terça-feira, junho 26, 2007

Sócrates enriquece-nos com Berardo !

"País fica mais rico" com Colecção Berardo - disse Sócrates.
Eu acrescentaria: e Berardo ficou mais pobre ?


O primeiro-ministro, José Sócrates, considerou hoje que "o país fica mais rico e Lisboa mais competitiva" com a qualidade da Colecção Berardo, acrescentando que esta está agora instalada num museu "acessível a todos os portugueses".

José Sócrates falava no Centro Cultural de Belém, durante a cerimónia de inauguração do Museu Colecção Berardo, na presença de Joe Berardo, da ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, de vários membros do Governo e mais de mil convidados.

"Com este museu, o país fica mais rico e Lisboa uma cidade melhor. Antes, o roteiro da arte contemporânea acabava em Madrid. A partir de hoje, começa aqui", considerou o primeiro-ministro. / citando Lusa

12 comentários:

  1. O país fica mais rico? Bem, eu sou cidadão e tirando o dia 15 de cada mês, a minha conta bancária é sempre a baixar.
    A cultura é importante sim senhor, mas senhor socas, a barriga do povo, as suas condições de vida, de saúde, de emprego são mais e V. exa, nesse departamento só sabe é tirar, porque dar ainda não vi nada.

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  2. + 1 de ir às lágrimas.

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  3. Mesmo estando em cuecas

    Pão e circo. E Joe Berardo e cultura. Ou cultura e Joe Berardo. Porra, afinal, quem é este gajo. Ah! É aquele que gosta “muuuiiito” de dinheiro e que tem um grande “coração”. Abençoado homem.

    Não é que acordei com um barulho e vim ver se andava alguém estranho pela casa. Pois, é que a esta hora da noite, com toda a gente a dormir, não posso confiar nos meus cães, uma já é muito velha e o outro, embora novo, dorme que nem um... cão.

    Afinal, ninguém me anda a assaltar a casa, mas convinha confirmar. Era só a minha filha que adormeceu com a televisão ligada e a luz acesa.

    Já agora, mesmo estando em cuecas, aproveito para fazer uma mija e escrever este post.

    Nota:
    Este comentário acho que assenta aqui bem e foi escrito às 3:28 da madrugada de hoje no meu blog.

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  4. Verdadeiro ou falso mecenato à parte, facto é que está lá.

    E AINDA BEM.

    PS
    Nem só de pão vive o homem.

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  5. Que mecenato...!?
    Meu caro, não me faça rir...
    Que até acordei o cão, que estava aqui a ressonar e parece que ficou indignado. Também só dorme este gajo!

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  6. Caro js,
    O gajo não tem disposição para lhe responder e o cão do gajo, tem agenda ocupada.

    Haja elevação!

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  7. Aquela colecção é uma treta, vale tanto como a licenciatura do Sócrates, foi comprada por fax.

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  8. “Haja elevação!”

    Meu caro “Xiolas”,

    Então, eu vou responder com (alguma) elevação.
    Considero que pessoas “tipo Joe Berardo” têm o seu valor, porque souberam construir fortunas, sem precisar de perder tempo com licenciaturas “independentes”.
    Sem dúvida que, para conseguir chegar onde chegou sob o ponto de vista financeiro, tem de ser uma pessoa inteligente e que se soube apoiar nas pessoas certas para decidir sobre os seus negócios.

    Agora, não tenho dúvidas de que muitos destes homens também, ou sobretudo, cresceram financeiramente na especulação bolsista, o que não deixa, também, de ser um mérito.

    Mas, sinceramente, já não acredito, por muito que me esforce, no “coração” de pessoas que dizem publicamente que “eu gosto muuuiiito de dinheiro”, conforme li na Sábado ou na Única do Expresso, não sei bem, sendo certo que foi numa delas.
    Fazendo lembrar muitos que vão à missa e fazem festas de beneficência, mas que pagam salários mínimos, muito inferiores aos leasings que pagam pela altas máquinas em que se pavoneiam.

    E todo este mediatismo de Joe Berardo me faz lembrar pessoas que conheço, e ainda são algumas, que não tendo graus académicos nem de nobreza, nem tendo poderes nem influências para serem feitos comendadores, se tornam presidentes de clubes de futebol, não interessando se da 1ª Liga ou das distritais, para que lhes passassem a chamar de “senhor presidente”.

    Eu tenho um título académico superior. Sou licenciado, daquelas licenciaturas do tempo em que se estudava e ia ás aulas. Mas, não obstante ser licenciado, não sou burro.
    E todo o aproveitamento político à volta da colecção Berardo faz bem ao ego do próprio e dá jeito ao cinismo dos políticos. Destes, e dos que hão-de vir.

    Concluindo, tudo isto é muito piroso e daí algum do meu discurso em registo de “carroceiro” e que o meu caro confunde de falta de “elevação”.

    Para terminar, não lhe assiste a si nem a ninguém, a não ser, eventualmente, aos visados, o direito de julgar os outros por falta de elevação. Porque, da minha parte, nunca fiz questão de querer ofender Joe Berardo, nem acho, tão pouco, que ele esteja preocupado com isso.

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  9. Convém não vos esquecerdes intelectualóides pseudo democratas que o pé de meia que originou a fortuna do Berardo foi amealhado no tempo do apartheid portanto sobre o sangue suor e lágrimas do povo preto da África do Sul, onde nós portugueses no dia em que o Mandela morrer somos comidos mesmo em cru, já que a nossa fama de negreiros é a que se sabe. E o Berardo bazou logo depois do apartheid acabar.

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  10. Convém lembrar ao Sócrates que a colecção Berardo vale 316 milhões de euros e por exemplo a Thyssen 3 mil milhões, e que que ele até pode ter acertado quando disse que o Roteiro da Arte Moderna agora começa em Lisboa. Para estudantes claro.....

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  11. De qualquer forma não tinhamos em Lisboa uma Colecção miníma de Arte Moderna e Contemporânea. Talvez misturar uns portugueses cuja cotação no mercado internacional é diminuta seja uma pirueta para alimentar o ego nacional ( quanto vale o Cabrita Reis, que é um subproduto Judd e outros high minimalistas americanos? vale pouco) mas pronto ao fim e ao cabo nem é coisa assim tão cara para o país...e para o Berardo é um grande negócio, porque ao contrário do que ele e os amigos afirmam a colecção não se vai valorizar exponencialmente, excepto para algumas obras
    ( sempre Picasso, Miró, Bacon )e fora daqui era dificil ele colocá-la numa capital, e só teve ofertas de cidades secundárias em França.

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  12. Registei o comentário do anónimo que diz que "... a fortuna do Berardo foi amealhada no tempo do apartheid portanto sobre o sangue suor e lágrimas do povo preto da África do Sul..."
    E eu não fui tão longe com os "negreiros"...

    E o comentador "xiolas" de tão "elevado" que se julga, agora nem ele, nem o cão... "xiam".
    Compreendo que tenha mais que fazer e que o cão continue com a "agenda ocupada".

    E eu, pelos últimos episódios, como o amuo com o Mega Ferreira, por causa da bandeira da Fundação que não foi hasteada, acho mesmo que fui pouco carroceiro.

    Tudo isto é mesmo muito piroso, não merecendo perder mais tempo com comentários.
    Mas estou convencido que isto vai dar mais carroçadas. E já não é só um problema da língua esquisita que fala... talvez seja mesmo da língua.

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