quinta-feira, julho 31, 2008

Imagalhães Tiger? ou Imagalhães lince da Malcata?

O nome Magalhães não é muito feliz. Não sabemos se é homenagem ao Fernão se ao José, este último um fanático da net desde o início, o ex-PCP e actual secretário de Estado da Administração Interna.
O projecto deste computador português é muito interessante: é fabricado em Portugal destina-se a putos dos 6 aos 8 anos e tem um preço máximo de 50 euros, ou seja: o preço de um computador de brincar. Não sei o que o faz trabalhar parece ser uma máquina Intel e o mais certo é trazer essa aberração de sistema operativo chamado Windows. Se assim for já podemos contar que as nossas crianças já estão a ser contaminadas à nascença com o obsoleto sistema do Tio Bill. Se assim for é uma oportunidade perdida para o Estado apostar no Linux abrindo caminho ao sistema da Apple.
Não será um novo jackpot mas a vocação de Portugal para as tecnologias renováveis e de ponta (embora os portugueses a tenham cada vez menos!) é um bom caminhar. Talvez a única aposta certa, embora tímida, do governo do engenheiro.
Já produzimos o Tsunami (e acho que o ACER), umas tretas de máquinas, mas como já fabricámos o automóvel SADO e o bacamarte UMM, é a vez dos Magalhães. Embora louvável não resisto a acrescentar: cada país faz o que pode e a mais não é obrigado.

E se Magalhães não tiver sistema Tiger ou Leopard poderá sempre ter o sistema Lince da Malcata. Prevê-se o lançamento de um telemóvel associado o Ei fala!
Se o primeiro-ministro é uma espécie de engenheiro (com todo o respeito) porque não seria o computador português uma espécie de calculadora?

Copus-night e opus-light

O Alberto João Jardim é separatista, troglodita, o Bokassa do Atlântico (como lhe chamou em tempos esse grande democrata Jaime Gama) que chama os continentais de cubanos, mas é Carlos César e o Partido Socialista que acabam de arranjar um imbróglio político lamentável de total afronta aos poderes do Presidente da República e que este muito bem questionou e o Tribunal Constitucional rejeitou.
Se os Açores são um arquipélago tão bem comportado, democrático e de sincera autonomia, se o governo dos Açores mesmo gastando o mesmo ou mais do que o governo da Madeira- embora não tenha feito um terço da obra!- é o retrato do bom aluno insular, porque vem agora tentar demarcar-se das regras constitucionais da separação dos poderes?
Na verdade o marketing político é que conta.
De um lado está um copus- night que diz verdades a cantar e que faz obra, do outro um opus-light que não desenvolve as ilhas (e tem permitido a proliferação de edifícios desintegrados e do urbanismo selvagem))e pela surra legislativa quer armadilhada uma autonomia-independentista.
Aos pouco vai acabando o estado de graça Sócrates-Cavaco.

F`s 16 sem autonomia para irem ao Cabo da Roca ?

Há um pormenor na notícia sobre o trágico acidente do médico que vindo de Bragança para Coimbra se sentiu mal e teve a coragem e a lucidez de avisar que iria despenhar-se no mar. O pormenor: dois F16 seguiram ao encontro do bimotor e um dos pilotos militares ainda viu inconsciente o aviador. Depois...voltaram para trás por falta de autonomia. Não percebo nada de aviação. Mas não percebo isto: como foi o médico parar ao Cabo da Roca se ia para Coimbra ? Porque razão a Força Aérea desistiu de acompanhar o voo ao ponto de se ter perdido o rasto do malogrado médico ?
Há aqui qualquer coisa que não bate certo. E se o bimotor, fora da sua rota planeada logo em transgressão, não tivesse mesmo caído e tivesse seguido um destino vulnerável? Não há um grande amadorismo em tudo isto? Dois F16 conseguem perder o rasto a um pequeno avião civil ?
Eu sei que é verão mas esta notícia devia ser mais desenvolvida e investigada.

quarta-feira, julho 30, 2008

Mais um director do Nacional seduzido e abandonado

Os governos tratam o teatro como se fosse uma secção de limpezas. O cargo de director do Teatro Nacional tem sido desprezado por todos os governos à excepção do último de Cavaco Silva quando Agustina Bessa-Luís foi convidada para o cargo e o pôde exercer com toda a dignidade, embora o tenha feito mais de uma maneira institucional do que como dinamizadora de uma política teatral Nacional. Mas mesmo assim terá sido o cargo mais dignificado.
Já em 1980 Carlos Avilez tinha também feito um excelente trabalho na Companhia de Teatro Nacional com Amélia Rey Colaço, então no S. Luis, acabou com uma demissão miserável feita pelo então Secretário de Estado da Cultura Vasco Pulido Valente: Avillez soube pelos jornais que tinha sido demitido.
A demissão de Carlos Fragateiro há muito que estava prevista e falada. E mais uma vez o director do Nacional foi despedido como uma mulher a dias. Claro que já se adivinha quem vai para o seu cargo. O problema é que o teatro não é visto como uma coisa séria pelo Poder. É um entretimento banal, um jogo de salão, um prémio para os amiguinhos.

Os sete amigos dos MacCan no Tapas Bar





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terça-feira, julho 29, 2008

Porque riem os pais de Maddie?

Os pais de Maddie sorridentes com uma t-shirt onde está estampada a pequena Maddie (a única que não sorri).
Ontem na RTP2 às tantas da madrugada discutiam-se dentaduras e sorrisos e psicólogos forenses falavam de como "lá fora" a importância dada às expressões dos arguidos durante os inquéritos policiais contam para o juízo final dos jurados, ao contrário de Portugal onde essa actividade acaba por ser caricaturada, como o foi aquele espanhol que veio ao programa da Fátima C. Ferreira e que alguns jornais acharam que era um charlatão.
Claro que o processo foi arquivado e todos os protagonistas estão inocentes até prova em contrário, mas um pouco de sensibilidade e bom gosto fica bem a toda a gente.
A foto foi tirada do blogue da Ana Cristina Leonardo, Meditação na Pastelaria (ver link)

segunda-feira, julho 28, 2008

Costa e Salgado apadrinham crime arquitectónico no Rato


António Costa e o seu vereador para o urbanismo Manuel Salgado estão a preparar-se para aprovarem mais um crime urbanístico em Lisboa numa das esquinas do Largo do Rato, a que confina com a Sinagoga de Lisboa e um edifício classificado da autoria do arquitecto Ventura Terra.
Paula Teixeira da Cruz, que é a presidente da Assembleia Municipa,l está em brasa contra o crime, e a vereadora Margarida Saavedra chegou a interromper as férias no Algarve para poder votar contra a construção do mastodonte. O projecto propõe um edifício de volumetria arrasadora para o local com um estilo de total ruptura, numa das zonas mais preservadas da capital, onde coexistem edifícios históricos e de referência de grande qualidade, os já citados atrás, e a Garagem da Auto Industrial, uma pérola da arquitectura portuguesa.
Manuel Salgado já veio defender o projecto de Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus. Percebe-se: quem projectou aquela aberração frente ao CCB não podia vir agora estar contra um caixote que parece a Casa da Música dos pequeninos. "Não fazemos réplicas!"- defende-se Mateus, como se a arquitectura que se integra tivesse de ser mimetista.
A cereja em cima do bolo: quem patrocina o crime arquitectónico é Diogo Vaz Guedes (ex-Somague) que agora está à frente da holding Gespura e que por coincidência foi da Comissão de Honra da candidatura de António Costa juntamente com o arquitecto da aberração Frederico Valsassina.
Depois de ter rejeitado por ressabiamento político o projecto de Ghery para o Parque Mayer, Costa apadrinha o fartar vilanagem dos novos salvadores da capital. É demasiado escandaloso para ser verdade. Mas é.

Aqueles que criticaram João Soares por teimar em fazer um elevador para o Castelo porque seria uma ruptura na cidade, aqueles que imolaram Krus Abecassis e o arquitecto Taveira por terem tido a coragem de construírem as Amoreiras, aqueles que atrasaram as obras do túnel do Marquês (e que nos custou a nós contribuintes uma fortuna!), aqueles que estiveram contra o projecto moderno e arrojado de Ghery, aqueles que vomitavam ódio ao CCB, esses esquerdalhos que elegeram um empata para Lisboa, porque não voltam a dar a cara e a defenderem uma cidade que se orgulhe do seu passado e se projecte num futuro de arrojo? Estão escondidos ou já fazem parte do sistema da grande mamadeira?

sábado, julho 26, 2008

Ferreira Leite: TGV NÃO! SUBMARINOS SIM?

