quarta-feira, junho 25, 2008

Sá Fernandes pactua com algazarra nocturna


Cristina Francisco mora na Rua das janelas Verdes, em Lisboa, e foi hoje dizer ao empata Sá Fernandes, na Assembleia geral de Câmara, que não dorme há 1 ano por causa do barulho de 4 bares abertos que fazem barulho a noite toda na sua rua.
Pois bem: em vez de tomar uma atitude rápida e eficaz de forma a acabar com a bandalheira, o nosso empata bloquista respondeu com uma frase burocrática que " embora haja medições de ruído têm de ser feitas pelo menos 4 vezes para depois se agir". Ora como os tipos dos bares parece que são avisados calam-se no minuto de fazer o teste. Logo: fica tudo na mesma.
Mas o que me parece mesmo grave é ter de se fazer testes para se perceber e proibir bares abertos em zonas de habitação. Os bares deviam pura e simplesmente ser proibidos nas zonas de habitação e muito menos permitir-se a possibilidade de se fazer barulho e quebrar o sossego de quem paga casa, impostos municipais e diabo a quatro.

Esta mentalidade que se pode fazer barulho por tudo e por nada e aquela resposta que "até à meia-noite e ao fim-de-semana se pode estrilhar na maior" é mesmo típica de um povo que acha que não deve comer chouriços feitos pela tia Emengarda de Currais de Cima, nem fumar Partagas apertados à mão, mas que pode gritar que nem selvagens e não respeitar ninguém.

Os direitos mais elementares dos cidadãos são desprezados e não há quem os defenda. Há anos fui fotografar uma família que vivia no prédio do Frágil e tinha que levar com a bagunça até às 6 da manhã, fora os prolongamentos. Viveram anos naquele inferno.

O rendido aos encantos socialistas, o empata que tanto dinheirinho fez gastar aos contribuintes por birras de menino esquerdalho mimado, agora aluga praças para stands nocturnos de carros e pactua com a arruaça de bêbados e inúteis que em vez de dormirem para poderem ir trabalhar, destroem a paz e o sossego de quem paga IMI.
Que tal um buzinão por baixo do quarto do camarada ?

9 comentários:

  1. Bom...

    Que o Zé (que tanta falta fazia) se esgotou, plenamente de acordo.

    Aliás, tanto ele como todo o movimento, coligação, grupo de amigos e sei lá mais o quê daquela "coisa" que alimenta a ideia de que um dia será ou fará parte de um governo.

    Sobre o post merece-me apenas um acrescento, mais de carácter técnico até porque se trata de uma área em que me movimento à vontade.

    Não será necessário, até considero dispensável que os bares tenham a "manha" de baixar a "música" em dia de medição acústica.

    As equipas que os realizam até os fazem com os bares fechados e é possível mesmo assim calcular o espectro de poluição sonora, posteriormente complementada com realização de trabalho em pleno funcionamento das actividades.

    Não vos vou cansar mais com esta m*rdices burocrático-técnicas.

    Tudo se resume a vontade politica.

    Se as medições tardam certamente é porque existe complacência o que traduzido na linguagem que este como outros milhares de Vereadores do rectângulo entendem, significa o "contar" dos votos de quem é incomodado e de quem se diverte.

    Sabem, é que eu resido numa região onde ruído é sinónimo de praia, tão conhecidos são.

    Este Vereador que tanto se arvorou defensor das causas populares, se não se rendeu à estória do "Braga-Parques", pelo menos se vendeu ao poder socialista.

    Quem goste dele que o compre.

    Desculpem o incómodo.

    Cumprimentos,

    Camila

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  2. O ruído é um problema muito subestimado. 'Eles' vivem lá onde o isolamento é bom e nem sonham como a vida pode ser um inferno quando não há silêncio. Mas então, se ainda agora recusaram fechar o bairro alto mais cedo, porque era uma medida anti cosmopolita... Cada vez que lá vou olho para as janelas de cima e imagino...

    isso do buzinão é que era! :-)

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  3. Se há critaura que não vale um cú de um caracol é essa do senhor empata. Qual buzinão qual quê! Era logo uma bomba nuclear e era debaixo da cama.
    Refira-se também que as construções não ajudam. A qualidade de construção é péssima, portanto basta uma formiga dar um peido que se ouve logo pelo prédio inteiro, quanto mais música às bolinhas tocada em amplificadores!

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  4. Se isto se resolvesse com um simples post e com adjectivações de "esquerdalho mimado" para aqui e para ali, era de solução fácil.
    E eu que o diga, que tive que lidar (profissionalmente) com isto muitos e muitos anos, constatando que, até aqui, existem interesses e promiscuidades que nem lembram ao diabo.
    Enfim, desabafem escrevendo, que bem podem esperar por soluções.

    JJ

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  5. Também tive bar à porta.
    E recusei sempre assinar abaixos assinados para fechar o mesmo.
    O barulho provinha cá de fora, não de dentro do bar.
    E aqui a policia é que tem de actuar.
    Se há defice comportamental esse é dos frequentadores de tais espaços: a rua, para eles, é uma extensão do bar. E não deveria ser.
    Quem desrespeita os moradores são os (maus) frequentadores.

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  6. «E aqui a policia é que tem de actuar»

    Concordo, só que o problema é muito mais complexo. Porque a intervenção policial, por muito imaginativa que seja, acaba por ser parte do problema e não a solução, na medida em que, ao intervir, provoca ainda mais alarido e "activa" as bebedeiras dos clientes.

    A "solução" passa, antes de mais, pela organização dos espaços, devendo na cidade existir uma "zona de bares" onde melhor seja possível conciliar o direito ao sossego dos moradores e o direito dos clientes se embebedarem. Sendo inquestionável que estes últimos têm esse direito, tal como um fumador tem o direito de fumar... desde que não incomode os outros.

    E aqui começa o problema, porque o direito ao sossego dos moradores, que devia estar sempre em primeiro lugar, fica para último, por força de licenciamentos que apenas são possíveis devido à pressão de interesses instalados, havendo aqui «interesses e promiscuidades que nem lembram ao diabo».

    E mais não digo, porque não posso.
    E porque o Luís gosta de pôr aqui fotografias com a “carantonha” dos polícias, e que são os que menos podem contribuir para resolver o problema, face aos tais interesses instalados, e porque, quando não lhe convém ou não lhe agrada, apaga os comentários, direito que lhe assiste, obviamente, enquanto “dono deste bar”.

    Tal como na EMEL, onde os “maus” não são os que cumprem mas os que os fazem cumprir.
    Vá lá que, neste caso, o Luís embatocou com um “esquerdista mimado” e não com o “passador das multas”, embora me pareça que, mais uma vez, com o “lança-chamas” a disparar para o lado em que sopra a ventania, estando aqui a diferença entre “lucidez” e ser “atirador de “lança-chamas”.

    JJ

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  7. O Sá Fernandes fez um "pacto" com o Diabo.
    A Alma não lhe pertence.

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  8. Como uma das pessoas representadas nesse protesto, tendo estado presente e assistido à forma obscena e debochada como o Sr. Vereador lidou com o assunto (quando nem sequer tinha lido o dossier que lhe fora entregue dois dias antes), agradeço a ideia do buzinão; com algumas adaptações, a ideia é bem capaz de ir para a frente.

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  9. Vamos para a janela do empata gritar-lhe: SA(N)CANA LOPES !!!

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