sábado, setembro 15, 2007

Direita e caipirinha

Ontem escrevia aqui no meio de alguma leviandade anárquica, que gosto de cultivar, que se aderir ao budismo não implicasse abdicar de algum hedonismo na minha vida eu até me poderia interessar pela cultura Zen.
Encontrei o meu amigo Nuno Lobito em trânsito no elevador do Expresso a caminho de um confim no Mundo e ele tranquilizou-me: se precisares do Porsche, se andares muito nele, isso é compatível com o budismo. Boa. Ele é um fiel praticante e já me tinha oferecido um livro de iniciação.
Hoje no meio de uma sessão fotográfica com uma protagonista da direita portuguesa, porventura a excepção ao cinzentismo do casting da politica lusa, ela dizia-me que há uma direita culta, liberal, conservadora, que cultiva a harmonia, a criatividade e que está muito á frente da esquerda. No fundo é como dizer que a caipirinha não é incompatível com a direita e sua prática. Gosto da ideia. Não transcrevo as palavras exactas mas o conceito agradou-me. Depois do Dalai Lama é a direita a seduzir-me. Bem, quem convive comigo já acha que eu sou das direitas. Há meses ao ter dito em voz alta no open space do Expresso que " eu até sou de esquerda", provoquei uma gargalhada geral que por pouco provocava atraso no fecho da edição...

Confesso que estes temas me atraem. Budismo, Direita, prazer, e um mar de silêncio quando o dia acaba e o sonho começa.

2 comentários:

  1. luiz os 53 estão a lhe dar forte.
    "e um mar de silêncio quando o dia acaba e o sonho começa."
    ai este rapaz...
    beijos

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  2. Sempre que usamos a matéria em proveito próprio e necessitamos dela para dar passos no nosso dia a dia, tem lógica e faz sentido,quando temos a matéria ea usamos para derrotar os fracos a isso chama-se ego
    um forte abraço Amigo Luis
    Nuno Lobito

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