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sexta-feira, setembro 12, 2008

Canon pro de fotografar vai também filmar

Acalmem-se: já não há dois jornalistas num só, os tais multimédia. As câmaras também já o são. Depois da Nikon ter metido vídeo numa reflex, chegou a vez da Canon anunciar para a semana uma nova 5D com 24 mégapixels, full-frame e....VÍDEO. A Canon já tinha a tecnologia muito avançada e experimentada na G9 e parece que foi só o tempo de ter adaptado o conceito e a técnica a uma máquina profissional, ou semi se quiserem.
Estas ferramentas provam que o jornalismo visual e a fotografia estão a mudar e que as plataformas digitais onde são editadas e divulgadas as imagens já não contemplam só a fotografia parada.
O mercado dos jornais on-line, blogues, sites e apresentações públicas exigem pensar em novas dimensões da fotografia.
Considero que é muito importante serem os fotógrafos a tomarem as rédeas deste processo e não o deixarem entregue à gente do vídeo, "repórteres de imagem" (buauaauau), canalizadores e bate-chapas.
Voltarei ao tema.

PS: parece que acrescentei uns megapixels que já retirei ::)))

quinta-feira, outubro 18, 2007

Canon, assistência má em câmara boa

James Nachtwey de Canon em acção no Soweto

Quando em 1990 fui à Canon em Lisboa e lhes propus para ficarem com as minhas Nikon e me venderem Canon Eos 1, como a marca o estava a fazer lá fora aos fotojornalistas, quem me recebeu ficou de boca aberta. Claro que me disseram não passados dias.

Entretanto fui a Nova York e comprei num armazém de judeus da Rua 42 a minha primeira EOS1. Mesmo à porta comecei a fotografar em autofocus e automático, e nunca mais parei de o fazer até hoje.
A Canon é o BMW das máquinas fotográficas. Tem fiabilidade, design, é rápida, inteligente, é a câmara mais amiga do fotógrafo. Não é por acaso que todos os grandes profissionais de todo o Mundo a preferem, tendo destronado a NIKON, uma marca mítica até à F3. Claro que não são as máquinas que pensam as fotografias, nesse sentido tudo serve para disparar.

Posso dizer que fui o primeiro fotojornalista em Portugal a usar Canon e muitos colegas passaram-se para o lado Canon por minha influência. O Gageiro já usava Canon desde os anos 70.
A Canon portuguesa, até há 5 anos atrás, era de uma eficácia e de uma simpatia inexcedível para os fotógrafos. O José Manuel teve aqui um papel muito importante, era um bom interlocutor, arranjava preços imbatíveis, emprestava material quando o nosso se danificava. Tínhamos a Canon como uma marca que tinha os profissionais em grande conta. Contávamos com ela.

Hoje tudo mudou. A assistência Canon tornou-se numa lástima. É cara, lenta, impessoal, burocrática. Está-se nas tintas para os profissionais e cobra preços aos amadores exorbitantes. Demora meses a reparar ninharias e já nem dá material de substituição.
Isto torna impraticável o trabalho dos profissionais, e frustrante os problemas dos amadores.
É um serviço pós-venda digno de uma dessas marcas da treta sem representante.
Imaginem que compram um BMW e não há pastilhas de travão para mudar.

Como a representação passou para mãos espanholas, e como o mercado português não é relevante, a assistência "lhega quando lhega".
Pode sempre mandar-se o material por DHL para Espanha e repará-lo lá. E vai ter de assim ser se os fotógrafos em Portugal ainda insistirem em usar Canon.
Não há saída: a Canon é uma câmara única e vamos ter de viver com esta vergonhosa representação.

Aliás a Canon não está só nesta miséria empresarial: a Apple não tem representação em Portugal ( os tugas adoram windows, que aliás é um sistema que lhes fica a matar!), só tem revendedor. A semana passada para encomendar online um livro digital tive de pôr no endereço Lisboa, Espanha, para o livro cá vir ter. E veio !