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domingo, novembro 18, 2007

Sábado no Porto

O meu diário fotográfico de Sábado 17 de Novembro no Porto
Fotografias: Luiz Carvalho























quarta-feira, setembro 26, 2007

Mourinho chega e o povo aplaude derrotados

Estou enganado ou fomos ao aeroporto feitos totós aplaudir uma equipa de derrotados ?
Os tipos da Selecção de Râguebi são porreiraços, levam no corpinho, partem braços e ombros, chafurdam na lama e têm o melhor cozido à portuguesa no seu restaurante do Clube de Monsanto...mas perderam. Certo? E até me pareceu que perdemos contra um país como a Roménia, ou daquela zona deprimida. Perdemos, ok. E agora são heróis ?

Isto fez-me lembrar aquelas recepções aos cançonetistas ao Festival da Eurovisão no tempo do Botas: perdíamos que nem uns desgraçados mas os fãs corriam ao Aeroporto da Portela para transformarem os tristes rouxinóis em bravos cantores da Pátria. Poupem-nos !

Nós portugueses temos este espírito masoquista, a boa vontade cristã. Adoramos dar esmola, perdoar aos " losers "e até batemos palmas àqueles que pelo murro se vão da lei da derrota libertando.
Depois do silêncio do povo em volta da escandaleira Scolari, batemos agora palmas a derrotados. Vamos esquecer o Mourinho porque é rico, vencedor, tem personalidade e foge à regra do portuguesinho mediano. Mourinho detesta calões, indisciplinados, perdedores, chorinhas, acomodados. Portanto: é um snobe, mau português e pior chefe de família.
Quando um país se deslumbra com derrotados, estão à espera de quê ? Milagres ?
Só se for de Fátima que ganhou ao Porto !!!

sábado, setembro 01, 2007

Rio gostou dos bois voadores

Quando falaram da insegurança dos aviões Red Boi sobre o Porto, Rui ficou histérico. Ele tem lá dentro uma excitação contida. Rio é uma panela de pressão. O homem que puxa da pistola quando lhe falam de cultura estava radiante com as piruetas dos malucos das máquinas voadoras e deitou a língua de fora ao Meneses e às vezes. O Porto é uma "naçon" e pelos vistos uma pista de piruetas para tarados com asas.

Porto, insegurança na noite e nos aviões


O Porto está na moda. Pela violência nocturna, pelo festival dos aviões e pelo regresso de Pinto da Costa ao amor ( falarei no post seguinte).

A violência que marcou a cidade invicta faz-nos lembrar cenas mafiosas, talvez o Polvo.
Um Mercedes que passa rápido e no trajecto descarrega rajadas de metralhadora é uma cena digna de uma fita. O João Botelho podia inspirar-se nesta descrição da morte do empresário da noite. Talvez os seus filmes lentos se tornassem mais apelativos, tal como o seu clube.Eu fiquei surpreendido e apetecia-me, mais uma vez, fazer um script para um filme.
Faltam-nos guionistas, sobram-nos argumentos.

Quanto ao festival aéreo continuo não perceber como se pode autorizar uma prova daquelas num sítio daqueles. Se por acaso um daqueles aviões se despistar e cair sobre a multidão ou sobre o casario como vai ser ?

Andamos a falar de segurança activa, a discutir a proximidade dos aeroportos das cidades e depois permitimos acrobacias sobre uma cidade, com 600 mil pessoas a assistirem ?

E quem paga aos 1500 polícias, mais bombeiros e outras forças públicas ? Nós ? O Rio ? O Sócrates ? Gostava de saber e que alguém pudesse responder aos portugueses.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Excertos de "Eu Carolina" para rir e chorar


Uma dança ao som de Brand New Days, de Sting, celebrou o princípio da relação entre Jorge Nuno Pinto da Costa e Carolina Salgado, que esta quinta-feira lançou um livro que não deve estar muito tempo nos escaparates.

"Eu, Carolina" é um livro de 162 páginas que compromete Jorge Nuno Pinto da Costa em muitas situações, nomeadamente no que diz respeito ao processo Apito Dourado.

No início do livro, Carolina revela que conheceu o presidente do FC Porto, com a mediação de Reinaldo Teles, um dos homens da SAD portista que frequentava o Calor da Noite, bar de alterne, onde a autora trabalhava madrugada dentro.

Joaquim Oliveira, empresário dos media, também frequentava o local assiduamente, e quando surgia era “sinónimo de festa de arromba”.

“As minhas pernas começaram a tremer, senti um frio no estômago e tive que sair da pista de dança”, lembra quando viu Pinto da Costa pela primeira vez.

“Previ que estava a nascer um grande amor e não me enganei. Dançámos três músicas seguidas e a sensação que tinha era que apenas existíamos nós, não havia ninguém em volta. Fez-me sentir uma verdadeira princesa”, confessa.

Estávamos no Outono de 2000.

Depois, o início das revelações que comprometem Pinto da Costa: “Sempre que, durante um jogo, o Jorge Nuno achava que o árbitro tinha prejudicado o FC Porto, ligava ao senhor José António Pinto de Sousa, presidente do Conselho de Arbitragem, que lhe atendia o telefone, começando por manifestar a sua indignação perante a incompetência do árbitro, mas acabando sempre por marcar um jantar para fazer as pazes.”

