segunda-feira, dezembro 28, 2009

Um 2009 a twittar a crise e a falar no Facebook

Foi o ano da crise e de todas as angústias. O Mundo estremeceu. Foi o segundo Tsunami, agora global, com a árvore das patacas a largar para o chão a fruta. A má fruta como diria o nosso Presidente Cavaco.

Milhares viram sumir as poupanças de uma vida, por causa de uma economia de casino, virtual como o Mundo digital que agora nos ocupa os dias entre trabalho, negócio, diversão, convívio.

Quando a maioria de nós tinha o conforto e a segurança como dados adquiridos, a protecção do Estado, a segurança no emprego, um futuro razoável para os nossos filhos e netos...tudo começou a desabar. Os governos afinal nada mandam e pouco podem mudar. Embora a resposta do sistema tenha sido rápida, limitou-se a meter dinheiro na crise e não a mudar o próprio sistema.

Os que estiveram por detrás da catástrofe acabaram por manter o protagonismo. Receberam milhões de compensações das empresas que ajudaram a falir e de nada valeu a irritação de Obama e de outros justiceiros mundiais.

A Guerra do Iraque nada mudou, o Afeganistão aí está como o Vietname de Obama. Israel continua a chacina, a intolerância não abranda no Médio Oriente.

Um ano difícil este de 2009. Também para os portugueses. Cansados de um governo intolerável na incompetência, na arrogância, na mediocridade de uns dirigentes socialistas nada convictos, que se apoderaram da política para quermesse de interesses e gaúdio de egos do tamanho de comboios e auto-estradas. Um governo que é uma grande agência de comunicação. Não governa, faz marketing. E sempre disponível para deitar dinheiro público na fogueira do despesismo.

Os portugueses que trabalham fazem-no para pagar 60 por cento de um Estado gastador, esbanjador, novo-rico. Os outros vivem à pala de subsídios, apoios, subvenções, cargos públicos.

A crise pode ter assustado mas não desmobilizou os viciados em consumo, os indiferentes, os que nunca souberam o que era a ditadura, a ignorância, a pobreza. O regime pós-Cavaco criou este tipo de gente que olha a política como um fait-divers, algo que nada tem a ver com eles.É a geração da TV, da novela, das notícias que gostam de histórias de coxos e anões, pernetas e cantores de voz à ídolo. A bela ilusão.

Uma TV que contaminou a própria imprensa escrita que agora usa a estratégia das vedetas, do light, do vazio. Uma imprensa televisada que tarde descobriu essa fórmula desgraçada lançada pelo USA TODAY nos anos oitenta, e que empurrou os jornais para o beco da banalidade e a seguir da indiferença por parte dos leitores.

Claro que o Mundo não pára e é feito de mudança. Embora os ecologistas achem que não. Que o CO2 é que muda o Mundo e não a vida.

Mas se alguma coisa mudou mesmo as nossas vidas foram as redes sociais.E nada será como dantes na política, na cultura, nos negócios, nas relações sociais.

Podíamos viver sem o Twitter e sem o Facebook mas as nossas vidas não eram a mesma coisa.

AS FOTOS DO II WORKSHOP DE FOTOGRAFIA

A selecçao das fotografias dos alunos do II WORKSHOP DE FOTOGRAFIA DE LUIZ CARVALHO.
No estúdio LIGHTSHOT na LxFactory, Lisboa.

III WORKSHOP DIAS 9 e 16 de Janeiro. Aos sábados, para iniciados.

domingo, dezembro 27, 2009

Fotógrafos para sempre

Eu estou à direita de todos (!), barba de esquerda e Nikon FM. A Leica M4 ficou escondida.

Esta foto foi posta online pelo Fernando Ricardo no Flickr. Apanhei-a há minutos. Foi tirada em 75 quando Soares ia votar à Reitoria. Não me lembro de nada, nem sei quem terá feito a foto. Não a conhecia. Fiquei emocionado e surpreendido.

Alguns daqueles amigos já não estão connosco. É o que a foto mostra de mais triste.

O João Bafo ,um amigo grande e um fotógrafo, que se perdeu no meio pequenino português, demasiado incompreensivo para uma personalidade como a dele.

O José Antunes do Diário Popular, um repórter de fibra, intuitivo e voluntarioso, genial na agilidade. Lá estava ele! Um bom homem.