A gestão do silêncio de que já aqui falei, ou o faz-de-morto, de Manuela Ferreira Leite- a Santa Padroeira da oposição nacional- foi hoje comentada por José António Lima no Sol e por Vasco Pulido Valente no Público. Curiosamente abordavam o mudo da distinta líder não muito longe do ângulo que eu já aqui tenha dado. Isto é: o medo de errar ou de dar "abébias" a Sócrates, como o fez com o IMI, leva Leite a prolongar um silêncio que se vai tornando insustentável. Não há oposição muda. Os eleitores gostam de se rever nas críticas ao governo.
Ora se a líder só fala para dizer banalidades ou tocar em assuntos menores, como aquele dos subsídios aos jovens, ou sobre os Açores no caso de hoje, fica a sensação que o PSD não escolheu uma opositora mas uma avozinha que mais parece tricotar o enxoval para um futuro bloco central.
Com esta estratégia, o PSD arrisca-se a ter uma votação próxima ou inferior daquela que teve Santana Lopes e aí vai ser difícil aguentar o partido. Como irá reagir o PSD populista, nortista, perante um resultado desses, depois do avanço do baronato ?
A verdade é que Ferreira Leite não vai conseguir descolar. Já se viu que não tem jeito para a polémica política e para o combate corpo a corpo com Sócrates. E ainda não percebeu que nem tudo se resume à economia. Nem sei se em tempo de crise o melhor remédio é a economia se a coragem política. Até Vasco Graça Moura já veio dizer que com Ferreira Leite o país não fica de tanga mas de fio dental !!!!
Com aquela sua célebre frase que o casamento é para procriar e que as obras públicas anunciadas por Sócrates não fazem sentido porque não há dinheiro, que mais esperar dela ? Só se vier defender que TGV NÃO! Submarinos SIM! Porque foi ela que ajudou a assinar a compra desses dois tubarões brancos, quando era ministra das finanças de Durão, e agora Sócrates não sabe onde há-de ir buscar a massa para esta maluqueira partilhada por Portas!
Por estas e outras Leite não tem condições para exercer uma oposição dura.

CPLP: Tá-se bem meu irmão!!!

A reunião da CPLP em Lisboa acabou em grande para os brasileiros. De observadores passaram a protagonistas e nem o facto de Cavaco Silva ter sido eleito Presidente da Comunidade tirou dividendos aos nossos irmãos do outro lado do Atlântico. O acordo ortográfico é uma cedência inadmissível por parte dos portugueses e até o Prémio Camões deste ano acaba de ser atribuído a um brasileiro sem que o júri tenta tido em consideração algum escritor português.
Lula da Silva bem pode comemorar com uma valente cachaça. E por muito que Cavaco Silva se esforce o pior que lhe pode acontecer é ainda ter de ir ao Brasil discursar em sotaque "meu irmão".
Honra seja feita a Jorge Sampaio. A sua iniciativa de promover junto dos países membros uma campanha eficaz no combate à tuberculose foi das iniciativas mais humanitárias já vistas entre estes maninhos unidos pela língua.
Não nos esqueçamos do saudoso Krus Abecassis que foi o mentor desta ideia.

Fernando Pinto em voo picado


A administração da TAP decidiu auto-flagelar-se e abdicar de prémios no final do ano, mesmo que haja lucros :::) e reduzir os seus parcos salários em 10 por cento.
Esta nova do brasileiro que comanda a TAP desde os tempos de Jorge Coelho são mesmo de brasuca sambista. Quer dizer: a empresa de que ele é gestor já perdeu só este ano 123 milhões, por razões conjunturais que têm a ver com o preço dos combustíveis, mas também por causa de investimentos feitos no Brasil que redundaram num total fiasco. Perante esta bronca Fernando Pinto regateia 1 por cento nos ordenados dos trabalhadores e se não fosse Mário Lino ( sempre, sempre ao lado do povo!) a TAP ia entrar em maiores prejuízos com greves em plena época alta.
Depois de admoestado pelo ministro da tutela, a administração decide então dar uma de democrática e abdica de prémios que nunca mereceria e baixa em 10 por cento uns ordenadões, para não falarmos de regalias e mordomias. Chama-se a isto coragem!
Fernando Pinto parece ter chegado ao fim do seu estado de graça. Quando a TAP parecia levantar voo veio afinal em queda livre, o que demonstra que nada daqueles resultados era sustentado.
Ainda vão ter que chamar o homem dos porcos para retomar o voo daquilo, mas não me parece que depois de falido tivesse ânimo para tal empresa.

PS ( hoje 26/7/08): Não deixo de concordar também com os comentários entretanto aqui postos. É verdade que a TAP de hoje não tem nada a ver com de alguns anos atrás onde o Estado metia ali mais dinheiro do que Salazar na Guerra Colonial. Mas não nos devemos comover demasiado com Fernando Pinto. Se baixou o seu ordenado e dos outros fez bem, é para isso que lhe pagam: para gerir bem. Quanto aos sindicatos são uma pressão por vezes intolerante mais ai de nós de quando eles deixaraem de poder fazer pressão. É a luta de classes no seu melhor.

sexta-feira, julho 25, 2008

UMA FOTO POR DIA

Odeceixe. Ontem 24 de Julho. Foto de Luiz Carvalho

quinta-feira, julho 24, 2008

A distância de Maddie a Esmeralda

Hoje o pai afectivo de Esmeralda foi obrigado a pagar qualquer coisa como trinta e dois mil euros ao pai biológico da menina. O sargento-herói e sua mulher deram um lar, uma família, amor e futuro a uma criança que tinha a sina marcada perante um quadro familiar à nascença dramático. O pai biológico, que ao que consta nunca se interessara por ela, acabou por ter de recorrer a exames de ADN para poder provar que afinal era o pai natural. Todos sabemos desta triste história. Triste para uma criança que se viu envolvida numa disputa para a qual nunca contribuiu, e demasiado pesada para uma família que terá dado o melhor de si para proteger e amar uma criança desprotegida.
Esta família teve de pagar hoje essa avultada verba a um pai que era ao princípio um desconhecido. Valeu-lhes a solidariedade de pessoas como Felipe La Féria e José Cid que angariaram verbas em espectáculos para ajudarem a família, que viu as suas economias na falência e o seu equilíbrio afectado.

Do outro lado das notícias há um porta-voz ameaçador, de um casal que abandonou numa noite 3 crianças num quarto, de onde uma delas desapareceu e nem sequer foram chamados à responsabilidade por negligência na guarda dos filhos.

O que é isto ? É a justiça estúpido.

quarta-feira, julho 23, 2008

MADDIE: QUASE TODA A VERDADE !



Fora do segredo de justiça e com o lançamento do livro do ex-inspector Gonçalo Amaral amanhã, embora já hoje as televisões tenham revelado pormenores muito interessantes que lá vêm escritos, o Caso Maddie vai decerteza ter novos desenvolvimentos. O Caso não fechou, agora é que vai abrir.
E se a justiça e a actual direcção da PJ não tiverem competência para levarem até ao fim todas as diligências necessárias, pois parece que ficaram a faltar muitas, alguém deverá aparecer para trazer a chave que abrirá o segredo de todo este monumental imbróglio.

A opinião pública não se sente esclarecida e qualquer inspector de pacotilha (o meu caso) faz perguntas básicas que os altos investigadores não respondem e mais grave: que o Ministério público não quis, ou não teve competência, para levar até às últimas consequências.

Uma pergunta básica: se abandonar filhos menores sem precauções é crime porque não foi o casal acusado de negligência ? Só isto dava uma pena pesada.

Outra pergunta básica: sendo o casal responsável pela segurança dos filhos e se os cães detectaram cheiro a cadáver no quarto e no carro porque não houve sequer uma acusação por ocultação de cadáver ? Há muitos crimes em que os suspeitos não são condenados porque não se prova o crime por não haver cadáver mas acabam muitos por serem condenados pela ocultação. Mesmo não se tendo provado crime.

O rosário de perguntas e dúvidas vai somar-se. E só uma investigação profunda pode levar ao total esclarecimento, á verdade dura que um dia chegará.

