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quinta-feira, abril 12, 2007

Reacções à entrevista do primeiro-ministro

PÚBLICO:

Várias personalidades da vida pública reagiram à entrevista do primeiro-ministro, José Sócrates, na RTP1.

"As explicações são tardias e esclarecem muito pouco. A entrevista não dissipou dúvidas sobre se tinha tido licenciatura com tratamento de favor. Não é importante para um primeiro-ministro ser engenheiro. A legitimidade de um primeiro-ministro vem dos votos, não dos títulos académicos. Mas, utilizar um título que não se tem, fazer passar-se por aquilo que não se é revela uma falha de carácter, mina a credibilidade e afecta sua a autoridade. Numa matéria desta natureza, depois de esclarecimentos não convincentes, o primeiro-ministro deve ser o primeiro interessado em pedir a uma entidade independente, não tutelada pelo Governo, uma investigação a toda a esta situação. Quem não deve não teme."
Luís Marques Mendes, Líder do PSD

O PCP regista o esclarecimento do primeiro-ministro, José Sócrates, sobre o processo que envolveu o seu percurso académico e a sua licenciatura. Sem prejuízo da utilidade de se ver esclarecida esta questão, não é possível deixar de observar que a mesma tem sido sobretudo utilizada como instrumento de distracção dos reais problemas do país. O que afecta seriamente a credibilidade do primeiro-ministro é o rasto de promessas não cumpridas e as inúmeras decisões que se traduziram no agravamento dos principais problemas do país.
Vasco Cardoso, da comissão política do PCP

José Sócrates não esclareceu porque falou tão tarde. Disse que estava à espera que decorresse o processo de investigação em relação à Universidade Independente mas este ainda está em curso. É uma falácia política. Qualquer cidadão colocado perante tantos factos – a questão da data de lançamento da conclusão do curso, estatísticas erradas que dizem que não houve licenciados no seu ano de curso – teria uma reacção: eu reconheço que a minha vida académica parece uma trapalhada, mas não é, porventura por culpa da instituição. Eu nunca vi um tão grande amontoado de factos erróneos, contradições. Não há como não admitir que a situação precisa de se explicar.
Lobo Xavier, militante do CDS

Há esclarecimentos que o primeiro-ministro não deu. Usou ou não de forma indevida títulos académicos a que não tinha direito? A resposta é sim, voluntariamente ou quanto mais não seja por omissão. Nenhum deputado permite que se reproduzam documentos que lhe atribuem títulos académicos que não tinha. Foi um jovem que se deixou deslumbrar. Quanto ao processo Universidade Independente caiu em contradições: hoje [ontem] falou dos seus professores, ao PÚBLICO disse que não se lembrava dos professores. Pode ser vítima de caos administrativo mas isto tem que ser esclarecido. O caso não acabou.
Pacheco Pereira, historiador e militante do PSD

Eu conheço José Sócrates há muito tempo, a sua verticalidade. Nunca tive dúvidas. O primeiro-ministro respondeu a todas as insinuações, a todas, teve a coragem, serenidade e humildade de levar para ali documentos. Não percebo como se pode pedir mais explicações. Não passa de uma telenovela de tretas. Nenhum partido falou nisto na Assembleia da República o que mostra maturidade da democracia portuguesa.
Jorge Coelho, militante do PS

2 comentários:

  1. Infelizmente (ou felizmente) não vi o tempo de antena generosamente concedido pela RTP ao Engenhocas Socas.
    Vi depois um pouco de um debate que se seguiu na Sic Noticias em que estavam a fazer uma sondagem para saber se o Socas convenceu ou não os portugueses a comprarem a sua banha da cobra. A sondagem começou com um arrasador 87% Não contra 13% sim e acabou com cerca de 40% não e 60% sim. Ao fim de 36000 chamadas... Pergunto-me, quem é que serão os 36000 portugueses que ligaram a pagar 0,60€+IVA para dar razão ao Socas...?

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  2. eu pergunto mesmo é quem é que pagou essas chamadas?!...

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