domingo, abril 18, 2010

O Flower-power de Sócrates e Jardim


Alberto João Jardim não engole sapos em vão. E se o sapo render umas ajudinhas para a ilha ele é capaz de até dizer bem do Primeiro-ministro mais detestado ao cimo da Terra, a seguir ao homólogo Chávez ( de quem aliás Alberto João Jardim gosta, por o achar uma espécie de Fidel Castro com rosário entre os dedos).

Portanto, Sócrates começa a ter esta conjuntura estranha: tem o apoio do Cavaco para a sua estonteante governação, Sócrates e o PS apoiam Cavaco em surdina, o Bokassa português( como um dia Jaime Gama chamou ao líder madeirense) gosta mais de Sócrates do que de Passos Coelho, e até o apoio do novo PSD que acha que "o agente técnico dos projectos feitos" deve governar até cair no pântano do Shrek.

Ainda não vi imagens desse encontro feliz com lágrimas. Não sei se Sócrates teve de beber poncha, se teve de dançar o bailinho ( Sampaio dançou-o e eu fotografei!) ou se teve de mandar umas bojardas para se sentir um político de voz grossa no meio dos apaniguados do chefe do governo madeirense.

Claro que o encontro foi tão institucional e a bem-da-Nação sem que tenham estado em causa questínculas pessoais. Sócrates sabe por os interesses da governação à frente dos interesses pessoais e partidários. E se fosse preciso tomar o pequeno-almoço com Ronaldo no hotel mais chique da Madeira, em nome do apoio à causa, ele fá-lo-ia de graça.

A tragédia da Madeira merece de todos nós a maior das solidariedades. Mas é preciso ver para lá do folclore e das flores. A Madeira está longe de ser a baixa do Funchal e, ao que parece, quem vive longe continua triste e abandonado.

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