Páginas

quarta-feira, julho 18, 2007

BCP SEGREGA CLIENTES

Sou cliente do BCP há 17 anos, fui dos primeiros a mudar a minha conta do Totta, então ainda não privatizado, para o BCP.
Para mim foi um alivio poder ter conta num banco privado. Quando era arquitecto no Ministério das obras Públicas, tinha de receber o ordenado na CGD e aquilo era digno de um país de Leste, com bichas, burocracia, péssimo atendimento.

Afinal, a banca privada veio a revelar-se tão má, ou pior, do que a velha banca nacionalizada. O BCP tem um serviço perfeito on-line onde executo todas as operações que necessito e o meu balcão é eficiente quando preciso de alguma coisa.

Mas eu não sou exemplo.
Tenho lá a minha conta- ordenado e eles são cão que conhece dono.
Se não tiver lá conta ordenado, nem saldo substancial, como dois familiares meus, então serei tratado como um pedinte de esquina. Um cliente não grato.
Vejam:
O BCP não dá cheques a quem tiver menos de 200 euros de saldo ! É legal ? É ético ? É de um banco que deveria existir para vender serviços ?
Se depositar em cash na conta um montante, não o poderá levantar de seguida sem pagar custos. Pagar custos para levantar o seu dinheiro ? Assim é.

O BCP para dar um empréstimo de 1500 euros a quem lá tem 4 contas, uma delas de empresa com saldo de 20 mil euros, exige um seguro de vida e cobra um juro de 10 por cento.

Isto é uma vergonha para um banco que factura milhões, que tem um conselho de administração que é dos mais caros do Mundo, que ainda por cima anda às turras como duas quadrilhas metralhas.

Todos os clientes que lá têm dinheiro andam a sustentar uma instituição que desconfia dos clientes e os despreza.
Os clientes existem para servir e alimentar uma instituição que está acima dos clientes, como se fosse mais um Estado dentro do Estado.
O BCP revela-se de uma arrogância inacreditável.

Primeiro foi a vergonha de Jardim Gonçalves não querer mulheres a trabalhar nos quadros. Uma atitude vinda de um Opus Dei e de um ordenado cavaleiro da Ordem de Malta! Para moralista não está mal !

Agora é a discriminação que fazem dos clientes.

Não há aqui uma entidade reguladora ? Aqui não há direito de resposta ?

LISBOA E LISBOETAS DE LUIZ CARVALHO

Lisboa, Jardim do Adamastor, 1982. Foto de Luiz Carvalho
Leica M4, 35 mm summicron, tri-x

Continuando a série sobre Lisboa e Lisboetas. Homenagem aos bloguistas que me entusiasmam as mostrar as minhas fotos p/b. Não quero parecer revivalista e estar sempre a mostrar as fotos antigas.

terça-feira, julho 17, 2007

Augusto Santos Silva com orelhas a arder

Viviane Rending a comissária dos Media foi convidada de Balsemão

A sala do CCB estava cheia de jornalistas, directores e gestores da área dos media. Francisco Pinto Balsemão foi o anfitrião de Viviane Reding, a comissária europeia para a Sociedade da Informação e Meios de Comunicação.

Na plateia o Ministro Augusto Santos Silva assistiu ao discurso da comissária, duro e implacável para a política controleira de alguns sectores políticos onde se enquadra o governo socialista, tendo como testa de ferro o ministro Silva.

"Um governo jamais deverá interferir no conteúdo editorial dos órgãos de comunicação social. A auto regulação diz apenas respeito aos jornalistas” - Esta afirmação caiu que nem uma bomba na assistência.
Houve olhares para o ministro, alguns sorrisos.
O ministro que está por trás da nova lei de imprensa, criticada pelo sindicato dos jornalistas por não ir mais longe na defesa dos direitos de autor e na preservação das fontes, e criticada pelos empresários que vêem nesta lei um monstro capaz de ditar regras editoriais e impor sanções ditadas por uma comissão composta por gente sem perfil nem sustentáculo jurídico, acabou por fazer no final uma pergunta à comissária cuja introdução durou uma eternidade e muitos bocejos.

Para o ministro, que quer tratar a informação em Portugal como se estivéssemos no tempo do Conselho da Revolução, ( o famigerado Correia de Jesus não foi tão longe!) tudo tem uma explicação para defender a ERC, a tal entidade que quer meter na ordem os jornalistas, as empresas, a liberdade de expressão. A nova censura.

Silva explicou num francês pouco técnico, e num discurso sem chama a raiar o burocrático, porque devia voltar a censura: há uma constituição, que defende a liberdade mas também o direito de resposta e portanto: quem se sente atingido deve poder responder em igualdade de oportunidades.

Quer dizer se estivéssemos no tempo de Jesus e do judas tínhamos de dar o mesmo tempo de antena aos dois.

Ora isto é estúpido, troglodita e de ditadorzeco de pacotilha com sotaque do norte.

Os socialistas sempre tiveram a tentação de controlar a informação. Já no tempo de Soares havia quem soubesse o alinhamento dos telejornal da RTP.

Mas o tempo mudou muito desde então.
O que este governo não quer perceber é que com a internet o universo da informação mudou, tornou-se infinito, global. Nem os jornalistas já são o 4º poder. O poder democrático está do lado dos cidadãos, nos blogues ( Olhem pra mim!!!), nos jornais on-line interactivos, nos SMS,
nas multiplataformas.
O ministro não entende que vive noutro mundo.

HELLOOO! o tempo do chumbo passou sr. Silva e a dona Estrela Serrano que andou 10 anos a fazer recados ao dr. Soares, e que depois se tornou em doutora de jornalismo, deviam reflectir nisto. Imitem o Portas: recolham para meditar !!!

" Há liberdade de expressão antes do sr. ministro e vai continuar a haver depois dele" - disse Henrique Monteiro.

A concentração dos órgãos de comunicação é outra obsessão do governo.
Pode haver centenas de centros comerciais de Belmiro ( e acho bem) mas um patrão de jornais só pode ter meia dúzia de títulos. Menos concentração do que a banca.

Ora nos tempos que correm se não houver concentração não há sobrevivência. Falar de concentração em Portugal é ridículo. Por exemplo o grupo Impresa comparado com a Prisa é 10 vezes mais pequeno. Num Mundo global, com informação global, estar a impedir o crescimento das empresas é matá-las.

Para o governo haverá sempre RTP, RDP, DN ( Hélas!) e um grupo de apaniguados, logo a imprensa privada que se dane.

Entretanto preparem-se: os socialistas da PRISA na TVI vão fazer estragos e não se admirem que Emídio Rangel ( grande amigo e acólito de Sócrates) não vá para Queluz de Baixo, empurrando Moniz, família e associados para "la calle".

Vivianne foi também clara:

“Há uma confusão absoluta entre pluralismo e concentração”,
acrescentando:
“O pluralismo não fica necessariamente em causa em resultado da concentração, mas poucos o sabem.”
- e mais: “A ideia de que o conteúdo é livre choca com os interesses dos produtores de conteúdos”, constatou a comissária recordando os processos judiciais que alguns órgãos de comunicação moveram ao motor de pesquisa Google, por uso abusivo do seu noticiário.

Para a comissária europeia “os aspectos relativos aos direitos de autor dos jornalistas deverão ser regulados ao nível do contratos individuais de trabalho. É uma questão de 'job description'”.
“Não será a comissão a criar regras que intervenham nas condições contratuais”,
concluiu Viviane Redin.

O ministro saiu cabisbaixo e desta vez não disse que se tinha sentido ofendido por o terem convidado para ouvir verdades.

O pior é que esta gente está cega, surda e pouco muda com a maioria governamental.

Ressabiados com o Processo Casa Pia, os socialistas não vão perder a oportunidade histórica para tramarem os que tiveram a coragem e a isenção para denunciar, sem dó nem piedade os protagonistas. Os rombos no aparelho socialista foram muitos.

