sexta-feira, outubro 30, 2009

SEGUNDA EDIÇÃO WORKSHOP DE FOTOGRAFIA

Salto à Vara e o Planeta socialista

A figura de Vara é irritante. Foi ele que andou a decretar para que as matrículas dos carros importados usados começassem por K, foi o autor da estúpida Tolerância Zero nalgumas estradas, numa demagógica caça à multa, foi aluno dessa escola superior de virtudes que era a Independente, criou aquela Fundação para a Prevenção que deu bronca ao ponto de Sampaio ter exigido ( e sem chorar!) que Guterres demitisse o trasmontano... Vara é daquelas figuras do regime que sem ele a democracia era uma desgraça e nós desgraçados contribuintes e cidadãos uns parias sem sabermos onde deveríamos cair mortos.

Vara saltou a vida à vara e conseguiu saltar de Trás-os-Montes, onde era vagamente um obscuro bancário, para a ribalta de um grandioso banqueiro. Ninguém lhe tira o mérito, o talento e a obstinação, mas que há gente com sorte ninguém duvide. Amigo especial de Sócrates, companheiros de estrada ( aquela que liga as berças à capital, o provinciano ao urbano de fatiotas Afonso Dominguez, o pato bravo- engenhocas ao visionário das polis e rotundas) Vara, Armando Vara, está agora de novo nas manchetes por motivos mais melindrosos. Não será uma campanha negra, mas o administrador do BCP já clamou inocência.

Com um dia sem tempo para ler notícias a fundo, as gordas remeteram-me para esta figura do planeta socialista. Depois daquele fax sobre o Freeport (de que não se voltou a falar) a esta nova novela, o país continua a prometer comédia da boa. E, claro está, acreditamos na Justiça.

domingo, outubro 25, 2009

A Gripe A, Caim, e os vacinados compulsivos

Os portugueses adoram crises. E os telejornais adoram a Gripe A. Em zapping todas as televisões são iguais: na gripe, na estrutura das peças, na voz dos jornalistas em off e em termos do estilo:"crise à parte...". Este jornalismo generalista intoxica os mesmos que se rebolam a rir quando um idiota cai à água depois de ter marrado contra uma placa de esferovite.

O país está suspenso pelo desenrolar destes enredos previsíveis, e demasiado parvos, para serem verdade. Hoje eram os eleitos, os indispensáveis à Nação, que vinham ocupar tempo de antena com declarações tão ridículas como aquela do deputado de serviço José Lello, esse marreteiro de piquete no PS para desancar na oposição interna e externa. Essa figura grada do regime, a quem todos nós devemos grandes préstimos à democracia, veio dizer que se ia vacinar porque sem ele os portugueses corriam o risco de ficarem órfãos de representantes no circo (sem animais ferozes!) parlamentar.

Lello esqueceu-se de ler o rótulo da vacina, pois em letras miúdas deve trazer lá explicado que a estirpe não pega em certo tipo de criaturas. Nem o vírus da gripe se arrisca a tanto. E se tal explicação não vem lá devia vir, porque me apetece, e detesto aquele estilo.

Há uns tipos que se acham os maiores. Esta arrogância não desponta só entre os actores canastrões da politiquice nortenha. A altivez vem já como imagem de marca de personagens como José Saramago, um comunista com um curriculum lamentável no que toca à defesa dos direitos dos trabalhadores, quando em 75 saneou do DN um grupo de jornalistas competentes e honestos que não passavam de uns reacçionários a abater para o director-camarada de então.

E se em 75 Saramago lançou para a rua jornalistas tirando-lhes o pão e o direito ao exercício da profissão, hoje não tem problema em insultar muitos milhões de cristãos, desrespeitando crenças, fé, tentando humilhar toda uma cultura (por sinal aquela que lhe deu aquele Nobel e que lhe compra os livros de que ele vive).

As televisões bem podem especular sobre as virtudes da vacinação da Gripe A e o avanço tecnológico que é o Magalhães 2. Bem podem. E já agora podiam interrogar o senhor Saramago para se saber se ele aceitará ser vacinado contra a gripe ou prefere esperar sentado que o senhor António Costa lhe estenda a passadeira vermelha para a sua catedral da Casa dos Bicos. Paga por ateus e muitos cristãos.

sábado, outubro 24, 2009

VIEIRA DA SILVA ADULADO PELOS PATRÕES

O doutor Van Zeller está contente com Vieira da Silva e Teixeira dos Santos no governo. Um amigo meu todo PPD, da ala cavaquista (mas desiludido com ele!), está confiante no governo Sócrates (R) de recauchutado.

Mas o doutor Van Zeller está possesso por uma sindicalista, mesmo da ala amarela, ir mandar
(ou ser mandada) no Ministério do Trabalho. O cabecilha dos patrões até evoca o vermelho nome em vão dos comunistas do PREC. Não o faz por menos e perfila-se agora,não como o defensor do aeroporto na Margem Sul ( porquê?), mas como o ponta de lança do cavaquismo de Belém.

A pose de Van Zeller está cada vez mais óbvia no retrato, e não há fotógrafo que lhe consiga tirar outra pose menos cara de pau (nem eu!!).

