Domingo, Novembro 22, 2009

O bordel dos assalariados da alta gestão

Os rendimentos dados a conhecer ontem no Correio da Manhã do camarada e amigo Armando Vara são de ficar de boca à banda. Calculávamos que o esperto ganhava bem, eu nunca imaginei que fosse um tamanho euromilhões.

O que abala ainda mais todo este estado de cangalhada a que chegou o país não é um gestor ser pago a peso de ouro. Um gestor que faz crescer uma empresa, cria postos de trabalho e gera dinheiro deve ganhar na proporção do seu desempenho. Aliás, o mesmo se deve aplicar a um trabalhador. Deve ganhar em função da mais- valia que produz. Agora um gestor que foi posto no lugar por razões políticas, que não tem curriculum profissional para o cargo e que tem a tarefa facilitada por não ser a sua acção que vai melhorar ou piorar a empresa, é um escândalo total honorários da estratosfera.
Estar num lugar confortável de um banco, ser Vara, o Rato Mickey ou um irmão metralha não deverá fazer grande diferença para o banco. São cargos fáceis de ocupar e pagos de uma forma completamente imoral atendendo ao país, aos trabalhadores do banco e, já agora, aos clientes que depositam lá o seu dinheiro vendo que esses lucros são esbanjados em mordomias para uma elite oportunista.

Claro que os portugueses são uns invejosos e odeiam quem ganha mais um tostão do que eles. Eu não pertenço a esse tipo de gente. Defendo que se deve pagar bem a quem o merece e que terá de haver quadros que devem ser bem pagos com a responsabilidade proporcional ao que ganham.

O que mais uma vez fica a descoberto é a trama de interesses, a promiscuidade entre o Estado, os partidos do poder e as empresas. Não é promiscuidade, é um bordel total.

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

David Carvalho há 8 anos


Há 8 anos nascia o meu filho David. Prematuro com 1,5 quilos. Teve um acompanhamento perfeito na Maternidade Alfredo da Costa. O tempo passou rápido. Então eu experimentava a primeira máquina digital, uma Canon D30 com 3 milhões de pixels. Excelente para a altura.

A vida mudou muito num tão curto espaço de tempo. É muito bom estar vivo.

Aula a alunos de Palmela no estúdio LIGHTSHOT

Alunos da St. George's School de Palmela no Estúdio LIGHTSHOT, na LxFactory, durante uma aula de Luiz Carvalho sobre a experiência dos workshops. Ainda houve tempo para um panorama rápido da História da fotografia. Uma hora muito estimulante.

Direitos da Criança, 20 anos não é nada.

Fotografia de William Klein
Há 20 anos foi assinado por vários países a Declaração Universal dos Direitos da Criança. Os Estados Unidos e a Somália não o fizeram. Por razões diferentes. Mas com declaração ou sem assinatura a verdade é que os direitos das crianças são atropelados a todos os momentos no Mundo. E nem vou falar dos casos óbvios de violência, exploração de trabalho, castigos corporais e coacção psicológica. Esse é o lado visível do drama.

O que está escondido passa-se no interior dos lares, das escolas, das instituições. Há um muro de silêncio do tamanho da vergonha mais ignóbil por todo o lado. Nos países ricos e nos famintos, nas casas dos ricos, nos pardieiros dos pobres.

As nossas escolas desistiram de uma educação total que vá para além de um saber livresco muitas vezes inútil, chato e que faz criar anti-corpos aos alunos perante o saber. Os nossos professores, esses que não querem ser avaliados embora ganhem a vida a avaliar os outros, de uma forma geral dispensam uma cultura e prática humanísticas para se dedicarem ao cumprimento burocrático de um programa.

Com Declaração ou sem ela os primeiros anos das nossas vidas estão longe de terem uma atenção de qualidade de forma a preparem os homens e mulheres de amanhã.

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Portugal levanta voo depois da vitória na Bósnia


Já vi pior, já vi melhor. Portugal mexeu menos mal os pézinhos e aquele golo bem ali no instante fatal atirou-nos para a estratosfera da nossa grande imaginação colectiva.

