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quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Luciana Abreu, em versão tunning para matar


FLORIBELLA MAIS ATREVIDA

A miúda mais irritante de Portugal, a Floribella, chateou-se consigo própria, rasgou o hábito, recauchutou o corpo, fez tunning e declarou-se como candidata ao papel da boazinha que virou boazona.
As crianças podem entrar em estado de choque, o engenheiro Belmiro meter-lhe os patins da publicidade ao Continente, mas os velhadas e os putos imberbes à procura de uma Britney Suspiros portuguesa estão radiantes com a fuga para a frente da jovenzita.
A actriz percebeu que fazer papeis freiráticos não leva a nada nos tempos que correm e que se a palavra sexo aumenta audiências e faz crescer, então vamos a isso rapazes. O discurso mudou e das palavras de compaixão para com as crianças necessitadas passou a provocantes frases que desafiam timidos e frustrados, ou amadores da arte de bem dançar toda a sela.
Merche Romero ou Soraia Chaves ou a outra Chaves que se cuidem. A nova Flori dança bem, encanta melhor. As crianças deste país vão perceber que a vida traz mutações. E se Sócrates há vinte anos era um pato bravo dos projectos, hoje é um primeiro-ministro chique que faz jogging, veste fatos por medida e usa gravatas de seda lisas escuras. E o povo adora-o e oferece-lhe maiorias.
Ora Luciana Abreu, Luci in Se Cai, é já um susexo na net e vai pôr a televisão que a conquistar, lhe pagar, nos píncaros das audiências. A RTP já está a facturar bem a coisa.
Andou a SIC. e a Teresa Guilherme, a criarem esta filha para isto !

Tragam-lhes a cabeça de Alípio Ribeiro

As nossas oposições não só as partidárias, revelam uma total imaturidade. Mais: disparam para se saber que ainda existem. O ataque a Alípio Ribeiro é uma atitude tablóide, é política de sargeta. A imprensa, a rádio, as tvs têm estado todo o santo dia com a fogueira acesa, como se a Santa Inquisição funcionasse agora nos écrans ou nos sound bites das rádios. E funciona meus caros, infelizmente.
O Presidente veio responder com a voz entremelada, o passo incerto, o sorriso de noviça, à saída de uma cerimónia, a dizer que nada dizia sobre o caso. Também era só o que faltava !

Estamos perante uma histérica campanha de quem nada tem de válido a criticar. Parece que as idiotas, e graves ! e graves ! palavras do deputado do PS na AR a justificar de novo porque Sócrates fugiu ao prometido e não vai pôr a referendar o Tratado de Lisboa, são menos graves do que as sinceras, e sábias, declarações do director da PJ. Ou saber porque há políticos que querem esconder quanto ganham. Aqui a oposição recua. Quer faits-divers, quer sangue, quer a cabeça de Alípio.

Depois queixem-se que o país está uma piolheira.

Luiz Carvalho

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

A coragem e a seriedade de Alípio Ribeiro

Foto de Luiz Carvalho

Gosto do director da Judiciária Alípio Ribeiro. Conheci-o durante uma entrevista para o Expresso e fiquei com grande estima por ele. Acabei por me deslocar ao Porto numa manhã de sábado para o fotografar na Casa da Música. A sugestão foi bem aceite por ele já que a ideia era fazer-lhe um retrato num ambiente que tivesse a ver com o seu lado mais escondido, o de melómano.
Alípio Ribeiro chegou ao meu ancontro no seu Mercedes S, vestido de bombazine, penteado à intelectual francês. É uma pessoa culta, descontraída, cheia de sentido de humor e que nunca se irrita. É mesmo esta a qualidade de que ele mais gosta de evidenciar. Tem uma atitude descontraída perante a vida, gosta muito do que faz, tem um sincero despreendimento ao poder. É sério, sincero e consegue uma notável contenção nas palavras. Senti-o quando falava na entrevista, durante mais de 3 horas, dias antes do nosso encontro no Porto.