A coragem de Gonçalo Amaral é notável. O ex-inspector é sem dúvida quem mais sabe de toda esta tramóia e não vai dormir sossegado até os criminosos serem apanhados. As ameaças de que já foi alvo por parte do porta-voz do casal são bem reveladoras do clima de propaganda organizado pelo especialista contratado. Há que ter coragem sem se cair em falsas denúncias nem em julgamentos na praça pública.

Se eu fosse dono de um jornal rico mandava investigar aquele grupo jantarista da noite de 3 de Maio de 2007. Insisto pois ninguém responde: o que leva um grupo de amigos a estarem juntos num mês em que não é habitual tirar férias, num aldeamento discreto, porventura demasiado barato atendendo às posses dos protagonistas, porque desapareceram, porque não querem colaborar na reconstituição, porque não dão a cara, o que fazem, etc, etc... Dava uma grande história de investigação. E nem é preciso ser Agatha Christie...

terça-feira, julho 22, 2008

A fonte da desigualdade social

A revelação é espantosa: noventa por cento dos habitantes da Quinta da Fonte vivem do rendimento mínimo de inserção e muitos não pagam há muito sequer as rendas das casas. Um deles deve qualquer coisa como 17 mil euros à autarquia. Não querendo incendiar nada não há dúvida que qualquer coisa vai mal neste país: uns que trabalham para pagarem com o seu parco ordenado uma casa comprada dolorosamente e que vêem a casa penhorada caso faltem com os compromissos bancários, outros que nada fazem e que ainda recebem uma ajuda substancial de todos nós para nem o que devem pagarem.
A perversão dos subsídios sociais desta natureza revela-se aqui no seu esplendor. Enquanto o Estado acaba de arrecadar mais 400 milhões de dividas fiscais a contribuintes singulares, há outros que nada contribuem e que têm casa, saúde, escola, de mão beijada e ainda protestam e se manifestam como se o Mundo tivesse a obrigação de alimentar calões.
Não parece que neste campo o governo esteja empenhado em fazer fiscalizações rigorosas à atribuição destes subsídios que se tornaram numa forma encapotada de alguns nada fazerem, semeando em contrapartida a insegurança, a violência e a marginalidade.
Claro que o Estado deve zelar pelos deserdados da sorte, os doentes e os abandonados. Mas em caso algum deve alimentar vícios e alimentar malandros.

UMA FOTO POR DIA

Estrada Zambujeira-Azenha do Mar, ontem pelas 20 horas. Uma 4L e o seu proprietário. Fotografia de Luiz Carvalho

segunda-feira, julho 21, 2008

Que ninguém pare de investigar o Caso Maddie

O dossier Maddie foi arquivado. Já o tinha escrito aqui e repito: é uma sensação de grande frustração e não pode deixar de ficar um amontoado de perguntas por responder. Para mim contínua por explicar algumas destas questões:
- Quem são, o que fazem, porque estavam todos reunidos num mês que não era habitual de férias, para onde foram, porque não falam, porque se escondem, aqueles amigos do casal ?

- É verdade que há um desses amigos indiciados por pedofilia e que nunca se explorou isso na investigação?

- Os quartos desses amigos foram investigados e foram lá postos também os tais cães pisteiros?

- Com se explica que os cães tenham detectado cheiro a cadáver atrás do sofá da sala, na chave do carro alugado e na bagageira? Sabe-se que estes cães nunca se enganam (e não são cavaquistas!)

- Como é possível contratar alguém para gerir a comunicação de um casal destroçado pelo desaparecimento de um filho ? Gerir a imagem da dor ?

- Há muitos, muitos aspectos que nunca foram investigados. O erro crasso de se ter sempre partido do princípio que tinha havido um rapto e não um crime também condicionou todo o comportamento do casal sempre no sentido do rapto.

Portanto: um triste caso encerrado, sem suspeitos, sem pistas, sem hipóteses. Sabe-se tanto hoje como nos minutos a seguir ao desaparecimento de Maddie.
O ovo de Colombo deste caso deve ser fácil de encontrar. Um dia, um pormenor, uma pequena gaffe de alguém tornará possível reabrir este caso, para que a pobre Maddie possa ser justiçada.
Os especialistas neste tipo de acontecimentos sabem que os comportamentos dos criminosos se repetem e entre os investigadores há convicções. Só que não é possível prová-las. Um dia talvez seja. Os grandes casos policiais acabam por ser deslindados quando há alguém que nunca desiste de investigar. O acaso ou a sorte trazem um dia a chave da solução.

Quinta-feira o ex-inspector da Judiciária Gonçalo Amaral lança o seu livro sobre o Caso e promete revelações de novos factos. Estou muito curioso.

RELEIA O CASO MADELEINE AQUI NA WILKIPEDIA

O sorriso amargurado de Eunice Munoz


A entrevista de Eunice Munoz à Única do passado sábado comoveu-me. As fotografias foram feitas por mim e deram-me um grande prazer, e honra.
Acompanho a Eunice há muitos anos, embora tenhamos apenas uma relação cordial. Nunca fomos amigos mas temos amigos em comum desde o meu mestre Lagoa Henriques à actriz Fernanda Neves com quem vivi. Entrevistei-a há 18 anos e fotografei-a com a neta ao colo ainda bebé para uma capa da Nova Gente com o título:Eunice, avó coragem. Hoje essa neta tem 19 anos e estuda teatro com o Carlos Avilez, outro mestre que admiro e com quem convivi no TEC nos anos oitenta.
A Eunice é também prima da minha grande amiga Filomena Cardinalli e já nos temos encontrado todos no Natal no circo do Vítor Hugo.
Sempre esteve à frente do seu tempo e sempre teve razão antes do tempo. É de uma sensibilidade rara e de uma postura profissional que nos dias de hoje quase não se encontra: rigor, exigência, entrega, e uma alegria enorme em fazer bem o que faz.
Confesso que me irrita sempre aquela sua atitude política de apoio a Santana Lopes. Mas percebo-a: no fundo foi ele que sempre apoiou o teatro e foi ele o único político que tratou com dignidade e respeito os actores de Portugal.
A mágoa da nossa diva que foi despedida do Teatro Nacional com a promessa de um complemento de reforma que nunca foi pago é mais que justa. E é uma vergonha para este Estado que parece ter dinheiro para tudo menos para honrar os que combateram pela Pátria, os que a dignificaram, os que lhe deram a dimensão ainda respeitável que é Portugal.
Era bom que o senhor ministro da segurança social e o senhor ministro da cultura olhassem para a humilhação de que Eunice, Rui de Carvalho e Fernanda Borsatti têm sido vitimas. Era bom que lhes pagassem e lhes pedissem desculpa. Era um acto de honradez e a oportunidade de se dar um pouco mais de compostura a esta democracia malvada e côcha.

sábado, julho 19, 2008

Vacanças fatais

A postagem vai abrandar (ou talvez não) por aqui. Blogueiro mete férias e vai dar descanso à política. Como as placas 3G da Vodafone funcionam no Alentejo ao ritmo local é por vezes penoso escrever para o blogue. Veremos como o mar me inspira.


PS. A PLACA 3G DA VODAFONE ESTÁ A BOMBAR MESMO A 3G !

Uma semana com iPhone


Com a caixa do iPhone na mão basta abri-la rápido, ligar o telefone ao Mac e fica logo tudo operacional. Não há livro de instruções. Para quê ? O próprio objecto fala por si. Não pode haver uma peça de design que seja tão friendly, simples e intuitiva.
Acabaram-se aquelas complicações de menus e sub-menus, ferramentas e aplicações. A internet fica logo ligada, as contas de e-mail configuradas, sem ter de ligar para a menina da Vodafone para nos ditar a forma de obter contas.

Com uma sincronização com o Mac já lá está tudo: as músicas, os endereços, as fotos. Ver as fotos é uma loucura e ligar às fotogalerias na iWeb é de imediato.
Tocar no aparelho é uma sensação de grande sensualidade. Aquilo parece um sabonete de metal e vidro. Pôr preservativo naquilo é mesmo tirar a ponta. Esperemos que não caia::))

Primeira desilusão: a bateria vai-se rápido. Não chega a um dia. Temos de andar com o carregador atrás e a tentar alimentar o telefone como se fosse um carro eléctrico.