Aquele campo pelado cercado de energúmenos pelos quatro lados, não assustou a rapaziada que tocou no esférico como Sócrates toca na Nação. E o resultado deu para levantar voo. Não foi futebol total, mas deixemo-nos de intelectualísses à beira da vitória. O que conta é concretizar mesmo que o estilo seja uma treta. Mas quem se pode inspirar a jogar com uma trupe de snipers que não hesitou em apedrejar no árbitro assistente?

Queirós já vinga o brasileiro e a Pátria está de pé. Vai ser dura a pancada na queda.

Os cães também já fabricam CO2

O meu cão Óscar a fazer CO-CO depois de ter produzido CO2!
A ecologia tornou-se no negócio do século. O que começou como um movimento de pacifistas tontos, acabou num negócio tentacular para empresários dinâmicos. Até Sócrates que apostou um dia em lucrar com um negócio de venda de gasolina, acabou num beato verde que gosta de insultar os utilizadores de veículos particulares, embora utilize diáriamente um Phantom que produz tanto CO2 como um TIR.

Empresários que militam politicamente como Ângelo Correia e Passos Coelho, ou o ex-empresário vermelho Alexandre Alves, apostam agora na energia verde. Ainda bem.

Mas o que começa a entrar já numa paranóia mundial são os estudos de uns tantos patetas que querem fazer da ecologia o novo catecismo da ideologia dominante.

Um estudo hoje revelado já chegava ao ridículo de afirmar que ter animais domésticos era contra a ecologia e exemplificava que alimentar um cão com mais de 15 quilos equivalia a andar de Toyota Land Cruiser durante 10 mil quilómetros. E dar whiskas aos gatos equivalia a outros 10 mil quilómetros num Golf!!!

Isto no dia do não-fumador onde televisões como a RTP fizeram peças completamente
arregimentadas
contra os fumadores, esses novos bárbaros do século XXI! A peça da RTP era construída (se é que se pode dizer isso de tal chacha!) na base de que o povinho se adaptou à ditadura da UE e da subsidiária ASAE, dando a ver uns subjugados à lei que meteu na ordem os doentios da beata.

Claro que não se falou da arrogância dos hóteis de 5 estrelas onde não há 1 metro quadrado para fumar, do desprezo dos restaurantes pelos clientes, da cegueira que Portugal adoptou na aplicação de uma lei que em França e Espanha foi aplicada de uma forma amiga dos cidadãos, defendendo quem não fuma e não criando um ghetto para os fumadores.

Mas em Portugal os únicos que não podem estar num ghetto são os homossexuais. O que acho sinceramente bem. Era o que faltava! Mas os outros são uma cambada de energúmenos que a ASAE toma conta deles.

Vara ainda mama 30 mil e 6oo mil desesperam.

Como dizia o realizador Fernando Lopes, "isto anda tudo ligado".

Vejam-se as notícias de hoje: o desemprego atinge 6oo mil trabalhadores, o maior número desde 1983, em Aveiro começaram a ser ouvidos os arguidos do escandaloso Face Oculta, mas PASME-SE: Armando Vara continua a receber 30 mil euros por mês, embora tenha deixado a Vice-presidência do BCP por ter sido constituído arguido no mesmo Face Oculta.

Mas o amigo de Vara, o senhorPrimeiro-Ministro Sócrates, veio hoje dizer que o desemprego é terrível mas a culpa é da a crise internacional, essa face oculta que serve para justificar todos os males não só do Mundo mas também do Portugal dos pequeninos.

Não fiquemos por aqui. Ao mesmo tempo que lamenta o desemprego, Sócrates anuncia que vai construir uma auto-estrada entre Sines e Beja e que assim vai criar 8 mil postos de trabalho! À mesma hora Braga de Macedo na TVI, comenta com uma excepcional clarividência e saber que a economia de Portugal nunca arrancará com obras faraónicas, mas com a excelência e a capacidade para se exportar para os mercados que estão a crescer como Angola e Brasil.

Uma ligação rápida entre Sines e Beja para quê? Com uma estratégia falhada para o Porto de Sines, o que é que vai ser preciso transportar assim com tanta pressa? Turistas para um aeroporto que é um flop? Camiões cisternas para uma cidade do interior alentejano em decadência? Ligar o pouco que chega ao Porto de Sines à Europa, se Beja nem ligação tem a uma auto-estrada?