Não percebo porque caíram tão mal as suas declarações sobre o Caso Maddie. A verdade é que ele já apanhou o caso quando entrou na direcção da polícia, sempre mostrou que não lhe agradava a forma como as investigações tinham sido dirigidas e a prova disso é que demitiu o inspector responsável.
Não estamos habituados a que alguém venha a público admitir erros. Isso é tido como fraqueza, irresponsabilidade, coisa grave. Nunca ninguém neste país admite fracassos, erros. Isso é para falhados. Totós, ingénuos. Preferimos a mentirola, o cinismo, a falsidade, o inquérito. Errar e admiti-lo não é aceite ao alto nível, nem ao baixo nível, doméstico, comezinho. Em Portugal a culpa é sempre do outro, ou morre solteira. A culpa é sempre do que estava antes, do que partiu, do cão, do marido, da mulher, do tempo, da falta de cheta, do vizinho, do Salazar, do petróleo. Há duas figuras portuguesas que nunca têm culpa de nada: O Cavaco e o próprio em causa !

E já agora: é verdade ou não que toda a gente diz à boca fechada que a investigação da Judiciária no Caso Maddie foi uma broncada total ?

Aplaudo a coragem e a honestidade de Alípio Ribeiro. Mas por este andar não lhe prevejo grande futuro policial. Talvez seja bom para ele.

Luiz Carvalho

O fracasso total do brasileiro burro


Não percebo nada de futebol mas sei alguma coisa da vida. E o que aprendi há muito é que uma equipa de craques sem um líder é a mesma coisa que nada. Cada talento só o é em pleno se tiver a apoiá-lo um sábio, um timoneiro. Isto aplica-se no cinema, no teatro, no jornalismo, na bola. Já vi medíocres brilharem com a mão do mestre por detrás e vejo todos os dias trabalhos brilhantes reduzidos a banalidades quando manipulados por incompetentes. Mesmo bem intencionados.
A figura do líder que agora é desbaratada e reduzida a recados de amanuenses está bem patente na figura caricata deste brasileiro que anda há anos a enganar a fé e a esperança dos portugueses. Falo de Scolari, claro. O jogo de hoje frente à Itália foi mais um espectáculo de descoordenação, falta de estratégia, ausência de tática. Uma vergonha.
Cada um jogava para seu lado sem rumo, sem direcção. Scolari era uma patarata sem contrôle nos seus jogadores. Cada um estava entregue a si próprio. Não queria fazer parte de uma equipa daquelas. O pior que pode acontecer a um profissional com brio e competência é estar integrado numa equipa dirigida por quem não sabe marcar um rumo, definir uma estratégia.
A oportunidade perdida de correr com o brasileiro já a houve quando o tipo desatou a esmurrar jogadores de equipa rival. O nacional-porreirismo, mas pior que isso, a falta de coragem do presidente da federação, levou a este estado da bola nacional.

Temos os melhores jogadores do Mundo. Então porque não marcamos ?
Ou eu é que sou o burro ? Sou eu ? Ãh !!!...

Luiz Carvalho

Saltos altos fazem bem à vida sexual

foto de Helmut Newton
Um estudo feito por uma cientista italiana revela que usar sapatos com salto até sete centímetros pode ajudar a relaxar e a fortalecer os músculos da zona pélvica, relacionados com o orgasmo, escreve a BBC Brasil.
Maria Cerruto, urologista da Universidade de Verona, examinou durante dois anos 66 mulheres com menos de 50 anos, e que ainda não estavam na menopausa, para perceber a relação entre as diferentes partes do corpo e a zona da pélvis.
Os testes foram feitos com mulheres em pé e paradas. A investigadora percebeu, ao colocar as mulheres num plano inclinado oscilante, que simulava o uso do sapato de salto alto e variava o grau de inclinação, que surgiam diferentes tipos de reflexo na zona pélvica./ Portugal Diário

Reflexão sobre o TGV


*Travar para pensar*

Experimenta ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dás contigo num comboio que só se diferencia dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros. A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.
Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza
A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos, nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais. O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.
É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País. Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.
Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um). Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.


Diogo Trindade ( texto a circular na net por e-mail)

O video espectáculo de Obama

Júdice chama GORDO a Marinho Pinto


José Miguel Júdice tem um problema, diria mesmo muitos, com António Marinho Pinto. São ambos de Coimbra, conhecem-se desde os tempos de 75, tiveram aventuras comuns, uma delas foi a derradeira: o terem partilhado poder na Ordem quando Júdice era bastonário e acabou por correr com Marinho.