Segunda desilusão: a máquina fotográfica é uma treta, péssima em todos os aspectos. Aqui o N95 está 20 anos à frente.

Terceira desilusão: não tem câmara vídeo, nem boa nem má, não tem.

Quarta desilusão: não tem flash logo se se entrar num site com flash não se pode visualizar imagens nem videos.

Quinta desilusão: parece que fala mal, ou não fala com o auricular bluetooth o que é mau para quem precisa de falar ao volante.

A próxima versão, vem aí um upgrade, vai satisfazer estes pontos menores.

Que seria do amor sem amantes imperfeitos?

PS: Hoje o iPhone manteve mais tempo a carga talvez porque desliguei a função Push automático dos e-mails. Também falei menos.

Quem apareceu no Público a comprar um dos primeiros iPhones foi o advogado-revolucionário-maoista- Garcia Pereira. Os maoistas aderem ao que é bom. Ser marxista é querer o melhor para o Homem.

sexta-feira, julho 18, 2008

Sócrates em Luanda: lua de mel, lua de fel


Sócrates foi a Luanda numa rapidinha e aproveitou todo o tempo para fazer um discurso que era uma verdadeira Casa dos Bicos. Fez bem. Sócrates tem um lado pragmático e isso é bom, muito bom, para um país como o nosso que precisa urgentemente de aumentar muito as exportações. Aliás se Sócrates em vez de andar a taxar a classe média e a chatear com o deficit tivesse feito tudo por tudo para que as nossas exportações tivesse aumentado, teria resolvido muito da actual crise. Que o FMI diz que é mais interna que externa. Tomem!!!

Angola é dos países com maior crescimento no Mundo, nós estamos lá, há milhares de portugueses a voltarem a Angola para negociar, o apoio do governo será muito importante.
Não é com discursos provocatórios que vamos conquistar os angolanos, embora o regime de Luanda ainda não tenha percebido que não é também com burocracias e atitudes retaliatórias que vai ganhar credibilidade. Por isso aquelas birras dos angolanos (MPLA)de recusarem vistos a jornalistas só porque estão amuados, são infantis e pouco próprias de um país que cresce que se farta e onde apetece ir para trabalhar e amar.
Para Angola já, e em força. Angola é deles mas é uma cultura de todos nós.

Meneses solta a franga

Luís Filipe Meneses largou a franga que há em si e disparou contra a sua sucessora parecendo um daqueles artilheiros da Quinta da Fonte. A panela de pressão saltou o vapor e o homem de Gaia disse-lhe o que vai na alma, fazendo lembrar as lamechas de Santana ao recordar o seu atribulado passado de governante.
O que Meneses diz ao DN de hoje até faz sentido e até pode haver ali toda a razão do Mundo. Houve uma tramóia e ele caiu que nem patinho dando de bandeja o poder ao barões do PSD. Mas o estilo adoptado e alguns erros estratégicos, à frente do partido da seta, acabaram de vez com ele. Não basta razão e verdade para aguentar o poder. É preciso manha, e essa qualidade não é compatível com ansiedade e sede de poder. Não se podem queimar etapas, nem espantar a caça. Veja-se Sócrates: depois de tomar posse esteve calado dois meses. Aí ganhou credibilidade. Reparem na Salvadora da Pátria: cala-se e de quando em vez deixa cair uma banalidade. Ganha credibilidade. Meus caros: o Mundo está para os manhosos e para os que sabem gerir o silêncio: uma preciosidade que muita gente ainda não pratica.
O silêncio também é música, já dizia o velho Godard !

João Silva, fotojornalista coragem


Com grande pena minha não estive na inauguração na Galeria do DN do fotojornalista João Silva. Ele é um dos fotógrafos de conflitos mais credenciado da actualidade e o seu nome raramente aparece associado à nacionalidade portuguesa. Trabalha no New York Times, nasceu em 1966 em Lisboa mas foi em Moçambique que viveu até 1976 tendo emigrado para a África do Sul. Já ganhou o 2º prémio do World Press Photo (com uma série de fotos de onde a publicada faz parte). PESADELO é o título da exposição. A ver Já.

Faz hoje 90. PARABÉNS NELSON MANDELA!

quinta-feira, julho 17, 2008

Saramago: os bicos ficam-lhe tão bem


A casa tem pinta e pelo facto de ser dos bicos dá outra graça à coisa. Hoje Saramago recebeu por dez anos a casa para a sua fundação promover a sua obra e a de outros escritores. Ouvi na rádio um Saramago muito irritado porque ninguém percebia ou queria perceber o alcance desta obra. O Nobel está sempre chateado com os outros e com o Mundo, embora esteja numa idade onde se costuma reencontrar a calmaria. Mas Saramago é assim: todos lhe devem e ninguém lhe paga e continua a olhar para Portugal como se fosse um bidé de Espanha. A verdade é que ele tem sido tratado nas palminhas desde Durão Barroso que o recebeu em S. Bento, aos actuais governantes da rosa. Tirando Cavaco que lhe passa ao lado (e aqui sou Cavaquista).
Há muitas celebridades portuguesas que nunca tiveram um décimo do tratamento VIP que Saramago tem. E nunca sanearam ninguém nem nunca fizeram da ideologia uma arma de
arremesso
contra os que pensam de maneira diferente.
O Prémio Nobel não lhe pode dar um estatuto de Supremo Arrogante da Nação.

Fatal linka Parlamento Global

O Instante Fatal passa a linkar para o site Parlamento Global (ver na coluna vertical da direita). É um bom exemplo de site multimédia, um avanço no jornalismo político. A minha colega Anabela Neves da SIC está aos comandos da edição e muito bem acompanhada pelo Rodrigo Lobo- que conheci nas minhas vidas de professor na UAL- e a Dina Soares. O site já foi apresentado há tempos pelo Dr. Balsemão e além do Expresso também a Renascença estão envolvidos no projecto.
Num blogue politiqueiro este link vai ajudar os visitantes fatais a olharem para o quotidiano nos Passos Perdidos. E como não há almoços grátis vejam por lá as minhas fotografias!

Sócrates dá direitos iguais a homossexuais. Uff! Temos governo.


Os homossexuais vão passar a ter os mesmos direitos. Acho bem, só não percebo porque deve haver uma medida discriminatória positiva para este ou aquele grupo. Vivi anos acompanhado sem ser casado e nunca senti necessidade de ter um tratamento especial por isso. Não percebo o que tem a ver a orientação sexual com direitos. Mas Sócrates quando lhe cheira a modernice está sempre pronto a legislar. Já ontem o tinha escrito aqui. Se o carro é eléctrico é bom, se o tipo é gay deve ser protegido, se aquele é rico deve ser taxado, se fuma deve ser proibido...esta mentalidade fascistóide, no fundo os Salazaristas não andavam longe destes comportamentos só que em registos políticos antagónicos.
A pressão sobre o comportamento dos cidadãos por parte deste governo- os outros não andavam longe, verdade seja dita- é uma grande carga. Esperemos que qualquer dia não sejamos obrigados a pertencer a comunidades "especiais" para sermos considerados cidadãos de primeira.

Sócrates canta: Nuclear Não!!! Obrigadooo!


O governo gosta de estar sempre ao lado do politicamente correcto. Quer dizer: temos uma governação mais direitista que os assumidos neo-liberais mas quando estão em discussão temas fracturantes o camarada Sócrates gosta de dar uma de esquerda. Mas só quando isso não representa uma entrada imediata de mais uns milhões para a máquina trituradora dos impostos.
A negação sumária de que o governo não irá optar pelo nuclear está neste ponto. Barragens que destroem a paisagem, como o que vai acontecer à foz do Tua, parecem não afligir a mente certinha do engenheiro mas Nuclear não, obrigado!
O Nuclear exige uma discussão pública mas se for como as outras acabará tudo na grande confusão, como os portugueses gostam, para depois nada fazerem.
A Finlândia já está a fritar urânio (!) e a solução para a crise parece passar por esse tipo de energia que deixa mais resíduos tóxicos do que uma China a fogareiros durante gerações.
Há que fazer qualquer coisa. Não me parece que aqueles tontassos que fabricam carros a electricidade em pó venham resolver o impasse.