A minha sincera mágoa por profissionais exemplares, como o Acácio Franco e o Fernando Ricardo, terem deixado tão cedo a profissão. E a alegria de ainda podermos ter o João Ribeiro a fotografar de quando em vez para o JL.

O que me arrepia é que eu ao lado do João Ribeiro sou o único sobrevivente no fotojornalismo...

Bom-Ano camaradas!

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Noite de Natal


Retirado o consumismo, a euforia das multidões, as reportagens lamentáveis da RTP sobre os presentes caros, sempre com a palavra crise à mistura, ou os aceleras histéricos na A5, o Natal deixa uma nostalgia doce como os bolos e os mimos da família.

Embora dilacerada pelo ritmo voraz dos dias, a família mesmo com o novo lifting que lhe permite essa variante que é o casamento gay, está sólida. Em tempos difíceis é a família a última salvação. Todos os regimes políticos da direita à esquerda sempre apostaram nessa célula indestrutível.

Este Natal revelou-me de novo esse lado comovente, mesmo para um descrente como eu. Mas como não resistir ao arroz doce da mãe ou à convicção do pequeno que o Pai Natal desceu pela chaminé e deixou por lá o Lego dos polícias?

quarta-feira, dezembro 23, 2009

A mulher mais influente em Portugal é a Dona Isabel dos Santos


Isabel dos Santos é já a mulher mais poderosa de Portugal. Subitamente no meio da crise começaram a chover milhões vindos de Angola. Empresários portugueses viram em Luanda um novo Eldorado, desempregados sonham agora, não com Champigny mas... com os mosseques ao redor de Luanda.

Angola e os países de língua portuguesa são agora uma nova oportunidade para o ex-patrão colonizador. É irónico e é bom para todos. Mas a forma pouco transparente como alguns investimentos angolanos começam a surgir em Portugal é preocupante. Não sabemos se serão investimentos consolidados ou engenharias financeiras de momento. E ficamos com a sensação que a cultura de algumas empresas nacionais poderá mudar para pior.

A filha do Presidente angolano, Isabel dos Santos, é de uma astúcia notável. Consegue trabalhar em low-profile, nunca aparece em público, não dá entrevistas, esquiva-se. Há anos quando a tentámos entrevistar em Luanda, ela dizia sempre que sim mas à última hora o seu telemóvel desligava-se e nunca era possível encontra-la.

Detesta ser fotografada e terá mandado esta semana um puxão de orelhas a alguém de uma publicação angolana que cedeu umas fotografias suas para serem publicadas em Portugal. Proibiu a divulgação de fotos suas, actuais e antigas.

Os nossos democratas de serviço, quer da direita cavernícola, quer da esquerda caviar, andaram trinta anos a denunciara falta de democracia em Angola. Agora está tudo caladinho. João Soares tem sido o último arauto a denunciar o regime paternalista de Eduardo dos Santos. Um regime que veta entrada de jornalistas até para fazerem uma banal reportagem de um raid de jeeps, que persegue correspondentes estrangeiros expulsando-os em 24 horas, um regime que conseguiu comprar a cumplicidade da oposição.

Também não sei se Angola precisa de democracia. Mas que precisava de um regime com alguma consciência social e moral ninguém duvida. Talvez um dia.

Feliz-Natal Mr. Lawrence!!!

Esta semana tive algumas experiências de vida estimulantes. Vantagem e privilégio de se ser jornalista. Uma das histórias é triste, a outra optimista.

A triste: uma multinacional fecha ao fim de 30 anos uma fábrica e arrasta para o desemprego quatro centenas de operários. A fábrica tinha encomendas, dava lucro mas a administração parece ter feito tudo para deslocalizar a unidade. Os gestores à beira da reforma quase todos, recebem largas centenas de milhares de euros. Uma trabalhadora que lá trabalhou 30 anos: 40 mil euros. Despedida de um dia para o outro depois de uma vida de dedicação e competência. Outra operária não sabe como poderá continuar a educar o filho na Universidade em Lisboa.

Mas há outros operários que aproveitam para trocar de carro com a indemnização, outros metem-se no tinto e batem nas mulheres, outros estão meio baralhados em casa.

Alguns desses operários despedidos vão trabalhar até Agosto para a fábrica através de uma empresa de fora ( que é de dentro!).