Portanto: a direita está contente com a equipa de Sócrates. No essencial o patronato manobrador, aquele que vive de empreitadas públicas e subsídios agrícolas, está em boas mãos. E nem Ferreira Leite, nem aquele rapaz que marca passos para ser chefinho dos laranjas desavindos, conseguiriam um team tão jeitoso para satisfazer o patronato. Esse mesmo que gera despedimentos em vez de trabalho, que promove os baixos salários e a desqualificação, esse mesmo patronato cuja maioria (85 por cento) mal tem a quarta classe, mal sabe gerir, nem inovar, mas que está sempre com a ponta afiada para a lamuria, o desânimo, tudo em nome da crise. E o Doutor Van Zeller é o rosto dessa classe medíocre que não soube adaptar-se aos novos tempos, aos desafios da globalização, à inovação do comércio digital.

Por isso ficam tão irritados porque uma sindicalista vai para a Praça de Londres, olhar pela luta de classes do alto do 20º andar do arranha -céus do antigo Ministério das Corporações de Marcelo Caetano.

Só falta ao patronato erguer uma estátua a Vieira da Silva, o autor do nefasto código do trabalho e o mentor da reforma da Segurança Social, essa que mudou as regras no fim da vida contributiva fazendo do Estado uma entidade desonesta, sem ética, nem moral. Tudo aquilo que o patronato do século passado gosta.

Viera da Silva, que tirou a quem desconta, pode agora dar a quem conta: ainda há uns milhões do QREN para distribuir pelos famintos. A venda de Ferraris vai melhorar.

quinta-feira, outubro 22, 2009

Sócrates recauchutou o acabado governo

O novo governo de Sócrates é uma desilusão. Isto é: se alguém tivesse tido a ideia de que Sócrates iria surpreender com um elenco governamental forte estaria a sonhar.

Sócrates não tem um governo novo: mandou recauchutar o acabado. Tem mesmo figuras que são um verdadeiro erro de casting e que até remetem para o PS antigo, o do camarada Guterres. Já tínhamos esquecido figuras como Lacão (La Chien para os amigos) e já deitávamos pelos olhos o inefável Viera da Silva, aquele que mais prejudicou milhares de portugueses e é dado como uma figura de proa da democracia. O socialista da nova lei do trabalho e da reforma...topam?

Este é um governo a prazo. Nada de novo, nem "interessant". Prevemos o pior. A Dra. Alçada começou logo por uma gaffe mentirola, o que vai ser uma constante. Uma escritora não dá por isso uma boa política e esta aventura chamada educação não lhe irá sair tão bem como os seus livros para adolescentes.

Quanto à ministra da cultura não sei se não preferia que não fosse imolada. Não o merece. Tem talento e é uma mulher acima da média obrigatória para as cotas.

Sócrates mais não fez que reforçar o escudo à sua volta. Tem os seguranças de brilhantina, um fotógrafo brasileiro e um grupo de ministros excelentes em abanar "que sim". É pouco para um governo que se quer de salvação. Tragam as bóias!!!.

terça-feira, outubro 20, 2009

Portugal perde liberdade de Imprensa e RCP despede Pedro Múrias

Para a organização Repórteres sem fronteiras Portugal deu este ano uma cambalhota do 16º para o 30º lugar. Estamos ao lado do Mali neste ranking dos países que respeitam a liberdade de imprensa! A França caiu ainda mais do que Portugal. E são os países nórdicos (esses que os nossos socialistas gostam de citar quando toca a aumentar os impostos) que estão à frente no combate pela liberdade de informar. Os Estados Unidos e a obama-mania ganharam pontos.

Quer dizer que Portugal perdeu liberdade, logo parte da democracia. Mas este estado das coisas no jornalismo não diz só respeito à margem de liberdade que os jornalistas têm vindo a perder com o governo socialista. Embora a Santa da ladeira da ERC tenha vindo comentar ontem numa curta predica que, por exemplo, na RTP o jornalismo que lá se faz tem o carimbo ERC, ou seja: aquilo pode ser consumido por nós dentro do prazo previsto.

Esta falta de liberdade de informar, esta pressão que se sente sem se saber muitas vezes de onde vem, este clima de auto-censura que cada um que relata sente na pele, também passa pelas condições cada vez mais precárias e instáveis que a profissão tem vindo a sentir. Não há heróis de peito aberto com contratos a prazo, recibos sportinguistas e chefes amedrontados.

As redacções perderam poder e o tal contra-poder, ou quarto poder (o que é rigorosamente a mesma coisa) já não é exercido pelos jornalistas mas por quem detém as rédeas deles. Claro que não podemos generalizar. E eu posso dizer que a empresa onde trabalho é uma das honrosas excepções. Mas há um clima terrível nalguns sítios. Como por exemplo (era aqui que eu queria mesmo chegar) no Rádio Clube Português.

A história é triste, lamentável e estúpida. A administração do RCP, aquele onde foi lida a mensagem dos homens que nos devolveram a liberdade, decidiu usar aquela figura do despedimento colectivo, inventada por essa grande figura da democracia e da esquerda o ministro Vieira da Silva, para levar na enxurrada Pedro Múrias, um dos nomes mais dignos e competentes do jornalismo português.