Ninguém diz isto: a maior fonte produtora de CO2 em Portugal são as nossas centrais termo eléctricas ( 60 por cento). Se passarmos a usar trotinetes eléctricas vamos ainda de precisar de muito fuel para produzir aquelas faíscas todas. Era bom fazerem as contas. E era bom sabermos o que vamos necessitar de petróleo para fabricar tudo o que nos rodeia que é derivado do petróleo. Até os queridos iPhones!!
A estupidez de se achar que a crise energética e ambiental se resolve com carros eléctricos é mais um mito urbano de que a esquerda e uns renegados direitistas gostam de apregoar. E porquê ? porque cheira a mais taxas para os cofres do Estado mamão. E vão fazendo moral. Deviam ter sido catequistas.

terça-feira, julho 15, 2008

Já chateia tanta crise

Uma das coisas que mais me irrita ao ver telejornais é que de dois em dois minutos vem a frase:" a crise também chegou a não sei onde"- e aparece mais um tuga a lamentar-se, a dizer que isto está mal, por aí fora. Andamos há 35 anos a falar em crise, e esta é sempre pior do que a anterior.
Os portugueses desataram a consumir à tripa forra desde os tempos do cavaquismo.
Acharam que iam poder viver no futuro sem mais exigência no trabalho, mais pontualidade, rigor e avanço técnico. Criámos uma geração de jovens mimados a viverem também eles acima daquilo que os pais lhes podem pagar e que eles jamais terão possibilidades por si de ter.

O Senhora Vítor Constâncio ( o Vitinho para os socialistas) lá veio com a sua predica de coruja de novo chatear com a crise, antes das férias. À mesma hora em que ele fazia o seu diagnóstico cinzento, milhares de portugueses enchiam a Praia de Carcavelos, e outras da linha, parecendo que Copacabana era ali. Contaminados pelos milhares de milhar de brasileiros que passaram a viver por cá mais parece que já adoptámos a cantilena e e manha dos brasucas: tá-se bem e vamos a banhos, a crise que se lixe.
Enquanto uns cantam a crise, o governo continua a não explicar o óbvio: o país está cheio de impostos, taxas, há uma classe média a pagar este regabofe total. Quando o ministro das finanças vem com a treta de ajudar os mais desfavorecidos a vencerem a crise já percebemos: a classe média vai ser sacada de novo com o pretexto da ecologia, do luxo ou qualquer outra manobra de diversão moralista, para render em taxa ou alcavala.
Quando percebemos os privilégios dos senhores juízes, a casta de barões que preenche os quadros superiores da Ordem do Advogados, quando se percebe o que pagamos em bairros sociais para se transformarem em far-west...a classe média tudo paga, tudo suporta.
A crise existe para quem paga, não para quem vive no baronato do Estado ou numa pobreza que começa nessa aberração que é o rendimento mínimo garantido, casas sociais à borla, subsídios de integração, desemprego falso e outros.
Com tantos a receberem e com tão poucos a pagar é natural que o crescimento seja aquela parcela ridícula que Vítor Constâncio prevê e o governo afinal " já estava à espera". Se estava porque não o veio antes dizer ?

segunda-feira, julho 14, 2008

A lei de Sócrates que põe bandidos na rua


O que aconteceu na Quinta da Fonte foi mais que grave. Percebemos que há ali interesses antagónicos de grupos rivais, gangs e concorrência. os subúrbios vivem na clandestinidade, sem controle da polícia e com o apoio de uma série de medidas sociais que permitem a um grupo vasto de indivíduos viverem à custa da comunidade, dos contribuintes, sem nada fazer, sem nada contribuírem. Ganharam um estatuto de impunidade e de totais regalias sociais. O rendimento minímo garantido tem este lado perverso: permite a muitos calões viverem em permanente reforma, com casas pagas, ensino, saúde e tratamento personalizado.
Hoje na SIC N Ferraz da Costa- uma personalidade nada simpática para mim- dizia uma grande verdade: que sentirão as famílias que vivem as maiores dificuldades em pagarem a prestação da sua casa, com o seu trabalho, perante isto ?
O presidente da Câmara de Loures meteu o rabinho entre as pernas e cedeu em tudo à chantagem, remetendo para mais tarde a resolução de um problema que vai acabara com casas de borla para o resto da vida. Entretanto os tipos que andaram aos tiros no meio da rua- numa filmagem pungente feita por um amador- foram devolvidos à liberdade. O presidente do sindicato dos senhores juízes António Cluny explicou muito bem o porquê desta permissividade: o célebre código penal revisto por este governo- e que analistas disseram ter sido feito de tal forma que facilita a vidinha aos acusados no Caso Casa Pia- diz lá que um tipo que apresentado a tribunal não aparente ter uma pena pelo delito em causa superior a 5 anos não pode ser preso preventivamente.
Claro que não são os juízes a fazerem as leis e a balda da justiça é por vezes e tão só a grande rebaldaria legislativa feita por este governo para poupar nos orçamentos das prisões e nas latrinas, já poucas, onde os presos defecam a raiva de uma vida atrás das grades ( com frases destas vou escrever um romance!!).
Portanto: meus caros podemos ver o nosso salário penhorado por uns trocos, podemos ser julgados no dia seguinte por termos insultado um casmurro da BT ( aconteceu de uma forma miserável a um familiar meu), a justiça funciona nesta terra contra o cidadão que prevarica, sem atenuantes para o facto de ele ser cumpridor, ir à missa, ser do Benfica e de ter uma bandeirola na janela. Mas para os malandros de caçadeira há sempre uma atenuante.
A esquerda tanto defendeu os pobrezinhos que agora estes disparam a céu aberto, ocupam casas, incendeiam quarteirões, sempre com termos de identidade e residência.
Como dizia ontem aqui, as sementes da violência germinam. E até João Soares que sempre lidou bem com a comunhão entre credos, raças e cores, dizia hoje que por cá não estamos longe do inferno dos subúrbios de Paris.

domingo, julho 13, 2008

Porrada nos subúrbios, chips nas matrículas

As sementes da violência espalhadas pelos arredores de Lisboa e Porto acabarão um dia por rebentar. O caso desta semana em Loures, onde população cigana se envolveu em pancada com outra de raça negra, é apenas um sinal. um aviso, do que aí poderá vir.
Com armas em "boas mãos", sem policiamento de proximidade, sem controle nos movimentos marginais, o Estado corre o risco de ser um destes dias confrontado com tumultos sem controle. Sabemos como o governo pouco ou nada tem feito para combater e controlar a violência. E se a polícia pode evitar pontualmente, o que se deve fazer é prevenir e a melhor maneira de o fazer é a integração social dos mais marginalizados.
Os governos, desde Guterres, têm achado que o melhor remédio para a inclusão é espalhar dinheiro, subsídios, rendimentos mínimos, casas de borla, tudo à borla. Existem milhares de famílias destas a viverem confortavelmente sem trabalharem à custa do rendimento de inserção, de subsídios de desemprego, de escolas, ATL`s, casas sociais...tudo sem ser pago com o mínimo de trabalho. São os novos pobres-ricos que vivem à custa do erário público em franco e escandaloso contraste com os reformados de miséria, os pensionistas, as viúvas deserdadas.
Na televisão um dos chefes de família que tinha invadido uma casa para a ocupar punha tudo naturalmente: bastava alguém chegar e pagar para tudo.
Numa reportagem que fiz há meses um destes "sortudos" estava indignado porque a segurança social queria que ele fosse viver para uma casa nova com 4 assoalhadas para poder alojar dignamente toda a família e ele recusava-se a abandonar onde vivia- um apartamento decente mas acanhado- porque lhe estavam a querer dar uma casa a 5 quilómetros dali !
Sabemos como é difícil gerir o bolo a repartir entre quem precisa mesmo e quem nada faz, mas que há por aqui um grande facilitismo ninguém duvida. Há pobres de luxo e pobres esquecidos porque não se enquadram em grupos reivindicativos e em etnias politicamente correctas. É uma verdade dura mas há que dizê-lo com toda a frontalidade.
Entretanto o ministro da administração interna parece não dar conta do recado mas o governo vai ajudá-lo: os carros vão passar a ter chips nas matrículas ! Este governo é genial. Está só preocupado com moderníces que possam controlar os contribuintes e de seguida atacar com mais um imposto ou taxa qualquer. Preparem-se: a seguir vem aí a taxa para quem andar de carro ao fim de semana, a certas horas. E quem tiver motores com mais de 4 cilindros...ou paga ou manda tirar dois. Taxar, taxar sempre. Como era deliciosa e naive a taxa sobre os isqueiros do Salazar!

