quarta-feira, agosto 29, 2012

Adeus Pedro ::((

Estamos a ficar velhos e também por isso chegamos à idade onde muitos amigos começam a desaparecer.
Nos últimos dois anos muitos têm sido os amigos que me têm desaparecido.

Hoje foi o Pedro Sousa Dias.

Conheci o Pedro numa daquelas cervejarias da Avenida de Roma por volta de 1973. Ele colaborava no Cinéfilo a revista do Século cujo director era o Fernando Lopes. O Pedro tinha um ar de hippie, uma Pentax toda partida e uma super-grande angular, penso que de 21mm.

As fotografias que fazia para o Cinéfilo eram bem diferentes do estilo de outros fotógrafos do Século como o do  Gageiro ou do Cunha. As suas fotos eram também muito hippies: entornadas, granuladas e deformadas. As suas fotos tinham um toque pop. Eram uma ruptura com o academismo de uma certa escola. Não sei se isso era consciente. Eram o retrato do próprio irreverente Pedro.

Tínhamos um amigo em comum também fotógrafo. O Pedro falava baixo e era tranquilo.

No dia 25 de Abril estive com ele, talvez na Avenida de Roma, e lembro-me de ele me ter dito que telefonou logo de manhã para casa a avisar para não deixarem sair o filho Tiago, hoje fotógrafo no Correio da Manhã.

Ao longo dos anos cruzei-me muitas vezes com ele em trabalhos de reportagem. Nunca falávamos muito mas havia uma amizade intrínseca entre nós.

Eu tinha um enorme carinho por ele. Cresci na fotografia com ele em paralelo. Ainda puto olhava para ele como alguém que conseguia ser publicado e eu era um aspirante a fotojornalista.

Sabia que tinha estado doente mas que melhorara. Afinal partiu.

Tenho uma grande tristeza. Vejo que muitos fotógrafos que têm partido acabaram a sua profissão de uma forma abrupta e que amavam sinceramente aquilo que faziam.

O Pedro era um querido. Nunca te esqueceremos.

quarta-feira, agosto 22, 2012

Steve Jobs começa a fazer falta na Apple

O sistema Apple não é bom por ser bonito. É bom porque é prático e acessível a qualquer info-excluído. O meu caso.

Detesto informática e informáticos. Detesto estar dependente de uns engenhocas que dizem sempre que nada é possível. Ora, a cultura de Steve Jobs era o contrário disto.

A Apple tem o iWeb que é uma aplicação fantástica para fazer sites, podendo mudar-se os templates e pondo lá as fotos e vídeos só arrastamento.

Depois basta ter conta Mobile me e fazer publicar. Passados segundos está o site online. Podemos fazer os sites que quisermos. O único defeito: gera sempre um endereço que não é simples. Mas tem o reverso: podemos sempre exportar para um domínio nosso.

Com a criação do iCloud a Apple encerrou as contas Mobile Me e para estupidez máxima deixou de aceitar alojar os sites e as galerias fotográficas que eram geradas directamente a partir do iPhoto ou do Aperture. E o que estava online deixou de estar.

Estes tipos que estão a suceder a Steve Jobs devem ter-se passado da cabeça e aderiram à filosofia do Bill Gaitas. Era uma ferramenta única de partilha convergente de conteúdos multimédia.

Isto representa um retrocesso de 15 anos. E é um sinal que a Apple está a mudar para trás.

terça-feira, agosto 21, 2012

Pingo Amargo

As grandes empresas em Portugal comportam-se com uma arrogância intolerável.
Isto porque os consumidores não estão habituados a vetarem marcas e a escolherem as empresas que melhor os servem.

Estas grandes empresas comportam-se como monopólios e acham que podem mandar nos clientes e fazer de cada cliente um criado.

O Pingo Doce investe em publicidade e acha que essa estratégia é suficiente para a carneirada correr a comprar o que a mercearia quer.

Fez política no 1º de Maio numa acção nunca vista por uma empresa e agora dita regras aos clientes como se estes fossem obrigados a aceitarem as condições impostas.

Compras, pagas e não bufas. E se não comprares não vais ter direito ao descontozinho.

O Pingo Doce já provocara todos aqueles que permitem que exista como uma empresa ganhadora ao pôr a empresa com sede na Holanda.

É a terceira provocação. E eles sabem que as vendas não vão diminuir e que o povinho não terá alternativa.

Na verdade eu detesto o Pingo Doce mas acabo sempre por lá ir. Está mais perto, tem o pão para diabéticos e umas embalagens de comida pronta a comer.

Os tipos sabem.

Com esta ideia de acabarem com o pagamento multibanco para valores inferiores a 20 euros, eles sabem que quem só usa cartão comprará mais que 20 euros e os outros não se ralam porque pagam com as moedas amealhadas.

É um retrocesso de civilização, é uma estupidez e é de uma arrogância inadmissível.

Só espero que os fregueses saibam dar uma resposta à altura.