O Pedro Múrias não está a beira da reforma, não é um velhadas inadaptado e são os próprios directores espanhóis que têm por ele uma estima e reconhecimento sobejamente afirmados.
O Pedro Múrias que esteve a tratar-se de um cancro, e que ainda está de baixa, recebeu uma carta da administração e de um director ,que dizia ser seu amigo, a dizer-lhe que estava dispensado. Assim. Com amigos destes...

O Pedro Múrias é um dos nomes mais populares do RCP, tem uma audiência notável, é querido pelos ouvintes, e fez um dos trabalhos jornalísticos mais humanos e comoventes deste ano. Relatou diariamente em crónicas na sua rádio, a sua própria experiência a tratar-se do cancro. Com isto criou um ambiente popular mobilizador, mostrando que a coragem, o sentido de humor e a ternura pelos outros que sofrem, podem em muito aliviar a dor dos que partilham essa doença devastadora.

Pois bem: bastava a categoria profissional do Pedro para ser respeitado, bastava a integridade moral do Pedro para ser respeitado, mas se assim não o fosse, só estas suas crónicas bastariam para os burocratas que o tentam despedir terem pensado duas vezes.

Um responsável que comete uma tal estupidez devia, ele sim, ser despedido por incompetência. Está a delapidar o capital humano da sua empresa, está a trair os ouvintes, está a cometer erros de casting inadmissíveis.

Esta mentalidade acaba por ser ruinosa para todos: investidores, profissionais, jornalismo, audiências. Faz lembrar aqueles papalvos que acham que trocar uma mulher de 40 por duas de 20 é uma aritmética do caraças!!!

Depois é de lamentar a total incapacidade do Sindicato dos Jornalistas e a falta de uma Ordem dos Jornalistas que pudesse por na ordem estes permanentes atropelos ao exercício da profissão.

Isto não é um caso laboral, meus caros socialistas! Isto é um caso GRAVE de atentado à liberdade de imprensa. Isto é a castração dos aptos e dos bons, a favor dos porta-microfones, dos estafetas do jornalismo, dos magarefes de serviço. Ser jornalista não é estar a apertar porcas e ser substituído porque há uma máquina que o passou a fazer!

Não pode haver credibilidade numa empresa que "vende" notícias quando é ela a comportar-se como os patos-bravos. E a Inspecção do Trabalho tem a responsabilidade de encostar esta gente à parede. Eles despedem e nós pagamos os subsídios para eles folgarem nas suas gestões para mostrarem anualmente nos power-points do sucesso. Basta.

VIVA O CIRCO ! ABAIXO OS TALIBÃS EUROCRATAS

Clique na foto e entre no slideshow de Luiz Carvalho de homenagem ao maior espectáculo do Mundo (a seguir à política!): o Circo.

domingo, outubro 18, 2009

Talibãs eurocráticos e as feras nos circos

Uma das maleitas do nosso tempo é a pressão dos novos moralistas da esquerda, uma espécie de talibãs eurocráticos, sobre tudo o que possa ser politicamente incorrecto. Grupelhos sem representação política nem influência social, acabaram por marcar agendas de partidos políticos, modificarem atitudes de candidatos conservadores, acabaram por impregnar a opinião pública de uma nova moralidade.

Esta gente que vem dos partidecos ecológicos, verdes e de anarquistas com amizades a separatistas e a alguns terroristas, tem tido uma aceitação brutal. O Bloco de Esquerda e o seu sucesso é um dos rostos deste reviralho do século XXI que nos chateia cada vez mais. Querem-nos ir ao bolso em impostos e querem o regresso da licença de isqueiro, através do telemóvel de serviço.

Estes padrecas querem que se deixe de fumar, de haver touradas, de andar de carro, de comer fritos, de comer carne vermelha, de bebermos aguardente caseira, proíbem a ginginha e o vinho tinto...e agora conseguiram que começassem a ser proibidos os animais selvagens nos circos.

É verdade que há circos onde o tratamento dos animais é desumano. Os bichos têm um ar infeliz, devem passar fome e duvido que não sejam castigados para desempenharem a medo o seu número. Mas também há empresas que tratam mal os trabalhadores, os despedem e os deixam a passar fome e não será por isso que se vão acabar com os trabalhadores ou com os patrões.

Esta lei, sobre os animais do circo não poderem voltar a procriar, e a proibição da compra de novos, é uma violência para aqueles que fazem do circo um espectáculo digno, profissional, e que respeitam a integridade dos animais. Um homem como Vitor Hugo Cardinalli, que sempre teve espectáculos de grande qualidade, por exemplo, não pode ver condenado o seu circo só porque há outras empresas que não respeitam as regras humanas do tratamento animal.

Acabar com os animais no circo é uma estupidez total. Só uma Europa burocrática, que fabrica leis feitas por uns deputados desligados das realidades nacionais, pode aprovar destes crimes contra a cultura popular.

