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terça-feira, abril 10, 2007

Sócrates, engenheiro da Farinha Amparo

Factos: em 1993 Sócrates era referido num curriculum da AR como engenheiro civil. Como quem faz esse curriculum são os visados, ou dele têm conhecimento, se ele achasse que estava errado, corrigia-o. Eu só escrevo no meu curriculum o que acho verdadeiro e útil. Não vou escrever que em 1970 tirei um curso de fotografia de dois meses na ex- mocidade Portuguesa ( por acaso tirei).

Sócrates tirou um curso de agente técnico que está para um engenheiro como um decorador está para um arquitecto, um enfermeiro para um médico ou um trolha... para um agente técnico.

Em 1996 quando a Universidade Independente ainda não tinha licenciatura em engenharia, Sócrates fez 4 cadeiras com um professor que disse agora desconhecer mas que esteve no governo Guterres e no actual. Nenhum aluno de então se lembra dele nas aulas, salvo o seu motorista de então, que aceita abonar a sua presença. Enquanto o secretário de estado do ambiente Sócrates marrava nas aulas, o motorista esperava cá fora!! Topam ?

Alguém o viu em exames. Entrava depois do inicio, saía antes do fim, ficava na fila do fundo sozinho.

A quinta cadeira foi dada pelo reitor, que nunca dera aquela cadeira e a filha assinou o canudo a um domingo.

Perante estes factos, publicados pelo Público e pelo Expresso, divulgados logo pela Rádio Renascença, o gabinete de Sócrates desatou a ameaçar com processos judiciais a Renascença, Santos Silva chamou de "jornalismo de sarjeta" ao Público.

Há 20 dias que Sócrates está calado tentando gerir este silêncio da mesma forma que o fez durante dois meses depois de ter tomado posse como primeiro-ministro. Não dizia nada a ninguém.

Sócrates acha que fazer de morto resulta sempre. Desta vez não resultou. Fraco, como parece ser em engenharia, fez mal os cálculos e estatelou-se.

Amanhã vai à RTP dizer o quê? Que aquele curso de pós-graduação que tirou numa semana das 9 às 5 , é para esquecer? Já sabemos. Que nem na Ordem os agentes técnicos está inscrito ? já sabemos. Que a bagunçada na UNI o prejudica ? É mentira: Gago disse ontem que há um ano aquilo era uma escola fixe.

O que vai dizer então ? Que estudar não interessa nada ? Que pode despedir os professores porque afinal para se ter canudo não é preciso estudar nem ir às aulas ?
Poupem-nos por favor!...

A arrogância de Sócrates neste caso do canudo saído na Farinha Amparo é igual à que ele põe no caso da Ota, do TGV, da saúde, dos excedentes da função pública.

crates acha que deve ser ele a marcar a agenda, e o que não cai na sua estratégia tenebrosa de propaganda e informação é mal vinda.

Sócrates não governa o país. Governa o silêncio, o seu silêncio.

Portugal em dois anos não arrancou. Não conheço um português médio que viva melhor- vivem todos pior- ficámos para trás não na última carruagem do TGV mas na última carruagem do comboio correio que sai de Sta. Apolónia e para em Alfarelos e que tarda a chegar à Europa.

Esta mentira é tão descarada como aquela em que fez cair os portugueses, quando ganhou umas eleições a dizer que não aumentaria os impostos e depois o fez.

Esta questão das habilitações da treta de Sócrates é triste.
Estamos perante um caso lamentável de novo- riquismo, de faz de conta. Um provinciano que queria à viva força ser engenheiro
Quem quer um país de excelência, culto, responsável, competente, trabalhador, pode apresentar um curriculum assim?

Imagina-se isto em Cavaco, Soares, Guterres, mesmo em Durão ou até em Santana ?

Comprava um carro usado a Sócrates ?

Blow-Up

O You Tube só me traz agradáveis surpresas. Até tem o Blow-Up, um dos filmes da minha vida.

A Dama de Xangai de Orson Welles, homenagem

Ted Conferencia de James Nachtwey

segunda-feira, abril 09, 2007

OMO o detergente que mais lava em Portugal

O OMO é o detergente com mais sucesso em Portugal.
Deve ser dos sítios do globo onde se lava mais branco. Temos memória curta. Atiramo-nos às figuras públicas como gato a bofe, fazemos julgamentos populares, usamos e abusamos da má língua até engolirmos o nosso veneno mas no fundo somos uns tansos, uns otários ( Viva a Ota, eheheh!!) que à primeira oportunidade devolvemos a inveja, o ódio, em forma de lavadela em barrela a condizer.

