quarta-feira, junho 13, 2007

Cavaco 1, Sócrates 0

É óbvio: foi Cavaco que fez a Ota andar para trás. Não fosse o "Jamais ! Jamais!" do ministro, numa mimetisse à José Castelo Branco (" Jamais Salomé!"), mais o dispagate do deserto e a taça que ainda não tinha transbordado da paciência, a Ota era adjudicada e ponto.

Estes seis meses de matutanco são obra do PR e honra lhe seja feita. Isto vem provar que afinal Sócrates não é o determinado que parece, o arrogante que imita, o ditador que dizem. Sócrates é frágil, tem dúvidas e a sua gritaria é o desespero dos inseguros.

O trauma da licenciatura também não lhe terá deixado a auto-estima em grande estado e isso acaba por se reflectir no power para a governação.

Sócrates parece um cavalo cansado ou em gíria automóvel um motor que aqueceu, não queimou a junta, mas a compressão já não é a mesma.


Por mim fico mais sossegado. No alto da minha ignorância acho a Ota uma enorme tragédia. Aquilo não serve por muitos anos, tem um terreno difícil para se construir, há ventos adversos, é uma zona acanhada e de grande especulação imobiliária, fica longe de Lisboa e os acessos nunca serão rápidos e baratos, só isto eram razões para esquecer a malfadada solução.

O Poceirão tem um problema incontornável: nunca será permitido construir um aeroporto sobre o maior lençol freatico do país. Seria crime total.

Alcochete é perto, plano, já lá aterram aviões, tem bom acesso a Lisboa e ao resto do país, só precisa de um bom interface ao comboio, não é deserto... vai ser uma solução triunfadora.

Mas politicamente Cavaco acaba de marcar uma grande penalidade.

4 comentários:

  1. Finalmente faltava aparecer o último especialista: o Luiz Carvalho.
    Afinal o que criticavas no Socas, não se verifica: o homem afinal é pragmático. Em que ficamos?

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  2. O aeroporto dos (Ot)ários

    Durante anos fui um amante de pesca de mar, e o enjoo é terrível, pior que as piores bebedeiras que já apanhei na vida, se bem que não tenha apanhado assim tantas. Já tendo mesmo enjoado em terra firme quando pescava nos molhes pela madrugada e sentia a brisa forte do mar com a sensação dos balanços que as ondas ao bater nas pedras me provocavam.

    De avião, a sensação é diferente e depois de lá estar em cima seja o que Deus quiser, mesmo para quem nele não acredita, como é o meu caso. Só que, nas horas de muita aflição, já acabamos até a pedir ao Diabo, por ser suposto aquele nos proteger sempre, enquanto este último nos pode lixar. Embora nem sempre seja assim, porque Deus também nos prega umas partidas de quando em vez.

    Da primeira vez que viajei de avião fi-lo sozinho, e antes de embarcar telefonei à minha mulher como quem tinha a sensação de que ia passar para o outro mundo, tendo, logo que senti os pés em terra firme, telefonado de novo dizendo que já tinha regressado ao lado de cá.

    Adorei andar de avião, e não tive mesmo medo nenhum (digo eu), mas estou um pouco preocupado se devo andar nos aviões que vão poisar e levantar na Ota ou em Alcochete, no Montijo, na Portela ou num outro local qualquer que os (ot)ários ainda hão-de descobrir.

    Não sei mesmo o que pensar sobre toda esta história, porque embora sendo eu entendido em muitas coisas, confesso que sou completamente ignorante em assuntos de aviação.

    Mas já julgo perceber que o Presidente Cavaco Silva, além de catedrático em Economia, parece ter tirado a carta de condução para pilotar aviões. Enquanto o Primeiro-Ministro José Sócrates, além de uma licenciatura independente, anda um pouco à nora. Não sabendo bem que raio de carta deve tirar. Se uma que dê para andar de helicóptero. Ou se deve continuar a fazer atletismo e andar a pé.

    Não sei se me entendem, mas não se preocupem, porque eu também tenho alguma dificuldade em me perceber. Talvez sejamos todos uns (ot)ários.

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  3. Alcochete... Pois sim. Nada como deitar um bocado de areia para os olhos do zé povinho, não vá o diabo tecê-las e a câmara de Lisboa ir para onde não deve. Depois do costa ter o traseiro bem assente na cadeira do carmona eles lá descobrirão alguma espécie em vias de extinção ou algum ovo de dinossauro no campo de tiro e lá tem de voltar tudo à ota. Sim, porque não foi em vão que o lino fez as figuras tristes e alarves que tem feito. Há muito dinheirinho em jogo que não pode escapar. Jamais! Jamais!

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  4. Vamos lá dizer a verdade aos otários esta merda de país com a porcaria de políticos pacóvios que nos calharam em sorte está de tanga.
    O Duro e o Santana bem sabiam e não tinham solução sendo que o 1º mais cruel que o 2º logo aumentou os impostos, mas gerar receita para o rectângulo é que é o caraças. Capitalistas de risco e outros, daqueles que gastam balúrdios em fábricas e invenções e descobertas que depois geram produtos e outros comércios são muito poucos por isso só uma mega obra com dinheiro a entrar por todos os lados ( dos Ho da China da Cochinchina e da Indochina ) é o presente envenenado que os PSSSS arranjaram via Fundação do oriente e outras Maçonarias para isto mexer um bocado. Solução tipo Cavaco. E a EXpo gerou a zona Oriental de Lisboa que era lixeira e virou clean.

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