terça-feira, julho 06, 2010

Uma Europa velha à procura de reforma

A Europa discute hoje, e por muito tempo, o que vai fazer com o actual sistema de segurança social, uma das maravilhosas facetas da nossa sociedade democrática. Na verdade o sistema está condenado, não só porque os cidadãos passaram a viver mais tempo, mas sobretudo porque a sustentabilidade do sistema foi tida apenas na vertente dos descontos e de quantos o fazem e não numa perspectiva a longo prazo. Isto é: a Europa desprezou a natalidade, a família, pouco deu em troca às famílias que desejavam ter vários filhos.

É verdade que o controle da natalidade nos países ditos desenvolvidos trouxe este problema da natalidade, mas deviam ter sido os governos a promoverem o crescimento, o desenvolvimento, a produtividade de forma a podermos ter uma reforma digna e uma vida de trabalho dentro dos limites razoáveis da condição humana, que serão os 60-65 anos. Dependendo também do tipo de profissão, claro.

Preferimos a mão de obra externa, a penalização das famílias com filhos. Repare-se que hoje o "custo" para sustentar, educar e permitir o crescimento de uma criança até à idade da saída da casa dos pais, ultrapassa em muito o equivalente à compra de uma casa de 500 mil euros! Se é assim que se quer consolidar esta sociedade, esqueçam.

A Europa está decadente, num beco, sem rumo e sem futuro.

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