quarta-feira, julho 11, 2007

Eles zelam pelo cumprimento da lei


O Público de ontem mostrava-os a um canto da Primeira. Os 5 elementos da Entidade reguladora para a comunicação social. Sem eles que seria da liberdade de imprensa ?

12 comentários:

  1. Veja na sua última foto...

    "...
    Ali por perto, fica a Calçada e São Vicente, onde a linha do eléctrico numa curva a 90 graus se torce todo. Mais acima a Graça, do Batista Bastos,...
    ..."

    PS:
    Peço desculpa de alguma possível imprecisão dos locais, que não das emoções.

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  2. Luíz, apague o que está em baixo, porque corrigi algumas imprecisões:

    Ali por perto, fica a Calçada e São Vicente, onde a linha do eléctrico numa curva a 90 graus se torce todo. Mais acima a Graça, do Batista Bastos, onde julgo que ainda hoje vive.

    Durante dois anos, pelos idos anos oitenta, dormi mesmo por cima dessa curva e tremia com o abanar do prédio quando o eléctrico chiava nos carris, bem seguro pelo ferro dos travões para não ir parar lá abaixo a Santa Apolónia.

    Habituado ao sono regalado da província, onde agora voltei a ter o privilégio de escrever e de acordar com os pássaros, aqui junto à janela, com horizontes limpos de mamarrachos, que, naquele tempo, ainda não atrapalhavam o Tejo, amaciado pela Lua, nunca adormecia antes do último eléctrico. E acordava ao som da chiadeira do primeiro da madrugada.

    E, não bastando os eléctricos, tinha, por vezes, a companhia dos bons vadios da noite, sempre agarrados ao último copo na tasca que ainda hoje lá está, mesmo na curva.

    Um dia, aliás uma noite, não conseguindo dormir, tive a brilhante ideia de mandar com um copo de água para cima daqueles chatos.
    O resultado foi uma directa, mais uma de tantas outras por outros lados que deixaram saudades, acompanhado de belas canções onde a caralhada era refrão alto e bem cantado.

    Bons tempos, onde a aldeia ali estava e as pessoas se conheciam. E davam os bons dias, mesmo que se não conhecessem.

    Passados mais de dez anos, pouco tinha mudado, passei lá mais uns meses. A Catarina Furtado comprou e restaurou uma casa por ali perto quando se desce para um jardim, de que agora não me lembro do nome.
    Um lugar de onde se abraçava o Tejo. E se levantava voo do miradouro aproveitando a boleia do vento.

    Mais abaixo, o CEJ, por onde me cruzei muitas vezes na rua com o Paulo Teixeira Pinto, enquanto eu descia e ele subia, e que só mais tarde vim a saber quem era o homem. Pois aquela cara era-me familiar de um lado qualquer. Era da televisão, enquanto Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, se não me engano. Julgo que foi para ali dar aulas, depois de Cavaco ter ido para onde hão-de ir estes que agora por aqui andam. E os outros que estão para vir. E para ir.

    Em visita de estudo estive no CEJ, um edifício recuperado com bom gosto, onde conheci e de que tive aulas de alguns professores, como Armando Leandro, Arlindo Ribeiro (se não me engano no nome, já falecido há dois ou três anos, quando era vice-presidente do Supremo Tribunal, um homem que se emocionava de forma tão forte e singela, quando se despedia dos alunos), Marques Ferreira e outros.
    E onde conheci Laborinho Lúcio e um actual Vice-Procurador Geral da República, que na altura era Auditor no MAI e onde esteve até ser eleito, à segunda vez, para este último cargo. E Germano Marques da Silva, que na altura já estava na Católica, e que agora está por tanto lado.

    Lisboa...
    ...

    E mais mais fotos destas...
    Abraço
    JS

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  3. Olhai tágides estes "modernos",
    que não sendo de Lisboa, aqui fizeram estágios de anos e aldeões que foram se tornaram sendo nestes tempos hodiernos...........
    Como pode uma cidade capital de um País ser algo que jeito tenha senão é amada outrossim por todos na escrita e na prática achincalhada...

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  4. É preciso estar mesmo intoxicado, para falar do CEJ ( Centro de Estudos Judiciários ) e de tanto abexim como o camarada acima.

    Se em vez de andaram por esses lugares mal frequentados tivessem a rfrescar os neurónios à beira Tejo tinha sido melhor... aposto.

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  6. A propósito de "Lisboa" fui brindado por um comentador em "Eles zelam pelo cumprimento da lei" com os simpáticos adjectivos de "intoxicado", "abexim" e "camarada".
    Não me lembro de ter andado com este "etíope" na escola.
    Deve haver por aqui alguma confusão.
    Ou, então, estou a esquecer algum idiota que devo ter conhecido.
    ...
    Já agora, se o idiota em questão me estiver a ouvir por perto, bem que podia explicar melhor o que significa “abexim”.
    Eu acho que sei, que até fui ali confirmar num dicionário rasca.
    Mas, já agora, gostava de saber se o simpático também sabe.

    De facto, já me chamaram de muita coisa, mas de "intoxicado", "abexim" e "camarada" é a primeira vez.
    Também, há sempre uma primeira na vida.
    Mas, bem vistas as coisas, se calhar estou a merecê-las.