Está na hora de cerrar fileiras, e como dizia o camarada Saldanha Sanches nos tempos do Luta Popular: " Fogo sobre a camarilha !!!"

LISBOA E LISBOETAS DE LUIZ CARVALHO

Construção do ramal do metro Marquês- Rato. 1995. Foto Luiz Carvalho

Leica M6, fuji 800, 28 mm elmarit

segunda-feira, julho 16, 2007

Portas ou os 120 dias de Sodoma

Portas sairá do país no Yellow Submarine ? Tudo leva a crer que sim.

Está em retiro para meditar. É o regresso aos tempos em que se dizia que se refugiava num hotel do Guincho a meditar.

O Paulinho das feiras vai fazer de vitima, de tadinho, dizer que o governo o atirou para a desgraça eleitoral depois das histórias ainda mal contadas que envolvem sobreiros por um lado, submarinos por outro. Narana Coissorá foi exemplar no que disse hoje sobre ele na SIC Noticias.
Vai tudo ao fundo, no fundo, bem lá.

Vitima da calúnia, como já o tinha sido na Moderna ( quem ainda se lembra do Jaguar ?), Portas tem este karma: ninguém gosta dele nem o povo ! A ganância despudorada pelo Poder que o levou a cometer uma traição miserável a Ribeiro e Castro ( como o ex- chefe de quina da Mocidade Portuguesa se deve estar a rir!) levou-o a este beco.

Estas deprimentes figuras que mandaram em nós, que andaram a gastar o dinheiro dos impostos ainda querem dominar a cena numa peça demasiado trágica para ser cómica.

Esta direita trauliteira, arrogante, cínica e populista queria ser a salvação da Pátria. Acabou falida. Mas calma: farão de mortos e, tal como os repteis, levantar-se-ão e andarão rumo ao céu onde há um Poder supremo, divino. Como dizia Pasolini nos 120 Dias de Sodoma: anarquistas somos nós os que temos o Poder, com ele poderemos fazer tudo. Portas ficava bem neste filme.

Costa do Castelo


Insisto: as 10 medidas de Costa para Lisboa, mais parecem um rol para a mulher a dias cumprir do que o projecto grandioso de um político.

Estas medidas avulsas revelam um entendimento básico do que deve ser a governação de uma capital europeia como Lisboa. Mais nada. São soluções de lana caprina.

Costa veio anunciar um vai-e-vem entre parques periféricos e o centro a custos zero, em autocarros eléctricos ?

Não. Anunciou melhorias nos cemitérios.

Costa veio prometer uma vigilância implacável ao péssimo serviço de táxis em Lisboa ?

Não. Ameaçou os automobilistas de multas.

Costa prometeu medidas drásticas para quem abandona os prédios urbanos deixando Lisboa numa ruína ?

Costa veio dizer que Lisboa tem de ser uma cidade europeia, cosmopolita, aberta, com turismo de qualidade ?

Costa disse que ia obrigar os bares nos bairros populares a fecharem a horas decentes e que o silêncio terá de ser respeitado para com quem habita o Bairro Alto ?

O novo edil veio prometer mais parques de estacionamento, eléctricos eficazes, espaços verdes, mais Parque Eduardo VII, mais Monsanto, mais segurança ?

Costa veio falar em acabar com o escândalo social que é o Bairro do Intendente, um local em que Santana fez alguma coisa mas onde nunca se avançou para uma solução final ?

Costa faz campanha para os média, irá tomar medidas avulsas, lavar a cara a Lisboa e fará a demagogia habitual das ruas sem carros para uns papalvos andarem a passear, a ver as ruínas de uma cidade que envelheceu.

Uma cidade é movimento, confusão, barulho, arranha-céus, comércio, néons, filas de trânsito, diversidade. Vejam Nova Iorque, Paris, Hong-Kong, Madrid, Barcelona... Viva a balbúrdia urbana, o pulsar vibrante de uma metrópole.

Costa que andou de bicicleta na campanha ( mas sempre a descer !!!) devia abdicar agora do seu ( nosso) BMW 730D, um dos veículos mais poluidores do mercado, atendendo à sua cilindrada. Eu gosto, mas eu sou um reaccionário ::))

Costa deverá usar o seu Smart ( bom gosto !) para vir da sua casa na zona de Sintra para a Câmara. Quero ver.
Roseta chegará de bicicleta.
O Zé a pé.
Carmona de Vespa.
Negrão de Audi 8. ( à Santana!)

E o eleito João Ramos, o inimigo nº 1 dos automobilistas, espero que venha mesmo a pé. É que depois da sua verborreia contra os automobilistas, se vem de popó para Lisboa bem pode dedicar-se a outra religião !

Entretanto os radares de Carmona já multam que se fartam.

Costa devia ter incluído nas 10 medidas a desactivação daqueles radares. São estúpidos, são instrumentos de caça à multa. Só.

Vejam lá que na radial de Benfica ( uma recta como auto-estrada que tem seguimento numa auto-estrada) foi apanhado hoje um tipo a... 130 !

Devem estar a reinar !

domingo, julho 15, 2007

Costa ganhou por menos de 1 Estádio da Luz

foto Luiz Carvalho/ Expresso

António Costa ganhou com 57 mil votos
Carrilho teve mais votos que Costa
O PS perdeu 20 mil votos em Lisboa
O PSD perdeu 90 mil votos


Amanhã Lisboa acordará com uma nova câmara.
O novo presidente anunciou 10 medidas que mais parecem o rol de uma dona de casa para distribuir tarefas à sopeira.
Mandar pintar passadeiras, limpar paredes, pôr a EMEL a multar carros em segunda fila, proibir o acesso ao Terreiro do Paço aos fins de semana ( quem é que quer ir ali ? Mostrar aos filhos um estaleiro de obras começado no tempo do Ministro Cravinho) e outras tarefas menores que já nem me lembro, não parece um programa de grande arrojo...

A vitória de Carmona ( que eu defendi aqui no Fatal) foi uma bofetada de luva branca em Mendes e a prova de que o povo não é parvo: sabe quem faz obra, mesmo que a de Carmona tenha sido uma lástima pela herança de Lopes, quer pelo cerco do aparelho do PSD à volta da sua acção, quer pela sua falta de jeito politico. Vai ser o PRD do PSD.

Na sede da candidatura de António Costa encontrei velhos amigos e apoiantes de primeira fila que sempre me espantam: lá estava o meu mestre (de arquitectura!) Tomás Taveira, Maria Elisa, o fotógrafo falhado António Capinha cada vez mais da máquina socialista, avistei Henrique Cayatte, José Manuel Saraiva ( o novo metro-sexual do jornalismo), o fotógrafo José Manuel, a entourage socialista em grande.

António Costa vai mostrar em dois anos que é um bom presidente para 4.
Acredito em Manuel Salgado, acho que tem mesmo uma ideia objectiva e séria, e de bom senso, para Lisboa, o resto veremos.

António Costa vai ser um caso de popularidade. Funciona muito bem com o povo e isso dar-lhe-à votos nas quintas do cabrinha desta cidade.

Voltarei ao tema.


Ver a banda passar no Carrascal

sábado, julho 14, 2007

A pimbalhada rural

A ideia romântica e de esquerda que o campo é o último refúgio da civilização industrial, o cantinho ecologicamente equilibrado, onde o silêncio ordena, a paz reina, onde não há gatunos e se podem deixar as portas escancaradas, onde se pode confidenciar tudo aos vizinhos e ao padre, o campo esse mito que Salazar tão bem soube explorar, e preservar, está pior que as cidades.

A verdade é que as aldeias mudaram.