É evidente que o Mundo não é perfeito. Se a vida fosse casta e pura como querem estes ayatollahs ocidentais não haveria nem touradas nem putas, nem ricos nem pobres, nem não -fumadores a levarem com o fumo dos outros, nem mariquinhas a inalarem CO2, nem cães a ladrarem, nem a polícia a facturar nas rotundas, nem um agente técnico a armar-se em arquitecto, nem um primeiro-ministro medíocre a ser reeleito pelo povinho, nem nada.

O Mundo não é perfeito. Felizmente que o não é. O tédio seria insuportável e estes estudantes de bons costumes eurocráticos uns ditadores como nunca vimos.

quinta-feira, outubro 15, 2009

Ninguém liga ao engenheiro!

Ninguém quer o Sócrates e ele vai com todos. Como as Marias que vão todos.

Sócrates ganhou, mas afinal é um loser tão desesperado, ou mais, do que o seu arquirival Santana Lopes. O engenheiro ganhou, mas está na mesma condição psicológica dos autarcas que se tinham como vencedores crónicos e perderam depois de terem sido ilibados. Isto é: os portuguesinhos gostam de triunfadores, de malandros descarados, mas detestam perdedores e ganhadores de meia-tigela.

Sócrates julgava que dando uma migalha, os famintos do poder correriam para o seu governo, a troco de um ministério fácil para uma glória vã. Engano: mesmo PPortas que deve sonhar dia e noite pelo regresso ao Forte da Barra, com chá e torradas pela manhã, olhando o Atlântico, tem de dizer não a esse nirvana: POWER!

Ele sabe que aqueles dois dígitos não lhe foram dados mas emprestados: se os quer ter, terá de ser à custa de uma oposição firme aos socialistas, principalmente a Sócrates. Portas tem uma vitória penhorada e se a quer fazer crescer terá de ser oposição. Triste sina. Uma chatice para quem tem sede de poder e quer mandar já antes que amanhã seja tarde. Faz lembrar uma célebre frase do mestre Taveira: o que se não der hoje, não se dará amanhã.

Portanto Sócrates vai ter um governo mais vigiado do que os computadores de Cavaco, se a febre suína do windows fizesse sentido, o que parece não fazer. Para aprovar um decreto sobre a proibição de gestos obscenos em público, Sócrates terá de negociar com o PCP, para aprovar uma etar terá de se colar ao Bloco, para portagar as "scuts" terá de fazer contas ao lado de Leite e até para aprovar o casamento gay terá de se coligar com o seu próprio partido e convidar Louçã para padrinho da cerimónia. Uma chatice total.

Para quem gostava de decidir sozinho e mandar na solidão (os virgens são assim! Como o compreendo!) e para fazer subir a pressão do sangue no manómetro, Sócrates deve sentir-se, ou irá sentir-se, um banana total. Um manietado pela oposição irritante, pelos camaradas socialistas, pelas bocas de Alegre, pelas desconfianças de Cavaco...ainda por cima com Edite Estrela em Bruxelas, sem esse ombro para chorar dos contratempos políticos!

Quando Sócrates era um carrancudo determinado todos queriam dialogar com ele. Agora que quer ser um gajo porreiro- pá, anda tudo a dar-lhe negas!

É a vida engenheiro! Calha a vez a todos!

Ninguém tira os trastes da rua?

As campanhas políticas acabaram, delas só restam os cartazes aos milhares espalhados pelas rotundas e entroncamentos do país. Derrotados ainda sorriem fazendo crer numa vitória impossível, ganhadores riem como se a vingança se servisse com Pepsodent.

A falta de respeito por si próprios e pela população faz dos monos da política uma galeria de horrores entre o patético e o grosseiro, o ridículo e o presunçoso.

Não se percebe porque não retiram os cartazes abjectos da paisagem e porque não limpam a cara a tempo e horas. Lisboa está cheia de Costas e Lopes e daquelas carantonhas assustadoras dos bloquistas de gauche. Parece que a sopa dos pobres é um sucesso depois dos desgraçados olharem para os monstros que os contemplam do alto da abastança.

Os despojos de uma guerra de manjerona estão na rua passada uma semana da garraiada. E ninguém se sente responsável em varrer o lixo, apanhar as canas e fazer esquecer a festança política que deixou Portugal na mesma. Ou pior.

terça-feira, outubro 13, 2009

Medalha de Ouro para Luiz Carvalho

Ganhei uma medalha de ouro no prestigiado concurso da 6ª edição NH que tem vindo a premiar muito do melhor design gráfico e infografia da imprensa ibérical. O Expresso, onde trabalho, tem já sido premiado várias vezes e em posições cimeiras.

Desta vez calhou-me a vez de receber um prémio dourado, ainda por cima o melhor da categoria de fotografia. Uma honra e um orgulho. Foi um trabalho publicado em Junho deste ano " Errei, mudei e a vitória depende de mim" e sinceramente ainda não descobri de qual trabalho se trata. Mas o que conta mesmo é o prémio.

