Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta AR. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta AR. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Sócrates na AR em free Style

foto: Luiz Carvalho/Expresso
Rendo-me: Sócrates é óptimo, eficaz e ganhador. Hoje na AR, o Primeiro de Portugal, arrumou a oposição com toda a pinta mesmo quando não tinha objectivamente factos a seu favor.
O clímax do debate foi quando Sócrates puxou de um livreco de grafismo pavoroso e começou a ler louvaminhas à sua política de educação. Para Sócrates, aquilo era a prova do seu sucesso no ensino. Não se assustem: não metia a executada Universidade dos diplomas domingueiros, apenas e só um relatório da OCDE sobre ensino básico.
Paulo Rangel desmontou a armadilha: aquilo não era um documento da OCDE mas de técnicos, contratados pelo governo, que habitualmente também trabalham para a OCDE. Depois desta mentirola, Sócrates levanta-se continua a vociferar contra Rangel, o PSD e Ferreira Leite, e só na intervenção seguinte, quando o pó tinha assentado, é que Sócrates diz que nunca disse que era um relatório da OCDE. É genial do ponto de vista da propaganda. E continua a morder as canelas de Rangel. Para apaziguar a coisa acaba por concordar com Louçã, depois de o ter desarmado, falando do Freeport antes deste.
Só Visto!

terça-feira, dezembro 09, 2008

A fuga dos deputados para as berças

Não foram só os deputados do PSD que se baldaram na passada sexta-feira. Houve socialistas e centristas que também lá não puseram os pés. Dos laranjas que não justificaram as faltas está Miguel Frasquilho e o presidente da zona de Braga ( acho que é assim que se chama) que veio há dias contestar Ferreira Leite e pedir um congresso para apear a líder. É notável e mostra bem como ninguém se aproveita.
Esta rebaldaria dos deputados sempre existiu. Há vinte e tal anos estava eu no Tal&Qual (uff!! O tempo passa!) e fiz uma reportagem que começava na AR, eu a fotografar às dez da manhã certos deputados, e às onze eu apanhava-os em Santa Apolónia a correrem para o comboio para as santas terrinhas. Acho que quem fazia o texto era o Moita Flores ( que começou ainda PJ a escrever com pseudónimo no Tal & Qual). Aquilo foi uma escandaleira. Anos mais tarde no Expresso, eu e o José António Lima fomos também para Santa Apolónia e apanhámos vários deputados em fuga. Um deles era o Carlos Carvalhas que fugiu da minha máquina e ficou fulo. Deve ter sido a única vez que o José António Lima saiu para fazer uma reportagem e aquilo correu-nos bem. Foi outro escândalo.
Portanto, a AR mantém a chama viva do abstencionismo há muito tempo. E com as novas ferramentas multimédia os plenários podiam ser feitos por videoconferência e os votos dados com um simples clique. Simplex meu caro Gama! E até permitia que os senhores deputados que gostam de cinema amador se pudessem afirmar como grandes realizadores. O plenário está aberto ! Luzes ! Silêncio, estamos a votar!! Acção !