Os contribuintes vão pagar subsidios de desemprego resultantes de uma falência discutível. os patrões despedem, deslocalizam, o Estado paga a falta de solidariedade social de certas empresas. Como dar a volta a isto?

O caso optimista: um acidentado de mota com 27 anos, luta diariamente em Alcoitão para poder andar e recuperar parte do corpo inactivo. Uma luta diária de sofrimento, dores e resultados que são um milagre.

Feliz-Natal Mr. Lawrence!!!

domingo, dezembro 20, 2009

A inutilidade da CP ou Refer, ou lá como se chama!

O governo passa a vida a dizer ( e a ameaçar!) que o uso do comboio é bom, faz bem à saúde e que os cidadãos que usam o carro particular são umas bestas por duas razões: pagam um balúrdio de impostos vários para terem carro e ainda por cima poluem o Planeta que está à beira de sucumbir, por causa do conforto individual. Até a GALP que ganha milhões com o objecto do crime ecológico, o CO2, anuncia que vai dar bilhetes de comboio a quem atestar o carro. O cúmulo do cinismo e do oportunismo comercial.

Mas hoje leio no Público esta coisa fantástica:

Os computadores portáteis têm explodido quando ligados às tomadas dos comboios da CP e esta tem indemnizado os clientes, não sei se em Magalhães se em computadores decentes. O que é inacreditável não é a coisa fazer curto-circuito, porque não há uma regulação eficaz da electricidade que vem das cantenárias. O que é de ficar espantado é que a CP não admite sequer a instalação para breve de wireless ( que já devia ter há anos!) e que se compromete a resolver o problema das tomadas assassinas, mas só nos comboios Alfa. Nos intercidades vai ter de se esperar....3 anos! Mais tempo do que instalar a rede TGV !!!! Bendita empresa, grandes gestores!

Uma empresa que é suportada pelos contribuintes numa dívida de 1700 milhões de euros (não sei se estão a ver o que isto significa) não tem condições nem para satisfazer uma "atenção" básica aos utentes. E nem vamos repetir aqui a miséria do serviço a bordo, da qualidade do ar condicionado, do treme-treme das carruagens e por aí fora.

Com o que custa sustentar esta empresa parasita a solução era fácil: vendia-se a cangalhada ao sucateiro amigo do camarada Vara e com essa verba compravam-se autocarros de luxo movidos a biodiesel que conseguiriam bilhetes mais baratos e não subsidiados aqui pelos totós do costume.

Limpavam-se as travessas e os carris e faziam-se umas ecopistas bestiais, como o fizeram os municípios de Évora e Arraiolos. Até se poderia passar a ir de Lisboa ao Porto de bicicleta.

Que tal ?

sexta-feira, dezembro 18, 2009

A incoerência dos casamentos gay


Portugal respira fundo: já temos casórios gay. Homofobia ? Nada disso meus caros. Cresci com uma contra-cultura de esquerda contra a instituição do Casamento, a Família, Deus, Pátria e Autoridade. Portanto, certos fedelhos que agora andam aos pulinhos porque o folclore de Las Vegas foi assumido pelo grande encenador Sócrates, estão enganados.

O Estado não deve interferir em caso algum na validação ou não dos comportamentos dos cidadãos. E estes não devem autorizar que o Estado possa legislar sobre a liberdade de cada um, das suas tendências sexuais e por aí fora.

O que os homossexuais que vivem juntos, e que acabam por constituir um casal, precisam é de uma lei que os proteja em assuntos tão terrenos e nada românticos como partilhas, direitos de propriedade, transmissão de bens. Isto é: dois cidadãos que vivem juntos e partilham uma economia doméstica comum devem ter os mesmos direitos e deveres de um qualquer casal heterossexual. Desde quer assim o desejem.

E devem poder adoptar crianças desde que cumpram os apertados critérios que regulam essa atribuição.

Para Sócrates um casal gay pode casar, mas já não é fiável do ponto de vista moral para poder adoptar uma criança. O que é uma monstruosidade moral muito maior do que não reconhecer o casamento gay.

Conheço um casal de artistas de teatro, que há muitos anos adoptou uma criança que é hoje um homem e que sei ter tido um ambiente formidável na infância. Hoje uma pessoa feliz. Há anos havia menos politicamente correcto, menos leis, mas mais abertura para se passar à acção as coisas de bem.

