domingo, agosto 17, 2008

A banalização dos dramas e obrigado Obikwelo

Tal como a Crise a Violência banalizou-se. Já percebemos infelizmente que vamos ter que viver com a violência urbana no seu lado mais terrorista. Os assaltos a bancos continuaram depois do episódio do BES, os tiros e as mortes continuaram depois do filme da Quinta da Fonte.
Não se percebe ainda se é a televisão que faz moda destes fenómenos, e cria uma cadeia de mimetismo, ou se a realidade é mesmo assim e tem uma dinâmica que parece incontrolável.
Os incêndios eram mais frequentes quando as televisões faziam da época do calor a temporada dos directos, também incendiários, e a Crise é a palavra que os jornalistas de 500 euros mais gostam de utilizar quando na rua entrevistam pobrezinhos e assim salvam a pele do mau humor do chefe sempre à espera, atrás da secretária, de umas cenas neo-realistas, agora a cores no estilo populista-tablóide. A desgraça dá share, os desgraçados gostam de se rever na pantalha, e como desgraças é o que mais há...as audiências sobem como o balão.

Nestes dias estúpidos de Agosto pouco muda nas novidades. Tirando o lado desagradável de Sócrates ter chegado de férias e ter logo retomado a propaganda, ou de Jardim ter gritado em Porto Santo contra o seu arquiinimigo, pouco desperta a atenção. Só três coisas: Leite continua congelada ( assim não azeda!), Obikwelo deu uma das maiores lições de seriedade ao pedir desculpa aos portugueses que nele confiaram (lindo! Passei a adorar este homem) e o drama que ninguém fala porque se banalizou, tal como a violência urbana, demasiado perante os portugueses: em menos de 1 mês morreram nas nossas estradas 75 pessoas. É uma brutalidade, tanto como uma guerra. As sequelas sociais são enormes. Há dor, tristeza e uma tragédia sem fim. Tínhamos começado a diminuir os mortos na estrada, mas parece que voltamos ao passado. Claro: as brigadas preferem encostar e mandar parar centenas de carros e multarem burocraticamente, do que andarem nas estradas a fazer fiscalização imprevista.
Na primeira hipótese não fiscalizam:caçam multas, engordam o Estado. Na segunda modalidade: dá trabalho, muito gasto de material e gasosa, e é preciso profissionalismo. Uma tragédia nunca vem só.

2 comentários:

  1. Quando se chega a uns jogos olimpicos eu pensava que um verdadeiro atleta daria tudo de si (infelizmente muitos dos atletas foram só passear, foram fazer um grande favor............. pois na caminha é que se está bem pela manhã. e o Obikwelo agora é adorado porque pediu desculpa???????????????? e o ter faltado á corrida dos 200 m quando na semana passada estava na sua melhor forma???. o verdadeiro atleta faz o seu melhor, ninguem pede medalhas, só profissionalismo e respeito por nós (que neles acreditamos) sem serem dignos disso...............

    P.S. Sr. Luiz carvalho sou leitora assidua do seu blog, identifico-me com as suas opiniões á excepção do que falou sobre o Obikwelo

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  2. De acordo quanto ao Obikwelo!Vamos
    ouvir falar dele em ALBUFEIRA!!!
    Vai uma APOSTA???Já estou a vêr...
    As revistas cor de rosa ...Vai uma
    APOSTA???ESPERA UM ANITO!!!!

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