Júdice tem cultivado nos últimos anos uma irreverência chique reacionária o que não é de admirar atendendo às suas ligações de há muito com facções direitistas. Ele foi fundador do Diabo e colaborador próximo de Vera Lagoa, fundou o Semanário e um outro jornal que era dirigido pela esposa do Sr. Vanzeler, a Maria João Avillez. Nada de posições direitistas admiram em Júdice. Ele é um personagem culto e divertido. Eu gosto dele. Mas irrita-me as suas posições sobre o António Marinho Pinto. Sou amigo do António, fomos colegas no Expresso durante 18 anos, e chegou a defender-me numa rixa que tive com um energúmeno de um vizinho, a qual ganhei graças à minha razão e à sua acção em minha defesa.
Tenho de dizer que o António Marinho Pinto se sentiu tão indignado com o que me aconteceu que aceitou defender-me gratuitamente, chegando a vir de Coimbra a Cascais só para a defesa do processo.

O António Marinho Pinto é um homem de causas, um lutador, de uma coragem como já pouco se vê em Portugal.

O que ele tem vindo a dizer incomoda. É um facto. Ele diz de boca cheia o que muitos dizem entre dentes ou o que alguns dizem por parábolas, bom método para cobardolas do não me comprometa.
Hoje em A Regra do Jogo, um bom programa da SIC N da direcção nova do António José Teixeira ( um abraço António e parabéns pelo excelente trabalho!), Júdice voltou a pôr o ódio a falar do seu sucessor na Ordem. Só lhe fica mal esta atitude ressabiada. Disse que era gordo, populista e que ia ser o candidato da esquerda contra Cavaco ! Boa ideia.
Não é a injuriar Marino Pinto que ele chega a algum lado. Júdice está a perder a credibilidade. Um destes dias ninguém o leva a sério. Já se enterrou com a promiscuidade entre Costa e as funções na frente ribeirinha. Já defendeu demais Sócrates para quem deixou o PSD. Tem demasiados lobbies para ser um isento na política. Não lhe tira a qualidade mas fragiliza-o.
António Barreto também falou de Marinho Pinto como se tivesse medo de dizer que concordava. Por amor de Deus ! Já é políticamente incorrecto concordar com o bastonário e dizer que há corrupção ?
E outra coisa: agora Correia de Campos já é herói ? Não faltava mais nada !

terça-feira, fevereiro 05, 2008

10 mortos e pouca segurança activa


foto: Luiz Carvalho

Dez pessoas morreram em Portugal nas últimas horas em acidentes de trânsito. Um número lamentável a vários níveis. O mais crítico de todos os aspectos é a falta de uma política de prevenção nas estradas mas sim uma actuação por parte da GNR e da PSP virada para a caça à multa.
Um dos condutores que morreu nesta série horrível tinha 50 anos, guiava uma pick-up e despistou-se num local por onde passava diáriamente há anos. Morreu porque ao despistar-se o carro foi parar a uma barragem, ao lado da estrada. Para protecção de despistes a estrada contava com uma guarda em ferro que se partiu perante o embate. Qualquer engenheiro sabe que uma guarda daquelas não foi concebida para resistir a choques de veículos. Só os tradicionais rails têm capacidade para absorverem choques daquela natureza. Mas o engenheiro que projectou a estrada decidiu não pôr os rails, embora atrás a uns metros haja rails.
Quando se fez a auto-estrada para o Algarve e a auto-estrada para Elvas uns espertos acharam que uma vala a separar as faixas dispensava os rails. Conclusão: morreram dezenas de pessoas quando os carros desgovernados saltavam para a vala e voavam para o sentido oposto. Finalmente puseram os rails.

O Viaduto Duarte Pacheco tem umas protecções baixas em ferro que cederão perante um acidente. Não há rails. A inconsciência é total. E Deus tem protegido bem.

Outra zona perigosíssima: a Marginal no sentido Cascais-Lisboa a seguir à praia de Santo Amaro. A estrada começa a subir, à direita em baixo fica aquele corredor para peões junto à praia. A única protecção entre a estrada e a ravina é um muro de pedra sem resistência a choques. Um dia, oxalá nunca, poderá haver ali uma tragédia. É de uma total inconsciência por parte de quem faz a manutenção da Estrada Marginal.

Já agora: porque não há uma entidade fiscalizadora para a segurança activa das estradas nacionais ? Uma ASAE das estradas para controlar o Estado ?