Portanto: o povo de esquerda gosta de folclore. E a esquerda que andou a bradar contra o casamento como uma instituição decadente glorifica agora essa mesma instituição.
Para exibicionismo de parte foleira e exibicionista da comunidade gay, que faz agora do casamento um acto público político e ressabiado e não um acto íntimo, discreto e sério.

Lamentável. Eu se fosse homossexual teria vergonha desta palhaçada. Um insulto a quem assume a sua "diferença" com recato e dignidade.

PS: título original do post: " A vergonha dos casamento gay".

Casamentos Gay

Já que tem de ser...que seja chic::))

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Sócrates dá banhada à GNR e a Cavaco

Um dia negro para Sócrates. Deixa um batalhão da GNR à chuva durante mais de uma hora em Portalegre e leva uma pacteada monumental dos familiares que tinham ido ver a solene cerimónia.

Depois chega atrasado a umas jornadas parlamentares do PS em Beja, e justifica com um engano de cálculo: o seu assessor pensava que já havia auto-estrada entre Portalegre e Beja! O governo já faz auto-estradas virtuais, só falta entrar no Second Life!!!..

Mas o mais grave, e que demonstra um lamentável sentido de Estado, é ter faltado à posse dos novos Conselheiros de Estado e de ter feito gazeta ao encontro semanal com o PR. Para o Primeiro, primeiro está o partido e os camaradinhos, depois os assuntos de Estado.

O conceito de governação é uma coisa de velhadas. O que está a dar é um país governado por uma competente agência de comunicação. E se o ambiente está a dar para o torto pelo lado dos caciques locais...avança-se com a promessa da Regionalização, esse bolo aos famintos da província, pronto a entrar no forno quando a coisa estiver mesmo mal.

A sensação que se tem é que este governo tresanda a velho e decadente. E nem os trejeitos à La Manuela Moura Guedes da actriz Inês Medeiros na TVI24 a defender o PS sem um discurso coerente nem sólido (no fundo o que ela sabe é decorar papéis!) de uma mediocridade confrangedora fazem deste governo de perucas uma esperança para o 2010 que aí vem.

PS: Um relatório da OCDE divulgado hoje põe a Educação de Portugal a ombrear com a mexicana. Mas os alunos na casa dos 15 anos mostram um desempenho mais positivo. O facilitismo das avaliações aí está a dar frutos.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Trabalhar sem horas extras de Janeiro a Janeiro!!!!


Não sei se percebi bem... os hipermercados querem obrigar os trabalhadores a fazerem mais 4 horas diárias extarordinárias sem as pagarem ? Extraordinário!

Não sei se o dono do Pingo Doce (não me ocorre o nome) também vai fazer esta proposta-obrigacionista aos seus queridos colaboradores. Aqueles que aparecem no anúncio da TV travestidos de gente feliz sem lágrimas, rindo e dançando em cores saturadas, numa encenação de um desses brasucas que fizeram do Acabado Lopes um Menino Guerreiro.

É que o patrão do Pingo, também feliz e querendo fazer parte agora daquele team de portugueses que decidiram apregoar que "Ok está bem a gente consegue!", um dos arautos do crescimento sem despedimentos, nem aumentos, nem nada para ninguém, talvez agora queira esse milagre da nova Economia: um admirável Mundo Novo, sem esse pormenorzinho irritante marxista da mais-valia, e esse monstro carregado de CO2 social: a luta de classes.

Não acredito que o não-pagamento de uns tostões por trabalho extra possa por em causa uma campanha alegre, que faz rebolar na tumba o genial António Ferro. É que aquele anúncio não é só uma campanha publicitaria. Aquele anúncio é por si um ícone da ideologia pequeno-burguesa e decadente do país, governado por uma agência de comunicação, e legitimada por uns milhões de figurantes que só querem aparecer para o boneco e não desempenharem um papel de cidadania na sociedade. Isto sem querer copiar o Presidente Sampaio!...

Mas até posso estar enganado. E afinal no Natal até há capitalistas bons que estão preocupados com o conforto dos seus "colaboradores". Citando o Padre Américo nesta época santa: não há rapazes maus. Eu acrescento: alguns capitalistas até são humanos: tanto dão uma esmola a um pobre como dão umas horas extras aos trabalhadores. Tudo bons rapazes.

terça-feira, dezembro 15, 2009

18 milhões precisaram do Zé! Costa paga e não demite.