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  7. ora é isso mesmo "etíope" pode ser do reino do prestes joão mas nada de ressabiamentos,os agentes da justiça existe para que os odiemos com estimação

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  8. já agora quero deixar aqui uma nota:

    Carvalho da Silva defende hoje quinta feira doutoramento.

    Não me admira que os trabalhadores portugueses sejam os mais mal pagos da Europa mesmo a 27 e o mundo laboral português uma selva pior que no Bangla Desh. O sindicalista da UGT é engº e foi anos lacaio do patronato, o da CGTP andou toda a vida a perseguir o canudo. Mediocridades e traições tachos e vilanias!!!
    Enquanto andaram por lá tend~encias diversas ainda vá...mas desde que o PCP tl qual União Nacional tomou de facto conta daquilo foi um desastre...para os bolsos dos trabalhadores para o desenvolvimento do país etc

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  9. Está confirmado!
    É mesmo um idiota que devo ter esquecido.
    E os idiotas também têm direito a ser estimados, afinal.
    Portanto, também sem ressabiamentos.

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  10. João P. Coutinho, relações públicas e intelectual-modelo do Kapintern disse esta semana no semanário Pravda, perdão Expresso, que “existe no princípio hereditário uma vantagem sobre os regimes republicanos: quem não depende da vontade popular, pode pensar por cabeça própria”, ilustrando assim, com gracioso angelismo, aquilo que os seus chefes entendem por democracia: um sistema político no qual o povo, isto é, a maioria, deve decidir o menos possível, deve interferir o menos possível nos despachos políticos e económicos que afectam a sua vida.
    Alegadamente, no razoar destes defensores do status quo, o espaço político deve ser monopolizado pelas elites económicas e seus representantes porque o povo, naturalmente inferior, carece de capacidade intelectual para compreender os seus verdadeiros interesses; é como uma criança, o povo, à qual seria inútil (e até cruel) solicitar a participação em decisões “técnicas” tão complexas como as que determinam a economia do mundo moderno. Tem lá cabeça para tais subtilezas, o povo. Não tem nem nunca terá, dizem os guardiães da verdade, fundando nessa crença estratégica (e oh tão conveniente) a inevitabilidade de uma sociedade de castas.

    Mas essa doutrina da fatal menoridade racional do povo (puro feixe de emoções desgovernadas, como nos explicam todos os maquiaveles) é tão científica como a que durante milénios “legitimou” a submissão política das mulheres, dos servos, dos escravos, dos primitivos, dos colonizados. Aquilo, enfim, a que outro guarda-portão chamava o fardo ai do homem branco.
    Na verdade, o que essa teoria esconde é o receio, por parte da oligarquia económica, de que se o povo for chamado a decidir na coisa pública tenda a fazê-lo, egoisticamente, em função dos seus próprios interesses, em vez dos interesses (superiores, naturalmente) da dita oligarquia. O que seria muito de lamentar.
    Democracia sim, portanto, mas só de quatro em quatro anos, e com o leque de opções reduzido ao Mesmo. Liberdade sim, mas só a de assentir ou, vá lá, a de se queixar (mas baixinho). Doutro modo, como muito bem sugere o amestrado Coutinho, antes devolver todo o poder a uma só cabecinha, à boa maneira do absolutismo monárquico ou estalinista. Tudo menos consentir que a “vontade popular” influencie as decisões que interessam à minoria.

    E se algo orienta, enfim, a faina filodóxica destes ideólogos é a certeza de que sem príncipe não há Maquiavel, sem Estaline não há datchas nem medalhas pró Jdanov do momento, sem bons serviços lá se vão os bons almoços. Ao defenderem o governo dos poucos sobre os muitos, os Coutinhos limitam-se a defender as suas coutadas; e com tão minguada arte (pois são bem menos cultos e inteligentes do que julgam) que um espirro bastaria para derrubar o minarete de papelão conceptual donde clamam ao rebanho.
    Mas essa eventualidade, claro, não os preocupa, pois sabem que numa democracia deficitária como a nossa o Púlpito faz a Opinião, a repetição faz a verdade, e a credibilidade de uma teoria nunca depende da sua adequação aos factos, mas apenas da adequação ao interesse de quem a paga, ou seja, os donos do Púlpito.

    Publicada por JMS em Segunda-feira, Junho 25, 2007 em EutueNão.blogspot

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  11. quanto ao elogio n�o mere�o ser comparado ao nobre princ�pe Michkin do genial " Idiota" do n�o menos genial Dostoi�vski, e tanta simpatia n�o lhe fica bem. Os ju�zes t�m de apresentar low profile para que o povar�u n�o tenha ilus�es sobre a brandura da senten�a. "Tens ten�a ? perguntou o juiz a Cam�es " N�o...respondeu-lhe o poeta mas tenho Excel�ncia !!!!!

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  12. Concordo com tudo.
    Estando aqui "dois idiotas": Eu próprio e o meu caro amigo.
    Com uma diferença, que é a de que eu não sei o que o idiota anónimo faz, nem quero saber. E este idiota, que sou eu próprio, não é magistrado nem agente de justiça.

    Ainda, que este idiota tem raízes bem proletárias, admira Carvalho da Silva e, apesar de ser "alguém" na vida, se identifica com valores ditos de esquerda, não tendo de, para isso, que me ter dado ao trabalho de ter lido muito os clássicos russos, ou quaisquer outros.

    Vosso (como diria LC e JS)
    JS

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