Pinto da Costa festejou vitória da Grécia

Uma das confissões mais relevantes da ex-mulher de Pinto da Costa reside no facto de o presidente do FC Porto ter festejado o triunfo da Grécia no Euro 2004.

“O Jorge Nuno alterou-se com o senhor Scolari quando percebeu que este não cederia às suas vontades. O que incomodava Jorge Nuno era o facto de toda a gente ter percebido que o presidente do FC Porto perdera o poder que gostava de ostentar sobre todos os aspectos do futebol português, incluindo a equipa de todos nós. Conheço casas onde o desaire [refere-se à derrota de Portugal na final do Euro 2004 com a Grécia] foi festejado com a abertura de uma garrafa de champanhe. A minha, por exemplo. E assumo o risco da impopularidade que uma revelação destas pode causar. Politicamente falando era intolerável para o Jorge Nuno ter de suportar a vitória portuguesa no Euro 2004, que, para ele, não seria mais do que o sucesso de Scolari contra a sua pessoa“, revela.

Apito de alerta do amigo Lourenço Pinto...

Como dissemos acima, Carolina Salgado confessa ao pormenor como Pinto da Costa geriu a sua vida quando o processo Apito Dourado rebentou.

“Foi o doutor Lourenço Pinto quem, às sete da manhã, nos telefonou para casa avisando que o major, o doutor Pinto de Sousa e alguns funcionários da Câmara de Gondomar tinham recebido a visita da PJ. O Jorge Nuno ficou deveras perturbado com o que estava a acontecer ao major. Receava que o major ou Pinto de Sousa falassem de mais. Esta era a sua preocupação”, relata.

Na véspera da sua detenção, que nunca chegou a acontecer, Pinto da Costa contou com uma preciosa ajuda, nada mais nada menos que Lourenço Pinto, advogado do major Valentim Loureiro.

Tendo em conta o acontecimento, o conhecido advogado, segundo Carolina Salgado, marcou um almoço no restaurante Boucinha, em Vila Nova de Gaia.

“À mesa fomos informados com pormenor da situação. Na manhã do dia seguinte, uma brigada da PJ iria entrar na nossa casa e na casa de Reinaldo Teles com mandados de busca e de detenção (…) Foi muito acentuado que os agentes eram de Lisboa, como se por isso o perigo triplicasse, o que não me pareceu uma análise correcta. (…) Quer o Jorge Nuno, quer o Reinaldo Teles ficaram petrificados com as informações. O Reinaldo ficou branco, quanto ao Jorge Nuno, o que ouviu, da boca do dr. Lourenço Pinto, deu-lhe positivamente a volta à barriga. Não havia tempo a perder. O Jorge Nuno tinha de sair do país”, diz.

António Araújo não foi avisado, segundo Carolina Salgado, por ser “o elo mais fraco” e para que a estratégia montada “funcionasse na perfeição”.

A mãe de Carolina estava incumbida de atender os agentes da PJ, tendo de dizer a frase previamente combinada: “O senhor Jorge Nuno e a esposa aproveitaram o feriado para dar um passeio.” Isto numa altura em que o casal se encontrava na Galiza.

Como curiosidade, a mulher de Reinaldo Teles recebeu os agentes da PJ com uma frase elucidativa da sua seriedade: “Não dormiu cá. De certeza que passou a noite com alguma amante!”

Reinaldo Teles pernoitou num hotel do Porto.

Carolina Salgado lembra que ela e Pinto da Costa resolveram deixar o cofre da casa aberto, “numa atitude de descaramento e provocação”.

Já em Espanha, “Jorge Nuno acusava o Major de ter falado de mais e não ter cuidado”.

Confraternização com árbitros
Para sustentar a sua tese, Carolina faz uma confissão bastante perniciosa para o líder portista: “Os árbitros Martins dos Santos e Augusto Duarte eram visitas de nossa casa, sempre trazidos pelo António Araújo. Por ser muito cuidadoso, Jorge Nuno nunca falou com um árbitro ao telefone, nem precisava de o fazer, visto que eles iam lá a casa para confraternizar.”

No dia do encontro, em casa, com o Beira-Mar, a contar para a Liga, Pinto da Costa combinou ir depor. Mas se ficasse detido havia uma estratégia bem montada: “Se, por acaso, Jorge Nuno ficasse detido por ordem da juíza, tal como aconteceu com o major, os Super Dragões invadiriam o Tribunal, destruindo tudo à sua passagem, e libertariam o presidente. Cá fora, eu estaria à sua espera num local previamente combinado e fugiríamos para Espanha, de onde só regressaríamos sabe-se lá quando.”

Entretanto, Carolina recorda que teve o “desprazer de ouvir Joaquim Pinheiro [irmão de Reinaldo Teles] dizer em voz bem alta que se não fosse ele o presidente estava engavetado, devido a uma informação de um amigo seu da PJ do Porto”.

Redacção Sportugal