E se estamos na semana onde os que ganham são os maiores, e os que perdem ganharam moralmente, eu já que ganhei ouro vou usar aqui o meu blogue para exarcebar o meu contido narcisismo e poder dizer que se fosse uma eleição para a paróquia eu tinha ganho a maioria de ouro dos fotógrafos da minha rua!

A sério: estou feliz e orgulhoso por trabalhar no Expresso, um dos jornais mais bem desenhados do Mundo e com uma equipa de fotógrafos-jornalistas de grande carácter. É estimulante vermos o nosso trabalho reconhecido, depois de estafadeiras (sim porque ser fotógrafo implica muita mão de obra!) e muito frenesim.

Também mando um abraço para os outros premiados, nomeadamente os meus colegas fotógrafos. Mas só eu é que tive ouro na categoria de news!!! (Una!)

segunda-feira, outubro 12, 2009

Começaram as presidenciais

Sócrates diz bom-dia aos jornalistas. Em Belém. Fala agora num tom mavioso. E saca do vocabulário a palavra diálogo. Em 7 minutos disse 12 vezes diálogo. Isto acontece a quem está viciado em teleponto e quando toca a improvisar começa a repetir palavras e a atabalhoar o discurso.

Uma dúzia de "diálogo" em 7 minutos...é fazer as contas.

O homem da Regisconta virou homem das testemunhas de Jeóva.

Vamos passar da arrogância à simpatia. Do carrascão ao cálice de Porto. Portanto: a política vai ser uma mariquíce pegada, sem mau feitio, sem berros, sem amuos, sem gritos. O debate quinzenal na AR vai ser um espectáculo cinzento: Louçã passará de Lucifder a menino do coro, humilhado pela derrota autárquica, e Portas dará ares de político responsável, quiçá um putativo ministro num possível governo de desgraça nacional.

Entretanto, os anti-alegristas começam a agitar-se no PS. João Soares lança a boca para ver se o homem do sótão vai para Belém, outros atiram o barro Gama à parede, outros atrevem-se com Sampaio, outros cochicham Dias Amado. Se no PSD há nervoseira para derrubar leite, no PS a meta é agora Belém.

Os portugueses podem estar descansados: o perfume do poder é a flor preferida dos nossos políticos. Que seríamos nós sem eles?

A segunda vida de Costa e o fim das trapalhadas


A derrota de Santana é a segunda derrota de Ferreira Leite. O que quer dizer que estas eleições enterraram de vez o que restava do cavaquismo do PSD e atiraram Santana para as calendas. Embora nunca se saiba de que forma Santana possa sempre levantar-se e andar!...

A noite de ontem demonstrou que o povo português nem sempre é linear quando vota. Vota por clubismo, empatia, rotina, mas também por convicções. No caso da vitória de Isaltino, os eleitores quiseram dizer que acreditam no autarca que construiu o melhor concelho do país, e que se marimbaram numa decisão judicial discutível. Já em Felgueiras surpreendeu ao tirar o tapete a Fátima, mas seria bom saber se na verdade a ex-fugitiva estava a ter uma obra proporcional à trama que a sua história trazia.

Rio ganha pelo carácter e competência e pela frontalidade contra os lobbies da cultura e do futebol.

Moita Flores, em Santarém, ganha pela obra feita, pela coragem política ao ter afrontado Ferreira Leite, ganha pelo afecto.

Mas na grande maioria das vitórias o que aconteceu foi mais do mesmo, com a grande maioria dos caciques a serem reconduzidos, muitos em cargos que já ocupam desde o século passado. Não houve renovação nenhuma no tecido autárquico nacional.

A vitória de Costa em Lisboa acabou por ser merecida, depois do final de campanha desastroso de Santana Lopes, final que já antevia o regresso das trapalhadas, do volta atrás, das contradições.

A estratégia de Costa de esvaziar as propostas de Santana, ligando-as às confusões do passado, resultaram muito bem. Mesmo sem o apoio do PCP ele conseguiu fazer passar a mensagem de que a esquerda estava com ele, onde o aparecimento de Carvalho da Silva "por acaso" no final foi o empurrão que faltava para concretizar essa estratégia. Mas foi um grande risco. Concorrer sem a CDU podia ter sido fatal.

Costa mete no bolso o Bloco de Esquerda, reduzindo-o a pó, e ainda comete a graça de trazer pelo braço o renegado bloquista Sá, humilhando Louçã e esvaziando por completo esse verbo de encher que é o Bloco.

Se Costa não se deixar manietar pelas palermices de Sá Fernandes e pelo excessivo voluntarismo de Roseta, poderá fazer a partir de agora um mandato com sensatez. Os lisboetas esperam por alguém que construa e não teorize, que faça e não hesite, que tenha bom senso e respeito por todos os que vivem em Lisboa e pelos milhares que entram diariamente na cidade para trabalhar e criar riqueza. Esperemos que passado o tempo da demagogia eleitoral, Costa possa mesmo devolver a tranquilidade a Lisboa e fazer dela uma cidade segura, amiga e funcional.

