quinta-feira, julho 31, 2008

F`s 16 sem autonomia para irem ao Cabo da Roca ?

Há um pormenor na notícia sobre o trágico acidente do médico que vindo de Bragança para Coimbra se sentiu mal e teve a coragem e a lucidez de avisar que iria despenhar-se no mar. O pormenor: dois F16 seguiram ao encontro do bimotor e um dos pilotos militares ainda viu inconsciente o aviador. Depois...voltaram para trás por falta de autonomia. Não percebo nada de aviação. Mas não percebo isto: como foi o médico parar ao Cabo da Roca se ia para Coimbra ? Porque razão a Força Aérea desistiu de acompanhar o voo ao ponto de se ter perdido o rasto do malogrado médico ?
Há aqui qualquer coisa que não bate certo. E se o bimotor, fora da sua rota planeada logo em transgressão, não tivesse mesmo caído e tivesse seguido um destino vulnerável? Não há um grande amadorismo em tudo isto? Dois F16 conseguem perder o rasto a um pequeno avião civil ?
Eu sei que é verão mas esta notícia devia ser mais desenvolvida e investigada.

4 comentários:

  1. F16 sem autonomia? E perderam um pequeno avião civil? Boa piada...

    Velocidade de cruzeiro – 980 km/h;

    Velocidade máxima ao nível do mar – 1 472 km/h;

    Velocidade máxima (na estratosfera) – Mach 2,05 (a velocidade do som depende da altitude e da temperatura do ar, mas mach 2,05 a uma altitude de 15 km são cerca de 2 200 km/h);

    Autonomia com carga máxima (mais de 8 toneladas de carga) – 550 km;

    Autonomia máxima (só o piloto) – 2 640 km;

    Autonomia com tanq1ues extra – 3 800km;

    Os F16 equipam as esquadras 201 (Falcões) e 301 (Jaguares), ambas sedeadas na Base Aérea nº 5 em Monte Real.

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  2. Eu não entendo nada de pilotagem nem de aviões , mas também que parece que a historia foi mal contada!
    Se o piloto comunicou que sentiu-se mal ( é um pouco vago para ser dito por um médico, não acham ? ).
    Parece que já se sentia assim no dia anterior!
    Eu levo uma multa de 100 € , por causa de não colocar o finto de segurança no carro, mas este médico mete-se num avião com uma indisposição , podendo ter posto muita coisa em perigo no seu trajecto!

    E o avião não poderá aterrar também em piloto automático ?

    Agora os F16 se não conseguiram comunicar com o piloto, também pouco podiam fazer! Só serviam para localizar a zona do acidente para posterior tentativa de resgate do corpo e dos destroços do avião!
    Irão deixar o avião no fundo do mar ? Não há aqui problemas de poluição? Já sei, dá muito trabalho!

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  3. xupacabras3:22 da tarde

    os F16 devem andar como o meu Yaris - NA RESERVA!!

    é a única explicação plausível para a falta de "autonomia", o que não deixa de ser absurdo. de facto há aqui perguntas por responder que deviam ser colocadas na comunicação social e não são... porque??

    com toda a antecipação e acompanhamento radar que houve, porque não enviaram imediatamente um heli?

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  4. Xander_Aguia11:39 da manhã

    Eu tambêm não sou piloto , mas como interessado no assunto posso esclarecer 2 ou 3 pontos.

    No que respeita á duvida de se o avião ia para Coimbra e foi parar ao Cabo da roca....
    É normal , o avião é colocado depois de levantar em Piloto Automático na rota préviamente programada.
    Essa rota leva o avião ás proximidades do Aeroporto , altura em que o Piloto , se o desejar , e se o aeroporto tiver os sistemas de navegação como por exemplo o ILS , pode fazer o Load da Aproximação no Piloto automático.
    Como ia desmaiado e não colocou os dados de aproximação no Piloto Automático , o mesmo ao chegar ao fim da rota , mantem-se sempre na Direcção , velocidade e altitude que tinha defenido....
    Dai que seguiu de coimbra em direcção ao cabo da Roca e dai sempre em frente mar dentro até que o combustivel , que dava para 4 horas , o que daria prai perto de 1600 Km se fosse a 400Km/h.

    Os F16 não têm autonomia para acompanhar um aparelho por 1600Km e regressar , teriam de ter mais de 3000Km de autonomia , e como foi mostrado , a autonomia maxima só com o Piloto é de 2600Km , mas como estes F16 estão sempre de prevenção e armados , levam peso extra o que reduz significativamente a autonomia.

    Eventualmente poderia ter sido disponibilizado outro meio , esse sim com mais autonomia e que podesse acompanhar o bimotor até que amara-se por falta de combustivel, ficando assim com as coordenadas precisas do ponto de impacto.

    Quanto ao questão de que se seria possivel o avião aterrar sózinho , A maioria dos aviões comerciais e pequenos aparelhos , não têm essa possibilidade , infelizmente.
    No Piloto automático , têm sempre de ser carregado as rotas , sejam as de navegação , sejam as de aproximação á pista.
    Se ia com a rota de navegação , precisava de alguêm ao chegar perto de coimbra que carregasse a rota de aproximação e sintoniza-se as radio-ajudas.

    É por estas e por outras que nos voos comerciais vão sempre no minimo 2 pilotos.
    Aqui o Piloto e médico , deveria ter levado alguêm com ele , de preferência com conhecimentos de pilotagem.

    Saudações.

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