Vem isto a propósito da forma como as televisões e as revistas do coração têm feito uma lavagem a Carlos Cruz. Eu percebo que é aceitável que uma figura polémica e popular, controversa, chame público pelas melhores e piores razões. E se Cruz vendeu pelas piores razões, agora pode vender pelas melhores.

As parangonas da passada semana que puseram o arguido da Casa Pia como se se tratasse do regresso de um herói, fazendo dele uma vitima, um protagonista de uma história menor em que ele teria sido vitima, o retrato de um bom pai de família (somos todos meus caros, todos) que agora tem dificuldade em realizar que quando vem a Lisboa não vai a caminho do tribunal é de um ridículo atroz.
As revistas rosa que passaram das historietas das madames recauchutadas, às mais lamentáveis intromissões na esfera privada com o uso de uns franco atiradores, designados à pressa por paparazis, descobrem agora outra face: o branqueamento de protagonistas envolvidos em sérios casos de justiça. Já tinha acontecido com a trágica morte do empresário que levou à prisão da socialite sua esposa, acontece agora com Cruz.

Não se trata de condenar ninguém, para isso existem os tribunais. Mas se não os devemos julgar na praça pública, também não os devemos endeusar ou torná-los em pobres vitimas.

domingo, abril 08, 2007

81 anos

Eu com a minha mãe em Portalegre, em 1957. Fotografia do meu pai com Zeiss 6x9

A minha mãe fez hoje a bonita idade de 81 anos.
Não tenho palavras. Um grande beijo mãe.

Mesmo que a noite esteja escura,
Ou por isso,
Quero acender a minha estrela.

Mesmo que o mar esteja morto,
Ou por isso,
Quero enfunar a minha vela.

Mesmo que a vida esteja nua,
Ou por isso,
Quero vestir-lhe o meu poema.

Só porque tu existes,
Vale a pena!

Lopes Morgado, Mulher Mãe

Primavera no Alentejo vista à luz fria da tarde


Fotografias de Luiz Carvalho

Carrascal, Arraiolos, ontem ao fim da tarde. A minha aldeia devolve-me a luz, o verde da Primavera, o frio a cortar quando o Sol vai.
Duas fotos diferentes. Uma a côr, outra a p/b, feitas com a Ricoh GR. O p/b foi feito directamente na câmera. Na fotografia a opção pela luz exacta, a côr ou o p/b, o enquadramento, a focal, a exposição, tudo determina o resultado final da imagem.

13ª da PSP do Porto acusada de ameaçar casal gay

Um casal homossexual algarvio em férias pascais no Porto disse ter sido insultado e ameaçado de agressão, pouco depois da meia-noite de hoje, no interior da 13ª esquadra da PSP daquela cidade, em incidentes que associa a "preconceito" sexual. O casal acusa ainda a PSP da 13ª esquadra (Monte dos Burgos) de não aceitar a queixa que pretendia formalizar contra os polícias.

Contactado pela Lusa, o oficial de dia no Comando Metropolitano da PSP, subcomissário Reis, assinalou a inexistência de qualquer registo de incidentes com os dois cidadãos mas aconselhou-os, "caso seja verdade o que dizem", a formalizarem queixa noutra esquadra.

"Se porventura isso aconteceu, eles devem queixar-se contra os elementos que o fizeram. A ser verdade, é inaceitável", afirmou o oficial.

Bruno Pinho e João Paulo contaram à Lusa que foram "perseguidos" por um carro-patrulha enquanto realizavam um passeio nocturno pela cidade.

"Os polícias acabaram por nos interpelar em termos mal- educados, declarando-nos suspeitos por sermos desconhecidos na cidade, e exigiram-nos a identificação", relataram.

"A cidade está inundada de espanhóis, mas nenhum deles, pelos vistos é suspeito. Só nós é que somos", comentaram.

Como não tinham identificação, prontificaram-se a ir buscá-la à residência onde estão, no Carvalhido, e apresentaram-na na 13ª esquadra.

"Por não sermos do Porto, podíamos nem sequer aparecer, mas quisemos cumprir a nossa obrigação legal", assinalaram, contando que aproveitaram a deslocação para formalizar queixa contra os agentes que os tinham abordado na rua, pela forma "grosseira" como actuaram.