As nossas estradas precisam de segurança activa e de brigadas de trânsito que possam dissuadir os condutores a cometerem imprudências. Não precisa de carrinhas da BT equipadas como escritórios ambulantes para caça à multa dos pequenos excessos de velocidade ou de vistorias burocráticas aos camionistas para penalizarem falhas que nada têm a ver com a segurança. Já vi uma BT multar um camião porque o atrelado tinha mais 10 centímetros ( num comprimento de 20 metros!) noutro caso porque o rádio não tinha licença !

Hoje na marginal lá estava o FORD Mondeo do radar. Como sou prudente passei por eles no meu Porsche a 20 à hora. Não sou um lindo menino !!??

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

A máscara da oposição a Sócrates


A oposição parece ter deixado caír a sensacional descoberta da obra escondida do engenheiro, então agente técnico, José Sócrates Pinto de Sousa. Os partidos perceberam que denegrir o mérito de alguém acaba prejudicial para quem promove a campanha. Isto porque os portugueses há muito que deixaram de considerar o mérito, o curriculum, a cultura, como uma qualidade superior para se atingir o topo do poder, da carreira, do sucesso.

Num país onde a maioria dos deputados é formada em direito, onde o curriculum de quem manda é medíocre, num país onde o bloco central é no fundo o verdadeiro partido do poder, falar em mérito é perigoso. Dizer que um tipo é calinas, piroso e que tirou o curso na Farinha Amparo é aos olhos dos portuguesinhos uma manifestação de inveja e má língua e até um ataque a si próprios: a maioria sonha em ter uma licenciatura domigueira, um emprego por cunha ou sorte, sucesso à Big Brother. Esta é a verdade.

Tanto na política como nas empresas o que passou a imperar é a licenciatura em praia, esquemas e engraxatório. Deixámos de promover uma sociedade de excelência para premiarmos o cinzentismo agora travestido de jeunesse, nouveau e interessant. O saber não ocupa lugar e até atrapalha quem manda, quem gere, porque quem sabe tem ideias próprias, tem um rumo, uma ideia, uma política. Isso pode ser incomodativo numa lógica de lucro imediatista, quer falemos de ministros que gerem os ministérios como uma mercearia ou dos gestores que geram as empresas para no final do ano terem um power point espectacular que evidencie gráficos a subir em lucros, a descerem em despedimentos e a manterem-se à tona da água nos resultados bolsistas.
O consumismo tudo levou e os eleitores tornaram-se em consumidores gulosos que se alimentam de promessas e se transformaram num rebanho preguiçoso, obediente, manhoso.

Por isso a classe dos professores foi gazeada, as profissões liberais tornadas em grupos de malfeitores, com os médicos insultados, os arquitetos inúteis perante a desfaçatez dos engenhocas.

O centrão defende-se bem. E se a oposição atacar a legítima mas triste carreira de Sócrates,amanhã serão os outros a vierm para a berlinda. Até porque de doutores Cérelac está o PSD bem aviado. É so ir ver as licenciaturas de algumas universidades fast- food.

domingo, fevereiro 03, 2008

O trio popular


Os rapazes do CDS-PP não páram de surpreender. Os amigos de Portas trazem habitualmente para a praça pública escândalos de embasbacar. António Marinho Pinto pôs o dedo nestas feridas escandalosas de políticos e altas figuras que mesmo depois de expostas com as suas fragilidades sobrevivem à justiça (?) e continuam na política com uma desmesurada lata. Claro que vieram todos dizer qu e" está bem" mas " o estilo do senhor bastonário é populista...". faz-me lembrar os jornais de referência quando são ultrapassados pelos diários." Ah, isso são tablóides!".
A história dos sobreiros abatidos autorizados por Telmo, a bronca da casa da Arrábida de Luis Nobre Guedes ( que afinal tinha avenças com a Câmara de Setúbal), muitas das bocas sobre o negócio dos submarinos, os depósitos às pinguinhas nas contas do CDS.... bom cito de cor e tenho má memória. Na verdade estas enormidades comparadas com as anedóticas histórias de Sócrates dão o nosso primeiro como um santo. E é.
O problema em Sócrates é que tem uma história de vidinha medíocre, pouca ambiciosa, provinciana.
Trata-se de um agente técnico das beiras, burocrata de câmara, que apoiado nos padrinhos socialistas vai subindo na corda e quando foi preciso alguém para chefe, ele era o homem certo no sítio certo. Os outros do PP não brincam em serviço. E quando cheiraram o perfume do poder foi fartar vilanagem.
Hoje no Público o Vasco Pulido Valente citava António Marinho Pinto com deferência e António Barreto também. Aqui está a verdadeira corrupção com factos. Ou com pistas para eles serem apurados por alguém. Um tipo que vai deixar um ministério onde não tinha posto os pés durante dez dias desata a assinar trezentos despachos na véspera ? Agora me lembro: houve outro ministro do PP que assinou a possibilidade de se fazer um negócio de milhões também nas vésperas de saír. Foi Bagão Félix. Ele justificou depois que pediu a opinião ao ministro das finanças. É muita a confusão.
Aqui é que o Ministério Público devia actuar. Mais do que no folclore do futebol, apitos e fruta.