Portanto: estamos perante mais um engodo socialista: construir vias lácteas para o despesismo e para o crescimento ainda maior da dívida pública.

Sócrates pode falar demasiado ao telemóvel e com amigos pouco recomendáveis, mas o grave é mesmo esta política suicida, decidida por caprichos e paixão pelo alcatrão.

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Gays querem Estado como padrinho


Pertenço a uma geração que cresceu a marcar passo na Mocidade Portuguesa, a ser obrigado a usar gravata e a ir à catequese. Aos 15 anos acordámos para a vida e revoltámo-nos contra a família, a escola, o Estado e tivemos como prenda merecida o 25 de Abril.

Nunca me passou pela cabeça, depois de tanta luta, que um dia alguém pudesse pedir ao Estado para legislar sobre a minha conduta, o meu comportamento, as minhas opções sexuais, a minha opção de viver só ou acompanhado. Jamais!!!

Durante muitos anos a família era uma célula que o Estado usava para se servir como tentáculos para melhor controlar os "marginais", os que punham em causa essa santíssima trindade: Deus, Pátria Família. E se havia gente que considerava o Estado promíscuo na regulação dos comportamentos eram os homossexuais. Porque eram geralmente pessoas com um sentido ainda mais amplo da liberdade e usavam da coragem para enfrentarem a família e a igreja.

Fico agora parvo quando vejo quarentões e cinquentões de esquerda a implorarem ao Estado para os deixarem casar e poderem perfilhar filhos.

A família homossexual passou a ser uma bandeira esquerda, quando na versão hetero era uma bandeira de contestação.

A esquerda defender o casamento é tão aberrante como ser-se comunista católico. E não percebo qual é o interesse de legalizar um estado que só existe para se poder constituir família dentro de um conceito onde não cabe a homossexualidade.

Uma coisa é o Estado reconhecer que pessoas do mesmo sexo que declarem e provem viver em comunhão de bens, tenham os mesmos direitos e regalias sociais e fiscais. Isso é óbvio. É a única maneira de o Estado não marginalizar quem opte por viver junto, independentemente do sexo.

Outra coisa é o Estado patrocinar umas cerimónias patéticas de uns tipos de bigode e calças justas de cabedal a beijarem-se no cartório ou de um par de camioneras de véu e grinalda armadas em virgens de branco. Para cenas dessas basta os pombinhos voarem até Las Vegas e fazerem um desses casórios com ementas variadas.

Que fique claro: nada tenho contra ou a favor dos homossexuais. Ninguém tem a ver com o comportamento de cada um e o Estado não pode nem deve em circunstância alguma legislar sobre os comportamentos. É isto que a esquerda não quer ou não percebe.

Fazer deste assunto um tema de debate nacional já é caricato. Que os socialistas queiram insultar a maioria do povo português que não se revê neste tipo de palhaçadas é que é mesmo grave.

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

A carta que Cebrian devia ter escrito a Pedro Múrias


O Pedro volta com as suas crónicas da sala de espera agora em blogue.

Como se sabe a PRISA, que é dona do Rádio Clube Português, decidiu despedir um grupo de trabalhadores do RCP, entre eles alguns jornalistas onde se incluía Pedro Múrias. Para cúmulo da vergonha, a administração mandou a carta de despedimento ao Pedro quando ele estava ainda de baixa, dias depois de ter sido operado a um cancro. Essa operação era mais que conhecida dos burocratas a mando dos espanhóis. Não foi gaffe, foi mesmo a matar.

Durante dois meses o Pedro fez diáriamente no RCP uma crónica onde contava com sentido de humor e uma dimensão humana pungente a sua experiência quotidiana com essa maldita doença. Os ouvintes mobilizaram-se em apoio ao jornalista. O hospital onde ele esteve internado encheu-se de amigos, de ouvintes, de gente que vibrara com as suas narrativas radiofónicas.

