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domingo, abril 22, 2007

Governo publica na internet lista de cábulas

Gostei de ouvir hoje Marcelo Rebelo de Sousa pegar na minha alegoria ao curso saído na Farinha Amparo, de Sócrates. E gostei daquele " já se sabe que o curso dele não vale uma coisa por aí além, para não dizer NADA". Mais umas palavras assassinas ditas directamente de Maputo. E também acaba por ter a minha opinião sobre o discurso lamentável de Mário Soares na jantarada da FIL.
E, atenção: se o governo não fechar mesmo a Universidade Independente depois da farsa daquela conferência de imprensa, e que descaradamente procurava "limpar" Sócrates, então mais bronca virá.
Apesar de eu pensar que isto não vai parar. As ligações intimas e perigosas ao professor das 4 cadeiras, mais ao pai do engenheiro da treta, mais ao bancário Vara agora banqueiro, haja jornalismo de investigação e conte-se a verdade.

Sócrates que legitimou a devassa aos cidadãos, quer através do cartão único, quer através dos poderes exacerbados das finanças, sem que o cidadão possa ter mecanismos imediatos e acessíveis de contestação, talvez possa sentir na pele o que é a violência, mesmo quando praticada em nome da democracia.

O governo só tem uma saída: publicar na internet a lista dos cábulas, ao lado da dos contribuintes faltosos. Andam todos a enganar o país.


Vosso,

Luiz Carvalho

Jardim diz que Deus castigou Sócrates


Jardim: Problemas académicos de Sócrates são «castigo divino»
Os problemas enfrentados por José Sócrates por causa da polémica à volta do seu percurso académico são um «castigo divino pelo mal que está a fazer à Madeira e aos portugueses», defendeu hoje Alberto João Jardim.

«Nosso Senhor não castiga nem com paus nem com pedras. Ele [José Sócrates] quis fazer mal a tanta gente que agora está a ser castigado», disse na Camacha o presidente demissionário do Governo Regional da Madeira, durante o comício do arranque oficial da campanha do PSD para as eleições antecipadas de 6 de Maio.

O comício, que Jardim preferiu designar como «uma conversa olhos nos olhos com os madeirenses», ficou marcado por um feroz ataque ao primeiro-ministro e aos socialistas, a quem Jardim se referiu muitas vezes simplesmente como «aqueles gajos» ou «aqueles desgraçados».

O líder do PSD-M preocupou-se em desvalorizar o cabeça de lista dos socialistas na Região, Jacinto Serrão, fazendo questão de nem sequer pronunciar o seu nome durante os cerca de 30 minutos que durou a sua intervenção. «O senhor Sócrates é o meu adversário nesta eleição», frisou, responsabilizando o primeiro-ministro e secretário-geral do PS pela aprovação da Lei das Finanças Regionais que está na base da sua demissão do cargo de presidente do Governo Regional da Madeira.

Alberto João Jardim traçou como seu «desígnio pessoal» contribuir para a derrota de José Sócrates do Partido Socialista nas legislativas de 2009, considerando que as eleições antecipadas de 6 de Maio são uma «primeira oportunidade» para os madeirenses demonstrarem o seu desacordo com a política do actual Governo da República. «Em 2009 temos que pôr o Sócrates na rua. A 6 de Maio todo o país vai estar atento às nossas eleições», disse, acusando o PS de ter aprovado uma Lei de Finanças Regionais que é prejudicial para a Madeira apenas com o «objectivo de lixar o PSD».

Jardim chamou ainda «traidores e colaboracionistas» aos socialistas que aplaudiram a entrada em vigor da Lei das Finanças Regionais, dizendo que «o sonho de alguns é ver Lisboa a nomear um governador-civil para a Madeira». Mesmo sem referir o nome dele, considerou que Jacinto Serrão foi duplamente desautorizado pelo PS nacional, que este semana, pela voz de Vitalino Canas, veio contrariar o líder regional ao garantir que não vai haver qualquer alteração à LFR seja quem for o vencedor das eleições antecipadas. «Quanto mais falam mais se enterram», sentenciou.