A minha aldeia de origem, Sarzeda na Beira-Alta, onde eu ia de férias sem água canalizada, luz, esgotos, nem estradas alcatroadas também mudou. Começou nos anos setenta quando a electricidade chegou e havia uma televisão, na casa da D. Mariazinha a professora primária, onde eu ia ver o ZIP-ZIP e namorar uma prima que acabou por me enganar com um chefe de família de Vizeu para onde foi estudar. Adiante...

Os emigrantes lixaram o ambiente com os carros rebaixados e kitados, com os alarves hábitos de novos-ricos. Os padres instalaram relógios eléctricos a cantarem de quarto em quarto de hora. Ir à aldeia passou a ser um stress.

Aqui no Alentejo onde estou é a mesma cegada.
As festas anuais são um churrilho de barulho com artistas da treta a cantarem versões de pimbalhada e o povo a enfrascar-se de tintol enquanto os jovens passeiam os carrecos comprados em ald, faróis tunning e umas namoradas manhosas armadas em boas.

A geração nova que conseguiu emprego é agora uma versão pobre dos emigrantes: ganham mal mas o que ganham dá para o estrilho. Metem as aparelhagens aos berros, despem-se e cantam karaoke feitos tontos. Mesmo tendo passado pelo comunismo, esta zona era uma das mais renhidas defensoras da reforma agrária, onde o PCP ditava, agora é uma mistura estranha de referências culturais. Pimbas com metálica, pintas e oxigenadas.

Quem vale a pena são os velhotes que conseguiram preservar uma cultura aristocrática popular ( o meu amigo Manuel Alegre fala em aristocratas do povo, e muito bem), o resto é do pior que há: a mentalidade pequeno-burguesa.

É nestas análises que eu me sinto um tipo de esquerda, no sentido em que o diagnóstico social é imprescindível para compreendermos, e modificarmos, o que nos rodeia. Sem essa consciência não há avanço nas sociedades, apesar de aqui o avanço não ir nunca nem à porrada.
O Alentejo dá sinais de uma mudança irreversível: há mais dinheiro, a paisagem urbana está a modificar-se, a tornar-se um subúrbio.

Enquanto os candidatos a Lisboa querem uma cidade rural, o campo quer imitar o pior das cidades... que fazer ?

A força do silêncio

Esta campanha para as autárquicas em Lisboa veio confirmar aquilo que muitos observadores atentos andam a dizer há muito: a forma de fazer política em Portugal está velha e caduca, desajustada aos tempos modernos em que vivemos.

A Internet está a fazer parte do nosso quotidiano. Usamo-la para tudo e temos uma relação interactiva com este novo meio. Os jovens passaram a ter a Internet como o seu meio natural, onde se cruza passatempo, lazer, engate, trabalho e conhecimento.

Por causa de tudo isto, e muito mais, os jornais mudaram métodos de trabalho, reinventaram as linguagens visuais e escritas, passaram a ser títulos multimédia e não só marcas no papel.

Nós jornalistas estamos a fazer uma revolução nas nossas vidas, na nossa profissão, nos nossos objectivos de conquista de novos leitores, os que são jovens e andam na net e que estão cansados dos jornais do papá.

Ora na política nada disto aconteceu, pelo contrario. As campanhas de charanga no ar, de beijinhos e apalpões, de sound bites para as rádios e televisões, as campanhas da gritaria em vez do debate e da apresentação clara dos projectos concretos, as campanhas populistas das vassouras do Portas com boné ou de Costa a ser içado até janelas de rés do chão, são patéticas, medíocres, fora de tempo.

São formas cínicas de fazer política. São os métodos das Testemunhas de Jeová. Por isso o pais está como está. Enquanto os portugueses não recusarem nas urnas, com a abstenção massiva, este tipo de política do engraxatório para depois no Poder lançar sobre os eleitores todo o tipo de impostos, restrições e leis anti-sociais não iremos a nenhum lado.

Amanhã os lisboetas tem uma oportunidade para protestarem contra a incompetência, o populismo, a demagogia e o cinismo.

Vão à praia, respirem fundo e sintam como é bom ignorar estes idiotas que nos desgovernam.

Humberto já tem iPhone e adora


Olá a todos!

Estou na Califórnia e comprei o meu iPhone a semana passada. Tenho de vos contar que é a melhor peça de hardware em que já pus os dedos. As minhas impressões:

1. É rapidíssimo e responsivo, quase nunca hesita e tudo funciona em velocidade de anúncio.
2. O cover-flow das capas é a melhor coisinha que se pode ter para disfrutar da nossa colecção de música, mas perdi 3 dias a arranjar capas para todas as minhas 12.000 músicas.
3. O teclado funciona às mil maravilhas. Claro que para já ainda não tem suporte multi-língua, ou pelo menos não o soube activar... Fazem-se uns errozinhos (a minha média é de 1 por cada 13 palavras em português ou 1 por cada 21 em inglês (tem corrector automático). Parece mesmo como disseram num site, "trust the force". Acho que os problemas que se dizem por aí nos sites são tudo culpa de pessoas com dedos obesos. Eu que sou um finguelas estou à vontadíssima, desde o
primeiro dia.
4. O ecrã é espectacular, suja-se bastante (claro) e, até agora, não se risca. Não comprei nenhuma capa ou protecção porque na minha opinião os dispositivos electrónicos não devem ser protegidos demais! Se a Apple fez o iPod e iPhone assim, então assim o usarei. Além de que estraga a leveza e o design do animal. Levei o iPhone à praia, nas calças, no fundo do porta luvas, na areia, na piscina, no laboratório. Zero riscos, mas cheio de dedadas (nada que não se limpe com o pano que vem incluido).
5. Redes e contratos e tal: para já estou contente com a AT&T, mas já tenho o contrato pronto a cancelar, até porque volto para Portugal em Novembro. Já experimentei o activation crack e funciona perfeitamente: ficamos com um iPhone sem telefone e mensagens, o resto funciona perfeito. Com jeito, tudo pode ser feito dentro da legalidade e sem perder a garantia (ler com cuidado o wiki), além de que existe sempre a hipótese de fazer restore. Fico só à espera de haver um método para desbloquear o telefone (no wiki anterior têm o progresso feito até agora), até porque aqui nos USA e em muitos países da Europe é LEGAL desbloquear os telefones desde que não mudemos o IMEI.

Conclusão: vão juntando dinheiro!

Cumps,
- Humberto

Carvalho da Silva até sabe o Maistoideu !

Carvalho da Silva está na moda.
De grande desestabilizador social virou Professor Doutor com grande defesa final onde estiveram presentes Mário Soares e o patrão dos bancos João Salgueiro.

Ao qu`isto chegou ! Os comunistas já entraram naquela fase em que se transformaram de bestas em bestiais. Como já não incomodam tornaram-se domesticáveis, queridos, giros para comporem o ramalhete da democracia.

Não há democracia que se preze que não tenha uma Odete, um Carvalho da Silva, um Jerónimo, um Ruben. De seguida recuperaremos o Otelo, o Carlos Antunes, os bombistas das FP25 regressarão de Moçambique e serão agraciados no Dia da Raça.

Não há rapazes maus e não há comunas maus.
Só o Alberto João Jardim que é um facínora, faschistóide. O paternalismo politico aliado ao politicamente correcto dá destas coisas.

Carvalho da Silva já é doutor. Não tirou o canudo por fax, nem numa universidade fast-food, valha-nos isso.

Só não percebo onde arranjou tempo para fazer um doutoramento mantendo-se na sua actividade normal. Mesmo acumulando trabalho com tese a coisa é difícil, mas Carvalho conseguiu. Acumulou. Dois em um: o sindicalista e o doutor.

sexta-feira, julho 13, 2007

Uma estúpida nova lei de imprensa

Temo que vai acontecer com a lei de imprensa o que aconteceu com a Caixa dos Jornalistas: quando menos se esperava o mal estava feito e nunca mais se pôde voltar atrás.