O estado da Nação em slideshow

Uma edição inteligente, sensível e jornalística da minha colega da SIC Anabela Neves, sobre as minhas fotografias do estado da Nação, passada quinta na Assembleia.
Foi a primeira vez que colaborei neste conceito com a SIC, confesso que estava renitente ao princípio, reconheço agora que só falta às fotografias falarem ! Algumas falam mesmo. Assim vale a pena fazer multimédia.

fotografias de Luiz Carvalho

sábado, julho 12, 2008

Lisboa mais às moscas

Estão a entrar por dia em Lisboa menos 60mil carros mas essa falta não se faz sentir em aumento dos transportes públicos, logo: Lisboa está a ficar mais abandonada.
A minha teoria bate certo: conseguiram matar a cidade com todas as medidas restritivas, impostos, EMEL, multas, parques caros, moralismo com transportes públicos.
Quando se criam barreiras as pessoas escolhem outras paragens.
O problema é que estes políticos não aprendem. Não é Sr. Costa?

quinta-feira, julho 10, 2008

iPhone: PORTUGUESES CHEGUEI!!!

O Estado da Nação


Rangel caiu na cadeira como se tivesse levado um murro certeiro. E levou-o de Sócrates, ali no hemiciclo da Nação, no início do debate sobre o estado da dita. O novo líder da bancada laranja tem o mesmo apelido do Emídio, o Ranger, e que até é muito amigo de Sócrates, mas este terceiro líder PSD em 3 anos, caiu inanimado. Só faltava Gama de laço vir contar ao pé dele:" 3,2,1...perdeu!". Imagino Manuela Ferreira leite em casa a tratar do netinho e sem poder socorrer o KO monumental do seu avançado centro no parlamento.
Sócrates esteve hoje num daqueles dias de arrogância máxima para propaganda mais. Usou palavras como esquerda, afagou a classe média, distribuiu uns trocos aos pobres e anunciou essa coisa espantosa: vai tirar 100 milhões de euros aos lucros das petrolíferas, sem que tal faça baixar o preço dos combustíveis, e foi dizendo que essa taxa não vai fazer aumentar a gasosa. Não vai ? A ver vamos. Mesmo que assim seja, o que Sócrates faz é ficar com um terço do grande bolo que as Galps deste mundo ganham SÓ à custa do aumento. Portanto: todos ganham com o preço em alta do petróleo menos o consumidor que vai pagando. Para fazer política correcta o primeiro deseja que os contribuintes andem, ou a pé ou de transportes públicos. Quer dizer: Sócrates sonha com a Albânia do Ever Hocha, das bicicletas e dos carros pretos dos burocratas.
O cúmulo do discurso de Sócrates chegou com o insulto a Louçã. Sócrates usa a desonestidade intelectual e gincana das palavras para minimizar ou apagar algumas verdades que Louçã lhe lançou.Armaou-se em Diácono e pai tirano. Sócrates é bom em telenovela e sabe-o.
A moda agora é: quando alguém diz verdades com coragem é acusado de "pessoa sem credibilidade"- o mesmo que disseram os senhores juízes de Marinho Pinto (grande entrevista hoje a Judite de Sousa) quando este os atacou por achar inadmissível que órgãos de soberania possam fazer greve e serem sindicalizados. E hoje ficámos a saber do estatuto de excepção que a classe tem nas reformas, nos ordenados, nas mordomias.
O estado da Nação não foi debatido. O problema estrutural não foi analisado na AR, mas os partidos entretiveram-se numa bagunçada e num total desrespeito por aqueles que votaram e lhes deram um bom emprego. Aproveitem enquanto é tempo.

LURA

Para ouvir bem e dançar melhor.

terça-feira, julho 08, 2008

INSTANTE FATAL ultrapassa as 300 mil visitas

A SEDES do mal

Para Augusto S.S. a SEDES é quase uma associação de malfeitores. E só não atiça a ERCS contra ela porque não pode. Ainda por cima, e por todos os lados, o documento agora dado a público sobre o estado da Nação tem como orientador o ex-ministro Luis Campos e Cunha.
O relatório faz cócegas a Sócrates porque está lá escrito que o governo está já a fazer balanço para a campanha eleitoral. Cedeu na agitação social, nos impostos (?), esbanja em obras públicas, o ensino não cumpre critérios cientificos...fora o resto.
O governo reage através do ministro Augusto dizendo que a SEDES está a apoiar a oposição e que ela (SEDES) é que parece estar em campanha eleitoral.
Quando as coisas não são bajuladoras são más. Num directo da SIC-N vi um dos moderadores de um debate na mesma SEDES dizer que não está em causa o governo mas a conjuntura e que este governo foi o melhor dos últimos doze anos. Espanto!!! Não havia necessidade, oh doutor!!!

Carla Bruni afirma-se uma criança apesar dos quarenta anos e dos trinta amantes


O novo disco da italiana Carla Bruni chega esta quarta-feira à Internet. «Comme Si De Rien N'Etait» («Como Se Nada Tivesse Acontecido») vai estar disponível para audição a partir do site oficial da modelo tornada cantora, e agora primeira-dama de França.

O terceiro álbum de estúdio é, sem dúvida, o mais mediatizado de Bruni, surgindo apenas alguns meses após o casamento com o presidente francês Nicolas Sarkozy.

Por essa mesma razão, a temática e as letras de algumas canções estão a surpreender muita gente, que esperava uma versão bem mais comedida e conservadora, supostamente de acordo com o papel de primeira-dama.

«Sou uma criança, apesar dos meus quarenta anos, apesar dos meus trinta amantes», canta Carla Bruni em «Je suis Une Enfant», para em «Tu Es Ma Came» comparar o amor e a paixão (por Sarkozy, quem sabe?) à heroína afegã ou à cocaína colombiana.

O verso «tu és a minha droga, mais mortal que a heroína afegã, mais perigosa que a branca colombiana» mereceu mesmo um protesto do oficial do ministro dos Negócios Estrangeiros da Colômbia./ Portugal Diário

A bagunçada da Federação de Futebol

A bagunçada aí está no futebol. Os dirigentes da Federação decidem ao molhe e fé em Deus, sobretudo se for para fazerem justiça, qualquer que ela seja, para tramarem Pinto da Costa e o vizinho Boavisteiro.
A trolha é de tal ordem que o governo já se mete, quer pôr ordem no esférico. É uma total vergonha e é a demonstração do ambiente medíocre, rasca e de interesses que movem o futebol. Numa altura em que ficámos mal no retrato do Euro, com as broncas do brasuca e a forma também atabalhoada em como se está a contratar o novo treinador...isto é um barril de pólvora!!!

Quem se ri é Vale e Azevedo em Londres. Hoje foi ouvido pelo tribunal e mandado para casa sem fiança e vai ter mais uma conversa daqui a dias com os juízes. De uma coisa pode ele estar seguro: em Inglaterra a justiça não enxovalha as pessoas. E não venham os justiceiros de cá depois dizer que em Inglaterra não há lei!

Manuela Ferreira Leite em Belém e apartes

foto LC/Expresso
Manuela Ferreira Leite foi hoje a Belém acompanhada por alguns dos novos (velhos) barões do PSD apresentar cumprimentos ao Presidente Cavaco Silva. Testemunhei o encontro com a minha câmara e verifiquei como o Presidente estava contente em receber a nova líder da oposição no Palácio. A cumplicidade política é quase total entre o Presidente e a líder laranja e as criticas às obras megalómanas de Sócrates embora feitas pelos dois durante a passada semana foram apenas coincidência. Os acompanhantes de Manuela Ferreira Leite davam ao encontro um tom passadista. Rui Machete é mesmo um laranja na reserva e como líder do PSD não se pode dizer que tenha sido um sucesso. António Borges é uma figura que não fica bem na fotografia. A sua ânsia de poder é cansativa, a gestão que fez dos timings demasiado óbvia, o mito do salvador que quis colar à imagem de banqueiro por conta de outrém, um fracasso. Não me parecem grandes personagens ao lado de quem devia avançar contra o PS pela frescura com credibilidade, pelas propostas políticas sólidas sem estar refém de lobbies de personalidades que têm um ego maior do que os interesses do país.
Também a presença do ex-ministro da Justiça de Santana Lopes, no fundo o que provocou a queda do homem de Gaia, estava ali a destoar.
Leite não irá longe com um elenco deste tipo e o que se sente é que já pode estar refém da entourage. Para compor o retrato só lá faltou Pacheco Pereira, mas não esperem pela demora!...