Diário Digital / Lusa

sexta-feira, abril 20, 2007

As lágrimas amargas de um engenheiro

O jantar de ontem de aniversário do PS na velha FIL, em Lisboa, foi nem mais nem menos uma acção de graças ao grande líder “engenheiro”.
Sócrates parece adoptar alguns dos tiques do seu ex -colega de bancada televisiva, Pedro Santana Lopes: chorou (começa a ser uma linha dos socialistas depois de Sampaio) e sobretudo fez-se de vítima.

Mário Soares fez a apologia do governo, outra coisa não seria de esperar, mas ao justificar a embrulhada em torno do curriculum de Sócrates como uma cabala da direita contra o primeiro-ministro, dizendo que já o mesmo tinha sido feito a Ferro, foi descabido. Só reforçou a ideia na opinião pública que o descrédito do “engenheiro” está a ser remendado com desculpas de mau pagador, ou se quiserem, de cábula.

Sou simpatizante de Mário Soares mas confesso que me irritou ouvi-lo falar ontem. Que ele diria se o que se está a passar com Sócrates tivesse sido com Pedro Santana Lopes.

E já agora, também se pode dizer que muitas das coisas que se diziam de Santana eram do domínio da calúnia como aquilo que se pôs a correr de que ele daria festas noite dentro na residência de S. Bento. Cabalas é o que mais há em política, infelizmente.

A lamechice de Sócrates, logo seguida do triunfalismo bacoco ao referir os grandes sucessos do governo, não dão para rir, nem chorar, apenas lamentar profundamente. E quando Soares disse que este governo estava a governar para os mais carenciados, não sei o que terão pensado os desempregados, os funcionários públicos, aqueles que têm de recorrer ao Serviço Nacional de Saúde, e muito, muitos mais.
Eu por mim, que nem sou carenciado, pus logo a mão na carteira.

Vosso,
Luiz Carvalho

( depois de um leitor ter sentido a falta deste adeus!)

domingo, abril 15, 2007

Cavaco sobre a licenciatura de Sócrates:" Isso agora não interessa nada !"

Cavaco e Sócrates: uma relação de vento em popa

"Até choras por andar de lambreta!"- era uma frase que o meu pai gostava de usar para parodiar situações. Eu ouvia em pequeno e só mais tarde descodifiquei. Acho muita piada à frase. Aplica-se bem a esta montagem que descobri na net e que sintetiza a relação de proteccionismo do nosso PR ao nosso PM.

Ontem Cavaco em Santarém, onde eu estive hoje, dizia com aquele sorriso próprio de tímidos que a controvérsia sobre a licenciatura de Sócrates não tem importância dada a complexidade dos problemas do país. Portanto: se o país não tivesse chatices a trapalhada do canudo daria muito mais que falar e até podia ser mais cavada.

Depois da entrevista à RTP a coisa amainou, mas as novas trapalhadas voltaram a acender o rastilho.
O cinismo hoje de Marcelo na RTP foi mortal. Começou por desvalorizar a coisa, até porque há uma faixa de portugueses que está a defender a atitude de Sócrates porque se revê naquele tipo de baldas, depois Marcelo deu estocada final relançando a ideia de que aquilo foi mesmo um curso da treta.

Os fedorentos gozaram que nem os porcos. Está difícil para Sócrates passar uma esponja e limpar esta nódoa.

Seu

Luiz Carvalho

PS: Parece que os alunos vão poder faltar às aulas e não chumbar por faltas. Pelos vistos é o estilo e a prática do primeiro-ministro já a fazer jurisprudência. Depois queriam que os portugueses estivessem contra ele ? Excelência ? qualidade ? rigor? Ahahahahahahaah!!!!

sábado, abril 14, 2007

Meia Culpa: filha de criminoso é lá alternadeira, os mandantes licenciaram-se na cadeia

Há 10 anos Amarante era cenário de um trágico crime na noite. Um bar de alterne era atacado pela madrugada com clientes e alternadeiras lá dentro. Dez mortes, acho, e muitos feridos. Uma desgraça protagonizada por um outro dono de uma outra boîte, O Diamante Negro, em nome ao que consta de inveja e vingança.
Era uma história que desenhava um pouco o que tinha mudado na província portuguesa. O mundo rural dava lugar ao mundo suburbano, um mundo de droga, vicio, prostituição, negócios escuros. Portugal estava a mudar no final do Cavaquismo dos milhões da Europa, o tempo do dinheiro fácil, do facilitismo.