Não há lisboeta sincero que não queira uma Lisboa aberta, cosmopolita, uma cidade simples e eficaz como Barcelona, ou Londres, ou Zurique. Uma Lisboa que nos devolva o prazer de viver numa cidade especial. Se Costa quiser poderá fazê-lo.

quinta-feira, outubro 08, 2009

Santana Lopes vai perder e é bem feito

Ao que tudo indica Pedro Santana Lopes vai perder. E é bem feito.

Na parte final começou a fazer-se sentir a habitual instabilidade do candidato e a notar-se incoerências na personagem construída.

Santana foi claro nas suas propostas para Lisboa. Eram simples, exequíveis, sem dogmatismos e eram pensadas para servirem a comodidade das pessoas e a arrumação da cidade. Mais túneis para libertar a superfície para peões, mais estacionamentos em silos, mais segurança, ordem na EMEL, fora com os contentores da zona nobre ribeirinha. Santana esteve bem. Mas estragou tudo no fim.

Tal como Sócrates se acagaçou com o Bloco, e começou a disparar contra a classe média, Santana ao saber da diferença considerável que as sondagens o dão de ACosta, começou a armar-se em Sá Fernandes e a defender a demagogia que funciona sempre junto dos novos moralistas: atacar os carros na cidade.

Vai daí, Santana recuperou hoje aquela ideia de jerico de taxar as entradas dos carros em Lisboa. Nem ACosta teve tanta lata!

Com a recuperação desta ideia, acho que perdeu mesmo as eleições.

Havia gente de bom senso que via com realismo as propostas de Santana. Mesmo descontando a habitual instabilidade emotiva, a megalomania, o faduncho, a música de elevador nas ruas do Chiado pelo Natal, o V8 da Audi, os seguranças à La Rambo, os tiques narcisistas, as tias...descontando tudo isto, Santana podia ser um razoável mordomo de Lisboa. Tratava da limpeza, das flores, das compras, mandava arranjar uns trastes, e a cidade poderia melhorar !!..Com a demagogia e a trapalhice a vir já ao de cimo, Santana revelou o pior da sua face. A mesma que teve Bagão Félix enquanto seu ministro das finanças, um dos maiores castigadores da classe média.

Os eleitores nunca aprendem mas por vezes podem evitar o pior: o voto no cabotinismo.

Morreu o fotógrafo Irving Penn


Irving Penn, fotógrafo de moda, morreu na quarta-feira, aos 92 anos, anunciou um representante das galerias Pace-MacGill, onde expunha o seu trabalho. A Christie´s deverá leiloar esta quinta-feira 15 dos milhares de fotografias que realizou ao longo da sua carreira.
Penn ficou conhecido não só pelas mais de cem capas que fez para a Vogue, mas também pelas suas composições calmas e clássicas, retratos minimalistas marcados pela simplicidade e elegância, como um nu a preto e branco de Gisele Bündchen ou imagens de Kate Moss, Picasso, Jean Cocteau e Truman Capote em tons cinza.

O cunho artístico de Irving Penn marcou também várias imagens de aldeões peruanos ou tribos da Nova-Guiné, longe das passadeiras glamorosas ou dos rostos conhecidos e marcados como ícones de beleza.

João Cotrim

quarta-feira, outubro 07, 2009

O destino marca a hora entre Carvalho e Costa


O destino marca a hora, a qualquer hora, que havemos nós de fazer? O querido Tony de Matos é que sabia e cantava a frase como ninguém.

Mas hoje, pela manhã, no Chiado, frente à escultura de Pessoa do Mestre Lagoa, houve bacalhauzada e um "Ah! Que coincidência !" - Carvalho da Silva ia a passar a caminho da sede da CGTP (convenhamos que 10,30 é tarde para quem trabalha a sério!) e encontrou o candidato António Costa. "Combinaram?"- pergunta uma menina com um micro na mão. Eles riem, não desmentem, nem confirmam, mas Carvalho aproveita para confirmar que apoia Costa, o voto é secreto, mas defende a união da esquerda...blábláblá. Mais tarde vai dar umas palmadinhas ao camarada Carvalho (o enganado) mas a facadinha estava dada.

Carvalho da Silva, disse que gostava de Costa e até tomou um cafézinho com ele ao balcão da Brasileira. Quando lhe pedi para se por ao lado do apoiado, ele despachou-me: "essa foto já foi feita!". Portanto: a coisa já estava dada, nada de repetir a cena do aperto de mão na rua, na versão bica a dois!
Os comunistas e os socialistas não devem acreditar em bruxas. É do foro da crendice e é anti-dialéctico. Mas que as há, eles não duvidam. Nem que sejam em forma de telemóvel!!!.

António Costa alcatifa jardim


Todos oscaminhos vão dar às hortas. Vamos lá voltar daqui a 6 meses para vermos?

ACosta acompanhado de uma comitiva camarária de peso, onde não faltava o Zé (o vereador dos jardins e afins) foi hoje visitar, com ar de inauguração, o jardim na Quinta da Granja.

Que tem isto de relevante? Nada, a não ser este facto que algumas das dezenas de microfones estendidos parece não terem perguntado: que justificação cabal se pode dar para uma inauguração (não foi mas o acto foi igual) a dois dias das eleições? Depois, a obra estava a ser acabada à pressa, havendo ainda um solitário operário a alcatifar com tapete de relva o recinto.