Pois bem. A administração deu-lhe como prémio um despedimento feito de uma forma miserável, sem respeito, sem ética, sem dimensão profissional. Uma rádio que faz jornalismo e que adopta o comportamento de um qualquer patrão boçal, como se trabalhasse em sucata e não em informação, não merece depois dessa atitude a mais pequena crededibilidade.

Não sei como ouvinte posso acreditar numa estação de informação que despede um jornalista como uma sopeira e lhe telefona a seguir a oferecer um segureco de saúde, a quem está a tratar de um cancro!..uma esmola beata, cínica e farisaica. Parece mentira. Mas acreditem. Foi no RCP!

Não é o Oliveirinha, o tipo doa ares condicionados, o Citizen Kane de Ranholas, o Valha-nos Deus, ou qualquer outro manhoso. Não. Foi a PRISA que teve este comportamento grosseiro e triste.lamentável. Pois bem, o Pedro voltou e o seu blogue vai dar muito que falar.

O primeiro post é fantástico. A carta que Cebrian, dono da PRISA e ex-jornalista, podia e devia ter escrito a Pedro Múrias.

Cliquem na imagem, em cima, entrem no texto.

Domingo, Novembro 15, 2009

A Face Oculta da Linha do Tua

Mota Andrade cochicha a Sócrates em Bragança, no comíçio da campanha, e em baixo já eleito na AR ao lado de Ana Paula Vitorino. Fotos LC.

PARE ESCUTE E OLHE, o documentário do Jorge Pelicano sobre o fim da linha do Tua, remete-nos para a tradição do cinema-verdade que de uma forma comprometida defende causas e testemunha culturas em vias de extinção. O filme foi apresentado ontem ao povo de Mirandela com grande sucesso. E faz-nos lembrar a fita dos anos setenta de António Campos sobre Vilarinho das Furnas, a aldeia arrasada na ira renovadora do Marcelismo e suas barragens.

O que o Jorge fez foi um filme sobre uma das mais belas linhas de comboio do Mundo, integrada na paisagem e servindo a população local. Uma linha que podia ser de grande atracção turística e que acaba de ser desmantelada pelo governo socialista, com o conluío do cabeça de lista por Bragança do PS Mota Andrade, aliás amigalhaço de Vara e Sócrates e que se transformou no porta-voz dos que atiraram a matar sobre a centenária linha ( 122 anos).

Ora, esta figura ímpar da democracia transmontana, defendeu o fim da linha do Tua, em rota de colisão com Ana Paula Vitorino, a ex-secretária de estado dos transportes, e não reconduzida no cargo embora tivesse sido de uma lealdade total a Sócrates. O cacique achava que a linha só dava despesa e que podia ser substituída por uma carreira de autocarro. Como desgraçadamente aconteceu. O que é mais incrível é como uma criatura destas consegue atacar a sua região e ser eleito pelos papalvos locais!

Ora foi o roubo de cinco mil e tal travessas na linha do Tua que despoletou a guerra entre Ana Paula Vitorino e Manuel Godinho. E parece já ter ficado provado que foi mesmo um roubo. O que é curioso no mínimo é esta relação amistosa Vara-Godinho-Andrade e o lobby que terá levado à não recondução de Ana Paula Vitorino, uma excelente secretária de estado, e estou à vontade, pois discordo em muitas opções que ela propunha.

O filme de Jorge Pelicano não pode ser mais actual. Oxalá ele possa contribuir para a descoberta de uma série de acidentes mal contados que não tinham outro fim que não fosse acabar com a Linha do Tua, um crime contra o património da Humanidade.

Sócrates que já se deixou aliciar pelo negócio da venda de gasolina, embora hoje seja um ecologista do quilé, ele que passa a vida com o credo na boca sobre ambiente, devia retratar-se e explicar aos portugueses porque quer matar uma das paisagens mais belas de Portugal, mandando às urtigas património, memória e uma possibilidade de negócio atraente para atraír turismo.

Afinal há linhas que se tocam e nelas surgem figurões que fazem todo o sentido numa história de acidentes, atentados à cultura e ganância nova-rica. Tudo um pouco do que é temperado o arrivismo socratista.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

As fotos dos alunos do I Workshop de fotografia

Slideshow das fotos dos participantes no I Workshop de Fotografia de Luiz Carvalho

Zézito ou o retrato de Sócrates enquanto jovem

Sucatagate já era. Vem aí o alcatrãogate!!!

