terça-feira, maio 19, 2009

Sexo, colegiais, a tarada da professora, e o resto


A Escola portuguesa tresanda a sexo. Real, da vida real, e virtual. Também há muita teoria sobre sexo nas nossas escolinhas. Há duas semanas na margem sul, numa reportagem assisti embevecido durante mais de uma hora a uma predica sexual dada por um guru no assunto da Abraço. O mestre, fresco e bem disposto, apareceu com uma caixa de cartão selada cheia de preservativos que davam para os dois lados: masculino e feminino.

Não direi como o bispo de Braga disse um dia ao Expresso, que aprendi mais naquela manhã do que em 54 anos de vida (!), mas confesso que quase me esquecia de fotografar para poder aprender técnicas tão precisas como sejam a forma de introduzir o preservativo, de o testar para comprovar da sua garantia, como se comprasse peixe fresco na praça, ou o saber fazer o levantamento rigoroso das áreas do corpo alheio onde se pode tocar e não tocar, sem o perigo de se apanhar um sarilho para o resto da vida. Aliás esta palavra "apanhar" nunca deve ser utilizada no sentido da contaminação com o vírus da SIDA, há outra expressão que, cábula como sou, já me esqueci.

Naquela aula prática sobre a utilização do preservativo o tema era pacífico entre os alunos adolescentes. Para eles, aquilo parecia uma aula de condução dada por um instrutor a uns putos que estavam fartos de roubar o carro ao pai e de irem acelerar para a Vasco da Gama, à hora do almoço, quando a bófia regressa ao quartel para paparem na cantina o almoçinho a 5 euros a dose. A malta aguentou bem a teoria e não chorou...nem riu. No final, houve distribuição de camisinhas para os putos, como se se tratassem de rebuçados, ou de pernas de frango para esfomeados, em sentido figurado claro!

Eu concordo com tudo o que possa evitar a transmissão de doenças sexuais, tal como acho imperdoável andar de bicicleta, ou de mota, sem capacete e de carro sem cinto. Embora haja alturas em que tenha mandado a segurança às urtigas e me tenha aventurado a andar na minha BMW 69S (não é piada é mesmo o modelo!) pelas ruas de Florença, entre tarados, italianas de mini-saia a conduzirem Vespas e de refilões a furarem filas com Fiat`s amassados. Foi há muitos anos, portanto nessa altura a segurança era uma treta.

Subitamente a escola portuguesa já não é falada porque os profs não querem ser avaliados, pois nasceram para avaliar os outros, passou a ser badalada porque o Sócrates quer as coisas bem feitas e educação sexual, como se fosse a tabuada do corpinho. Os professores em vez de ensinarem História querem contar histórias escabrosas, em estilo rebaixoleiro, sobre os bacanais dos romanos. Para animar a coisa, uma professora com sotaque do Norte, chantagia alunas pois estas têm namorados comuns a grandes amigos do filho... Reles de mais para ser verdade. A seguir em arquitectura, os professores ainda vão passar os vídeos do Taveira, em vez de incutirem nos jovens a arquitectura encaixotada dos Aires Mateus desta vida.

Anda tudo ao avesso. No mínimo, esta crise está a dar a volta à cabeça do maralhal e o maralhal a conseguir dar a volta à crise, comprando a Playboy portuguesa, colando na parede posters da Maia depois de recauchutada, inscrevendo-se nas aulas de História da dita escola de Espinho, indo obsessivamente à net para só verem a página da Diana Chaves, o que aliás explica a baixa afluência de muitos sites de referência.

A cereja em cima do bolo desta bagunçada tipo Morangos com Açúcar, será um escândalo de uma professora muito gira que tenha fugido com um adolescente que faça lembrar o Shrek, ou de um assistente de Religião e Moral que tenha sido apanhado descalço a sair da Mesquita da Praça de Espanha.

Depois da tolerância de Sócrates para com os casamentos gay, da mudança corajosa da lei do divórcio, da legalização da pílula do dia seguinte e da despenalização do aborto, esta campanha para a distribuição gratuita de preservativos nas escolas, como se se tratasse de carradas de Magalhães, está a por os portuguesinhos muita malucos. Doidões mesmo.

Com esta permissividade sexual e com um Presidente que ousa dizer piadas, num estilo entre Obama e Camilo de Oliveira, só nos falta mesmo a oposição cumprir o seu papel: comer a papinha toda Maizena, crescer e aparecer!

2 comentários:

  1. Chiça, um gajo, dos estados unidos, ouve aquelas histórias de profs boas como o milho que se envolvem com os alunos, e desejava ter tido uma prof como essa quando andava na escola.
    Cá de Portugal ouve-se uma história de uma labrega que é no mínimo o paradigma da anti-sexualidade, pela forma como expõe as "questões", reprimindo e enxovalhando os seus alunos.
    É triste, mas representa cada vez mais o espelho do país "à la" socrates.

    ResponderEliminar
  2. ela e gostosa quando eu vi ela eu comesei bater pueta encima do munitor

    ResponderEliminar