quarta-feira, janeiro 05, 2011

O totonegócio do BPN. Totós somos todos nós!

Uma campanha presidencial não se deve resumir a questões como aquela levantada acerca das acções que o ex- secretário de estado de Cavaco e seu apoiante directo na 1ª candidatura de há 5 anos, Oliveira e Costa facultou ao professor de economia.

A notícia foi dada em tempos pelo Expresso, com o documento onde se via assinado pelo punho de Oliveira e Costa o preço das acções, o que deixou o Presidente muito irritado.

A verdade é que esta questão nunca foi esclarecida por Cavaco.

Com a sua habitual queda para mudar de assunto e fazer-se de desentendido, dizendo que está a ser insultado e alvo de uma campanha negra ( argumentos iguais aos de Sócrates quando é atacado), Cavaco despacha os curiosos para um site, ou para o Tribunal Constitucional, ou atira frases tipo:" Isso nem merece resposta!". Uma frase da família das mastigadelas no bolo-rei. Aliás Cavaco deveria passar a andar com uma fatia de bolo-rei por perto. Quando lhe perguntassem sobre o destino que deu às acções, media o bolo-rei na boca e mastigava, mastigava....

O que está em causa é uma coisa muito simples: um político não é um cidadão como os outros. Tem deveres de transparência, mesmo na zona privada, diferente dos outros.

As acções que Oliveira e Costa vendeu a Cavaco não estavam à venda na praça pública. Ele, Cavaco,teve acesso privilegiado na hora da compra e no momento da venda. O lucro foi bestial. Para quem desejava exercer um cargo de PR foi um erro crasso. Um político não se pode meter neste tipo de aventuras bolsistas com ganhos fabulosos e depois de ser eleito andar a distribuir pesares e a chorar os coitadinhos. Ou a pedir para os portugueses trabalharem quando ele facturou numa operação triunfo.

Estamos a falar de uma operação legal mas pouco ética para ser feita por um político. E nem me recordo de nenhum político que o tenha feito com tanto sucesso.

Alguém imagina Vara a vender acções a Sócrates e este ganhar um balúrdio? O que aconteceria depois?

Para azar do candidato Cavaco, as acções em que ele ganhou a valer faziam parte de um banco que era um casino que nos está a custar 5 mil milhões. Pior: um dos dirigentes do banco foi nomeado por si conselheiro de estado e nunca criticado por Cavaco. Aliás Cavaco só critica a gestão depois de Oliveira e Costa e não o período do regabofe que coincide com o negócio.

Esta questão não é folclore. Duvido que isto na América não fosse fulminante para um candidato.

1 comentário:

  1. Nem mais.Dizer o contrário, é fazer de todos nós, um bando de mansos ....e para mansinhos, já basta os "merdia".
    Nem gosto ,aliás, destesto o engenheiro,mas,ver hoje o PSD com o Relvas, tão nervoso, na SICN foi um gozo!!!L.R.

    ps. isso de democracia na AMÉRICA, é só para citar, quando dá jeito a este bando de canalhas.

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