terça-feira, maio 29, 2007

Greve geral.Estado vai poupar no papel higiénico


Afinal não posso fazer greve amanhã. Fiquei a saber que não sendo sindicalizado não posso fazer greve. É pena. Dava-me imenso jeito.
Aproveitava para descer o Chiado, fazer uma ou outra foto para gastar os últimos filmes preto e branco que ainda tenho para a Leica.
Para comemorar o dia de luta atacava num puro e homenageava o camarada Fidel. Olhava Lisboa, a do Zé, a do Telmo, a da Roseta e a do Costa. Os outros também não interessam nada, estes também não.

Não posso fazer greve, portanto. Vou ter de trabalhar.
Mário Soares espera-me à uma da tarde para uma sessão fotográfica, antes a rotina habitual. Filho na escolinha às 9, jornal às 9 e meia, escolher fotos, combinar reportagens, ler jornais....

Não me lembro da última vez que fiz greve. Nem sei se fiz alguma vez. Se o Carvalho da Silva só fez greve uma vez.. eu também tenho alguma impunidade de esquerda, não ?

Devo ter feito quando era funcionário público e trabalhava como arquitecto no Ministério das Obras Públicas. Então tudo me dava jeito para faltar. Até uma greve.

Acho bem a greve, só que duvido da eficácia desta greve geral.
Não se percebe o objectivo. Quem vai sair mais prejudicado é o Zé ( não o queixinhas do empata) mas o verdadeiro que anda em transportes públicos e que tem de picar ponto e ver os descontos no fim do mês no salário baixo.
Os do costume é que pagam e sofrem.

O governo está-se nas tintas e o ministro das finanças ainda vai poupar uns milhares em dias que não vai pagar aos funcionários públicos e em papel higiénico.

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