O crime que foi a extinção da caixa dos jornalistas por Sócrates, num arremesso de vingança misturada com a mistela explosiva do populismo, vai ser repetida com a promulgação da nova lei de imprensa: um embuste para os jornalistas e uma forma perfeita do governo poder controlar a imprensa.

Por um lado vai agradar aos sindicatos com aquela disparatada ideia de que uma obra de autor-jornalista não pode ser reduzida nem editada. Era o que faltava ! Quer dizer o jornalista é um autor intocável onde ninguém pode editar um trabalho correndo o risco de vir a ser considerado censor e apanhar por isso uma suspensão, ditada pela comissão de censura ( esta sim de censura!).

Corto uma fotografia para meter em página, um fotografo faz queixinhas – e sabemos como há sempre uns mal dispostos a chatear- e... fico suspenso.
No tempo das plataformas multimédia onde um jornalista vai ter de trabalhar para vários suportes, um editor nem pode adaptar aos meios um trabalho. Se isto não fosse grave dava vontade de rir às cambalhotas.
Isto é feito por gente que não vive nos dias de hoje, que despreza a net, a televisão digital, as novas plataformas que se estão a marimbar nestas palhaçadas e que não precisam tecnologicamente de depender desta camarilha.

É uma lei feita para o passado, para o tempo do chumbo.

Os socialistas que gostam de armar-se em carapaus de corrida com as novas tecnologias não percebem nada. Aliás, Alberto Arons de Carvalho é o bom exemplo da velharia esquerdalha armada em moderna com as tentações controleiras de quem está no Poder e sonha instalar os tiques revolucionários de quando eram jovens do reviralho. São os novos velhos instalados.

Depois a questão de se ter de revelar as fontes em casos de interesse público é pôr os jornalistas a bufarem e a ajudarem a resolver investigações em que a policia demonstra ineficácia. ( Não sei se já notaram que a Judiciária está a ser extinta).

Oxalá não seja demasiado tarde quando acordarmos a sério para esta questão.

SEXTA 13 QUE SORTE !


As sextas-feiras 13 trazem sempre a dúvida: é dia de pouca sorte ou pelo contrario é um dia de bom astral e muita sorte ?

Confesso-me supersticioso e acredito no inadmissível. Não tenho explicações par tudo, nem para a origem de tudo ( quem tem ?) e há zonas que não explico mas que reconheço terem força no destino. “ que las ai las ai” ( escrevo de ouvido).

Portanto sexta 13 é para mim um dia com alguma magia.

Na frigideira do Alentejo por agora só tenho estas certezas: O Expresso fechou ontem, as moscas zombem, o cão dorme, as formigas comem-me a cozinha, a água da piscina parece o relvado do Sporting, o filho só pensa em Mc Donalds em Évora.
A manhã começou com um dumper da Junta a fazer buracos na rua, várias carrinhas com megafones de vendedores ambulantes acordaram a terra e o calor aumenta, mais do que o custo de vida, aquele que o povo não aguenta.

Passei os olhos pelo Paris-Match. A Longrovia, das Donas de casa desesperadas, tem um machão que mostra o trazeiro, a reportagem dos atentados em Londres magnífica, as fotos do Salgado no Sudão de ficar arregalado.

quarta-feira, julho 11, 2007

Eles zelam pelo cumprimento da lei


O Público de ontem mostrava-os a um canto da Primeira. Os 5 elementos da Entidade reguladora para a comunicação social. Sem eles que seria da liberdade de imprensa ?

Os 10 principios do Whashington Post na Web

terça-feira, julho 10, 2007

LISBOA E LISBOETAS DE LUIZ CARVALHO

Lisboa, Rua junto à Feira da Ladra, 1978. Foto de Luiz Carvalho

Igreja não dá almoços grátis, nem aos pobres

A igreja está danada com o governo. Não será por acaso que na semana em que se começaram a praticar Interrupções voluntárias da gravidez (IVG) a Igreja veio acusar o governo de não se preocupar com a função social da igreja e de não lhe dar apoios nesse sentido.

Sócrates detesta padres e a vitória do sim no referendo foi para ele uma satisfação por ter tirado à igreja o protagonismo moralista que estava a ter nesta matéria. Portanto, a Igreja sempre prudente, mas sempre oportuna, não deixará passar nada que possa revelar-se como afronta à sua existência. Não nos esqueçamos que D. Policarpo chegou a deixar subentender em tempos numa das eleições que votaria socialista.
Aqui ,não há almoços grátis nem milagres dados por Deus a Sócrates. Só se ele for a correr até Fátima!...

José Miguel SCUT Júdice

José Miguel Júdice é um personagem encantador. É de direita e fura as normas, é conservador e mantém uma postura cultural de referência, é corajoso ao ponto de ter deixado a família de sempre, o PSD, e se ter lançado nos braços socialistas.
De amigo e cúmplice de Vera Lagoa ( uma mulher que sempre admirei pelo seu lado de provocadora chique) a cúmplice de um grupo de esquerdistas arregimentados.

A revelação feita hoje que Sócrates o nomeou para responsável pela reestruturação da frente ribeirinha do Tejo ( espero ter escrito bem!) é de se ficar com boca à banda.
Se promiscuidade havia entre a candidatura de Costa e o governo, isto é: votar em Costa é pôr o governo PS a governar Lisboa, então agora já não sei que diga.

Mas Júdice veio logo dizer que se tiver esse cargo o fará sem custos para o utilizador.

Teremos um José Miguel SCUT Júdice ? É o que está a dar !!!!!!!!!!

Afinal há almoços grátis.

Policia Municipal reboca carrinho de inválido

Apoiante de Roseta, condutor de um carrinho sem carta, bloqueado pela PM

Helena Roseta assistiu a tudo, hoje, no Chiado. Um dos seus apoiantes, um inválido que se faz transportar num daqueles carrinhos para os quais não é preciso ter carta ( há uns carros destes para engenheiros que não precisam de canudo) foi bloqueado pela Policia Municipal enquanto o condutor fazia campanha ao lado da nossa passionária autárquica.

Resultado: grande confusão, ânimos ao alto, entra a arquitecta-candidata a tentar pôr ordem ( por falar em ordem, parece que ela ainda não suspendeu o seu mandato de bastonária da Ordem dos arquitectos!), o polícia insiste e só quando os fotógrafos desataram a fotografar é que os policias deram à sola.

Atenção: o contrário não é aplicável. Quando um polícia fotografa um fotógrafo, este só tem de sorrir porque foi apanhado com o pé na tábua ou estava em Guimarães numa manif. contra Sócrates.

COMENTÁRIO A MEIO DO DIA

Ruben de Carvalho quer urinóis para chauffeurs da Carris. Promete criar condições de trabalho ( instalar mictorios) para quem trabalha.

(se cada profissional que anda na rua exigir casas de banho por empresa Lisboa será um WC gigante !) LC

Mendes apanhado a mandar um fax para Granadeiro da PT, a meter cunha para uma empresa de telecomunicações, de que é presidente de qualquer coisa há 25 anos. E diz que nunca ouviu falar da empresa na vida !

( depois de ter acusado Manuel Salgado em ter interesses imobiliários na Portela, não está mal para justiceiro !) LC

segunda-feira, julho 09, 2007

LISBOA E LISBOETAS DE LUIZ CARVALHO

Elevadores da Glória parados de madrugada em 1982. Foto com Leica M3, 5omm.

As vantagens de votar Carmona


Carmona foi um desastre como presidente camarário, mas agora no papel de sonso - aquele que tão bem sabe fazer- parece ganhar fôlego.
Confesso-me indeciso porque voto em Lisboa.

António Costa está fora de questão: é o rosto do governo, do cinzentismo, dos lobbies da esquerda organizada.