Telmo Correia: 300 despachos na hora de partir


A maratona do ministro que " assinava qualquer merda"

Depois de sábado o semanário Expresso ter avançado que o Estoril Sol ficou com o edifício do Casino de Lisboa por permissão do ex-ministro do Turismo Telmo Correia, este domingo o jornal Público garante que o agora deputado assinou 300 despachos na véspera de abandonar o Governo, durante a madrugada do dia que José Sócrates foi empossado.

Segundo o Público, entre esses 300 despachos, constava a segunda versão do parecer da Inspecção-Geral de Jogos que apontava para a não devolução do edifício do Casino de Lisboa, no final da concessão, oferecendo à empresa Estoril-Sol um autêntico «jackpot».

Telmo Correia reagiu à notícia do Expresso, explicando que não tomou qualquer decisão, mas que apenas teve conhecimento do parecer da Inspecção-Geral de Jogos.

O Ministério Público vai investigar o negócio do casino e a ainda a aquisição de submarinos quando Paulo Portas era ministro da Defesa, casos que surgiram nas escutas ao dirigente do CDS-PP Abel Pinheiro.


As 23 maravilhas de Sócrates e a marquise do Possolo

O Presidente Cavaco veio hoje no meio de umas tacadas de golfe aconselhar calma na confraria. Os chamados golpes baixos a Sócrates ( palavras minhas) deviam ser suspensos na época do Carnaval. Não sei porquê. Se é entrudo ninguém leva a mal e os casos que têm trazido Sócrates para a ribalta até são divertidos, giros, aliás dignos de um bom corso carnavalesco.

Sabemos como a palavra Carnaval faz estremecer o nosso Presidente. Foi nesta quadra de graçolas que ele perdeu o estado de graça quando era primeiro-ministro maioritário, como Sácrates, e a primeira vez é sempre dolorosa e traumatizante.
Se já havia sintonia no topo da governação nacional passou a haver agora ainda mais cumplicidade entre S. Bento e Belém.

Entre os mama-rachos de Sócrates ( cuja autoria ele faz questão de reivindicar, de ser o pai biológico e afectivo)) e a marquise de alumínio anodizado da Travessa do Possolo, que se tornou um ícone do cavaquismo, não há uma grande divergência de estilo arquitetónico.

Pelo contrário há uma estética que nós portugueses andamos a gramar desde os anos sessenta, quando o país se descaracterizou entre casas de emigrantes ( 0nde a obra do engenheiro Sócrates se inspira numa assumida homenagem ao provincianismo) e os clandestinos suburbanos das Brandoas desta vidinha, onde as varandas fechadas a caixilhos de alumínio ( bem evidentes no Possololo) são uma cartilha de estilo.

Sócrates acha que é perseguido pelo António Cerejo do Público. O João Soares tinha a mesma mania. E até tinha razão: pode dizer-se que foi o Público aliado a Vasco Lourenço que tornaram inviável o Joãozinho nos Paços do Conçelho. Sócrates que se cuide.

Quanto às 23 maravilhas de Sócrates há sempre um Projecto Pólis que espera por si. Pólis de polimento, dar brilho, dar graxa, pôr a coisa catita !!... Sócrates: é fazer revisão da matéria dada na UNI e toca a projectar. Pode ser em português técnico para não atrapalhar.

sábado, fevereiro 02, 2008

Augusto Cabrita: o mestre partiu há 15 anos

Augusto Cabrita com Luiz Carvalho, nos anos 80, na Rua da Escola Politécnica. Foto de António Homem Cardoso com a Leica M4 de LC.

