domingo, agosto 26, 2007

Instituto a náufragos destrói dunas

O Instituto de Socorros a Náufragos comprou umas invejáveis moto-quatro. Todas artilhadas com uns heróis a mostrarem como este equipamento é bestial a socorrer aventureiros das marés vivas. Acho bem. Mas quando se percebe que os brinquedos vão andar na areia, sobre as dunas, em zonas pouco acessíveis, é de recear o pior. Para provar isto o último plano da reportagem na RTP mostrava uma daquelas motas a acelerar pelo meio da praia cheia de gente a ir fazer um (pseudo) socorro.
Oxalá os pescadores da Nazaré passem também a poder ser salvos com este dinamismo televisivo.

Esperemos que os ambientalistas que não querem carros em Lisboa, nem no Terreiro do Paço, venham protestar por este (SIM !) atentado ao ambiente.

4 comentários:

  1. Nos meus bons anos de reguila, quando ainda andava no liceu, fui nadador-salvador. Entre o Algarve e Tróia passei uns anitos a tirar pessoas da água e a ganhar uns trocos para as despesas da altura.
    Já na época achava que ser nadador-slavador em Portugal era um bom trabalho de verão para estudantes e nunca vi a actividade como profissão ou com algum futuro, até porque nunca reparei em qualquer organização. Reconheço que as coisas mudaram muito depois da série marés vivas, na minha época nem as bóias torpedo tinhamos quanto mais moto-quatro.
    Tirávamos um curso à pressão e iamos para uma praia com pouco ou nenhum conhecimento do que estávamos a fazer. Consegui salvar uma dúzia por sorte ou intuição, ou ambos, mas também tive o azar de em duas vezes as coisas correrem pior.
    Não sei como estão as coisas agora, se a tal organização já existe, mas continuam a ser os concessionários das praias (normalmente cafés)a contratar adolescentes para as praias que passam ali uns meses a trabalhar para o bronze e a alugar sombras.
    Como é que podemos ser um pais turistico se a segurança das nossas maiores atrações é um part-time? E agora até estragamos as praias só para fazer figura.

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  2. Essas motos devem ter dado umas comissões engraçadas!!! Pois devem !!!
    Agora, se os nufragios forem fora do horario de expediente ou ao fim de semana, coitadinhos deles!!! Vão ter que rezar muito e ser muito fortes para não morrem afogados , como aconteceu com aquele Ucraniando, que até era Cozinheiro e safou-se depois ficar 5 horas agarrado à traineira a 50 m da praia. Os outros ? Os outros morreram !
    Viva Portugal!

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  3. Morreram agarrados à traineira porque desafiaram o mar!!!
    Eles sabiam que é proibida a pesca de robalo tão perto da costa. Além do mais com um derrame de gasoleo em torno da embarcação quem é que arrisca o pêlo?!?
    As circunstâncias que rodearam aquele acidente foram estúpidas. O sr carlos deveria saber que evocar a desgraça alheia para criticar pessoas e instituições é um problema de espinha.

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  4. Pela ideia expressa no comentario anterior,ficamos a saber que qualquer marinheiro ou pescador se entrar em naufragio , seja qual o motivo, numa zona não autorizada não deverá merecer grande atenção por parte do Instituto de Socorro a Naufragos e nem da Proteção Civil, fica à sua sorte ! Ai a espinha não lhe serve de nada!
    E qual é o naufragio de um barco , onde não há derrame de gasóleo?

    Como pode alguém conceber que o insucesso no socorro de naufragos, objecto do ISN e da Protecção civil se deva ao facto de os pescadores estarem onde não deviam, à hora errada e no dia errado?

    Já viu o que acontecia, se o INEM, não socorresse um acidentado que não respeitasse o codigo da estrada?
    A competencia do ISN e da Proteção civil não é para aplicar multas
    aos pescadores por andarem ao robalo, as suas competencias restrigem-se ao salvamento. Ou sabem e conseguem fazer , não sabem e não conseguem fazer ou sabem e não conseguem ! Como em qualquer tarefa!

    Agora, a mim não me enfiam os dedos nos olhos!

    A espinha serve para isso. Para não curvar perante interesses que a gente sabe quais são! E infelizmente, dizia-se ai à uns anos que em Portugal para se mudar alguma coisa havia que morrer alguém ! Agora , já não basta morrer uma pessoa , é preciso uma catastrofe!Infelizmente!

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