Por essa altura tudo se dava e comprava. José Sócrates era um obscuro deputado guterrista, pronto a enfileirar os conquistadores do novo poder alternativo ao acabadismo Silva.

Portugal mudou muito, mas nem tanto. Passados 10 anos a filha de quem mandou incendiar a Meia Culpa trabalha agora como alternadeira no mesmo local que o pai mandou liquidar na acção de 3 malandros que entretanto se licenciaram na cadeira. Mas ao que consta estudaram e fizeram exames.

Este país está cheio de óptimas histórias para o cinema.
Este país é uma fita.

VEJA AQUI A HISTÓRIA DE UMA ALTERNADEIRA

sexta-feira, abril 13, 2007

Licenciatura de Sócrates nos Lusíadas

As equivalências e os termos assinados,
Que na ocidental raia Lusitana,
Por cursos nunca antes frequentados,
Passaram ainda além dos seis dias da semana,
Em betão armado e pré-esforçado,
Mais do que prometia a desfaçatez humana,
E entre gente bem mais douta edificaram
Novo currículo, que tanto sublimaram;
E também as notícias gloriosas
Daqueles feitos, que foram omitindo
A Lisura, a Hombridade, as Virtudes valerosas
Das corporações que foram destroçando;
E aquele, que por obras viciosas
Se vai da lei da respeitabilidade libertando;
Sobranceiro, entre pares, no plenário,
Cantarei, se a tanto me ajudar o engenho sanitário.

No tempo em que os engenheiros falavam

Engenheiro Duarte Pacheco, quando ser engenheiro não era grau social

Nos meus 52 anos sou já do tempo em que os engenheiros eram uns tipos de tirar o chapéu.
Havia no Portugal antigo uma classe de técnicos de grande prestígio.

Eram os técnicos que tinham permitido a Duarte Pacheco fazer obra pública e a deixar para a História do país uma colecção de obras notáveis: o viaduto com o nome do dito, a ponte da Arrábida, os edifícios de referência como o Técnico, o EDEN, as avenidas novas, as escolas dos centenários…nunca mais acabaria de citar o que foi obra feita nos anos 40-70 do século passado.

O meu padrinho de baptismo era um engenheiro do Ministério das Obras Públicas, um técnico à prova de bala, o homem que introduziu em Portugal o betão armado e que projectou algumas das vivendas modernistas da Foz do Porto, no estilo Bauhaus. Era o engenheiro Jorge Viana, que no final de carreira era inspector superior do Ministério das Obras Públicas. Este grupo de notáveis também incluía arquitectos constituíam uma elite. Era um orgulho trabalhar com eles.

Ainda me cruzei na década de setenta - oitenta com alguns deles, com quem trabalhei como estagiário de arquitectura na Direcção-Geral das Construções Escolares, e como arquitecto na Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, entre 79 e 89.

Estes técnicos acabaram por contaminar em qualidade e excelência muitos ateliers privados para onde trabalhavam fora das horas públicas - como sucede hoje a muitos médicos.

Quando depois do 25 de Abril se começou a pôr em causa a exclusividade, alguns abandonaram o Estado, os melhores e mais bem pagos. Ficaram os que não tinham trabalho privado, ou seja: os medíocres. Os técnicos antigos reformaram-se, ficaram os novos formados sem o mesmo rigor e o saber. As Universidades entraram em roda livre depois do 25, as novas gerações eram mais ignorantes, com muito menos trabalho de campo e experiência.

Quando Sócrates quer ser engenheiro eu percebo: os agentes técnicos com quem trabalhei adoravam ser chamados de engenheiros. Era um estatuto de borla, para eles que nunca tinham conseguido fazer o que desejavam.: ser mesmo engenheiros.
Mas para isso teriam de ter o 7º ano, a difícil admissão ao Técnico, vencer os dois primeiros anos do Técnico, que não eram pêra doce. O mesmo se aplica aos arquitectos. Não era nada fácil entrar em arquitectura na ESBAL, mas já era fácil entrar em pintura ou escultura na ESBAL: para estes dois cursos bastava o 5º ano e um exame de desenho de estátua.

A mesma diferença de grau académico entre um agente técnico ( correspondente a um guarda-livros) ou um engenheiro.

Sócrates achou que com umas transferências, trocas e baldrocas, acabaria por ser um engenheiro. Para ele não era uma questão académica era uma questão de título.