O projecto não deve ter sido feito por um arquitecto tal é a mediocridade do traçado e as soluções concretizadas. O tal jardinzeco não tem candeeiros, nem sombras, apenas uns tristes bancos espalhados pelo espaço inóspito e desconfortável. Não se percebe para quem serve aquele investimento. E mais grave: quanto custou a performance para as televisões mostrarem?

O jardim fica nas traseiras de uns prédios desgraçados da década de sessenta, perto do Colombo, mas nada no percurso que os milhares de utentes fazem da zona comercial e dos transportes, o espaço alcatifado acaba frente a umas hortas (essas sim uma intervenção justa e inteligente, feita por habitantes de uma quinta perto!) sem saída. Nada daquilo faz sentido. É um absurdo e um projecto de curioso a brincar à arquitectura paisagista. Pobre Ribeiro Telles, ele que apoia Costa, se vir aquilo!

Custou um balurdio (basta calcular a área de tapete de relva ali posto!) para nada, enquanto o Jardim da Amália está ao abandono com a justificação que a pobre câmara está depenada porque os presidentes maus gastaram o dinheiro todo dos pobres lisboetas!...

Por este critério, o engenheiro Belmiro é que devia ter feito há meses uma inauguração à séria do jardim no terraço do Colombo. É um espaço habitável, confortável, com a FNAC e outras lojas estupendas a 100 metros, com estacionamento, restaurantes e mais: não foi pago com o dinheiro dos contribuentes.

Aliás, se Jorge Sampaio tivesse tido alguma abertura quando era edil para um projecto com inteligência na Quinta da Granja, agora não estávamos a pagar para mais um futuro estaleiro de lixo e de cocós para cães. Mas como iria assim o Zé fazer falta?

terça-feira, outubro 06, 2009

A descida triunfal de ACosta Almirante Reis abaixo


António Costa, o candidato, desce a Avenida Almirante Reis. À frente vai uma fanfarra que toca brasileiradas e por vezes When de Saints Go Marching In, (como se vê tudo muito português), e é com este clássico que Helena Roseta começa a mexer e dar ao corpo, ao lado de duas negras contratadas para animar a charanga. Para quem a fotografou ao lado de Sá Carneiro num comício no Campo Pequeno em 74, e esteve com ela no Botequim ao lado de Natália Correia, custa a acreditar que seja a mesma personagem.

Costa desce a Almirante Reis também com Manuel Salgado (rendido à política activa a distribuir panfletos), mais à frente vai Sá Fernandes, discreto e a fumar muito, apareceram também Simoneta Luz Afonso (que entrou na reforma) e muitos outros apoiantes. O assessor de Costa na Câmara Duarte Moral, tenta não aparecer nas fotografias.

Foi nesta avenida que João Soares perdeu em parte a sua eleição ao ter abreviado a descida. Costa ao contrário empenha-se. Cumprimenta todos os que lhe aparecem pela frente, saúda os mirones nas janelas, onde há trolhas, cabeleireiras e até idosos a quem alguém deu cravos para saudar a sanfona socialista.

A maioria dos eventuais votantes são indianos (há um que faz questão em o acompanhar com bandeira o tempo todo), paquistaneses, brasileiros, chineses, ciganos. Há muçulmanos vestidos a rigor e também muitos sem-abrigo que param por ali à espera da hora da sopa dos pobres, e na eventualidade talvez pingue algum do candidato!

Um passante pergunta a Costa se foi ele que pagou "o almoço dado em Belém". O candidato irrita-se e passa à frente. Quando pode haver confusão ele sabe fugir, embora arrisque entrar num hotel para dar um panfleto na recepção, atravesse uma entrada de um armazém de electrodomésticos para fazer passar a sua mensagem.

A Almirante Reis é uma das zonas mais degradadas de Lisboa. Uma zona tradicional, de arquitectura notável, que foi abandonada nos últimos 20 anos por todos os presidentes de Câmara. Ficou uma área que podia ser considerada de calamidade pública, agora povoada por imigrantes, parias, velhos, drogados, e com um pequeno comércio moribundo à espera de ser substituído por mais uma loja chinesa. Uma tragédia urbana. Não pelo facto de ser habitada por gente de fora, mas porque não soube evoluir e fazer a fusão de culturas sem cair no abandono e na degradação total.

António Costa passeia-se por uma avenida que é uma das vergonhas camarárias de Lisboa.

Está tudo ou a cair, ou em liquidação, ou em trespasse. As ruas estão nojentas, há poças de água estagnada, lixo, porcaria. Luanda não fica muito longe deste descalabro sanitário. Quando há um pobre que se aproxima de Costa ele remete-o para Helena Roseta que trata logo de apontar o nome e parece querer prometer a solução para a desgraça alheia.
Quando há animação é Sá Fernandes que chama o homem das rosas e manda distribui-las.
"Rosas, rosas!"- chama ele aflito. Vá lá que não são girassóis!!!!