Lembraram-me que faz hoje 15 anos que o mestre Augusto Cabrita nos deixou. Desconfio que foi um comentário do meu querido amigo António Homem Cardoso. Obrigado por me lembrares.

Já o tenho dito e escrito: Tinha 22 anos, tinha acabado de fazer a minha primeira exposição numa galeria. O Augusto Cabrita foi lá ver as fotos. No final abraçou-me deu-me uma força doida para continuar. Desviou-me para a Cervejaria Trindade e ficámos para sempre amigos. O Augusto é uma referência incontornável da fotografia e da televisão, do cinema, em Portugal. Mas para além de tudo isto, que é muito, era um homem indescritível. Adorava viver e a fotografia, como o seu cinema, eram bons porque eram feitos por alguém que fazia do acto de ver uma devoção, um modo de vida. No documentário que fiz sobre ele em 1983, o António Homem Cardoso dizia-me : " é o melhor de todos nós. Nunca pensou em dinheiro, por isso é o mais pobre também". Fernando Lopes comparava-o ao Cartier-Bresson e António Pedro de Vasconcelos gabava-lhe a intuição, " é como um batedor da selva em quem nós podemos confiar inteiramente".

Não há muito a dizer a não ser que a sua obra merecia ser mais divulgada, estar mais bem acondicionada e os seus filmes, centenas de curtas-metragens que fez para a RTP, deviam ser repescadas e editadas em DVD. Quem vai fazer isto ?

O voto regicida da Piolheira


D. Carlos amava a vida mas detestava um certo lado português. O nosso lado negro, aquele onde medram medíocres e oportunistas, chicos-espertos e arrogantes impregnados de novo riquismo. A esse lado chamava o senhor Dom Carlos "A Piolheira". O Rei era pessoa culta, cosmoplita, seguidor de tendências do estrangeiro. Gostava de arte, ele próprio era um artista, dos prazeres da vida, da caça, da cultura.
Os portugueses aceitam mal este tipo de postura. Provoca invejas, maus olhados, má língua e transforma os praticantes desta forma de viver em alvos fáceis. Então como hoje os portuguesinhos não suportam a diferença, a classe.
Em duplo sentido Dom Carlos foi alvo da má língua e dos tiros de balas cobardes vindas de revolucionários lunáticos tendo como espectador cúmplice no local do crime, escondido atrás de um pilar do Terreiro do Paço, Afonso Costa.
É uma figura simpática, romanesca, muito humana, este Dom Carlos. Por ele aderia já à monarquia. Gosto da ideia da piolheira e acrescento que o nosso rectângulo se tem vindo a tornar no bidé da Europa. A descoberta ontem do espólio vivo da obra do nosso primeiro-ministro veio confirmar que se não fosse trágico isto era divertido. Uma piolheira caro Rei.

O facto de na Assembleia da República os deputados socialistas e afins não terem tido a abertura de espírito, a serenidade, para terem votado um louvor ao Rei assassinado, mostra bem como os complexos da esquerdalhada se mantém naquelas cabeçinhas. Ver e ouvir o líder da bancada PS, Alberto Martins, fazer tal afirmação é revoltante. Vinda de quem vem, torna-se ainda mais aviltrante. Viva o Rei !...

Mais broncas com Sócrates segundo o Público

Sócrates acumulou subsidios entre 1988 e 1991 de exclusividade como deputado em funções privadas. LEIA AQUI NO PÚBLICO

São casas portuguesas com certeza !

Palavras para quê ? São casas portuguesas com certeza projectadas por um artista português. Estranho é um branco ter carapinha e um preto cabelo oleoso ! Estranho seria termos um mestre de obras, um engenheiro com aspirações a arquiteto na governação e não sabermos tirar partido desta oportunidade para a arquitetura portuguesa desemborrar! A obra escondida de Sócrates, o espólio que estava escondido foi agora descoberto e podemos dizer que o país está hoje mais rico. Vai passar a partir de hoje a haver a arquitetura de Sócrates nos anos 80, a de Taveira nos anos 90 e a dos outros. Sócrates é o continuador de Raúl Lino numa vertente ainda mais popular. O engenheiro soube casar o conceito de casa de banho com o de habitação usando sempre soluções geniais. Chegou ao ponto de ter aproveitado num dos projectos o bafo dos animais, dos bois e vacas, para aquecerem o andar de cima da habitação.
Foi aqui que se revelou o espirito ecológico do pai da co-incineração.