Helena Roseta: é a passionária que vende reassabiamento socialista. Com ela Lisboa seria uma cidade chata e politicamente correcta com uns tontos a andarem de bicicleta e uns palhaços do Chapitôt a animarem as ruas despovoadas.

Fernando Negrão: é a cara de Mendes, um homem simpático e sério, não passa de um Carmona em segunda versão, logo pior do que o original.

O Zé: é um empata, um burocrata armado em defensor dos direitos dos lisboetas. Depois tem aquele ar de cinquentão abandonado, um estilo demodé. Lamento que a Alexandra Lencastre o apoie e que a Clara Ferreira Alves se tenha passado para o outro lado da barricada. As minhas amigas têm desculpa, tal como a Maria Elisa apoiar Costa.


Portanto, como os outros não contam, o que pode ser interessante é votar Carmona.
Estou maluco ? Provavelmente.

O homem é as circunstâncias e neste contexto Carmona politicamente é o mais eficaz:

Razões políticas para votar Carmona:

Tira votos a Costa, enfraquece Sócrates, e ajuda a empurrar Mendes para fora do PSD. Dois coelhos de uma cajadada.
É independente, logo tira força aos partidos e seus boys.
É sério e foi vitima da armadilha do aparelho laranja. Merece recompensa.
Não tem uma ideia para Lisboa, mas os outros também não.
Pode ganhar a Negrão e vai ser a hecatombe no PSD.

Vai tirar força a Costa e todos os portugueses vão ganhar com isso: Costa é a face visível de um governo que tem feito do ataque à classe média o seu alvo. Logo esta é uma oportunidade única de dar cartão vermelho ao governo.
Não nos esqueçamos que foi a derrota autárquica que arrumou os socialistas no tempo de Guterres, logo esta é uma excelente oportunidade para protestarmos.

Razões fúteis para votar em Carmona:

Andou no Padre António Vieira e foi meu colega.
É motoqueiro e tem umas vespas lindas.
A mulher dele é freguesa da tabacaria do meu pai em Alvalade.
É mais engenheiro ( muito mais!) do que Sócrates, logo irrita o PM.
Irrita Carrilho.
Irrita Santana.

O pior em Carmona:

Montou uns radares patéticos com um limite estúpido de velocidade (50!!)
Tem umas santanetes irritantes atrás.
O Toy espanta até os pardais da cidade a cantar e poderá ser o vereador da cultura ! Nunca se sabe...
A corte de artistas decadentes atrás, parece a RTP Memória
Pensa logo não existe...
É manobravel e não tem queda para chefe.

Carmona não mata mas mói, não ganha mas desmoraliza, sobretudo rouba poder ao Poder e isso neste momento político é fundamental: enfraquecer o PS e encontrar uma alternativa credível no PSD.
Carmona é assim o candidato certo no lugar certo.

Radares de Carmona ressuscitam e disparam

Costa aumenta tempo dos semáforos para peões, Carmona tira fotos a aceleras

Para quem achava Carmona incompetente e os radares de Lisboa inúteis, desengane-se. A partir do dia 17, depois das eleições atenção, as máquinas fotográficas de Carmona vão disparar para os que ultrapassarem os 50 ou 70 limitados.
Com o Costa a pôr os semáforos mais lentos para os peões e o Carmona a mandar tirar o pé do acelerador, Lisboa vai ficar mais lenta. Será a tal capital lenta, rural, a aldeola capital com que Salazar sonhou e Duarte Pacheco quis mudar. Volta Pacheco, ao menos tu davas bem no Dodge!

domingo, julho 08, 2007

IBUFO, O SIMPLEX PARA CHIBOS XUXAS

É a euforia na web e nas hostes governamentais.
O IBUFO também funciona no sistema Windows e na imitação pacóvia do Tiger o Vista ( curta!!!). A funcionalidade "drag and drop" passará a designar-se:
" escuta e bufa".

A BRISA marimba-se nos utentes

Fiz ontem às 2 da manhã a estrada nacional que liga Coruche a Salvaterra. O GPS deu-me este trajecto depois de ter indicado que não estava para pagar 5 euros e qualquer coisa para passar com o Range Rover na Vasco da Gama. É uma imoralidade de preço. Fiz a estrada velhinha, entrei na recta do cabo rumo a Vila Franca e constatei que aquela estrada não muda há 30 anos. O Armando Vara ( Ei ! hostes socialistas aí está uma grande figura da democracia!) quando era secretário de estado mandou lá pôr aquela burrice da tolerancia zero, mas isso resumiu-se a uns sinais manhosos. Obras ? Está quieto. Ao lado, a uns parcos quilómetros estava para inaugurar a nova ponte sobre o Tejo. Paga claro e explorada pela BRISA, essa empresa amiga do utente e que não dá lucro nenhum aos accionistas.
Entrei na A1 para Lisboa e estive 12 minutos na portagem de Alverca para pagar. Havia duas cabines abertas e duas bichas enormes de carros.

Hoje Sócrates inaugurou a ponte que despreza a de Vila Franca e a N10 porque quem quiser circular em conforto e segurança, a partir de hoje naquela zona, que pague à BRISA, os pobres que se danem !

Sócrates elogiou a magnifica obra da engenharia portuguesa ( os engenheiros que projectaram a nova ponte não andaram de certeza com ele na UNI!!!) e conseguiu atirar para cima da BRISA o facto de não haver ali povo. Extraordinário ! Quer dizer, o governo já inaugura obras públicas, onde quem manda é o consórcio, e não há povo presente, só burocratas e afins !

Claro que gato escaldado da água quente tem medo e Sócrates arrisca-se a passar pelo passe-vite da discórdia e da vaia sempre que aparece em público. Marcelo Caetano também foi vaiado no Estádio do Sporting dias antes de ser apeado.

O Sócrates frágil, vulnerável aí está.
Um político com medo do povo onde vai parar ? Distribuam já Ibufos aos portugueses, esses ingratos que não sabem venerar e amar o seu querido engenheiro !

Socialistas nervosos com o Instante Fatal

Não resisto a responder a uns comentários que me deitam abaixo só porque tive a ousadia de citar o Inimigo Público naquele que deve ser um dos melhores momentos de humor em Portugal, o Ibufo.

Uns tipos moralistas, politicamente correctos, atiram-se a mim como gato a bofe achando que o meu blogue se está a transformar num Case Study. Mais: eu não sou o mesmo Luiz que Gerard cita no seu livro, até porque então não assinava com Z. Para seguidor da minha carreira o anónimo em causa está enganado: desde que sou fotógrafo de imprensa que assino com Z. E as minhas fotografias pessoais, pb, que marcam um período do fotojornalismo português nada têm a ver com o que escrevo neste blogue e têm tudo a ver. É mais uma leitura do Portugal triste e escuro, terno e ancestral, jovem e novo-rico, melancólico e eufórico, fraterno e violento, crente e ateu, peregrino e lutador.
Num registo está o fotográfico, o autor-fotógrafo, o fotautor ( parafraseando o meu amigo José Mário Branco) no outro o cidadão que vive num país que é o bidé da Europa governado por uma cambada de novos-ricos da política, por gente sem carreira nem títulos, sem grandeza nem projecto, sem ousadia, nem coragem. Sócrates e seus acólitos assenta que nem uma luva nesta descrição.
Não é nada pessoal: até acho Sócrates simpático ( sempre o foi para mim em contactos profissionais), António Costa trata-me por tu, o que não quer dizer que eu não ache Costa o paradigma do cinzentismo com laivos de esquerda. A sua campanha é o regresso do reviralho com a corte de artistas e afins arrastando-se atrás de si, mas sendo fácil ver os interesses que eles defendem e o lugar que já ocupam no lobby da futura câmara alfacinha. Óbvio...

