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sexta-feira, junho 01, 2007

Saraiva faz gaffe e chama Expresso ao Sol

Ontem na entrega dos prémios Meios & Publicidade, no auditório da antiga FIL em Lisboa, os presentes, largas centenas, não deram por mal empregue a noite. Uma cerimónia que estava a ser uma seca ( estas coisas são mesmo assim) acabou por se tornar numa sessão hilariante.

O Sol recebeu o prémio revelação porque competia com a revista "Tiro aos pombos" ( digo eu!). Depois de Nicolau Santos ter recebido os dois prémios consagrados ao Expresso ( melhor semanário e melhor suplemento, Única) Saraiva entrou no palco e atirou mais uma das suas frases que fazem História:“Não vou agradecer o prémio porque os prémios não se agradecem. Os prémios ou se merecem ou não se merecem. Este foi totalmente merecido pelo Expresso…”

Ahhhhhhhhhhhhh!! o auditório ri, os jovens apoiantes que na plateia tinham gritado salvas quando Saraiva subiu estavam agora off.
Depois o arquitecto continuou a falar mas a excitação do auditório estava ao rubro. Falar para quê ? A noite estava ganha.
E o EXPRESSO mereceu mesmo estes dois prémios. PARABÉNS.

O prémio Carreira que era disputado entre José António Saraiva e Almerindo Marques ( cuja carreira foi a de ministro socialista e de administrador da CGD e que acabou na RTP já depois de reformado de ouro) acabou por calhar a Almerindo.

Aqui Saraiva também não tem razão: os prémios nem sempre se merecem e o prémio de carreira para ele até tinha sido bem merecido. O pior são os anticorpos...

sábado, fevereiro 17, 2007

EXPRESSO TV- em estreia

A entrevista ao Primeiro-ministro, esta semana no Expresso-Única foi também gravada para televisão. É o novo suporte do Expresso, numa nova linguagem multimédia. Não posso deixar de sentir uma sincera alegria por este passo verdadeiramente inovador em Portugal.

sábado, outubro 21, 2006

Fotojornalistas de olho no vídeo

O editor executivo de fotografia do Daily Telegraph acaba de chegar à chefia do jornal ( desde o passado dia 16) e está decidido a fazer uma revolução multimédia.
" O futuro dos fotógrafos do telegraph é o vídeo" - disse Stuart Nicol fazendo uma previsão do que será no futuro próximo a relação do fotojornalismo do telegraph com a fotografia e o vídeo, a edição em papel e edição online.

Na Associação de Imprensa, de que Stuart Nicol foi presidente até janeiro passado, 42 fotógrafos estão já equipados com as novas Canon S3, uma pequena câmera de 500 euros que permite fazer num cartão de 2 gigas 16 minutos de vídeo com qualidade óptima para a internet e ao mesmo tempo fotografar numa resolução superior para se obter uma fotografia com definição suficiente para publicar no papel.

O que o novo editor de fotografia do telegraph pretende é introduzir um novo conceito multimédia no fotojornalismo, o que me deixa muito entusiasmado.
Sinto que não estou só.
Quando estive de editor multimédia no EXPRESSO, antes do cargo que agora ocupo de coordenador-geral de fotografia, introduzi algumas experiências com fotógrafos que resultaram. Uma delas foi feita por António Pedro Ferreira durante uma entrevista a Bill Gates. A meu pedido ele fez um pequeno vídeo com uma câmera amadora, mas de excelente qualidade, e pusemos o vídeo a correr online anunciando a entrevista de Sábado no papel. Eu mesmo filmei a apresentação da candidatura de Cavaco em vídeo e transformei um pequeno vídeo que passou online numa versão em slideshow a preto e branco feita com frames do filme e passados a preto e branco.
Algumas vezes fotógrafos em reportagem enviaram-me fotos feitas com telemóvel, em cima do acontecimento, ultrapassando a agilidade das agências, da rádio e das televisões. O online permite este desafio e é uma das características que me leva a adorar este meio.

Mas o que está a mudar no fotojornalismo é muito relevante.
Fotógrafos como Cristopher Morris e Nachtwey da Agência Seven ( verdadeiros gurus do fotojornalismo) já falam em audio e video para ilustrarem melhor as suas fotografias e o melhor exemplo, sublime mesmo, é o site Magnum inmotion que sendo produzido pela mais prestigiada agência de fotojornalismo, criada em 1946 por Henri Cartier-Bresson, é o mais avançado em expressão multimédia tendo como base as fotografias e os fotógrafos mais ortodoxos da história do fotojornalismo.

A relação entre técnica e estética ( um dos temas caros para mim nas minhas aulas na Universidade Autónoma) não pode ser alienado. A nova tecnologia digital, barata, eficaz, acessível para o utilizador está a abrir novos horizontes para o fotojornalismo.
A convergência da fotografia com o video e o audio na mesma câmera e na mesma work station, com ferramentas que se cruzam e completam é o verdadeiro mundo multimédia.
Se cruzarmos as edições tradicionais de jornais em papel com as edições online então percebemos como o fotojornalismo tão ligado ao papel tem agora o seu golpe de asa: o vídeo e o audio como complemento para o online.

Este é um grande desafio de futuro que precisa de fotojornalistas abertos e entusiastas pelas novas linguagens e de jornais onde se sinta a necessidade inevitável de apostarmos no futuro. Não no descrédito do papel.
Mas sim no entendimento que uma marca vende no papel, na net, nos telemóveis, nos outdoors, nos ipods, na televisão ou até em sinais de fumo se os leitores preferirem esta forma de comunicação.

segunda-feira, outubro 09, 2006

As birras com o Expresso

Uma amiga de longa data escreveu-me a dizer que ia deixar de comprar o Expresso porque trazia um erro nas palavras cruzadas. Ela que é professora de português, sábia em latim, estava indignada. Expliquei-lhe que errar é humano e que o latim é mais traiçoeiro do que a língua portuguesa ( nem sei se isto dito assim não é já uma blafésmia!).
A verdade é que o Expresso sempre provocou reacções destas de amor e ódio. É um dos mistérios do Expresso. Mesmo na minha família há quem me diga abertamente, como se eu não fizesse parte do jornal e não sabendo que ele é uma grande parte da minha vida, que não compra mais o Expresso, que prefere o Público, ou que o Sol traz muito que ler. Quando pergunto o que leram no tablóide não se lembram de uma notícia.
O meu pai que tem uma tabacaria que vende 50 Expressos estava tão zangado por não lhe terem mandado mais jornais que quase se zangava comigo como se eu tivesse culpa."Depois admirem-se de eu vender Sóis!". Quando viu a distribuição reforçada nada me disse e também não comentou que tinham sobrado dezenas de tabloídes radiosos e que o jornal que dá emprego ao filho e que tem muito do filho afinal esgotou sempre.
A minha amiga vai decerteza continuar a comprar o Expresso.
Ela vai compreender que estamos a fazer um jornal exigente no desenho,nas fotografias, mas sobretudo no conteúdo e na forma sintética e essencial de darmos notícias.
A qualidade vem sempre ao de cima quando o azeite é bom.
Quanto aos azeiteiros têm poucas hipóteses de boiar.