quarta-feira, agosto 22, 2007

O adro da minha aldeia


Sarzeda, Terras do Demo,22 de Agosto de 2007, 16h,30m. Luiz Carvalho

destaco estes belos comentários:

Terras do Demo, um termo muito Aquilino Ribeiro muitoooooooooo que hoje vê negada a transladação dos ossos para o panteão sob a acusação de terrorista pelos monarquistas miguelistas ( mendias,braganças etc) pois que obviamente foi cúmplice no regicidio e era anarquista convicto e confesso. No entanto dele disse salazar conformado "´É nosso inimigo mas é um grande escritor..."


É mais livre e maior o "adro" da minha aldeia.

Nunca ninguém pensou no que há para além
Do "adro" da minha aldeia.

O "adro" da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

(Pessoa, numa outra versão, inventada agora, para o Instante Fatal)

E mais este, em versão original:

Da minha aldeia

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,

E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é VER.

Pessoa (alberto caeiro)



4 comentários:

  1. Terras do Demo, um termo muito Aquilino Ribeiro muitoooooooooo que hoje vê negada a transladação dos ossos para o panteão sob a acusação de terrorista pelos monarquistas miguelistas ( mendias,braganças etc) pois que obviamente foi cúmplice no regicidio e era anarquista convicto e confesso. No entanto dele disse salazar conformado "´É nosso inimigo mas é um grande escritor..."

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  2. Pézinhos n' ... areia11:43 da manhã

    [...É mais livre e maior o "adro" da minha aldeia.

    Nunca ninguém pensou no que há para além
    Do "adro" da minha aldeia.

    O "adro" da minha aldeia não faz pensar em nada.
    Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

    (Pessoa, numa outra versão, inventada agora, para o Instante Fatal)

    E mais este, em versão original:

    Da minha aldeia

    Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
    Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
    Porque eu sou do tamanho do que vejo
    E não, do tamanho da minha altura...

    Nas cidades a vida é mais pequena
    Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
    Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
    Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
    de todo o céu,
    Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
    nos podem dar,

    E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é VER.

    Pessoa (alberto caeiro)

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  3. Esta panorâmica ficou muito manhosa. Tirar várias fotos para juntar numa só implica quase obrigatoriamente um tripé. Presumo que este não tenha sido o caso porque se nota claramente onde as fotografias (não) encaixam.
    Esta panorâmica não está à altura da qualidade a que nos tem habituado...

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  4. Pena é que limparam essa capela lindissima da forma mais incorrecta e destruiram a patine dos séculos...

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