quarta-feira, dezembro 12, 2007

Nuno Santos sai da RTP e volta à SIC

Última hora do Portugal Diário:

O director de Programação da RTP, Nuno Santos, vai sair da estação pública para ser o novo director de Programas da SIC, substituindo Francisco Penim, anunciou esta quarta-feira fonte ligada ao processo, escreve a Lusa.

Nuno Santos é, desde Maio deste ano, director de Programas da Televisão pública, sendo responsável pela programação dos canais internacionais e para telemóveis da RTP.

A sua actividade televisiva começou na RTP, mas foi na SIC que Nuno Santos ganhou protagonismo, tornando-se director de informação da SIC Notícias, de onde se demitiu em 2001, na sequência de um diferendo com o então director-geral de conteúdos da SIC, Emídio Rangel, que o acusou de deslealdade no final de uma auditoria realizada à redacção.

Sem o conhecimento de Rangel, Nuno Santos teria, alegadamente, sugerido aos auditores a fusão das redacções da SIC e da SIC Notícias e o despedimento de alguns redactores, situação que o jornalista desmentiu.

Parece que o post que eu fiz há dias começa a fazer sentido. (LC)

2 comentários:

  1. não fossem as televisões de qualquer parte do mundo um saco de lacraus onde brilham mais os zés camarinhas rangeis do que os diamantes da isabelinha de inglaterra e o rangel já era homeless há bué e o nunito estava na caixa do lidl a aviar cerveja alemã pra turcos e tugas...mas não senhor neste país de pacóvios encartados ( alguns até c a carta de arquitectos) estas coisas são o alfa e o ómega da vida nacional.Haja brilhantina e verdelho para aguentar isto

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  2. JC Duarte1:04 da tarde

    “Juro por minha honra cumprir com lealdade as funções que me são confiadas!”

    É mais ou menos assim a fórmula recitada e subscrita pelos nossos governantes aquando da sua tomada de posse. Temo-las visto nas transmissões televisivas e eu próprio já o assisti ao vivo.
    No entanto, pergunto eu, o que significa o termo “lealdade”?
    Entre outros coisas, o nada fazer que ponha em risco a entidade ou instituição à qual se faça o juramento. No caso, o governo e o País.
    Mas… até quando fica o jurado vinculado ao juramento? Até final do mandato? Por um ano? Por dez anos? Por toda a vida?
    Tratando-se de governantes do País, presume-se que seja por toda a vida, já que fazer algo contra a entidade que o ajuramenta é fazer algo contra o País e passível de acusação de traição à pátria!
    Pecaminoso! Criminoso! A falta de lealdade e a traição são sempre mal vistas, seja qual for o campo em que se insira – nacional ou empresarial. Na mente dos cidadãos e nos códigos que os regem. E tanto assim é que, lá onde trabalho, vários têm sido os processos disciplinares com desfechos pesados em cujas notas de culpa consta a “falta de lealdade” para com a empresa.

    Pergunto-me, então, onde fica a lealdade de alguém que, de um momento para o outro, abandona a entidade a que se comprometeu para ir ligar-se a uma que lhe faz concorrência directa?
    E que credibilidade tem esse alguém? Pois se ainda na véspera estava comprometido com a entidade A, procurando por todos os meios permitidos ajuda-la contra todas as outras, a B incluída, vem agora defender a B contra a A?
    Merecerá esta pessoa que se acredite num juramento ou compromisso de lealdade ou fidelidade? E merecerá essa pessoa que se acredite no seu conceito de honra?

    Lá, onde trabalho, já vi vários com este comportamento. Saem de lá para ingressarem na concorrência. Saem da concorrência para ingressarem lá.
    Por muito competentes que possam ser nas tarefas que desempenham (e recuso-me a aqui discutir este aspecto), a verdade é que por baixo da camisola que agora vestem têm outra com a marca da concorrência. E, por baixo dessa, uma outra, sabe-se lá com que marca.
    Não me têm merecido – e a prática tem-me demonstrado estar certo – confiança ou simpatia.
    Porque essas pessoas entendem que a lealdade que juraram termina no momento em que finda a contratação. Tudo aquilo que aprenderam, tudo aquilo que sabem de onde estão a sair pode estar e está disponível para onde ingressam, sem escrúpulos. Terminado o contrato, termina a lealdade.
    A isto chamo eu de “traição”, no conceito que tenho de lealdade e falta dela. Quer se aplique aos que ingressam lá, onde trabalho, vindos da concorrência, quer aos que saem de lá, de onde trabalho, para ingressarem na concorrência.
    E quem pratica falta de lealdade e traição é traidor! Sem apelo nem agravo!

    Dizem que “Os burros esquecem e os deuses perdoam!”
    Não sendo eu nem uma coisa nem outra, não esqueço nem perdoo quem trai a confiança que lhe é depositada e o esforço de um colectivo, país ou empresa.
    Para esses, os que entram e saem, o meu voto de desprezo!

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