Aprendemos cedo que na vida tudo é relativo. E damos conta na política que cada escândalo é relativo, minimizado pelo seguinte, esquecido passadas umas semanas, dias, tudo consumido na voragem das notícias.

Ontem era o Sucatagate. Hoje já desponta um novo caso, o caso dos dois concursos públicos adjudicados pela Estradas de Portugal, de onde se evaporaram entre as propostas iniciais e as aprovadas qualquer coisa como 450 milhões de euros. Portanto este valor em sucata dava quase para afogar o país em ferrugem e resíduos sólidos.

O Tribunal de Contas já entrou em acção mas, apesar de ser um Tribunal, não ordena, aliás como os outros de uma maneira geral. O Tribunal de Contas condena, puxa as orelhas, mas não pode impedir que as obras adjudicadas não possam ser erguidas pelas empresas construtoras.

Mas ainda não estávamos refeitos desta história de 450 milhões, já a Comissão Europeia emitia um parecer que deitava por água abaixo, o termo certo, o plano hidrográfico do país. Isto é: aquelas 11 barragens de que Pinho se orgulhava e de que Sócrates passava os comícios da campanha a elogiar, são uma estupidez. São caras e não trazem rentabilidade, tramam a paisagem, o ambiente e degradam a qualidade da água de vários rios.

Eu sempre desconfiei das barragens. Detesto barragens. Uma central nuclear da nova geração substituía dezenas de barragens e acabava com as irritantes eólicas, agora a encherem a paisagem do país de ruído de som e visual. Mas meus caros amigos: as barragens também já estão adjudicadas e a partir de agora é erguer betão. As máquinas registadoras já malham nos números.

O país está pior do que antes das eleições. Mas este fontismo de pacotilha não pára nem com a gripe A. Sócrates foi hoje à pica e até gostou.

Silvio+Berlusconi%27s+Women+Politics+%26+Power%3A+vanityfair.com

Silvio+Berlusconi%27s+Women+Politics+%26+Power%3A+vanityfair.com

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Português gasta 5,9 litros de vinho aos cem

Um estudo recente conduzido pela Universidade de Lisboa mostrou que cada português caminha em média 440 km por ano.

Outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra revelou que, em média, o português bebe 26 litros de Vinho por ano. Isso significa que o português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km, ou seja... é económico!/ Eugénio Fidalgo

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Sonotone pode ajudar a melhorar escutas

Há um desconforto nesta coisa das escutas. Começa por ser incrível que o Presidente do Supremo já soubesse delas antes das eleições. Ficaram no congelador. Depois do alarido nos jornais e televisões, rádios e internet, veio a notícia rápida de que as escutas não estavam autorizadas pelo Supremo. Logo: lixo.

Legalmente um escutado sobre nabos quando se estava a investigar sobre hortaliças não tem que ser implicado. É a lei meus caros. No caso das conversas entre Vara e Sócrates a PJ achou que o conteúdo era pertinente de ser tido em consideração. Portanto. a conversa não podia ser sobre TVI mas sobre sucata. Ou então a PJ anda a brincar às escondidas e não sabe nada de leis. o que todos duvidamos.

Ficamos de novo na suspeição. O país pequeno está a ficar, já está mesmo, sobrelotado de tanta finta jurídica. A Justiça ou é demorada rápida e chuta para canto, ou é surda e precisa de Sonotone.

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Do fundo da sucata oculta. Acção!!!

Esta saga entre primos de Sócrates, o emigrado chinês a estudar um qualquer Kung-fu ou o gordo que faz pela vida em Luanda, ou entre amigos de longa data como Vara ou Lello, esta teia que começou antes de Guterres subir ao Poder, e muito bem contada no jornal i, esta saga dava um filme em seriado. Pensei ir a correr ao Estoril fotografar Coppolla e propor-lhe este guião:

Uma família portuguesa com vários piri-piris.