SÓCRATES PROJECTOU HABITAÇÃO POR CIMA DE CURRAL DE VACAS


O primeiro-ministro e ex-ministro do ambiente, José Sócrates, projectou uma casa, enquanto exerceu funções privadas de projectista de edifícios, na década de 80, por cima de um curral de vacas «sem drenagem de esgotos», segundo criticou a arquitecta que apreciou o projecto.

Um dos projectos consultados pelo jornal Público diz respeito a uma habitação na aldeia de Rapoula projectada, em 1983, em cima de uma «loja de vacas». A arquitecta, Maria José Abrunhosa, já falecida critica o projecto do primeiro-ministro e explica porquê: «A habitação projectada sobre a palheira existente apresenta as divisões anti-regulamentares, bem como janelas e beirados para terrenos particulares, além de, por se tratar de um prédio muito estreito, resultar esteticamente feio».

Sócrates: nova polémica
«Se vasculharem, arranjam mais manchetes»

O parecer aponta mais erros: «Também não pode sanitariamente aceitar-se uma habitação sobre uma loja de vacas, sem drenagem de esgotos (...)». Segundo o jornal, a licença da casa nunca terá sido emitida, mas acabou por ser construída em cima do curral, com o aval de Sócrates.

Projectos com «pouco cuidado»

No ano anterior, a mesma arquitecta atacou o «pouco cuidado» os projectos do primeiro-ministro: «Julgo de deferir o projecto, devendo no entanto chamar-se a atenção do técnico autor para o pouco cuidado manifestado na elaboração do mesmo». «Todas as peças têm de ser assinadas pelo autor do projecto. Não se aceitam rabiscos que não são nada em folhas de responsabilidade», lê-se numa informação de 1985, relativa a um projecto seu.

Novamente, em 1983, Sócrates autorizou a construção de uma moradia em terrenos agrícolas e fora do perímetro urbano, junto ao Mondego, em Porto da Carne. O projecto, da autoria de Sócrates, que viria a ser ministro do Ambiente, foi aprovado pela câmara contra os pareceres dos seus serviços e ainda dos ministérios da Agricultura e das Obras Públicas - estes últimos vinculativos.

O director regional de Coimbra dos serviços de Planeamento Urbanístico (Ministério das Obras Públicas) escreveu várias vezes a Abílio Curto a exigir o embargo e demolição da casa, mas a câmara nada fez. Pelo contrário, três anos depois aprovou uma ampliação da moradia com 168 m2. O projectista voltou a ser Sócrates, segundo o jornal Público.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

A mala de cartão de Robert Capa


Nick Knight fotografa arquitectura de Sócrates!

Depois das históricas edições sobre a arquitectura popular portuguesa, porque não uma brochura com a obra dispersa e desconhecida do mestre Sócrates ?
A edição em papel couchet, capa dura, lombada bem definida, seria de luxe. Arranjavam-se uns trutas da arquitectura nacional para prefaciarem: Taveira, Siza, Souto Moura e Teotónio Pereira. Podíamos pôr o Carrilho da Graça para dar um toque irritante.
Fotógrafo tinha de ser obrigatóriamente Nick Knight. Imaginem: grandes fotos feitas em formato quadrado, grandes, com luz a matar e o Pinho a pagar.
Título: A arquitectura na West Cost. Lindo ! Editores se forem a tempo para o Natal temos livro. Espera-se que Helena Roseta como passionária e ex-bastonária dos arquitectos também possa dizer de sua justiça.

FOTOGALERIA DOS PROJECTOS DE SÓCRATES

Arquitectura Sócrates:
CASAS TIPO MAISON COM JANELAS ESTILO FENÊTRE


É uma galeria para a história da arquitectura portuguesa. CLIQUE AQUI PARA VER. Os projectos que José Sócrates assinou na qualidade de engenheiro. Note-se que estas obras-primas foram assinadas antes do actual primeiro-ministro não ter a licenciatura da UNI e sem sequer saber ingês técnico. Se assim fosse estas pérolas teriam ainda outro fôlego. Na terra do Siza tudo é possível e Sócrates cumpriu a melhor tradição da arquitectura nacional: cabouqueiros encartados a assinarem projectos de arquitectura. E ele já disse que tem muito orgulho no que fez. Pudera ! Até tem no governo !