sexta-feira, dezembro 25, 2009

Noite de Natal


Retirado o consumismo, a euforia das multidões, as reportagens lamentáveis da RTP sobre os presentes caros, sempre com a palavra crise à mistura, ou os aceleras histéricos na A5, o Natal deixa uma nostalgia doce como os bolos e os mimos da família.

Embora dilacerada pelo ritmo voraz dos dias, a família mesmo com o novo lifting que lhe permite essa variante que é o casamento gay, está sólida. Em tempos difíceis é a família a última salvação. Todos os regimes políticos da direita à esquerda sempre apostaram nessa célula indestrutível.

Este Natal revelou-me de novo esse lado comovente, mesmo para um descrente como eu. Mas como não resistir ao arroz doce da mãe ou à convicção do pequeno que o Pai Natal desceu pela chaminé e deixou por lá o Lego dos polícias?

2 comentários:

  1. ah! a memória do arroz doce longinquo da avó.
    nada nunca mais assim será...FELIZ NATAL, amigo
    João Cotrim

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  2. as reportagens patéticas da RTP! um desfile de casos lamentáveis... andamos nós a pagar para as madames se passearem frentes às camaras.

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