Há pessoas com quem embirro solenemente. Uma delas é José Sá Fernandes. Que eu saiba nunca me roubou nenhuma namorada, nem foi indelicado comigo. Ele até aparenta um ar de porreiraço, bonacheirão, descontra e tudo. Mas para mim é o protótipo de uma esquerda moralista, dogmática, conservadora e que deixa sempre efeitos colaterais nefastos. Há sempre alguém que acaba por pagar tanto porreirismo, tanta moralidade igualitária, tanto ódio ao que está estabelecido mesmo que esteja bem.

Sá Fernandes odiava o túnel e conta-se da sua raiva quando as obras arrancaram. O que não lhe terá passado naquela cabeça revolucionária!..

Conheci muitos amigos e colegas desta estirpe nos gloriosos anos quentes do 25 de Abril. Eram uns bacanos que acabavam sempre a ferrar um calote de 5 contos, a dormirem um mês na nossa casa até terem de ser expulsos, e que se nos distraíamos no duche ainda nos saltavam para cima da mulher- também ela(s) da esquerda fraterna.

Os 18 milhões de euros que os pobres contribuentes vão ter que pagar ao empreiteiro do túnel do Marquês, pelo entreposto António Costa (o padrinho de Sá Fernandes neste seu segundo baptismo político) é uma escandaleira, uma vergonha, uma afronta aos lisboetas.

Há um apagado advogado, vagamente desempregado, que consegue armar-se em D.Quixote, ter espaço nos jornais e na televisão e torna-se num herói porque não deixou avançar uma obra que era de primeira necessidade para Lisboa. Esta atitude alimentava a habitual resistência da esquerda contra obras e melhorias públicas. Para a esquerda um túnel é de direita, uma auto-estrada é socialista, uma ciclopista um hino à Humanidade. Ridículo.

Este empata ganha notoriedade política nos bloquistas, que ao perceberem que o homem queria era ser socialista lhe tiraram o tapete sem ai nem ui. António Costa receoso de perder s as eleições angariou todo o tipo de "losers" desde que pudessem trazer umas migalhas de milho para a parca urna do poleiro. E foi assim que ganhou, com os votos dos velhinhos, dos lisboetas de bairros de lata reciclados e de uns tontassos da esquerda órfã.

Quando António Costa for pagar os 18 milhões ao empreiteiro lesado devia falar aos lisboetas, e contribuentes em geral, e pedir desculpa por ter dado a mão a um dos maiores gastadores compulsivos do erário público.

E exigir a demissão imediata deste mono camarário.

Com CO2 ou sem ele o destino está-nos traçado


Um programa que passou há dias discretamente no Canal 2, explicava com palavras sábias de cientistas sérios, que o aquecimento da Terra foi brutal no fim da Idade do Gelo. E esse cataclismo que fez diminuir significativamente a área útil da Terra, fazendo com que os oceanos engolissem parte dos continentes, nada teve com CO2, como se calcula. Nem com motores V12::)

Com palavras simples e exemplos eficazes esses cientistas demonstravam como a Terra não é um objecto estático e que está ligado a todo o sistema em que está inserida. E as conclusões a que chegavam esses cientistas era que pela ordem natural das coisas o nosso querido Planeta acabaria por sofrer transformações apocalípticas daqui a uns milhares (não muitos) de anos.

O degelo tem sido um fenómeno crescente, de tal forma que há uns milhares de anos atrás toda a zona do hemisfério a Norte de Nova York (actual claro) era um manto de gelo até ao Polo. Mais: o fenómeno do equilíbrio ambiental na Terra era de uma frágil sustentabilidade. Poderia haver um período de lenta transformação climatérica que de um momento para o outro poderia ser brutal. A História do Planeta Terra é uma história de mutações gigantescas, fora da escala humana, imprevisível e..inevitável.

Toda esta retórica à volta do clima e das consequências das emissões de CO2 podem até ter um fundo razoável de razão. Mas a grande questão é que não é possível haver um Mundo sobrepovoado e minimamente civilizado, no sentido do conforto e da segurança, sem se evitar a alteração do equilíbrio ambiental. Com carros a fumo ou a pilhas, com casa de painéis solares ou com chaminés a bufarem calor, o Mundo limpo é incompatível com qualquer tipo de sociedade avançada. Podemos minimizar, tornar tudo mais lógico, limpo e racional. Mas o destino está-nos traçado nas estrelas.

domingo, dezembro 13, 2009

sexta-feira, dezembro 11, 2009

AS FOTOS 2009 DA LIFE


Depois desta selecção não me chateiem com escolhas baseadas em acontecimentos da escrita.

