SIGA E PARTICIPE NOS COMENTÁRIOS DE MAMI, JS, CARLOS, PÉZINHOS DE LÃ E OUTROS BLOGUISTAS ANÓNIMOS SOBRE OS ATREVIMENTOS DA PRINCESA DO POVOHá dez anos estava de férias em Tavira a fazer compras num supermercado e vejo numa das televisões por ali ligadas que Diana tinha morrido em Paris. Fiquei atónito. Tinha uma grande admiração pela princesa, aquele sentimento que costumo nutrir por figuras ímpares, independentes, irreverentes, chiques e conservadoras. Corajosas também. E controversas, já agora.
Estive a escassos metros dela, fotografei-a quando esteve em Portugal. Na altura fui eu que descobri, e publiquei na revista Nova Gente ,( a vida dá muitas voltas!) que ela não tinha dormido com o marido e que pela manhãzinha tinha ido tomar banho "alone" a uma piscina reservada dos bombeiros da Amadora ( ou por ali perto).
Ela personificava a rebeldia feminina contra o marido chato, sensaborão. Muitas mulheres viam nela a adúltera que gostavam de ser ou a cúmplice naqueles segredos de facada no matrimónio.
Infeliz mas com amantes, chique mas simples, boa mãe de família, Cinderela, e já com laivos de irmã bondosa dos desprotegidos e pobrezinhos, Diana incendiava o público. Falamos de um período onde não havia Acorrentados, Big Breda e Floribelas, nem Macaco Adriano.
Fez mais pelos tablóides de todo o Mundo do que ninguém, enriqueceu fotógrafos, editores, fez sonhar uma burguesia frustrada e mal amada, deu esperança aos que sonhavam um dia ter a seu lado o sonho.
Infeliz mas com amantes, chique mas simples, boa mãe de família, Cinderela, e já com laivos de irmã bondosa dos desprotegidos e pobrezinhos, Diana incendiava o público. Falamos de um período onde não havia Acorrentados, Big Breda e Floribelas, nem Macaco Adriano.
Fez mais pelos tablóides de todo o Mundo do que ninguém, enriqueceu fotógrafos, editores, fez sonhar uma burguesia frustrada e mal amada, deu esperança aos que sonhavam um dia ter a seu lado o sonho.
A morte trágica, no Túnel da Alma, parecia uma maldição do marido que a trocara por uma bruxa má, a prova de que o destino marca a hora, a infelicidade dos fotógrafos poderem ser os malditos montados em scooters ( e não em potentes motas!) , o drama dos motoristas copofónicos, ou mesmo a falência do prestígio da Mercedes que nesse ano vira o seu novo Classe A virar com o golpe do alçe e que agora não provava infalibilidade do seu topo de gama S contra um pilar de betão a uns míseros 120 quilómetros por hora.
O odioso acabou por cair nos fotoqueiros. Durante algum tempo eu e outros colegas quase não podíamos sair à rua para fotografarmos. Uma cigana numa feira atirou-me:" desapareci paparazi!!" e esse termo italiano que encantara Fellini era agora uma pedra de arremeço contra os bate-chapas, não os que nunca conseguiriam repor o brilho do S mas daqueles que metralhavam na película. Ainda não havia digital e a net era uma criança.
Por cá Maria Barroso estava indignada com os fotojornalistas e o debate estava aberto: os culpados eram os fotógrafos, a matilha que assustara um chauffeur bêbado e azelha. Curiosamente o único ocupante que não morreu levava cinto e ia no lugar do morto.
O debate sobre a culpa dos jornalistas ainda vem hoje ao de cima.
Penso que é normal que os fotógrafos queiram fotografias de uma personalidade que acaba de chegar à cidade e que é incontornável. Ela jogava o jogo da sedução com os fotógrafos e tratava-os como aos amantes: às vezes queria e punha-se a jeito, outras vezes fazia-se cara e dava-lhes para trás. A cumplicidade entre ela e a imprensa rosa era total. É bom que se repita. Tentar desviar disto as atenções é pura demagogia.
O odioso acabou por cair nos fotoqueiros. Durante algum tempo eu e outros colegas quase não podíamos sair à rua para fotografarmos. Uma cigana numa feira atirou-me:" desapareci paparazi!!" e esse termo italiano que encantara Fellini era agora uma pedra de arremeço contra os bate-chapas, não os que nunca conseguiriam repor o brilho do S mas daqueles que metralhavam na película. Ainda não havia digital e a net era uma criança.
Por cá Maria Barroso estava indignada com os fotojornalistas e o debate estava aberto: os culpados eram os fotógrafos, a matilha que assustara um chauffeur bêbado e azelha. Curiosamente o único ocupante que não morreu levava cinto e ia no lugar do morto.
O debate sobre a culpa dos jornalistas ainda vem hoje ao de cima.
Penso que é normal que os fotógrafos queiram fotografias de uma personalidade que acaba de chegar à cidade e que é incontornável. Ela jogava o jogo da sedução com os fotógrafos e tratava-os como aos amantes: às vezes queria e punha-se a jeito, outras vezes fazia-se cara e dava-lhes para trás. A cumplicidade entre ela e a imprensa rosa era total. É bom que se repita. Tentar desviar disto as atenções é pura demagogia.
E o irmão dela e a dona Fernanda Câncio deviam estar caladinhos com essa treta dos jornalistas com sangue nas mãos só porque publicaram fotos da noite, que caso ela não tivesse morrido, seriam mais umas a somar a tantas outras que fizeram dela uma mulher especial com fotos especiais.