quinta-feira, julho 03, 2008

Centro Cultural Berardo (CCB) faz 1 ano

O Centro Cultural Berardo, vulgo CCB, fez 1 ano.
Sócrates abriu as portas ao comendador, transformou um centro cultural do Estado na sala de visitas de Berardo. Marimbou-se na programação cultural excelente que o CCB tinha e mandou calar António Mega Ferreira que ficou com o seu papel reduzido a mero gestor burocrático.
A exposição de arte moderna ( com peças muito boas e com peças desconchavadas, começando pela fotografia!) foi vista por 500 mil borlistas que aproveitaram para olhar para obras que se lhes passem ao lado noutro local achariam que eram desperdícios. E nunca pagariam 1 euro para verem caixas de detergente encavalitadas e assinadas como Arte!!!
Tudo o que é à borla o povo quer, começando nos brindes dos jornais (essa droga que o arquitecto Saraiva tão bem definiu) acabando nas entradas livres desde museus a salões de festas.

O Estado pôs-se de cócoras, aceitou condições que os estados não costumam aceitar, desprezou espólios valiosos (como o de Fernando Pessoa) enquanto dava gaz aos investimentos de Berardo.
A cereja no cimo do centro vai ser a construção do módulo que faltava e outro módulo que era o hotel sonhado por Santana e apadrinhado por Maria Cavaco, nos anos oitenta.
Vinte anos depois Cavaco vai sentir-se justiçado. Os socialistas que tanto criticaram o CCB acabam a obra do actual PR com o alto patrocínio do Comendador da Madeira. Não é que Berardo não seja figura simpática e com piada, além de um grande empreendedor. Mas esta bajulação a tudo que cheire a dinheiro privado para fins públicos começa a ser bastante desagradável.
Uma coisa é mecenato outra é mercenataria.

3 comentários:

  1. Esse Berardo...tresanda.

    Deixem acabar o "furacão" se é que alguma vez acabará...

    Cumprimentos,

    Camila

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  2. «além de um grande empreendedor»
    Não se enganou na palavra "empreendedor"!?

    Um empreendedor é quem cria empresas e empregos e não quem faz fortuna na bolsa e compra acções do BCP com empréstimos da CGD, que é um banco público, ou seja, de todos nós.

    Um empreendedor é o seu patrão, pelo que comparar Balsemão com Berardo não lembra ao caralho.

    Você, ás vezes, manda cada uma!

    JJ

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