Portanto: os meus detractores podem vociferar contra mim e acharem que sou um cabotino porque me associo aos milhares de portugueses que não querem viver numa nova ditadura, num regime estúpido, numa pátria sem ética. Como percebo este nervosismo ! É o regime xuxialista que começa a desabar. Meus caros: acabou o encanto. É a vida !

sábado, julho 07, 2007

iphone para bufos chega a Portugal

Aí está o IBUFO a versão da Apple para Portugal do já famoso IPHONE que todos querem e esperam. Steve Jobs sempre à frente achou que a versão IBUFO seria um sucesso entre a bufaria socialista.
Com as suas fáceis teclas de atalho, qualquer bufo pode com um simplex tocar de dedos mandar uma foto de um manifestante para o Rato, um video de um opositor para o Canal Rato, um sound bite contra Sócrates para o SIS, uma noticia onde não sejam ouvidos os 300 candidatos à Câmara de Lisboa para e Entidade Reguladora...a partir do IBUFO é toda a rede de controle socialista que estará online.

Com o IBUFO ser engenheiro para quê ? as teclas de atalho até vão poder fazer cálculos de estruturas de betão e de pistas de aviação. Tudo no bolso. Tudo no IBUFO



sexta-feira, julho 06, 2007

Carmen Pignatelli mais uma anedota socrática

Mais um cromo do governo de Sócrates. Esta mulher é secretária de estado da saúde e quer-nos pôr de baixa por fusíveis fundidos. É giro mas somos nós que pagamos a estas mentes. Desgovernam-nos e saem-nos caros !

Benfica leva cartão amarelo

Como ispilical a opa chinesa soble o Benflica ? Ãh!Ãh???

Sou pela OPA amarela sobre os vermelhos.

Porque sou sportinguista.
Porque hoje é sábado.
Porque o Estádio da Àguia cheio de chineses a glitalem:" Benflica! benflica!" era o fim do pagode.

Porque tudo na Luz era chinês: as camisolinhas rosas eram feitas in China, os pneus do Sr. Saddam de boa borracha de Pequim, o media Market virava loja de chineses, as bolas passavam a ser de plástico e as luzes do estádio balões chineses de papel. O Leão passava a tigre de papel e o dragão, um dlagão a pilas.

Não seria bom chefe revolucionário, maoista, quem não fosse benfiqlista. O Bagão félix passaria a querer ser dirigente do PC chinês e o abana a tola de Sintra passaria a usar camisas à Judas, sem colalinho para se assemelhar a chinoca.

Imaginem o Rei do pneuzame vestido à chino e o Paulo China dado como sócio honorário.
Lindo ! Berardo ainda vai ter que abandonar o preto e vestir de vermelho e Eusébio vai finalmente exportar milhões, muitos milhões de tremoços para a China.

Imaginem o pobre Vale e Azevedo. Sairá do seu Vale dos Caídos, levantar-se-à e andará, redimido, dedicado à causa chinesa e será eleito para o comité central dos lampiões, com o camarada Luís Filipe Vieiró como grande líder a atravessar a pé o Rio Douro e a conquistar o Porto aos incendiários dragões.

Lindo !!!! Este país está a ficar divertido, finalmente.

Hello!!! Já se esqueceram ?

Aí está: esta semana já ninguém falou da Ota, da DREN, do ministro da saúde, da licenciatura de Sócrates, no caso Madeleine...
Tudo se vai na espuma dos dias. Mas é bom ter memória

BT coisa e tal

O post de ontem sobre a BT está a aquecer aqui no Fatal. Ainda por cima ( e por baixo!) o blogosfera é muito frequentada por polícias, veja-se o Queijo limiano.

só quero dizer mais isto:

1- As estradas devem ser muito bem policiadas
2- As estradas não são pistas para aceleras
3- A segurança é fundamental
4- Quem prevarica deve ser penalizado
5- Não podem morrer 2 mil pessoas por ano nas estradas portuguesas, fora os feridos graves e inválidos daí resultantes
6-O bom condutor é o que conduz com estilo e prudência e sabe prever e defender-se dos perigos
7- segurança, segurança, segurança


Mas... nada disto é incompatível com:

1- profissionalismo policial
2-respeito pelos cidadãos
3-fiscalização eficaz, discreta, sem ser caça à multa
4-A policia ser amiga do cidadão e não cobradora de multas para os cofres esfaimados do Estado
5- Nem sempre a lei, nomeadamente os limites absurdos de velocidade ( tipo 50 à hora em Belém) são sinónimo de segurança, bom senso etc.

Podia fazer disto uma tese, mas estou cansado. É sexta e amanhã trabalho.

quinta-feira, julho 05, 2007

A coragem de Carlos Barbosa do ACP

Parece que Carlos Barbosa, o Presidente do ACP, apanhou uma brigada da BT acoitada atrás de umas moitas e decidiu pôr-se no meio da estrada a avisar os automobilistas que havia por ali uma cilada e ratos da estrada.

Como o invejo ! Na verdade, a postura da BT nas estradas é uma vergonha. Eles não andam de mota, nem fazem patrulha, porque dá trabalho e gasta gasolina ao orçamento, preferem a cobardia do esconde-esconde.

Há tempos um familiar meu foi condenado a pagar 1000 euros de multa porque não resistiu a chamou de malandros a uma brigada que trabalhava sentada na recta que liga a A5 à marginal e onde está um sinal de 70, idiota, posto ali por um engenhocas qualquer que no gabinete achou que 70 devia ser o limite de velocidade.
Quem vem da CREL distrai-se e a 100 é apanhado por uns espertalhaços de mão estendida no final da estrada. Há dias até convidaram a SIC para filmar a cena porque era a primeira vez que iam usar um computador portátil em rede. Isto é tão patético como anunciar ao mundo que hoje usamos telemóvel.

O meu familiar foi caçado por uma outra brigada, parada mais à frente e avisada pelo bófia do carro escondido, que o maltratou, ameaçou, e o obrigou a deixar o carro abandonado na berma da estrada para os acompanhar para a esquadra da BT na A5 em Carcavelos onde foi tratado como um marginal. Meteram-no no carro ao empurrão, como se fosse um gatuno, apesar de se ter identificado e de os bófias saberem de quem era o carro ( meu!) e de que se tratava de gente de bem.

O queixinhas era um chefe de brigada que tem como missão há anos estar dentro de um Nissan branco e fazer da fotografia uma das belas artes de caçar multa.
Foram pedidas desculpas formais, retirado o lado pessoal da hipotética ofensa, que não estava em causa, pois tratava-se de uma forma de legitima indignação cívica perante uma das formas mais injustas e desleais e anti-éticas de fazer policiamento: tratar os cidadãos, todos sem excepção, como marginais, às escondidas.
O juiz achou por bem condenar a 1000 euros a atitude mesmo vinda de um jovem que acabara de abrir uma pequena firma, trabalhar, ser bom cidadão, ter o cadastro limpo e de ter pedido desculpas. Abençoado país que tanta justiça tem e pratica.

Grande Carlos Barbosa. Como patrão era feroz, como defensor dos automobilistas, um leão.

quarta-feira, julho 04, 2007

Vicente Jorge Silva lança revista


Parece inevitável mais um título na imprensa portuguesa. Vicente Jorge Silva que fundou a Revista do Expresso, depois de ter ajudado a fazer o Comércio do Funchal ( o jornal em papel rosa) e que provocou em 1989 a rotura na redacção do Expresso, o que levou ao nascimento do Público, parece estar agora lançado numa nova aventura editorial.
A passagem pela política não lhe foi uma experiência motivadora, Cbou num deputado contrariado e a outra experiência da sua, o de realizador de cinema, não se pode dizer que lhe tenha tambéém corrido bem. Nem correu: o filme conseguia ser mais lento do que um Manoel de Oliveira em câmara lenta.

Homem detalento, é no jornalismo escrito que tem dado mostras desses dotes criativos a dirigir equipas e a fazer jornais.

