sábado, novembro 03, 2007

Morte em passadeira apagada

O atropelamento que ontem originou duas mortes em Lisboa, em plena madrugada, impressionou ainda mais do que um habitual acidente. As vítimas eram trabalhadoras que ali passavam a caminho de ganharem duramente a vida e as circunstâncias do acidente, completamente absurdas dada a velocidade do veículo, quer o local completamente abandalhado em sinalética, com uma passadeira apagada, ainda tornam tudo mais grave.

Na semana em que o ministro da Administração Interna vem com aquela tontíce de afixar selos nos carros conforme a competência do condutor ( lembrem-se que foi este ministro que ajudou a derrubar o Guterres com a lei dos 0,5 de alcóol!) foi divulgado que os acidentes estão de novo a aumentar, embora o consumo de combustível tenha reduzido.

A Câmara de Lisboa insiste na estupidez dos radares fixos em locais onde não há acidentes mortais e esquece as zonas negras onde morrem peões e onde mais acidentes de motociclos acontecem, que são na verdade os dois tipos de acidentes mortais mais comuns em Lisboa.
Por outro lado um condutor que mate alguém ao volante, sendo culpado, não vai para a prisão e pode continuar a conduzir na maior das calmas.

A falta de bom senso e de competência e de sentido da responsabilidade cívica de governos e câmaras também contribuem muito para este aumento da mortalidade rodoviária. Claro que as bestas ao volante estão à solta, mas a polícia prefere mandar parar nas rotundas à saída das auto-estradas munida com metralhadoras como se vivêssemos em estado de sítio, como me fizeram parar há dias no Estoril, a fazer um policiamento inesperado, ágil e certeiro apanhando em flagrante os azelhas, os bêbados e os criminosos do volante.
Para estes governos onde o que conta são as estatísticas, o que interessa é o número de multas, não a eficácia das patrulhas na estrada. A polícia não previne,, assusta e multa que se farta.

António Costa podia ao menos limpar Lisboa, pintar as passadeiras e tornar bem evidente os limites de velocidade e os perigos de cada esquina, em vez de alimentar as fantochadas de uns radares idiotas colocados pelo antecessor,outro idiota inútil.

14 comentários:

  1. Andei à procura de um endereço de correio. Palavra que andei.

    Custa-me ver aquele erro ortográfico.

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  3. Sinalética abandalhada e estradas mal construidas, quer em projecto quer em materiais.É o principal motivo da sinistralidade !
    Só não vê quêm não quer! E por sinal os governos não querem. E a policia não quer nem deve, porque não é da sua competência.
    A igreja também não quer , porque anda preocupada com os pobrezinhos e as esmolinhas.
    O LC , no fundo do seu coração cristão e de olhar ao proximo , preocupa-se, e preocupa-se bem , mas deve ser o único!
    O ministro da AI, não tutela a sinalética. A sinalética é da tutela do MIN dos transp. ,das estradas de portugal. Nas localidades pertence à Câmara.

    Se esta gente não se preocupam e ganham com o negócio! Gerem e tutelam brutas empreitadas que entregam aos amigos que correm por fora: madam o défice abaixo e depois andam atrás do povo para pagar!

    Por mim já me preocupei mais!

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  4. E passagens aéreas pedonais ?

    Talvez tb ajudasse....

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  5. O sucedido é de todo lamentável e o sitio em si é perfeitamente absurdo.

    No entanto há um outro factor que não será de desprezar e sobre esse é raro ouvir alguém falar ou apresentar tentativas de soluções.

    O peão em si tem em muitos casos uma "arrogância" de comportamento notável.

    Na cidade onde moro já tive oportunidade de assistir a coisas de bradar aos céus.

    Desde inicio de atravessamento de passadeiras mesmo com o sinal vermelho para peões obrigando a travagens a fundo, ao saltar para a estrada em qualquer sitio, levantar o braço e o carro que pare.

    Ainda há dias ao fundo da Alameda, num sitio sem passadeira, de noite, uma familia iniciou a passagem, sem olhar, a conversarem uns com os outros e para cumulo parando a meio para que a brincadeira dos meninos continuasse, isto com or pais a assistir

    Já assisti à frente dos meus olhos, um Agente a olhar benevolamente à passagem de peôes que corriam para atravessar uma passadeira depois do sinal ter mudado para dar passagem aos carros.

