segunda-feira, dezembro 19, 2011

Passos Coelho, um Primeiro com mala de cartão.

Um primeiro-ministro não pode ser um comentador político, um cobrador do fraque, um bitaiteiro. O que nunca se pode esperar de primeiro-ministro é que ele tenha sido eleito para fazer o papel do Diabo. Um primeiro-ministro tem de ser um líder. Alguém que leva consigo o povo que o elegeum nas horas boas mas sobretudo nas horas difíceis.
O segredo da popularidade de muitos ditadores é que mesmo nas horas más eles faziam sentir ao povo que tinham ali um anjo da guarda, alguém em quem podiam confiar.
Foi esse o trunfo de Salazar ao mostrar que Portugal nunca cederia a pressões externas, nunca venderia por nada a sua independência. Mesmo que tal atitude significasse só. Orgulhosamente só.
É esse o segredo de Alberto João Jardim. Os madeirenses sabem que ele nunca fará nada que possa significar a perda de direitos e de autonomia na Madeira. Podemos discordar, mas se fossemos madeirenses dificilmente veríamos nele um castigador.

Ora Passos Coelho não é nada disto. Ganhou umas eleições que ele precipitou em nome do crescimento de Portugal, contra as medidas do PEC IV. Mentiu quando disse que não tinha sido informado delas. E nunca mais parou de mentir quando jurou a uma criança que nunca aumentaria impostos, muito menos sacar o subsídio de Natal. Mentiu.

Em 5 meses espremeu o país numa cavalgada paranóica contra os direitos dos trabalhadores, o Estado Social, destruíndo a débil economia que em 10 anos teve um crescimento zero. Para ele o objectivo é destruír o país para construír um outro com sede em Berlim. Habituado a gerir umas empresas que se movem entre negócios com o Estado, julga que um país é uma empresa e que os portugueses são empregados que se podem despedir carimbando-lhes o passaporte com visto para Angola.

A sua estratégia é a de um coveiro que tem pressa em enterrar o morto, cuspir nas mãos, para que a enxada lhe escorregue bem nas mãos sujas.

O político com uma carreira académica de cábula, o político que nunca teve um emprego decente na vida, este carreirista do aparelho do PSD, chegou a primeiro-ministro porque era o idiota útil, no tempo certo, para uma direita troglodita levar a cabo um sonho antigo: a destruição de um conceito social de fazer política, a construção de um Estado refém dos insteresses privados. A crise internacional foi a grande oportunidade para esta gente levar a cabo uma política de destruição da classe média, das empresas médias.

Portugal só pode saír do buraco poupando, gerindo bem e crescendo. Para isso é preciso confiança, ânimo, liderança. Em suma: é preciso política activa, corajosa, interveniente, feita por um líder maior e não por um garoto armado em comentador taxista.

E já agora um líder da oposição a sério também dava jeito!!

PS: revisto e mudado o título original: o taxímetro de Passos Coelho

2 comentários:

  1. Boa descrição da fatiota política de mais um político do regime de alterne - este é facilmente caçado, tal a pequenez da sua estrutura moral e ética.
    Mas, Luiz, isto só com palavras não chega, não vamos a lado nenhum. Temos que juntar as "tropas" e fazer pela nossa vida. Sim, porque a classe política (portuguesa) já o faz há mais de 3 décadas. E o resultado está à vista.
    Boas Festas!

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  2. não me lembro de ver um politico com tanta conviçcão em ir para ministro,como este que la esta agora.Ele sempre disse que iria ser primeiro ministro,porque ja sabia,e conhecia os portugueses.Ele sabia o que queria.Os portugueses,e que ainda nao sabem o que querem.Por isso votam sempre mal...Agora^,so teem de comer coelho a mesa todos os dias...

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