quinta-feira, outubro 15, 2009

Ninguém tira os trastes da rua?

As campanhas políticas acabaram, delas só restam os cartazes aos milhares espalhados pelas rotundas e entroncamentos do país. Derrotados ainda sorriem fazendo crer numa vitória impossível, ganhadores riem como se a vingança se servisse com Pepsodent.

A falta de respeito por si próprios e pela população faz dos monos da política uma galeria de horrores entre o patético e o grosseiro, o ridículo e o presunçoso.

Não se percebe porque não retiram os cartazes abjectos da paisagem e porque não limpam a cara a tempo e horas. Lisboa está cheia de Costas e Lopes e daquelas carantonhas assustadoras dos bloquistas de gauche. Parece que a sopa dos pobres é um sucesso depois dos desgraçados olharem para os monstros que os contemplam do alto da abastança.

Os despojos de uma guerra de manjerona estão na rua passada uma semana da garraiada. E ninguém se sente responsável em varrer o lixo, apanhar as canas e fazer esquecer a festança política que deixou Portugal na mesma. Ou pior.

3 comentários:

  1. Extracto de um post que escrevi em 6 de Outubro:

    «...
    Falar em “retrato”… Não sei porquê!? Mas quando olho para muitos dos retratos nos cartazes das campanhas eleitorais, fico com a ideia, algo mórbida, das fotos que põem nos jazigos dos mortos nos cemitérios.
    ...»

    JJ

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  2. Parece que leu os meus pensamentos!

    Já tinha pensado precisamente a mesma coisa.
    Os cidadãos agradecem a limpeza de todos os cartazes políticos. Já é uma agressão à paisagem e à vista!

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