Parece que 60 por cento de quem o ouviu na tv ficou convencida.

Num país de cábulas estavam à espera de quê ? Milagres ?

quinta-feira, abril 12, 2007

Sócrates venceu mas não convenceu

O povo respirou de alivio: o primeiro-ministro confessou-se ao país, justificou porque andou armado em engenheiro, fez de vitima, mostrou orgulho na sua carreira académica, falou firme, estava bonito na imagem, enfim: os portugueses por natureza pouco interessados em questões de lana caprina como o ensino, voltaram a identificar-se com o chefe.

Finalmente os cábulas têm cobertura ideológica e política, os xicos-espertos podem verificar que não estão sozinhos, os que se marimbam na academia e no estudo sentem-se, enfim, no país desejado.

Não sei o que sentirá o nosso Presidente Cavaco. Ele que alugou um quartito em Campo de Ourique, modesto, austero, que queimou as pestanas a estudar economia, que carregou com o peso dos dossiers e que depois rumou a Inglaterra para mais uns anos de marranço, que dirá deste passeio de Sócrates por 3 universidades para tirar um canudo inútil porque não dá para exercer profissionalmente o que devia dar. Isto é: ele estudou engenharia numa universidade que a Ordem dos Engenheiros não reconhece o curso.

É como tirar a carta de condução na escola da Brandoa e depois a BT não reconhecer a carta para poder conduzir.

Sócrates terá convencido os tolos e os ignorantes que se identificam com os cábulas. Mas a elite passou a olhá-lo como um provinciano, um novo-rico da política que faz do status um modo de vida. Um faz de conta.

Poderemos dormir descansados, que este homem nos vai cobrar impostos e tratar da vidinha ?

quarta-feira, abril 11, 2007

O desconsolo de Sócrates ao reitor Arouca

As perguntas a que Sócrates não respondeu

Do Público:

