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sexta-feira, março 06, 2009

Faria de Oliveira e a sua Caixa de surpresas

Hoje, madrugada dentro, Faria de Oliveira, o ex-ministro de Cavaco e actual presidente da Caixa, esteve no parlamento a explicar através de um longo monólogo de mais de meia-hora, como aquele negócio com o sr. Fino foi uma coisa bestial para o banco público. A táctica de falar muito, empastelar, entrar em citações técnicas, resultou: perante tal maçada é difícil resistir ao tédio. Chama-se a isto matar o adversário por cansaço. O essencial da questão é só isto: pode um banco público emprestar dinheiro para um cliente jogar na bolsa usando essas ou outras acções como garantia? O Senhor Faria de Oliveira responde que deve haver sigilo bancário, e que ninguém tem nada a ver com isso. Fantástico !

Hoje também tive de entrar num balcão de uma Caixa em S. João do Estoril para requisitar um livro de cheques da conta do meu condomínio. Já não ia a uma dependência da caixa desde 1990, ano em que passei as minhas contas para o então BCP. O atendimento da Caixa é uma desgraça. Há uma confusão total, tira-se uma senha à moda da função pública, as caixas automáticas não dão cheques, os depósitos automáticos fazem-se atirando para dentro de uma caixa por uma ranhura. Tresanda tudo a burocracia e percebe-se: aquilo não tem um funcionamento moderno, baseado no online, os clientes geralmente idosos vão para ali e só lhes falta fazerem psicoterapia com os empregados.
É esta a instituição bancária-modeo do nosso Estado, uma instituição que devia ser a nossa caixa-forte e afinal revela falhas imperdoáveis para com os clientes diários e muito polémicas nas suas grandes operações.

Mas meus caros: enquanto esperei meia-hora para ser atendido numa das televisões penduradas na parede, passava o canal CGD (não sei se se chamará assim) com uns gestores e directores a falarem da grande obra benemérita da Caixa ao contribuir com uma verba para estudar a redução de ozono no Polo Norte (ou por ali perto!). Isto não é de ficar de boca à banda ? Ou estou maluco ?