o receber na LIGHTSHOT, LxFactory, num curso que tem corrido com muita fotografia.

Miguel Macedo vive ou não vive na casa de Algés?

Miguel Macedo que é hoje ministro da administração interna, era um dos mais ruidosos deputados contra o governo de Sócrates. Acabou por ganhar com Passos Coelho, e todos os outros que infelizmente conhecemos, umas eleições precipitadas através de um golpe de secretaria em nome da verdade, do rigor e do fim de uma política gastadora.

Tudo serviu para ganhar o Poder. Prometeram mais do que qualquer santo milagreiro de que há memória. O povo habituado em acreditar em telenovelas e casas de segredos, apostou nestes cavalos políticos, desconhecendo que eram umas pilecas e não uns verdadeiros corredores.

Nos últimos dias descobriu-se que Miguel Macedo, ministro de um governo que decretou medidas inenarráveis sacrificando milhões de portugueses que ficam agora na pobreza, não perdeu tempo e pediu um subsídio de alojamento em Lisboa para quem é da província, vem para o governo e precisa de ajuda.
A lei faz sentido. Se um daqueles caciques locais é chamado para ser ministro, sendo o ordenado de um ministro modesto, sendo as casas em Lisboa caras, sendo eles uns tipos sem grandes posses pois se o fossem não iriam para ministros, o subsídio justifica-se. Mas a lei refere que isso se aplica a quem não tem casa em Lisboa, ou num raio de 100 quilómetros.

Ora Miguel Macedo tem uma casa em Algés, que rima com Massamá, embora ( e aqui está a xico-espertísse) a sua residencial oficial seja no Porto. Isto é: esperemos que legalmente seja no Porto a sua morada fiscal.

Eu gostava de saber, já agora, se ele tem usado a casa de Algés, ou se usou o subsídio para alugar outra.

Como foi apertado o ministro não teve outro remédio senão desistir do subsídio.

Para um político neo-liberal que vive a criticar os subsídios do Estado, que por ele acabava com todos os apoios sociais, matando esses monstros que engolem os impostos da classe média, abdicar de um subsídio que é mais alto do que o mais alto subsídio de desemprego que o seu governo acaba de baixar, deve ser duro. Mas devia ser uma VERGONHA. E ainda vem com ar de Maria ofendida dizer que foi tudo transparente e declarado. Pois foi. E daí?

A ética acaba na lei e a atitude política acaba na lei? Também é legal ter dinheiro em off-shores e é legítimo um político fazê-lo? Também é legal vender acções do BPN, mesmo que tenham sido oferecidas, mas num político isso é aceitável?

É legal essas figuras da democracia como Dias Loureiro, Miga Amagal, Armando Vara ou Ângelo Correia, ou a renegada Zita Seabra receberem pensões vitalícias. Mas isso é moralmente aceitável e éticamente correcto?

Tal como a lei que prevê o subsídio de deslocação, a pensão vitalícia faz sentido. Mas se não for acumulável com reformas ou outras pensões. E só na idade da reforma e não antes. Mesmo assim é discutível.

O primeiro-ministro viaja em turística (embora fosse de investigar se essa promessa se tem verificado. Eu duvido) numa campanha de marketing parola e populista, mas os seus Chicago-boys vão metendo a mão na massa e aí estão a montar a pileca do Poder, não no seu esplendor, mas na pior das
mesquinheses pequeno-burguesas.

Como todos os moralistas, estes tipos são de uma total perversão no exercício das funções. E a procissão ainda não saiu do adro.

Sexta-feira, Outubro 21, 2011

CURSOS DE FOTOGRAFIA

Entre no site e veja os cursos de fotografia e de fotojornalismo dirigidos por Luiz Carvalho