As perguntas que esperam uma resposta
As duas referências públicas do primeiro-ministro a este caso foram feitas
por escrito – ao PÚBLICO e à SIC –, mas nunca responderam a questões
concretas. Aqui ficam as questões mais importantes a que José Sócrates
deve responder para clarificar o dossier.
1. Por que razão José Sócrates deixou o ISEL para acabar o curso na UnI?
2. José Sócrates pediu equivalência a 25 cadeiras das 31 que completavam a licenciatura
da UnI. Acabou por receber equivalência a mais uma disciplina, ou seja, a UnI deu-lhe
equivalência a 26 cadeiras. Por que motivo no ISEL teria de completar mais 12 cadeiras
para se licenciar e na UnI apenas teve que fazer mais cinco?
3. António José Morais, então director do Departamento de Engenharia Civil da UnI,
leccionou quatro das cinco cadeiras concluídas na Independente. Segundo o próprio,
este grupo de disciplinas, algumas do 3.º ano, outras do 5.º, representava todas as
cadeiras leccionadas por aquele professor na UnI. António José Morais foi,
simultaneamente ao período em que lhe deu aulas, adjunto do secretário de Estado da
Administração Interna, Armando Vara, colega de Governo de Sócrates, e mais tarde
director do Gabinete de Equipamento e Planeamento do Ministério da Administração
Interna.
3.1. José Sócrates já conhecia António José Morais antes de este ser seu
professor na UnI?
3.2. António José Morais já havia sido seu professor no ISEL?
3.3. Por que razão José Sócrates não identificou António José Morais como
tendo sido seu professor, nas conversas que manteve com o PÚBLICO, ao longo
de uma semana?
3.4. Quantas horas de aulas por semana compunham o horário curricular?
4. Nessas conversas que manteve com o PÚBLICO, antes da publicação da primeira
peça sobre o caso, Sócrates afirmou-se “insultado” pelas perguntas que lhe foram feitas,
disse ter frequentado as aulas e concluído os exames com aproveitamento, mas nunca
forneceu provas sobre o que afirmava.
4.1. José Sócrates não guardou nenhuma prova documental da sua carreira
académica? Nunca levantou nenhum dos diplomas?
4.2. Qual o motivo que levou Sócrates a delegar no reitor da UnI todos os
esclarecimentos, documentais ou testemunhais, sobre o caso, sabendo-se que
Luís Arouca já havia estado na origem de indicações erradas sobre o seu
currículo publicadas no jornal 24 Horas, em que terá referido cadeiras que não
existiam no seu plano de curso?
4.3. Por que razão Sócrates se recusou sempre a responder por escrito às
perguntas formuladas, também por escrito, pelo PÚBLICO?
4.4. Como é que, durante quase uma semana, não foi capaz de citar um seu
colega ou um dos seus dois professores da UnI?
4.5. Qual o motivo por que não apresentou, por exemplo, a sua monografia de
Projecto e Dissertação, tese final do curso?
5. Da matrícula de José Sócrates na UnI consta que não apresentou qualquer documento
de prova das cadeiras já feitas no ISEC e no ISEL e só apresentou atestado das 12
cadeiras concluídas no ISEL, em Julho de 1996, ou seja, quando estava praticamente a
concluir o curso na UnI.
5.1. A que se deveu este atraso?
5.2. Como pôde a UnI aceitar a inscrição, aprovar um plano de equivalências,
permitir a frequência de aulas e a realização de exames sem o documento que
atestava as cadeiras finalizadas no ISEL?
6. Quatro notas das cadeiras concluídas na UnI foram lançadas em Agosto e o diploma
tem data de 8 de Setembro de 1996.
6.1. Sabendo-se ser anormal o lançamento de notas em Agosto, bem como a
passagem de diplomas ao domingo, que justificação é dada para isso?
7. Numa das folhas consultadas pelo PÚBLICO aparece a palavra “isento” no topo da
página.
7.1. Sócrates pagou propinas?
7.2. Que valor foi fixado?
7.3. A despesa entrou no IRS?
8. O reitor Luís Arouca disse por várias vezes que só conheceu Sócrates quando este
ingressou na universidade. No entanto, em trocas de correspondência anteriores,
Sócrates despedia-se “... do seu, José Sócrates”.
8.1. Quando é que Luís Arouca e José Sócrates se conheceram?
9. A que se referia José Sócrates quando, num fax enviado a Luís Arouca que está no
seu dossier de licenciatura, escreveu: “Caro Professor, aqui lhe mando os dois decretos
(o de 1995 fundamentalmente) responsáveis pelo meu actual desconsolo.”
10. Por que motivo não foram corrigidos todos os erros constantes da biografia
publicada no Portal do Governo, mantendo-se a referência errada a uma pós-graduação
em Engenharia Sanitária e continuando a ser omitido o MBA em Gestão já depois de o
termo “engenheiro” ter sido substituído pelo de “licenciado em Engenharia Civil”?

domingo, abril 08, 2007

A licenciatura SIMPLEX de Sócrates

Depois de Gago fechar a Independente Sócrates virá falar à Nação sobre as tropelias em torno do seu curriculum. Com diz hoje o DN online o primeiro-ministro irá usar a faculdade como bode expiatório. Mas eu gostava de saber se as questões abaixo postas são ou não são factos incontornáveis?

1- Em 1996 a Independente não licenciava engenheiros
2- Em 1996 não tinha conselho cientifico
3- O mesmo professor fez-lhe quatro cadeiras
4- O reitor fez-lhe o exame de inglês técnico
5- A filha do reitor assinou o canudo a um domingo
6- Os colegas não o viram nunca nas aulas. Só nos exames. Entrava, ficava a um canto e saía antes do fim.
7- O professor que lhe deu quatro cadeiras acabou no governo, era amigo de Vara ( que também se doutorou por lá num esquema semelhante) e acabou expulso do governo depois de ter nomeado uma empregada brasileira do restaurante Bacalhau para alta responsável), é ver no expresso de Hoje
8-Sócrates usava papel timbrado do governo para comunicar com o reitor

As embrulhadas não acabam.




Para quem defende o rigor, a qualidade do ensino, a excelência, a competência na função pública, para quem quer um país moderno, culto e capaz, não me parece grande curriculum, nem atitude recomendável.

Estes moralistas acabam sempre por revelar a sua verdadeira face.
Mesmo que o curriculum seja verdadeiro, e eu nem duvido, o que me parece evidente é que foi tudo saído na Farinha Amparo, sem esforço, sem rigor, sem qualidade. Simplex meus caros !!!

Motorista de Sócrates ia levá-lo às aulas à noite !!!