Cliquem na foto ou AQUI entrem no eterno mundo do fotojornalismo e esqueçam os bonecos da bola::))

quinta-feira, dezembro 10, 2009

O Facebook versão FaceVara.

Há uns arguidos de luxo que têm sempre lugar no prime-time televisivo para se poderem defender em causa própria. Num país onde a Justiça parece não julgar ninguém e só lançar na Praça Pública segredos de justiça para atrasar ainda mais as decisões...que sorte têm figuras como Carlos Cruz, Dias Loureiro ou Armando Vara (e o rol de sortudos não pararia) em poderem falar em auto-defesa.

Claro que o senhor Vara está inocente porque ainda nem sequer foi acusado. Nem é um assunto muito escaldante do ponto de vista judicial. O que é interessante do ponto de vista político, e isso é julgado por cada cidadão e também na Praça Pública, é o à-vontade com que esta figura cimeira do Partido Socialista diz ser há muitos anos uma espécie de relações públicas e políticas entre as mais variadas personalidades.

Nós já imaginávamos Vara num rodopio ao almoço, ao jantar, aos fins-de-semana, entre amigos e outros amigos que gostavam de conhecer os seus amigos.

No fundo Vara é um Facebook à moda de Trás-os-Montes. Tem os seus amigos que convidam outros amigos, ele sugere, ele diz: "gosto" ou fulano de tal sugere que te tornes amigo de Fulano e Sicrano aceita ou manda uma mensagem, ou envia um brinde que pode ser por exemplo: um saquinho de robalos frescos ! Lindo, não acham?

Acho genial esta rede social de carácter político e económico que Vara diz manter há anos e que foi alicerçada numa vida de trabalho desde os 11 anos ( estamos pois perante mais uma ilegalidade: trabalho infantil encapotado!). Nada tem de condenável e eu concordo.

Se há uns bacanos que colecçionam amigos no Facebook para exibirem o ego, propagandearem negócios ou armarem-se em bons, porque não pode um respeitável Vice de um banco não o fazer de uma forma mais discreta ? E até mais saudável? Almoços e jantares são sempre mais divertidos do que estar frente a um computador a falar para o écran.

Eu propunha que o processo face Oculta passa-se a designar-se de FaceVara.

Zézinha gosta é de malhar no Partido Socialista.


A deputada Zézinha passou-se e chamou palhaço a um deputado do PS. Não sei o que terá feito o pobre do homem que parece ter vindo das berças como o seu camarada Sócrates. A cena vista e ouvida no YouTube é de uma ordinaríce total. O verniz da católica e apostólica Zézinha estalou e ela não teve pejo em assumir um discurso caceteiro com laivos de machismo lusitano.

Uma vergonha para a Nação. Na verdade os deputados não se portam com juízinho nenhum. Sócrates com aquela sua pose de professor primário que tirou a quarta classe num dia santo parece que tinha alguma razão. A política passou a fazer-se em Portugal de esfregona numa mão e de balde cheio de caca na outra. A deputada laranja que depois de ter tentado abraçar António Costa e vir às cavalitas com ele para a Câmara de Lisboa viu goradas as suas tiradas de engraxatório ao socialista, acabou no PSD pela mão da Dra. Leite. Um percurso lamentável para quem andou a defender a ideia de uma direita diferente contra o centrão. Mas há quem não olhe aos percursos para chegar aos finalmentes. E a Zézinha lá está no Parlamento a malhar na esquerda. Coisa que ela adora. Mas com aquela linguagem nunca imaginei.

Domingo o padre vai ter que dar muitas bênçãos à Zézinha. Cem padres-nossos, mil Avé-Marias e escrever Cem vezes repetindo: "chamar palhaço é feio, chamar palhaço é feio...".

Zézinha passa-se da carola e chama palhaço a deputado

terça-feira, dezembro 08, 2009

O atraso de vida que é a CP

Uma moderna passagem de nível sem guarda da gloriosa CP

O Presidente da CP convidou um grupo de jornalistas para uma viagem no Expresso do Ambiente. Parece que algures pela Europa. Deve ter sido mais uma daquelas viagens ecológicas movidas a electricidade produzida por umas potentes centrais térmicas!