O cheira bem cheira a Lisboa, cai ali que nem um hino à ironia, mas mesmo assim a tropa fandanga lá vai cantando e rindo, levados, levados sim.



segunda-feira, outubro 05, 2009

Jardim Amália desprezado por António Costa & Sá

O Jardim Amália e a esplanada Linha de água, foram uma das obras mas notáveis de João Soares à frente da Câmara de Lisboa. Um projecto com o dedo de Gonçalo Ribeiro Telles reflectindo o talento e a simplicidade de um homem genial. Portanto: este espaço urbano devia ser uma das meninas dos olhos de qualquer autarca, que prezasse a obra feita, a modernidade e um sentido cosmopolita para Lisboa. Este espaço veio revitalizar aquela que era uma zona ao abandono, desprezada, um matagal.

Há muito tempo que lá não ia. Hoje ao encontrar-me por lá com amigos, não queria acreditar no que via. O passadiço de madeira com tábuas soltas e pregos desprotegidos, a água imunda, os patos sobreviventes a chapinharem entre sacos de plástico, garrafas e merda. A relva morta e por aparar, o lixo acumulado ao longo do pequeno riacho, vagabundos a dormirem no que resta da relva, a esplanada suja e maltratada e muito menos gente do que havia quando conheci aquele espaço renovado. Óbvio. Quem quer frequentar um sítio inóspito e ao abandono?

Quer dizer:António Costa e o seu vereador para os espaços verdes, o empata Sá Fernandes, marimbaram-se naquele investimento, esqueceram aquele jardim como muitos outros de Lisboa, alguns deles transformados em parques de campismo para sem-abrigo, como o Jardim Constantino ou o frente ao Liceu Camões. Para quê ? Os jardins não estão a dar!!

As bicicletas é que colhem votos daqueles patetas alegres a fazerem o passeio dos tristes a pedalarem que nem desalmados!

Por acaso não estava com tempo para fotografar, mas desafio as televisões a fazerem ali uma reportagem e levarem lá o arauto da ecologia e do ambiente, o renegado bloquista Sá Fernandes, e perguntem ao Costa porque avança ele com investimentos de 50 milhões de euros, como as ciclovias, e deixa ao abandono total os espaços nobres da cidade. Qual será a resposta do ministro de Lisboa?

A política de marketing de Costa é igual à de Sócrates no governo. Não interessa fazer, importa mostrar novidades, intoxicar a opinião pública, manobrar o eleitorado.

Não sei se Costa quer que se ande de metro para não se ver a merda que ela deixa à superfície ou se quer taxar os Porsches que entram em Lisboa para nos poupar a espectáculos indignos e degradantes como é o estado do Jardim da Amália e da maioria das infra-estruturas de Lisboa.

Claro que ele responderá sempre que não trata dos espaços verdes porque o malandro do Santana lhe delapidou a massa, mas então poupe na propaganda, no politicamente correcto como é essa treta das ciclovias (eu ando de Porsche mas tb, ando de bicicleta e em Lisboa!) e trate do que há a tratar.

Uma vergonha, uma total incompetência. Um crime de que esta presidência vai ser recompensada pelos votos dos 60 mil totós habituais que metem esta gente no poleiro, em nome da esquerda trauliteira, incompetente e lobbista. Um terramoto total.

quinta-feira, outubro 01, 2009

A brigada do reumático ou o regresso de Sampaio

Foi com o cavaquismo e seus yuppies amestrados que se criou a ideia na sociedade portuguesa que quem tinha mais de 45 anos era velho e estava pronto a ser despachado a grande velocidade para a reforma. Foi aí que começou a engordar o déficit da Segurança Social, quando meio mundo andava a sustentar o outro meio cansado.

Mas passados vinte anos, é na política que se mantém a verdadeira brigada do reumático. Os portugueses andam a sustentar uma classe política velha na idade e, pior, caquéctica e senil na forma de pensar e agir na coisa pública.

O sermão aos jornalistas no Palácio de Belém foi um pungente longo momento de desgraçada decrepitude. E vendo hoje na TV as imagens de arquivo do tempo dourado cavaquista, em que o arrogante PM dizia desejar que Soares saísse com dignidade do cargo, remete-nos para um túnel do tempo que parece não ter fim.

Há vinte anos que andamos a ser desgovernados pelos mesmos (aqui Sócrates até tem a vantagem de alguma frescura, embora já caduca) e para desgaste máximo das nossas carolas houve alguém no PS que já avançou com a ideia de jerico de Jorge Sampaio voltar!

Quer dizer: o PR que nada fez, que falava em redondo, chorava e nos chateava até ao tutano com os seus discursos, já livres dele, UFFF!, ainda os nossos filhos tinham que passar o que nós passámos com o maestro falhado em Belém. Isto só para chatear e lixar Alegre!

O regime dos marretas é a prova de que esta chamada democracia é um sistema que não responde aos interesses dos cidadãos e que é regulada por uma prática fora do tempo, das novas formas de comunicação, das novas mentalidades. A política resiste até ao último minuto a continuar com o poder dos mesmos, que não dão o lugar aos jovens e que teimam ser os únicos portugueses a não se reformarem antes do tempo. Porque será ? Porque adoram trabalhar?