Talvez por isto, Manuela Ferreira Leite deixou entrar primeiro os actores secundários, depois deixou-os sair e só depois sorriu (Hélas, ela já sorri!) para não dizer nada. Lá dentro a conversa durou quase uma hora o que foi bom: pude falar com dois amigos meus da Presidência que muito prezo e que sempre me confirmam que a amizade e a cumplicidade intelectual estão muito acima da política. Quando se chega a este estado avançado sentimos que se atingiu a maturidade na vida.
É por ser permitido escrever estes apartes num blogue que eu gosto da blogosfera!

segunda-feira, julho 07, 2008

António Costa já cheira a queimado

Passados vinte anos sobre o incêndio do Chiado, Lisboa mantém a chaga do abandono no centro da cidade. Pode dizer-se que nada foi feito para atrair novos moradores e nada foi feito para manter os que ainda viviam na parte histórica.
O que os autarcas sucessivos de Lisboa têm feito é contribuir para que apeteça cada vez menos viver em Lisboa e que só um doido queira deixar os arredores para ir viver para uma cidade fantasma.O incêndio de ontem na Avenida da Liberdade só vem confirmar o que todos sabemos: Lisboa fechou há vinte anos e tirando algumas acções positivas de Santana, nada mais se fez a não ser politica.
Vivi 15 anos na Graça. Toda aquela zona só piorou desde que deixei de lá morar. Não por eu ter saído mas porque aumentaram os assaltos, os drogados, a prostituição, o esterco nas ruas, A Câmara fez ZERO neste tempo todo que passou.

Que fizeram os autarcas para atraírem moradores? Inventaram a EMEL para criar todo o tipo de dificuldades e custos para quem tem automóvel. As ruas estão esburacadas, sujas, escuras, perigosas. O estacionamento tem um preço proibitivo. O IMI é taxado pelo valor máximo. Há escolas e liceus que fecharam. À noite não se vê vivalma, excepto no Bairro Alto que se transformou numa festa permanente de bêbados, drogados, ladrões e paneleiros. Os assaltos são frequentes. Andar na baixa à noite é pior que andar no Bronx. Os transportes públicos são caros, lentos, atrasados, porcos. O serviço de táxis está ao nível do quinto mundo. Não há sossego em Lisboa, alei do ruído não é aplicada. Há quarteirões ao abandono entregues aos ratos. Os hospitais são velhos e obsoletos. Tirando os bairros de Campo de Ourique e Alvalade todos os outros não resistiram à erosão do tempo e são hoje dormitórios de reformados e velhos. Os radares de Carmona prevaleceram com Costa, uma espécie de mosquitos para chatear quem conduz em vez de prevenirem para os excessos onde na verdade há acidentes. O rosário podia desfiar-se.
O actual presidente Costa está preocupado com as grandes obras ribeirinhas mas despreza o estado dos jardins (alguns já são stands de automóveis), a limpeza, a segurança. Montou uns polícias numas motas eléctricas para o show-off mas o verdadeiro policiamento não existe a não ser para a multazinha mesquinha. Costa está-se nas tintas para a qualidade de vida na cidade, para os alarves que não deixam ninguém dormir, Costa quer satisfazer o ego do seu vereador do urbanismo que projectou uma das maiores enormidades à beira do rio, o hotel a ser acabado frente ao CCB e que até agora não houve uma alma a dizer mal daquilo, porque é de esquerda e a esquerda tem o beneplácito da asneira na imprensa portuguesa.

Portanto: deixem arder Lisboa. E já agora ponham portagens à entrada para nós deixarmos de vez de ir a uma cidade decrepita, destruída pelos caprichos da esquerda.

Toyota com painéis solares

Os Toyotas vão passar a ter painéis solares no tejadilho para alimentarem os ar condicionado e o micro-ondas (!). Há uns anos o arquitecto Saraiva dizia numa reunião de editores que era inevitável aproveitar os tejadilhos dos carros para se produzir energia. Na altura achei aquilo um pouco à frente...

Agora a história que ninguém quer contar é que o Prius da Toyota polui mais através da produção das baterias do que uma vida inteira a combustível tradicional. O fabrico das baterias é feito de um produto altamente tóxico, que só se encontra num deserto inóspito no Canadá (cito de cor) e depois o carro dá 2 voltas ao mundo para ser montado e vendido ( acresce pois o que isso representa em poluição dos carregueiros).
Portanto vamos ter carros politicamente correctos a pilhas, que não poluem na rua mas já deram cabo do ambiente na altura da construção.
Que saudades vamos ter da gasolina !!!

O polícia que não esquece Maddie

Gonçalo Amaral, terça-feira passada na Praia do Alvor. Foto LC/Expresso

Os dedos estão amarelos pelo uso do cigarro atrás de cigarro. Quando chego ao seu encontro mal o reconheço. O corte do bigode à Saddam mudou-lhe a face e sem aqueles óculos espelhados panorâmicos como um pára-brisas ainda menos se reconhece.
Está calor e o encontro numa cervejaria de Portimão ajuda a refrescar o ambiente. Está um dia sufocante e aquele homem que protagonizara o filme real do drama real, que foi o desaparecimento da pequena Maddie, estava agora ali sentado, sózinho, no dia que era o primeiro do resto da sua vida: Gonçalo Amaral era a partir daquela manhã um polícia na reforma, por sua vontade, embora tenha apenas 49 anos.
Na véspera pôs um boné que um seu mestre lhe oferecera, e que nunca usara, e como era o último dia de acção encerrou uma truculenta carreira de inspector da Judiciária apanhando dois mil e quinhentos quilos de haxixe a bordo de uma traineira. O último golo. Uma façanha de pequena grandeza profissional, comparada com a responsabilidade anterior como coordenador e líder de equipas que trabalharam nos casos Joana e Maddie.

Gonçalo está nervoso, vê-se na voz e num riso para dentro que disfarça. Há muito que este personagem me despertava a curiosidade, por isso fiquei entusiasmado em o ir fotografar para o Expresso, esta semana no Algarve. É uma figura de filme.
Lera sobre Gonçalo descrições incríveis sobre a sua personalidade e pelo estilo muito pessoal em campo, na investigação. Percebi logo que era um anti-burocrata, alguém que usava o instinto, a emoção, a inteligência na investigação. Também se percebia que era invejado e só não o derrubariam se não pudessem. Puderam e tramaram-no.
Para um profissional empenhado ver a carreira manchada por calúnias, depois de uma demissão primeiro conhecida pelos jornais, sem explicações da hierarquia, sem respeito. Perdemos a dignidade e o sentido da honra. O inspector não resistiu e demitiu-se da Judiciária, a polícia que era a sua vida. Escreveu ao director da PJ que gostava de Mozart a dizer-lhe que tinha direito à sua honra. Nunca teve resposta e o próprio director acabou despedido no meio da confusão.
Sacrificou conforto, família, para ter uma recompensa em forma de desprezo.
Ao ouvi-lo em off percebe-se que muito há a saber ainda do caso Maddie. Que houve procedimentos que ficaram por esclarecer, testemunhas por ouvir, pormenores por esclarecer. Houve uma pressão insuportável do poder político, da imprensa, da opinião pública.
Há factos que são factos e que por si não se podem provar, mas há factos que só por si exigiriam medidas jurídicas concretas. Porque nunca se avançou contra o casal pelo facto de ter havido óbvia negligência ? É um dos mistérios.
Quando lhe sugiro para o fotografar na Praia da Luz, a mulher que tinha entretanto chegado, diz-me: "Não lhe peça isso! Pelo que conheço do Gonçalo ele nunca mais na vida vai querer ir à Praia da Luz!".
Por troca Gonçalo aceita ser fotografado na Praia do Alvor, o local onde termina o livro que sairá logo que o segredo de justiça seja levantado, e onde passou largas horas a jantar e almoçar num restaurante local de peixe, com os seus colegas polícias ingleses.
Digo-lhe que passeie na praia e me esqueça. Vou fotografando atrás dele, mais parece um leão enjaulado na sua própria liberdade, quando lhe peço para se pôr junto à água hesita:"Nunca se sabe se esta zona é pantanosa!"- e avança pisando antes o terreno com rara prudência.
Depois convida para umas sardinhas, que ele próprio acaba de assar e retira do grelhador. Passados uns minutos de franca descontracção parte já o Sol começa a caír. Tem de ir buscar as filhas. A mais pequena tem uma idade muito próxima à de Maddie.
Abraça a mulher, põe os já emblemátcos óculos de Sol espelhados, arranca rumo ao futuro.