E ficámos a saber que a CP tem um prejuízo brutal, qualquer coisa como o equivalente ao custo do TGV até Badajoz com uma ponte nova sobre o Tejo como brinde.

É notável como uma empresa que deveria no mínimo não dar prejuízo é um elefante branco de dimensões gigantescas. Mas se pensarmos um pouco no que é esta CP percebe-se porque dá aquilo tamanho déficit.

A CP cresceu com o estigma das nacionalizações em prejuízos e nunca emendou mão. É uma empresa velha, que não soube adaptar-se aos novos tempos. Não tem imagem, nem marketing. É uma empresa inimiga dos utilizadores. Arrogante porque monopolista e não se sabe de uma acção que vise o conforto e o bem servir dos utentes. Não precisa: o contribuinte paga os prejuízos e para gerir uma coisa daquelas basta a burocracia habitual.

Nos últimos anos a CP foi mais uma comissão liquidatária da linha férrea em Portugal do que uma empresa para servir o país de uma eficaz rede de caminho de ferro. Acabou com linhas regionais, isolou zonas rurais, vendeu ao desbarato património histórico, destruiu cem anos de comboios em Portugal.

Repare-se em dois exemplos simples para verificarmos da estupidez da gestão da CP e da forma como não serve os utentes:

Estou no Estoril e quero ir para Lisboa de bicicleta. Não posso levar a bicicleta no comboio. Parece que só ao domingo de manhã. Estou no Estoril e quero ir de comboio para Lisboa deixando o carro num parque seguro e gratuito na estação. Não há parque nem a pagar.

Quero comprar um bilhete avulso para Lisboa. É preciso o dinheiro contado e não é aceite multibanco.

Quero ir para o Porto, estando no Estoril. Não tenho parque para o carro na estação de Lisboa. Só o preço do táxi é o preço da viagem para o Porto.

A CP tem comboios incómodos, barulhentos, sem serviço decente a bordo. Os horários são curtos e espaçados. Não há comodidade nem serviço ao cliente. Só um masoquista ou ou tipo sem pressa, e que não trabalhe, é que pode gostar de andar nestes comboios caros (quando não se usa o passe social) sem condições e sem ligações eficazes entre linhas.

Os milhões que nós metemos nesta empresa davam para cada utente andar de carro e ainda sobrava dinheiro. Claro que a solução não pode ser essa. Mas na verdade os autocarros-expressos fazem os mesmos trajectos, por menos custo, mais conforto e com horários mais flexíveis.

Se seguíssemos aquela política cavaquista que onde era construída uma estrada nova se acabava com a linha férrea que havia ao lado, esta CP era já desmantelada e o ferro-velho vendido para a sucata do homem dos robalos frescos.

100 fotos, 10 anos. O fotojornalismo da Reuters

segunda-feira, dezembro 07, 2009

O beco sem saída de Copenhague

Cento e tal chefes de Estado vão debater em Copenhague as mudanças climatéricas, o CO2 e tudo à volta do buraco de Ozono. Todos percebemos que o nosso querido Mundo está doente. Há população a mais, conforto de sobra, países em explosão económica e uma miséria mundial sem fim.

Chegámos tarde de mais, embora a condição humana nada faria para evitar o caos.

A nossa civilização assenta no consumo de energia. Como queimamos petróleo...em produção de CO2. Podemos andar de carros eléctricos, de bicicleta ou a pé. O CO2 está lá sempre: quando damos comida ao cão, quando usamos o computador, acendemos a lareira, usamos papel higiénico, compramos uma manta ou andamos a pé...por detrás de cada gesto há consumo de energia. Portanto: podemos poupar em actos simbólicos mas o que nos leva à tragédia é a nossa própria civilização. Demasiado confortável, civilizada, gastadora. É mesmo assim.

O drama é que tudo o que o Homem conquistou em cultura, civilidade, avanço tecnológico, avanço na luta contra a Doença...gasta energia, polui, provoca aquecimento global. O aumento anual da população mundial é assustador, e mesmo que vivêssemos como na idade da pedra só os milhões que defecam diariamente, sem esgotos...provocariam outro tipo de caos no Mundo.

