quinta-feira, maio 20, 2010

A Opereta Portuguesa


Um País esquizofrénico. De um lado os que trabalham, investem e arriscam, também os que estudam e evoluem. Do outro: uma cambada de gastadores compulsivos, ociosos e parasitas que vivem à custa da outra metade. Isto é óbvio mas não há nada como passar na Marginal à hora do almoço e ver as praias cheias, as bichas na Ponte 25 de Abril no regresso da Caparica ou a quantidade de gente que enche os centros comerciais a horas mortas.

Nesta semana à minha volta toda a gente se lamentava. Um administrador no elevador lamenta a indiferença das equipas e o governo que desgoverna, um empresário amigo teve quase de passar a vias de facto para reaver uma factura de há um ano, um familiar desesperado para arranjar uma empregada de balcão...podia continuar o rol do descontentamento.

Claro que é difícil um pais sobreviver com um governo de mitónamos, um Primeiro-Ministro a fazer de actor canastrão, uma oposição desvairada no timbre da voz de Louçã, ou a atitude de anjolas de PPCoelho. A opereta nacional com Cavaco na batuta, Sócrates na tanguíce com Coelho , assistida dos camarotes por uma banca divina e na plateia por uns empresários analfabetos, com os sindicatos a fazerem de côro à capela, é um espectáculo degradante onde só faltam as labaredas do fogo do inferno.

O país é o que é. Mas cada um tem o destino que merece. Rezem ao Papa e votem no Senhor que se segue.

1 comentário:

  1. De facto é mais ou menos este o quadro que temos neste momento.
    Pelo meio, não há ninguém que ponha o 1º na ordem e lhe diga que acabaram as fantasias.
    Chega de projectos giros que servem apenas para calar a boca aos vizinhos espanhóis e aos amigos das construtoras.
    Estou lixado por ir pagar pelos erros consecutivos daquela corja de bandidos!
    Como dizia o grande Vilhena, "Não há ninguém que parta os cornos a esses gajos?"
    E já agora, ninguém pode falar com o senhor Merdaíl sobre o campeonato do mundo de futebol que sua excelência quer organizar?

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