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sexta-feira, maio 14, 2010

José Luis Saldanha Sanches


Fazia parte do meu imaginário revoluçionário desde a minha adolescência. Ele vivia na Avenida da Igreja, perto do Largo de Alvalade, e via-o muitas vezes ainda antes do 25 de Abril. Lembro-me do seu pai muito parecido fisicamente com ele.

Os meus amigos do largo acima (o Feitor Pinto) falavam-me dele. O MRPP tinha uma militância fervorosa e dedicada. Alguns desses militantes eram estudantes de económicas e filhos de pais que serviam o regime.

O Saldanha Sanches foi um herói dos tempos do COPCON quando o Otelo mandou para a prisão umas centenas de putos irreverentes, idealistas e que achavam (e bem!) que o 25 de Abril era uma golpaça militar e não uma revolução. Voilá!

A morte do revolucionário deixou-me triste.

Há cada vez menos gente na política ( e no resto) com convicções, causas e uma infinita generosidade. Claro que muitos daquela geração acabaram nos partidos mais capitalistas e liberais. Mas mantiveram um fundo humanista e uma consciência política da sociedade acima de qualquer cabotino com o curso tirado a seguir à missa de domingo.

Era um radical. E ainda hoje parecia querer "vingar" através dos impostos o que já era tarde para emendar pela revolução atirada para as calendas. Mas o seu desaparecimento é uma grande perda humana, moral e a defesa da ética fica órfã, ou pelo menos mais desamparada.


sexta-feira, junho 29, 2007

Catedráticos chumbam SS

O chumbo a SS ( Saldanha Sanches) não deixa de ter a sua piada. Afinal o crânio não é assim tão querido e estimado nas instâncias académicas. Claro que o militantismo austero maoista deixa sempre aquela marca de competência. Foi para isso que eles andaram anos a aprenderem a tomar o Poder pela força e a saberem lavar eficazmente as cabeças do povo incauto.

Como não puderam fazer a revolução estão agora nos cinquenta a tentarem fazer a perseguição à classe média e aos empresários. É a revolução tranquila. esta gente deixou passar uma falsa mensagem: em Portugal os profissionais liberais são ladrões que não pagam impostos, os ricos uns javardos capitalistas, o futebol uma chaga de Cristo e lá em cima estão os justiceiros.
SS sonha com um país de escravos contribuintes a pagarem os abusos do poder socialista, no Estado, nas autarquias. Estes iluminados querem uma Albânia de rosto moderno, com cábulas no poder e frustrados revolucionários nos postos de comando.

Este discurso é ácido e radical. Pois é. E eles que são ? Moderados, como a nova lei do trabalho, como os castigos por delito de opinião ? Querem mais ?