Gonçalo Amaral reformou-se.
Tudo me leva a acreditar que, mesmo resistindo a si próprio, Gonçalo Amaral vai voltar um dia ao local do crime.

PS: Goncalo Amaral reformou-se aos 49 anos e começou a trabalhar aos 14.

BAIXA DE LISBOA A ARDER


Começou há cerca de 3 horas um incêndio num prédio devoluto da Av. da Liberdade em Lisboa. As chamas já se alastraram entretanto para outros edificios e as chamas estão longe de estarem controladas.
As televisões estão a dar em directo, o presidente António Costa preferiu não falar e deixar falar um bombeiro.

Dou esta notícia no Fatal pois os jornais online estão a dormir. Não há esta noticia na net. Não é espantoso ?

domingo, julho 06, 2008

Paulinho das feiras em procissão alentejana

Perguntou onde ficava S. Gregório, mas em Arraiolos não lhe souberam dizer. Paulo Portas acabou por descobrir a festa de S.Gregório a 7 quilómetros da vila alentejana. Havia festa na aldeia, na minha aldeia, e Paulo Portas apareceu discretamente entre os fiéis da procissão de ontem ao fim da tarde. A freguesia de S. Gregório agrega o Carrascal -a minha aldeola alentejana onde estava. Só que não fui à procissão. Troquei a fé por questões tão profanas como ter de lavar uma piscina que se tinha transformado num tanque de esterco.
Fiquei irritado por não ter encontrado Portas. Teria dado uma boa foto. Mas a notícia aqui fica, logo assoprada por uma vizinha e confirmada por outra. (jornalismo de investigação ehehehe!!!)

S. Gregório é uma das freguesias mais comunistas de Portugal, um conjunto de casas tradicionais com uma igreja maravilhosa. A festa acabou há pouco, embora o frio esteja de cortar nesta noite de Julho.Mas a música pimba aquece.
Depois das feiras, Portas aposta nas procissões. Chegou discreto, acompanhado por um reduzido staff e dispensou a imprensa. Estas acções sem jornalistas ganham muito mais força, principalmente quando se sabem depois. Grande comunicador este Portas!

sexta-feira, julho 04, 2008

Sócrates: o cordeiro que deu em animal feroz


"O socialista aliviava a tensão repetindo interiormente que não chegara até ali para se contrair diante dos desafios. Precavia-se contra a eventualidade de algumas daquelas raposas velhas decidir saltar as bancadas e abocanhar um cordeiro incauto".

quem conta é a biógrafa Eduarda Maio, a sub-directora da RDP que abraçou a tarefa de contar para a gente a vida e obra do primeiro-ministro. Ficamos a saber a páginas tantas que Sócrates podia ser já o Siza da Beira-Baixa mas que em matéria política era um cordeirinho que podia ser devorado por uma das raposas do PS. Acredito que podia ter acontecido, ai não que não podia !

O voto contra do PCP a favor dos terroristas

VIVA INGRID BETANCOURT, SARKOZY E CARLA BRUNI !
O PCP não aprende porque não há dinossauros reciclados e burro velho não tem emenda. O voto na AR contra os terroristas colombianos só não teve o voto favorável dos comunas que pela boca do seu Kim Jong-il veio justificar a aberração pelo facto de não se ter votado também contra o governo da Colômbia. A estratégia é velha e vem dos tempos do saudoso Cunhal. Continuam a dividir o Mundo em dois como se ainda existisse o muro da vergonha. Com comunas destes a classe operária bem pode ir morrer longe.

Empresa das águas mete água

A empresa de que Mário Lino foi presidente até há 3 anos está falida, mete água por todos os lados. O relatório do Tribunal de Contas foi devastador: investimentos no estrangeiro em total perda, proliferação de 60 empresas dependentes, gastos faraónicos com carros no valor de dois milhões e meio de euros, uma factura de combustível alarmante, prémios a funcionários sem a respectiva contrapartida produtiva...um fartar vilanagem.
Agora que a água transbordou o copo, a água vai aumentar para pagar o desperdício ou então: vão privatizar o bem público para pagar a gestão leviana e incompetente.
Quando se vem com a lenga-lenga de que os portugueses andaram a pedir ao banco para ir de férias, comprar apartamentos na Amadora e para andarem de carros cinzentos metalizados, deviam apontar o dedo a este Estado que gasta à tripa-forra como se o dinheiro fosse destes gestores do bloco central, que enriqueceram nos últimos anos, e criaram uma classe média-alta cheia de privilégios que não merecem porque não são fruto da produtividade que permitiram e da competência que deviam ter tido.

No Estado como nas empresas a chave do sucesso está nas chefias intermédias. Lembro-me de que quando era arquitecto na Ministério das Obras Públicas o problema estava nos chefes de divisão e nos directores e não no governo que estivesse. A verdade é que aqueles burocratas eram verdaeiros burrocratas. Hoje mantém-se esse estigma.
Os sargentos e cabos de esquadra acabam por alimentar a mediocridade, o deixa-andar, o amiguismo. As empresas públicas, e muitas privadas, depressa ganharam os vícios do aparelho de Estado: privilégios para os mandões, escassez de meios para a modernização. Uma empresa compra mais depressa carros para as chefias do que equipamento para trabalho, trocam de carro de quatro em quatro anos, mas mantêm computadores no activo com dez, sem memória, sem "suplesse" com monitores baços e queimados. E Windows eheheh!!!
Esta cultura do poder é anacrónica num país sem recursos e que precisava de instinto ganhador.
Mas quem julga que só no Estado e empresas públicas esta chaga existe que se desengane: quando toca a mordomias a raça portuguesa ( como diria Cavaco) é toda igual.

quinta-feira, julho 03, 2008

Mama do IMI dá mais 15 por cento às câmaras

As câmaras municipais ( cerca de trezentas mamadeiras) aumentaram em 15 por cento os seus orçamentos. Muito à custa desse imposto malvado inventado por outra malvada ministra das finanças, a actual libertária da oposição laranja.
Num país onde a classe média anda a trabalhar para o Estado gastador e parasitário, as autarquias que se notabilizam por exibir a mentalidade nova-rica de um país pelintra, enchem os seus cofres em mais 15 por cento. Engordam com betão, anarquia urbanística e estúpidas rotundas.
Os autarcas são uma das grandes chagas de Portugal. São os gastadores do pouco que temos e muito do nosso deficit deve-se precisamente aos gastos exagerados das autarquias e das suas dividas. Os autarcas são gastadores compulsivos, gastam o que não têm e pediam o que não podiam pagar.
Mamam usando o IMI no seu esplendor máximo de taxação (António Costa atirou-se logo à taxa máxima!) e até do IRS os fuínhas beneficiam ao máximo. Lembre-se que os autarcas podem abdicar de cobrar o IRS pelo máximo mas até agora só 1 em 300 se lembrou de o fazer.
O rei dos autarcas, o Fernadinho Ruas de Viseu, Restaurador Olex para os amigos, já veio vociferar contra o congelamento do IMI. O Rei do Cavaquistão está com medo que os seus associados não possam esbanjar o dinheiro suficiente em obras de faroós de pacotilha (o verdadeiro é Sócrates) e assim perderem o voto dos pacóvios que gostam de alcatifa nos passeios, mármore nas retretes e luz de néon nas fachadas das igrejas.

À nossa custa esta casta de políticos de freguesia anda em carros de 80 mil euros ( a presidente de Almada anda num 530D novinho com full-extras) vivem como se isto fosse uma República centro-africana.
O cancro da política portuguesa começa nas autarquias, de onde saem de resto os líderes nacionais que acabam reféns destes caceteiros. Há honrosas excepções de autarcas de qualidade mas por ironia acabam linchados pela perseguição e maledicência. Oeiras é um exemplo.