Vejam: Trás-os-Montes na origem, a vinda para a grande capital, a boleia da política, a entrada na ribalta do poder, o novo-riquismo que até facilita nos doutoramentos, a moda à la carte, os fatos Boss, os trejeitos, as namoradas feministas e de esquerda...os escândalos à volta, o passar pelo fogo e nem chamuscado ficar. As trapalhadas, a arrogância, o marketing.

Há qualquer coisa de Eça, de Puzzo, de heróico, de espectáculo de casino, de glória e, um dia, a queda de um anjo e seu acólitos. Até casamentos-gay entram no script, não numa dimensão sexual, mas de esquerda, com laivos políticamente correctos, e se se puder meter eólicas e CO2 a história ficará mais completa do que O Padrinho.

Não estou a pensar em ninguém em concreto. Penso sim neste elenco que mete Sócrates e as ovelhas negras, o tio porreiraço e rico de Bentley coupé, um primo tarado, um gordinho patusco, um galã bancário, de andar gingão, promovido a banqueiro e outras figuras de terceiro plano, mas não menos interessantes, os que andaram a abrir bombas de gasolina, no tempo em que o ideal não eram os carros eléctricos, a perseguição à classe média que usa o automóvel, mas o lucro com o CO2 !

Coppolla fazia um grande filme. Imagine-se um cenário inspirado no" Do Fundo do Coração". Em vez de uma cidade nocturna,um estaleiro de sucata. Ouve-se Tom Waitts. O som de uma chapa a caír. E...Acção!!! Há um parque de estacionamento. Dois carros chegam. Dois vultos trocam sacos. Mais longe uns tipos de gabardina fotografam a cena. Percebem mais tarde no photoshop que os sacos....não são recicláveis!!...

O filme acaba com os protagonistas a desaparecerem num TGV a caminho de nenhures. UFFF!!.

Portugal renasceu!..

Domingo, Novembro 08, 2009

A16: A via láctea para o despesismo


Estou sempre a ser surpreendido com Portugal. De repente sinto-me num país irreal...mas muto rico.

Vou contar: vou na auto-estrada para Cascais, saio para Sintra, entro numa via rápida excelente, construída sobre a velha estrada que já fazia a ligação ao Shopping de Cascais. Contínuo, há uma recta explêndida de três faixas, não se vê um único carro e quando vou a gostar da coisa, e a gabar para a minha mulher esta óptima ligação, aparece uma portagem. Digo eu: " a portagem é para quem quer seguir para Mafra e não para a IC19!". Pura ilusão. Pago 0,90 cêntimos e saio na IC19. A minha mulher comenta: se não querias pagar vinhas pela outra estrada paralela que sai na rotunda de Sintra ( a 300 metros acima).

Na verdade não vi nenhuma indicação ao passar depois do Shopping de Cascais que ia entrar numa via portagada, mas só depois de pagar percebi que tinham feito uma auto-estrada ao lado de uma estrada nacional que só precisava de uns arranjos para funcionar com mais segurança. Quer dizer: o Estado gastou ali uns milhões para meia dúzia de gatos pingados pouparem um minuto e gastarem um euro.

Já tinha descoberto há meses essa auto-estrada em viaduto sobre o Ribatejo, agora mais uma via láctea para o despesismo nacional.

Claro que para os socialistas eu sou um pessimista, porventura um Medina Carreira sem habilitações, um Ferreira Leite radical, um vencido da vida. Era o que faltava !!!!

Quando o prolongamento da CRIL, essa sim uma obra urgente e que pouparia milhares de horas e milhares de toneladas de CO2 ( este argumento pega sempre!) está atrasado 10 anos (dez anos meus caros!), embora esteja a ser acabado a passo de caracoleta, temos uma auto-estrada patética num anel de circulação inter-urbana.

Nunca perceberemos se estes projectos são feitos para facturar alcatrão, para mamar nas comissões, para engodo dos eleitores ou para orgulho de autarcas narcisistas. talvez seja tudo somado e mais algumas luvas. A verdade é que um país assim é ingovernável. E temo seriamente que os mega-projectos nos venham lançar definitivamente na penúria.