Vamos ver.

Balsemão acusa governo de cerco aos média

O discurso foi de grande coragem e reforça aquilo que Francisco Pinto Balsemão vem dizendo e por muito estranho que pareça não é ouvido com atenção. O governo prepara o cerco à liberdade de expressão e quer meter medo às televisões privadas. Ontem, mais uma vez o patrão da Impresa denunciou esta politica de cerco e o ministro Santos Silva pelos vistos mostrou-se agastado e admite continuar a política da intolerância.(LC)

Disse a Lusa:

O presidente do grupo Impresa, Francisco Pinto Balsemão, acusou hoje o Governo de querer travar o aproveitamento pelas empresas das inovações tecnológicas na área de media através de uma "fúria legislativa" e de uma "estratégia de cerco".

"A fúria legislativa não pára". O Governo propõe e o Parlamento aprova regulamentações para todos os gostos", apontou Pinto Balsemão durante um jantar-debate organizado pela Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social subordinado ao tema "Os Media e a Transição para o Digital".

Segundo o empresário, existem cada vez mais "controlos rígidos" que vão "desde a formação do capital das empresas à programação das televisões, a quem pode e não pode ser director de um jornal, aos estatutos editoriais, aos códigos de conduta jornalística, aos livros de estilo e aos próprios conteúdos, constantemente monitorizados por uma Entidade Reguladora à qual as sucessivas leis concedem poderes acrescidos".

Entre os vários diplomas criticados, Pinto Balsemão destacou a "lei contra a concentração da propriedade dos meios de comunicação social", em fase de anteprojecto governamental, que, segundo referiu, "esquece que as empresas de media, incluindo a imprensa, devem ser suficientemente fortes para enfrentar a concorrência a nível internacional". "Na estratégia do cerco, essa preocupação não aparece", referiu.
O ministro dos Assuntos Parlamentares, também presente no evento realizado em Lisboa, reagiu às acusações do patrão da SIC, lembrando que o tema do jantar-debate era a migração dos media para o digital e não "a política do Governo, a política do Parlamento e as maldades do ministro Augusto Santos Silva". Insistindo em cingir-se ao tema, Santos Silva mostrou-se surpreendido pelas críticas de Pinto Balsemão.

"Quando convido pessoas para um evento, tento ser bem-educado e avisá-las ao que vêm", disse. Garantindo que "a fúria legislativa vai continuar", o ministro dos Assuntos Parlamentares lembrou que "assim que a revisão da directiva Televisão Sem Fronteiras terminar, iremos fazer a sua transposição para o normativo português".
Santos Silva defendeu ainda que Portugal está "em condições óptimas" para a lei sobre a concentração da propriedade dos meios de comunicação social avançar e afirmou que esta iniciativa serve para "definir os critérios de apreciação pelo regulador" das operações de concentração dos media.
.

terça-feira, julho 03, 2007

Um dia duas derrotas para o governo

Notas do dia:

1- Finalmente a Europa põe a casa a dupla tributação no IVA sobre a compra de automóveis. Não deverá dar em nada. O governo vai recuperar ainda mais em impostos e o cidadão gosta pois acha que ter carro é pecado. É um complexo que apanhou todos. Até um colega meu direitista acha que devia andar a pé em Lisboa.

2- Costa reuniu com os do costume no Restaurante Manel do parque Mayer, onde fui imensas vezes quando o Expresso era no Marquês. Na altura era bem frequentado por uns tipos porreiraços de direita. Hoje tem de dar comida a gente que antes vestia de preto em nome da cultura ( lá estava essa figura bizarra da arquitectura o Manuel Graça Dias), juntamente com Lurdes Norberto ( a Munoz da esquerda), o Manuel Salgado e outros que a TV não mostrou.

Aquelas figuras foram convidadas por Costa a usarem a sua criatividade para resolverem em dois anos o Parque Mayer. Aquele apelo com a voz enramelada do candidato só não deu vontade de rir por ser mais uma triste cena dos socialistas miserabilitas ( o povo gosta, o povo adora!). Quer dizer : mandaram o Ghery às urtigas e vão encomendar arquitectura àqueles tristes.É a continuação da arquitectura do SAAL. A esquerda aí está: Bonjour Tristesse!!!

3- Chumbada a lei das incompatibilidades sobre os deputados da Madeira e dos Açores o Governo aí tem mais uma derrota. Uma vergonha a intervenção da deputada PS pelos Açores na SIC noticias. Sócrates tem a cãozoada bem treinada.

4- Se o governo não resolve em tempo útil a bronca da TAAG vai-se arrepender. É bom saber-se que não esta em causa a segurança ( embora custe a acreditar) o que está em causa são regras não cumpridas como o facto de não haver manuais bilingues dos novos 8 aviões que a TAAG comprou.

segunda-feira, julho 02, 2007

O que podem os jornalistas do papel aprender com os editores de video

Blurring Boundaries: What Print Journalists Can Learn from Video Editors
Expert editors of video and sound offer ideas to multimedia journalists about effective storytelling with new tools.

By Regina McCombs (more by author)

E-mail this item
Print this Page
Add/View Comments on this Article (1)

You hear it over and over again from multimedia journalists: "We're not TV and we don't want to be." I believe that deeply. On the other hand, as a recovering television photographer, I believe the skills I spent 13 years learning have a relevance to the work I do now as a multimedia photographer and producer. As I try to understand the overlap, I decided to ask for help: I contacted four television editors whose work I respect, asked them to look at audio slideshows produced by news organizations and tell me what principles of video editing might be applied to improve the storytelling.

There were two surprises at the beginning: Only one had seen audio slideshows before (on his local newspaper Web site), and all four adored the format. Ram Guzman, chief editor at KTVT in Dallas-Fort Worth and chair of the National Press Photographers Association television editing contest, said he really liked what he saw. "It seemed like the line between print and TV is changing, and people are bridging that gap."

Pacing

As I talked to each of them, all four editors quickly brought up an issue that cuts across all forms of storytelling: finding the right pace for each story.

John Hyjek, NBC News editor and three-time winner of NPPA's editor of the year contest, felt many of the slideshows he watched were too slowly paced. He says he uses his 'Rule of Waldo.' Based on the comic character created by Martin Handford, Waldo is a figure hidden in each of his illustrations. "What happens when you find Waldo? You turn the page, of course. You move on to the next illustration. In the same vein in video editing, the moment you glean the important information, it's time to move on to the next shot."

Hyjek has been a television photojournalist for 30 years (and a co-worker of mine for a chunk of that time), and he says an editor has to fight the urge to linger on a shot because you love it, that you have to avoid saying: Look at my picture! Look at MY picture! "It's egotistical to be sitting on a shot instead of moving the emotion of a story forward with a succession of photos."

For Jonathan Menell, it's a question of "what's the next most interesting thing? What's the next cliff I can jump off of?" Menell, a former NPPA editor of the year and now a freelance editor in Hollywood, says he thinks it may be a slightly different process for still photographers. "Part of the power and intimacy of still image is the silence, choosing to spend time with it."

Some of the pieces Guzman watched engaged his attention so quickly that he didn't even think about the fact that they weren't video until it was over. For him, that was the important part -- being caught up in the story. "I want the viewer to walk away feeling like there's closure -- a beginning, middle and end."

Transitions, effects and movement

Many slideshow editors use transitions like dissolves, fades to black, and zooms in or out on images within a story. For the video editors, the idea is to use those things when you need them, and avoid them when you don't.

Jim Douglas, NPPA photographer of the year in 1985 (more disclosure: another former co-worker from my days at KARE-TV in Minneapolis), says it's an issue that comes up every time a new editing system comes out, and it's important not to get caught up in the technology. "I think it's easy for people who have new tools to overdo it. Because you can do it doesn't mean you have to do it."