E depois, também parece ser verdade que a Terra não é imutável. E há muitos milhões de anos atrás houve mudanças apocalípticas mesmo sem CO2 e aquecimento global.

Portanto: a humanidade está condenada. Podemos, e devemos minimizar os efeitos e as causas deste desequilíbrio, mas a Europa vai pagar caro o que a China, a Índia, os Estados Unidos andam a poluir com total impunidade.

E quem vai pagar mais: os cidadãos europeus.Os governos já esfregam as mãos: vêm ai os impostos verdes para tudo. Os estados ditos democráticos têm sempre uma solução: subsídios e dinheiro dos contribuintes, em nome de causas nobres.

domingo, dezembro 06, 2009

As falsas escutas na net

As transcrições das escutas entre Sócrates e Vara que circulam na net em forma de e-mails são evidentemente falsas. Embora quem as tenha escrito demonstre uma acutilância literária notável. São textos elaborados e que deixam bem Sócrates e Vara. Parecem boatos feitos por encomenda, com um alvo político preciso: demonstrarem que as tais conversas eram apenas e só políticas e que tudo o que acontecera ao PS e ao seu líder a propósito da demissão de MMGuedes e da venda da TVI só tinham prejudicado o governo.

Seja o que for é uma atitude baixa. E Portugal não aguenta por muito mais tempo tanta informação e contra-informação. Claro que tudo isto se tinha resolvido se o Sr. PGR tivesse elucidado os portugueses não do teor concreto das conversas, das palavras, mas apenas e só do tipo de conteúdo sem entrar em transcrições. Só isso. Sossegava a malta e não violaria a conversa entre dois amigos. E não tínhamos chegado a este pântano.

terça-feira, dezembro 01, 2009

A ironia do Tratado de Lisboa no dia da Independência!

Entra hoje em vigor o Tratado de Lisboa. Alguém nos pode explicar em termos simples de que trata o tratado ? As televisões, os jornais, as rádios, a net, ainda nenhum desses fantásticos meios amigos dos leitores explicou por miúdos o que cada um de nós, pobre mortal, vai ganhar com tal coisa.

É verdade que mesmo o grande Sócrates reeleito pelo seu povo, o mesmo que não foi tido nem achado para a aprovação do tal tratado, não teve a coragem e a honestidade para referendar uma coisa que ele tinha prometido em campanha. Foi mais uma das grandes mentiras políticas do eleito e que ele sabe que a mentira compensa politicamente, quando se está a lidar com um povo que vota num político atendendo mais à pose na televisão do que ao conteúdo.

O eleitor português é daquele tipo de gente que compra um utilitário com uma legenda a dizer GT, mesmo que se trate de um carro puxado com um motor de máquina de costura. O estilo presunçoso é o que conta. O que está a dar. E o que está hoje a dar é a assinatura do tratado, gabado por António Vitorino, no dia em que o desemprego em Portugal ultrapassou a barreira dos 10 por cento, o quarto maior da Europa a 25, mas que Soares e Almeida Santos desvalorizaram na campanha que viria a recolocar Sócrates no poleiro, dizendo eles que a Espanha era bem pior e era aqui ao lado.

Se há dia em que os portugueses deviam estar indignados era hoje. O tal tratado vai enfraquecer a soberania do país (no dia em que descansámos celebrando a nossa independência!), tirar direitos sociais, por-nos cada vez mais iguais aos ex-países comunistas. Vamos ficar cada vez mais sobre a pata de uma Europa que esbanja milhões em políticas simbólicas como a do ambiente, que paga para não se produzir, que protege os maiores e que despreza a cultura tradicional de cada país. Uma Europa de burocratas, medrosos, conciliadores e apavorados perante a ameaça do anel fundamentalista, mas que escancara as portas à imigração ilegal e que retira conquistas sociais aos cidadãos. Uma Europa decadente.

Os portuguesinhos que hoje passeavam nos centros comerciais e que levaram os multibancos a entrarem em rotura por causa dos levantamentos do subsídio de Natal para consumo, estão na maior. Podem aproveitar os tratados que quiserem desde que haja Ídolos ou Morangos com Açúcar e que o Natal os ilumine com prendas. O resto que se lixe. Sócrates é fixe.

Hoje há Korda na Koodoaria

Se eu fosse o Che e o Korda me tivesse fotografado ::))