É a tempestade perfeita. Como diria o camarada Sócrates, se ainda estivesse em campanha eleitoral para desculpar o mau desempenho económico do seu reinado. Mas já não estamos em campanha, embora todo o mandato de Sócrates não seja mais do que uma longa e determinada campanha eleitoral. Uma estratégia permanente para se manter à tona, navegação à vista, sem rumo, nem sentido, nem norte.
Os números da economia portuguesa são arrepiantes. E não me chamo Medina Carreira! Os 8 por cento de
deficit são alarmantes, e se pensarmos que o governo pouco investiu na crise mas mais no
BPN, e que a crise pouco mais dura do que há um ano, e de que as medidas de emergência foram accionadas há meses, o que seria se a crise tivesse estalado há mais tempo?
A verdade é que há 11 meses um dos piores ministros das finanças da Europa, mas uma iminência parda para o líder do desgoverno, vinha dizer que a crise morava ao lado, era dos outros e que até podia baixar o IVA. E baixou. Uma medida que não teve o mais pequeno reflexo no poder de compra de ninguém, mas que acabou por fazer um buraco ainda maior nas finanças do Estado. Um crime de lesa-Nação é o que se pode chamar a essa medida populista, tomada por uns loucos que parecem governar uma nave à deriva e que continuam a cantarolar e a beberricar alegria.
Claro, os resultados aí estão.
Desprezaram o saneamento dá máquina do Estado. Prometeram aumentos chorudos à Função Pública, gastaram em rotundas, Magalhães e outros caprichos, construíram via-lácteas para o despesismo,
sonharam com brinquedos caros, deram benesses e beneficiaram amigos em concursos de milhões, não sanearam as contas da Saúde, da Educação. Muito mais grave: deixaram a Justiça num atoleiro e na maior
descredibilidade, afugentaram o pouco investimento estrangeiro que havia, fecharam-se aos mercados emergentes....a lista é longa e pode acabar nesse desprezo arrogante e analfabeto pela cultura. Mataram o cinema, o teatro, a dança, a música. Deixaram o património histórico em derrocada ao mesmo tempo que alcatroavam o país e
erguiam uma floresta selvagem de betão.
Compraram guerras com os médicos, os juízes, os professores, os agricultores, as farmácias, os jornalistas. Intervieram na liberdade de imprensa, chantagearam estações de televisão, sanearam jornalistas incómodos. E para sufocar ainda mais os jornalistas tiraram-lhes a Caixa dos Jornalistas criada por Salazar e presidida na hora do assassinato pela decana Maria Antónia Palla, mãe de um dos cúmplices, o Sr. António Costa depois eleito pela esquerda festiva em Lisboa.
Contudo os
portuguesinhos, essa raça que Cavaco diz homenagear no 10 de Junho, acabaram por votar em gente desta, nos que deixaram essa multidão á beira do abismo e agora os convidam a dar um passo em frente de
TGV.
Para Guterres as pessoas não eram números mas para Sócrates os números são a tragédia total.