Muito bom o artigo no DN de hoje que em baixo transcrevo com vénia e mais uma novidade: o ex-motorista de Sócrates, quando ele era secretário de estado de Guterres, testemunha e diz que o levava às aulas e ficava à espera. Bom: que aluno interessado ele era ! Os meus alunos faltosos ponham aqui os olhos !!!

E já agora: éramos nós que pagávamos as horas ao motorista e as despesas ?



Na terça ou na quarta-feira, depois de Mariano Gago decidir o futuro da Universidade Independente, Sócrates fará uma intervenção pública em sua defesa, cujo formato ainda não está definido. Na segunda-feira à tarde, o ministro da Ciência e do Ensino Superior comunica a decisão do Governo sobre a Independente, que poderá passar pelo encerramento da escola.

Pressionadíssimo para vir a público defender-se, Sócrates decidiu ficar calado enquanto o processo de investigação à Independente não estivesse concluído. Agora, o DN sabe que o primeiro-ministro vai publicitar os diplomas do curso de Engenharia Civil que concluiu no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, a frequência do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, a licenciatura na Universidade Independente e o MBA concluído no ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa) com 17 valores.

Sobre as irregularidades processuais, Sócrates justificará que nenhum aluno pode ser responsável por trapalhadas de secretaria - como, de resto, já o seu gabinete veio a público declarar. Provavelmente, Sócrates aproveitará para lembrar que a Universidade Independente em que se matriculou era, à época, uma instituição tão honorável que Manuela Ferreira Leite, enquanto ministra da Educação de Cavaco Silva, lhe deu o alvará e o título de "instituição de utilidade pública". Sócrates justificará que frequentou o ensino superior durante seis anos - quatro no ISEC, um no ISEL, as cadeiras da Universidade Independente e o MBA no ISCTE -, o que fará dele um cidadão com um currículo académico acima de muitos dos seus críticos.

A falta da frequência das aulas, denunciada publicamente por alguns dos seus colegas, também será desmentida pelo primeiro-ministro. Uma curiosidade: o seu motorista, à época em que era secretário de Estado, ofereceu-se para testemunhar as noites em que ficou à espera que o então secretário de Estado de António Guterres saísse das aulas.

José Sócrates não poderá esclarecer todas as dúvidas que persistem em torno da licenciatura, nomeadamente o facto de não existir Conselho Científico (o órgão que dá equivalências) na altura em que pediu as equivalências. Dirá que fez o que qualquer cidadão faz quando se dirige a uma universidade reconhecida pelo Estado para ministrar Engenharia Civil, nomeadamente por Manuela Ferreira Leite, que agora o critica: pediu equivalências, deram-lhe.

segunda-feira, abril 02, 2007

O silêncio em volta da licenciatura de Sócrates

Sócrates faz de morto quando lhe convém.
Se alguém sabe usar o silêncio é Sócrates.
O que é notável num homem que se passa constantemente, tem mau feitio e berra que se farta ao telefone. É o animal feroz, segundo ele se confessou um dia no terraço do Hotel do Chiado ao Vítor Rainho, durante uma daquelas entrevistas de vida, caras ao Rainho e caras em si mesmas.

O primeiro-ministro fala, fala em excelência, acha que o MIT é uma coisa fabulosa para Portugal, mas quando lhe toca parece que acabou por tirar um curso á pressa.
Licenciaturas Simplex.
Claro que um canudo não faz de um burro um barra, mas convenhamos que é melhor termos um Primeiro-Ministro com uma formação académica notável a um agente técnico de engenharia que não se sabe bem como, acabou por se licenciar em engenharia. Aliás, Sócrates também não consegue explicar.
O Professor Karamba não fazia melhor !

Claro que os jornais têm silenciado esta cegada. E a oposição, talvez medrosa de arriscar porque porventura terá também alguns doutores de aviário nas suas fileiras, cala-se.

Hoje já se falava que um ex-braço direito de Barroso também lhe teria saído o canudo na farinha Amparo...

Se o Público e o Expresso não tivessem pegado na história outra vez já ninguém se lembrava do "caso do canudo do engenheiro primeiro-ministro passado a um domingo, assinado pelo reitor e sua filha." Lindo ! O Sr. lei do Noddy adoraria investigar !!! E no fim era o Mafarrico a ser apanhado.

