quinta-feira, novembro 15, 2007

Lembranças de um paparazzo do salazarismo


Uma noite de breu ainda a luzeira pública era a azeite-queime e os bêbados saíam das tabernas a cheirar a carapaus de escabeche c 15 dias e tinto do Cartaxo feito na Dyrup de Sacavém , ia eu carregar o meu flaxo de magnésio da Spid Gráfik à bomba do Largo do Leão quando vejo surgir mesmo na minha frente um enorme Daimler preto quer parou umas portas à frente e donde saíu embuçado um sujeito, acompanhado por outro menos embuçado que tocaram a uma campainha e esperaram a porta aberta. Com aquele filing que se tratava de figura graúda despachei as 5 coroas de pó de mgnésio e pus-me na cola deles a tempo de entrar na escada que eles já subiam no ronceiro elevador até ao 3º andar e a quatro degraus cada vez chegar ao patamar e ouvir uma voz feminina dizer " Temos passarinhas novas Excelência" enquanto o embuçado descobrindo-se se me revelou ser Salazar e a voz a da Madame Salete uma das mais badaladas gestoras de casas de prostituição de luxo da cidade. E sem hesitar um segundo levantar a Spid e disparei o flashei gravando a chapa que no dia seguinte deu um boneco grandioso do Salazar a ser beijado pela Salete publicado no "Novidades" jornal do Mons César das Neves com o título " O Senhor Presídente do Conselho visita a prima entrevada " e tudo isto nas barbas da PIDE que já nessa altura andava entaramelada numa conspiração para substituir o " botas" pelo "santos costa " negócio que não se veio a efectivar porque o general da Brandoa não arranjou verba suficiente para pagar "as gasosas" aos pides e enfim são histórias ternas do cótidiano faxinante do nosso primeiro dos tempos da outra senhora que era a Dona Maria./ autor anónimo

1 comentário:

  1. Esta historia complementa o que foi narrado pelo Fernando da Costa num livro sobre a vida de salazar.
    Nesse livro estraordinário que eu li num fim de semana, ele narra ,apartir de testemunhos que o motorista organizava a fruta para a nossa Excla.
    Dava a desculpa que lhe doía a cabeça e precisava de apanhar ar fresco!
    Mais fresca ainda era a fruta !

    Ou seja, Portugal sempre foi um Pais mais frutícula do que hortícula!

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