A concept that has stuck with Menell is something he heard Hyjek say once: We dream in dissolves, we think in cuts. "It means that when you think during your day, thoughts come into your head instantly. You experience pow! -- this is happening -- pow! I feel like that. Dreams fade and come and go, and it's a gentler process. The way it applies in storytelling, the point of editing, is the juxtaposing of one idea to the next. A cut is the cleanest, most direct, most powerful juxtaposition possible. It takes out the hemming and hawing. Cuts make pieces feel more urgent, more powerful and more precise, too. And more experiential, because people watching it are in their awake mind."

A dissolve, on the other hand, does something else entirely, taking you a step back from the story. "You're leaving the world of the immediate and entering a more thoughtful place, a more contemplative place, a more painterly place," Menell says. "When you're using cuts, you're more in a cheese grater, the sand paper, the more immediate experience."

Hyjek believes a good edit goes unnoticed. "When you edit with 'eye movement' in mind [the way the eye naturally absorbs a scene], the viewer perceives smooth transitions between shots. Thus, the edit doesn't draw attention to itself, and the viewer tends to concentrate on the story line presented."

Learning to choose the right editing tools involved trial and error, Guzman says. "I'd do what seemed appropriate, go back and look at it after a couple of months and see if it seemed like it was still called for."

Editing to sound

For Douglas, the biggest weakness of many of the pieces was too heavy a reliance on an interview or narrator, and not enough environmental sound. "I watched some of these stories and thought, oh, if only you'd gotten the mic in closer..."

When I first came to the newspaper, it shocked me when several photographers told me they turned off their ears when they were shooting.

Douglas said sometimes that showed. "The importance of sound is to bring the viewer a much more intimate sense of reality, to take the viewer where we went."

His recommendation: "Listen, listen and listen some more. Close your eyes and hold your breath and hear."

Then he suggests learning to layer the sound. "I'm reminded of music producer Phil Spector's 'Wall of Sound' of the early 1960s. By layering music, particularly that of the The Ronettes, he created what was then the most innovative sound in rock music. There's no reason why today's print photojournalists can't borrow from Spector, layering audio they capture during a shoot."

When using environmental sound, Menell suggests leading with experience before explanation, to introduce audio before you switch to the picture. "Your ear tells you something new is coming. Something starts off almost in the distance, and when the cut happens, the brain is engaged in what's coming. Getting the story to happen in viewers' minds is more important than getting it to happen on the screen."

(Click here for a video that uses this technique.)

New story forms

After watching more than a dozen slideshows, Menell says it seems as though there are two styles of stories developing. Some stories were paced like a video story with sound bites, a narrator and natural sound. Others, he said, seem to be "coming from the school of silence -- with a soft relationship between sound and images. Interesting. It felt to me like someone trying to create a hybrid between sound and silence, and develop something out of it." Sometimes he thought it worked, and sometimes it didn't.

Overall, he enjoyed the time he spent. "I thought it was really great; I'm glad they're excited. And they are inventing this thing for themselves."

Guzman was impressed as well and says he plans to look for more audio slideshows. "It seemed like everyone was really on track. I'll be watching more of it."

IP 82.154.179 de Arruda dos Vinhos ataca

Houve quem tivesse ficado irritado por eu ter dito bem da obra feita em Matosinhos.
Até Houve um cretino que disse que eu devia ter sido pago para tal. Nós portugueses temos este lado desagradável e boçal: achamos sempre que há uma estratégia quando dizemos bem ou que pertencemos a um bando de malfeitores quando criticamos.

Um energumeno de Arruda dos Vinhos ( felizmente que o sitemeter dá para controlar o IP) foi ao ponto de me insultar. O problema da net é que há sempre uns cobardes que a cobro do anonimato se armam em heróis da treta, não passando de uns desgraçados morais. Aturei enquanto editor multimédia do Expresso uns maníacos que diariamente enchiam os comentários de ordinaríces. Foram bem corridos pela direcção.
Claro que apago comentários ordinários. Se querem criticar façam-no com a cara a descoberto e se me chateiam chamo o Ministro da Doença ou a drenada do norte.

Fotojornalismo em Matosinhos (3)

Então foi mais ou menos assim a sessão sobre fotojornalismo na Biblioteca Municipal de Matosinhos:

Gaspar de Jesus falou dos tempos em que os fotógrafos faziam ronha e tinham um estatuto lateral. Mandava-nos entrar a meio das entrevistas, faziam uma chapa e partiam. Havia quem andasse vestido como se fosse para um casamento e quando havia um trabalho mais "sujo" pirava-se. Adoravam trabalhar à noite para ganhar nas horas e os chefes eram-no porque assim ganhavam mais.

Ele era o mais requisitado pelos redactores. Não foi o Gaspar a dizê-lo. Ele era também o mais talentoso e demarcava-se dos outros. As suas fotografias são de uma sensibilidade extraordinária. Tem técnica, enquadra bem e o seu humanismo está-lhe à flor da pele. Quase chorou quando mostrou algumas das suas fotografias.

Fiquei muito admirado com a qualidade das suas imagens.

Fernando Veludo preferiu falar de técnica e deu lições de bem enquadrar. Falou de estratégia para conseguir uma boa foto do Papa em Fátima.
O Veludo está agora com um projecto entre mãos, depois de ter saído do Público. Foi uma aula de alguém que prima pelo rigor do enquadramento.

Eu falei do futuro do fotornalismo. Tudo mudou e agora as novas plataformas de circulação das fotografias permite uma nova linguagem, veja-se Magnum Inmotion. Falei ainda da mudança dos jornais, da net, da televisão e de tudo o que se cruza em imagem e som.

Não falei de fotografia. Falei de fotojornalismo.

TUDO SOBRE O iPHONE

Este vídeo da CBS já ultrapassou os 4 milhões e meio de visitas no You Tube.
Vejam como o iphone bomba.

EU QUERO UM JÁ !!!!!!


domingo, julho 01, 2007

Se o governo fosse um carro


Sócrates começou bem a Presidência Portuguesa da Europa: entrou pela garagem fugindo a uns gatos pingados que se manifestavam junto à Casa da Música no Porto.
Durão Barroso, pelo contrário, entrou esfuziante pela porta grande.
Chama-se a isto coragem: um primeiro-ministro que foge dos assobios. Safa !

Compreende-se que a coisa não está fácil para o bacharel.

Quem comprava este governo em 2ª mão ?

Ministra da Educação: motor a gastar óleo e fugas nas juntas. precisa de drenar o sistema de lubrificação.

Ministro da Saúde: gripado ao ponto de dar rateres sempre que fala, gasta demasiado para o que anda e sofre de tremeliques na direcção desajustada. Sofre de faxmania, o virus que fez de um agente técnico de obras num engenheiro de obras incompletas.

Ministro das obras Públicas: Muda bruscamente de direcção e só sabe o caminho para a Ota.

Ministro dos Assuntos Parlamentares: parece o fusca do Hitler: primário e ultrapassado.

Ministra da Cultura: é um jaguar velho e ferrugento a quem meterem um motor a gasóleo dos anos 7o chamado Berardiesel Indenor.

Ministro da Economia: Parece o Anglia Fascinante. atractivo visto de frente, uma anedota visto por trás. Ora bolas !

Ministro das Finanças: um autocarro do tempo em que havia cobradores de bilhetes.

O próprio condutor da frota não está lá muito bem.
Deu uma cambalhota nas sondagens, os portugueses começam a achar o espada lento, gastador e demasiado bonito para o que anda e para o que transporta. Nem utilitário, nem lúdico, e se as baterias falharem de vez lá vai ter de pegar de empurrão.
Para irritar tem um trabalhar com voz demasiado aguda para o desempenho. faz mesmo lembrar a voz do Pinóquio no Shrek 3.

Fotojornalismo em Matosinhos (2)

O PRIMEIRO POST EM VIDEO NO FATAL