segunda-feira, dezembro 07, 2009

O beco sem saída de Copenhague

Cento e tal chefes de Estado vão debater em Copenhague as mudanças climatéricas, o CO2 e tudo à volta do buraco de Ozono. Todos percebemos que o nosso querido Mundo está doente. Há população a mais, conforto de sobra, países em explosão económica e uma miséria mundial sem fim.

Chegámos tarde de mais, embora a condição humana nada faria para evitar o caos.

A nossa civilização assenta no consumo de energia. Como queimamos petróleo...em produção de CO2. Podemos andar de carros eléctricos, de bicicleta ou a pé. O CO2 está lá sempre: quando damos comida ao cão, quando usamos o computador, acendemos a lareira, usamos papel higiénico, compramos uma manta ou andamos a pé...por detrás de cada gesto há consumo de energia. Portanto: podemos poupar em actos simbólicos mas o que nos leva à tragédia é a nossa própria civilização. Demasiado confortável, civilizada, gastadora. É mesmo assim.

O drama é que tudo o que o Homem conquistou em cultura, civilidade, avanço tecnológico, avanço na luta contra a Doença...gasta energia, polui, provoca aquecimento global. O aumento anual da população mundial é assustador, e mesmo que vivêssemos como na idade da pedra só os milhões que defecam diariamente, sem esgotos...provocariam outro tipo de caos no Mundo.

E depois, também parece ser verdade que a Terra não é imutável. E há muitos milhões de anos atrás houve mudanças apocalípticas mesmo sem CO2 e aquecimento global.

Portanto: a humanidade está condenada. Podemos, e devemos minimizar os efeitos e as causas deste desequilíbrio, mas a Europa vai pagar caro o que a China, a Índia, os Estados Unidos andam a poluir com total impunidade.

E quem vai pagar mais: os cidadãos europeus.Os governos já esfregam as mãos: vêm ai os impostos verdes para tudo. Os estados ditos democráticos têm sempre uma solução: subsídios e dinheiro dos contribuintes, em nome de causas nobres.

3 comentários:

  1. Não acredito que a situação esteja tão má assim, que para lá caminha, a paços largos sim,mas penso que ainda não chegamos ao ponto sem retorno.

    Não devemos também pensar que a Europa e os europeus serão os mais prejudicados com isto do aquecimento global, também não podemos retirara a cota parte que temos no aparecimento deste problema (quase ao nível das economias referidas).
    Devemos encarar o aquecimento global, como um problema do planeta como um todo, não apenas um problema do homem (apesar de ter sido provocado por ele), muito menos por uma única porção da humanidade.

    Cumprimentos.

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  2. Quando acendemos a lareira também emitimos CO2, mas é CO2 que já veio da atmosfera, só o estamos a devolver para continuar o ciclo. O problema é o CO2 que vem do carbono existente no subsolo, o do petróleo. É nesse que temos que nos concentrar.
    Também penso que ainda vamos a tempo, mas não consigo acreditar que a Índia, o Brasil e a China queiram seguir um rumo diferente do que seguiu o restante mundo desenvolvido e esse é o grande desafio. Se aqueles 3 grandes países seguirem, no seu processo de desenvolvimento, o mesmo padrão de consumo de recursos naturais que nós próprios seguimos, não haverá Terra que chegue. Isso é um facto indesmentível.
    Qual será o seu modelo de desenvolvimento que eles aceitem cumprir e que salve o planeta? Não faço ideia.

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