Aflito o governo quer mostrar serviço e Gago manda fechar a Independente, como se o estado da desgraçada universidade tivesse alguma coisa a ver com o curriculum universitário de Sócrates, que mesmo que seja tudo verdade, já percebemos: cursos daqueles são às paletes. O Vara também tem um daqueles canudos e parece que quando foi Presidente do Instituto para a segurança rodoviária não se esqueceu de quem lhe deu a mão para fazer uns testes passáveis.

O homem que Sampaio obrigou Guterres a demitir, ogénio que inventou as matrículas K, a tolerância zero e as datas de registo dos carros nas matrículas ( tudo coisas que na Europa não existem), Armando Vara o bancário da CGD que virou banqueiro da CGD, depois de passar pelo governo PS, também é doutor da mula russa.

Fazem de mortos e esperam que o tsunami passe. Chiu!!...

Agora meus caros amigos: estou orgulhoso. Tenho mais habilitações do que Sócrates e o meu curso de arquitectura, se o quis ter tive de estudar e bem, depois de um dia de trabalho nas construções escolares. Andei 6 anos para ser arquitecto. Não me deram cadeiras, tirando a de estruturas do 2º ano a que passei com a cadeira de projecto ( acho que era assim que se chamava) por não ter havido professor.

Eu posso projectar uma casa mas se Sócrates fizer os cálculos... a casa nem se chegará a levantar. Como depois disto posso confiar neste homem para me governar ?

sexta-feira, março 23, 2007

Onde está o canudo de Sócrates?

O blogue Do Portugal profundo lançou a questão: Sócrates é mesmo engenheiro?

Depois a dúvida instalou-se na Nação: Sócrates tem canudo? Sócrates é engenheiro? Terá saído a Sócrates o Curso na Farinha Amparo?

" Quer ser engenheiro ? Simplex! faça como o engenheiro Sócrates: venha para a Independente e saia engenheiro contente!".



Na pátria dos patos bravos encartados, ser ou não ser cabouqueiro é tudo o que precisamos de saber.
Os engenheiros deixara marcas na História do país. Veja-se Guterres o engenheiro de correntes fracas, mas que em casa era incapaz de mudar um fusível !
Veja-se o "inginheiro do Norte carago" e outros ícones que têm feito deste país o clube dos amigos das secretárias e por outro lado um território construído como se fosse o somatório de muitas casas de banho com as paredes viradas para a rua.

Agora o mistério sobre a licenciatura de Sócrates na Independente no tempo em que era secretário de estado merece toda a investigação jornalística.

Quero saber se tenho mais habilitações do que o primeiro-ministro.
Quero saber se o compagnon de route de Sócrates, essa figura maior da democracia e da gestão da Caixa Geral de Depósitos, essa vara chamada Armando ( o homem que inventou as matrículas K e a data do ano de fabrico nas mesmas) e o grande idiota da tolerância zero nas estradas ( as pessoas têm memória curta é bom lembrar), o mesmo da Instituto da Prevenção Rodoviária que depois daquelas cegadas levou Sampaio a obrigar Guterres a demitir Vara, esse génio, afinal, parece que foi também encartada pela mesma Universidade!

Como querem falar de educação e de qualidade no ensino se afinal temos um Primeiro licenciado de aviário, que parece ter tanta vergonha do seu canudo que a página da Presidência do Conselho de Ministros lhe retirou o título académico desde ontem ?

Sócrates tem um curso simplex de engenheiro e pelos vistos vai querer aplicar a fórmula ao país. Imaginem uma universidade de canudos simplex: o aluno entra por um lado e sai pelo outro já formado, licenciado, apto.
Simplex
, meus caros.

Claro que ser ou não ser engenheiro não faz dele melhor ou pior Primeiro. Não ser verdadeiramente engenheiro para mim até é uma qualidade. Como arquitecto sempre detestei engenheiros em geral, gostando depois muito de alguns em particular.

Mas que tudo isto é irónico e revelador de um país não tenhamos dúvidas. Quando a credibilidade da formação académica de um primeiro-ministro anda nestes termos o que havemos de dizer dos outros que saem das faculdades ou daqueles que desistem de lá entrar ?

Depois dos jornalistas, dos médicos, dos advogados, dos políticos, da justiça, chegou a hora do descrédito das universidades. Mau, muito mau. Como sustentar uma sociedade democrático sem instituições credíveis, sem pilares ?