    Enfim um salve-se quem puder.

    Só um conselho, a passagem de peões sem olhar para lado nenhum é muito mais frequente nas zonas onde a população é mais idosa, verifiquem e depois digam

    Não transformem os condutores em "assassinos potenciais"

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  6. Não é tontísse...
    mas sim: tontice

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  7. Não transformem os condutores em "assassinos potenciais"?
    Espera aí! Quantos de vocês já arrancaram os semáfores plantados no meio da via e mataram três pessoas duma assentada, a alta velocidade ás 5h30 da manhã? Quantos?

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  8. caro anónimo não sei se conhece a zona onde se deu o acidente ?
    é uma zona onde passam milhares de pessoas (são as tais migrações pendulares) de manhã e à noite todos os dias, que vêm da Margem Sul, trabalhar para a Capital. O "vai vém" começa às 5 da manhã.

    Aquele carro "quase" desgovernado, em vez de três pessoas podia ter apanhado 100 ou 200 pessoas, que passassem-se no momento, a passadeira.

    é um ponto crítico e de elevado risco.

    daí a minha sugestão de uma passagem aérea ou subterrânea. Sei lá....

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  9. Os radares em Lisboa são uma herança da anterior maioria e resultam de um capricho da vereadora Marina Ferreira que teimou em arranjar qualquer coisa para deixar uma marca em Lisboa.

    Lembram-se de que os radares nem eram certificados? Lembram-se que tiveram de ser retirados e colocados de novo? E depois lembram-se de que ela nem falou com a PSP? E quando se descobriu que afinal os locais não foram definidos pelos especiamlistas na matéria pois nunca foram ouvidos...

    E sabem quanto custou este capricho aos contribuintes sópara fazer a vontade à senhora?

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  10. Não pensava voltar aqui, mas não resisto a contar

    Na minha rua, duas senhoras de braço dado, NA ESTRADA, rua acima e com um passeio bem grande ao lado calmamente a conversar.

    Quase parei chamei à atenção e ainda fui insultado, se calhar quem devia ir no tal passeio era, digo eu não sei ?

    Uma questão de comportamentos ou não será ?

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  11. oiço agora nas notícias que duas crianças, foram atropeladas em Tires, quando transitavam uma passadeira, na companhia da avó.

    Uma das crianças acabou de falecer.

    Que tristeza, Meu Deus !

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  12. João Cabral de Mello7:36 da tarde

    Pézinhos, em vez de passagens superiores ou subterrâneas, porque é que alguns condutores não baixam as velocidades? Primeiro para os limites legais, como é sensato, e depois para velocidades apropriadas ao local, como é civilizado.

    Viveriamos todos muito melhor.
    CM

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  13. Já sugeri várias vezes em outros "blogues" que sempre que possível deveria ser adoptada a solução encontrada para a 2.ª Circular, em frente ao Estádio do Benfica: A COLOCAÇÃO DE UMA PASSAGEM AÉREA (QUE PODE SER TAMBÉM SUBTERRÂNEA)E A COLOCAÇÃO DE BARREIRAS AO LONGO DAS VIAS QUE IMPESSAM O SEU ATRAVESSAMENTO PELOS PEÕES FORA DESSES LOCAIS. É lamentável vermos aqueles equipamentos votados ao desprezo pelos peões que preferem correr o risco de serem atropelados passarem pela via. Depois, quando há um acidente a culpa vai sempre para os automobilistas.

    OS PEÕES SÃO O ELO MAIS FRACO MAS TAMBÉM TÊM PARTE DA CULPA.

    Eu falo assim como condutor e peão!

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  14. Já agora também gostaria de dizer que os radares estavam muito melhor em locais como aquele em que se deu o acidente (junto à Estação Sul/Sueste, no Terreiro do Paço) do que a meio da Radial de Benfica, na Parte nova da Av. EUA, na Av. Marechal Gomes da Costa, e todos os restantes locais escolhidos. Até parece que foram todos escolhidos "a dedo".

    Zé da Burra o Alentejano

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