Hoje ao ver o Plano Inclinado do Mário Crespo percebi de novo como tudo é frágil e incerto. Quatro milhões de portugueses vivem todos os meses do ordenado do Estado. Assustador. Os números reais da economia são péssimos. Mas Sócrates teima na despesa sem retorno.

Sábado, Novembro 07, 2009

SUCATAGATE


Sócrates está encurralado. Entre uma oposição e uns amigos que não interessam muito. A oposição dá cabo da cabeça do Primeiro. Os amigos dão-lhe cabo da paciência. Não bastavam já os tios e os primos, agora os amigos e, ainda por cima, amigos que ele colocou no pedestal da política, das empresas públicas, da finança.

A oposição entala Sócrates entre a espada e a parede. Os amigos deixam-no nervoso, à beira de um ataque. Quando o seu amigo Armando Vara lhe telefona e comenta o caso da compra da TVI e por azar há escutas...tudo uma chatice.

Os portugueses votaram no homem julgando que agora ia haver sossego. Enganaram-se. A face Oculta comparada com o Freeport, até se pode dar este último como brinde e esquecê-lo. A Face vai dar muitos folhetins desta saga socialista, agora no capítulo Sucatagate.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

O Hino aos funcionários públicos. Embrulhem!!!

FRASE

" NA SUCATA NADA SE PERDE TUDO SE TRANSFORMA"- como diria o Grande Midas e uns espertalhaços.

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

O rei da sucata e o salto de Armando

Com esta face oculta da sucata nacional percebeu-se que afinal a corrupção, o favorzinho, a golpaça, não são só acções nas altas adjudicações mas também nas pequenas. É como no poder. Os gestos mais cruéis são praticados pelos chefezinhos de divisão, os directores de serviço e toda uma cambada de engraxadores, bufos e queixinhas. Isto quer se apontem repartições públicas ou sofisticadas empresas.

Portanto a sucata portuguesa está em rede e tem vindo a alimentar algumas contas pessoais em nome do desenrasca, da gorjeta, do dá cá o meu, do " é gamar enquanto há".

A suspensão de Vara pressionada pelo Presidente do BCP, que não escondeu na tv o seu desconforto, e por Constâncio receoso de mais uma bernarda sobre si depois do BPN, demonstra
a promiscuidade entre política e empresas. Vara é um dos embaixadores. Mas há muitos mais.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

A ganância cega com o Multibanco

Das poucas coisas que funcionam bem em Portugal é o Multibanco. Fomos pioneiros neste serviço e hoje estamos à frente no Mundo nesta facilidade aos consumidores. Basta irmos a Espanha para constatarmos como o serviço do país vizinho está anacrónico. Por exemplo na portagem da auto-estrada Barcelona-França não são aceites cartões Electron. Numa gasolineira não me deixaram pagar com Visa e em Perpignan, França, é preciso andar 500 metros no centro para encontrar o único Multibanco disponível.

Via Verde, Multibanco, homebancking, são serviços excelentes em Portugal. São um sinal daquilo que podíamos fazer em inovação noutras áreas.

Pois bem. Como é um serviço avançado, aceite e usado por milhões de portugueses, como é também um serviço que poupa na mão de obra e em custos brutais nas empresas, principalmente na banca, que quer agora a banca? Passar a taxar o uso do serviço.

Andaram há 20 anos a seduzir os clientes para a indiscutível vantagem das operações online e agora que estão implementadas, e os clientes reféns dessa prática, os espertalhões da banca querem ir aí sacar mais uns milhões para os chorudos lucros.

Os mesmos lucros que servem para operações de duvidosas rentabilidades, como foi a operação da CGD com a OnGoing, ou o custo da nacionalização do BPN, ou a iliquidez do BCP sustentada pelos mesmos de sempre.

Não bastando toda esta lata, a banca depois de se ter portado da forma desgraçada como se portou em termos de credibilidade na crise, vem agora praticar spreads loucos, impedindo os pequenos de terem acesso ao crédito, enquanto os grandes manobram como querem.

Discurso de taxista ? Antes fosse. Com uma banca destas o melhor mesmo é meter a massa debaixo do colchão. E quando inventarem uns cofres baratos e seguros então é que a malta não vai mesmo depositar nos bancos.