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domingo, julho 12, 2009

Recepção do Hospital de Santiago do Cacém com tratamento abaixo de cão

Sou acordado às 5 da manhã com um telefonema. Um familiar meu sentiu-se mal e foi parar ao hospital de Santiago do Cacém. Arranjo-me rápido e chego por volta das 8,30 à recepção do hospital. Pergunto pelo familiar internado, resposta rápida, a olhar para o lado do funcionário:" só às 10,30 é que pode saber".

Eu insisto, que estou preocupado, que tenho o direito a saber, resposta do funcionário:" Você está muito nervoso!..."- eu repondo-lhe: nervoso vai ficar você quando eu participar de si se não for aí ao computador e não me disser onde está e como está o meu familiar. Resposta dele, depois de finalmente ir ao computador:" Ah, não está internado, está na urgência, mas tem de esperar meia hora, o enfermeiro-chefe está a mudar de turno!".

Vou para a porta do "banco", vejo um médico a sair, interpelo-o e diz-me de imediato: Esse seu familiar está bem disposto, está ali no corredor a tomar o pequeno-almoço, venha comigo. Entro com ele e ali estava tudo a correr bem e com alta dada dali a vinte minutos. Uma postura irrepreensível e profissional do médico.

Este é o retrato dos serviços públicos. Não há normas de atendimento e os funcionários dão-se ao luxo de se comportarem como senhores e donos dos serviços e de tratarem quem querem como querem.

Claro que posso participar do incompetente, pago com os meus impostos e que usurpa o seu lugar de trabalho como se fosse uma quinta sua. E, pela idade que mostrava, deve ter este comportamento há muitos anos na maior das impunidades. Isto não tem só a ver com governos, ministros e aparentados. Isto tem a ver com a nossa cultura arrogante, burocrática e incompetente, que os governos promovem mas com que todos nós pactuamos.

Pensando bem vou mesmo participar do idiota.

4 comentários:

  1. A postura do médico foi profissional porquê? Por ter "desenrascado" a informação? Por ter facilitado ao acesso a uma zona vedada ao público?

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  2. Segundo o postulante anterior quem merece a participação é o médico. O funcionário é só um coitadinho, que so faz o que lhe mandam.

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  3. Anónimo7:20 p.m.

    Atender com simpatia e eficiencia um familiar dum doente prestando-lhe a informação de que ele necessitava é, EVIDENTEMENTE, sinal de bom profissionalismo para além de uma postura humana irrepreenssivel.

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  4. Anónimo3:50 p.m.

    Nesse mesmo dito hospital conseguem ter doentes diabéticos no corredor das urgencias 20h sem comerem.Como é possivel? Por quê o atendimento neste hospital continua menos bom!

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