"O agente que nos atendeu começou a elaborar a queixa mas, depois de chamar os agentes que nos tinham abordado na rua, para nos reconhecerem, atirou os bilhetes de identidade, ameaçou-nos com o bastão e mandou-nos para o cà, assegurando que já não aceitava queixa nenhuma", contaram.

Bruno Pinho e João Paulo, que associaram a conduta policial a alegado "preconceito" face à sua orientação sexual, asseguraram que irão "pôr em campo" a sua advogada, formular queixa no Departamento de Investigação Penal e, "se for preciso", recorrer ao Ministério da Administração Interna. Público/lusa

Cristina Garcia Rodero, Páscoa na Sicilia

Foto de Cristina Garcia Rodero. Sicilia na Semana Santa.

A licenciatura SIMPLEX de Sócrates

Depois de Gago fechar a Independente Sócrates virá falar à Nação sobre as tropelias em torno do seu curriculum. Com diz hoje o DN online o primeiro-ministro irá usar a faculdade como bode expiatório. Mas eu gostava de saber se as questões abaixo postas são ou não são factos incontornáveis?

1- Em 1996 a Independente não licenciava engenheiros
2- Em 1996 não tinha conselho cientifico
3- O mesmo professor fez-lhe quatro cadeiras
4- O reitor fez-lhe o exame de inglês técnico
5- A filha do reitor assinou o canudo a um domingo
6- Os colegas não o viram nunca nas aulas. Só nos exames. Entrava, ficava a um canto e saía antes do fim.
7- O professor que lhe deu quatro cadeiras acabou no governo, era amigo de Vara ( que também se doutorou por lá num esquema semelhante) e acabou expulso do governo depois de ter nomeado uma empregada brasileira do restaurante Bacalhau para alta responsável), é ver no expresso de Hoje
8-Sócrates usava papel timbrado do governo para comunicar com o reitor

As embrulhadas não acabam.




Para quem defende o rigor, a qualidade do ensino, a excelência, a competência na função pública, para quem quer um país moderno, culto e capaz, não me parece grande curriculum, nem atitude recomendável.

Estes moralistas acabam sempre por revelar a sua verdadeira face.
Mesmo que o curriculum seja verdadeiro, e eu nem duvido, o que me parece evidente é que foi tudo saído na Farinha Amparo, sem esforço, sem rigor, sem qualidade. Simplex meus caros !!!

Motorista de Sócrates ia levá-lo às aulas à noite !!!

Muito bom o artigo no DN de hoje que em baixo transcrevo com vénia e mais uma novidade: o ex-motorista de Sócrates, quando ele era secretário de estado de Guterres, testemunha e diz que o levava às aulas e ficava à espera. Bom: que aluno interessado ele era ! Os meus alunos faltosos ponham aqui os olhos !!!

E já agora: éramos nós que pagávamos as horas ao motorista e as despesas ?



Na terça ou na quarta-feira, depois de Mariano Gago decidir o futuro da Universidade Independente, Sócrates fará uma intervenção pública em sua defesa, cujo formato ainda não está definido. Na segunda-feira à tarde, o ministro da Ciência e do Ensino Superior comunica a decisão do Governo sobre a Independente, que poderá passar pelo encerramento da escola.

Pressionadíssimo para vir a público defender-se, Sócrates decidiu ficar calado enquanto o processo de investigação à Independente não estivesse concluído. Agora, o DN sabe que o primeiro-ministro vai publicitar os diplomas do curso de Engenharia Civil que concluiu no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, a frequência do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, a licenciatura na Universidade Independente e o MBA concluído no ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa) com 17 valores.

Sobre as irregularidades processuais, Sócrates justificará que nenhum aluno pode ser responsável por trapalhadas de secretaria - como, de resto, já o seu gabinete veio a público declarar. Provavelmente, Sócrates aproveitará para lembrar que a Universidade Independente em que se matriculou era, à época, uma instituição tão honorável que Manuela Ferreira Leite, enquanto ministra da Educação de Cavaco Silva, lhe deu o alvará e o título de "instituição de utilidade pública". Sócrates justificará que frequentou o ensino superior durante seis anos - quatro no ISEC, um no ISEL, as cadeiras da Universidade Independente e o MBA no ISCTE -, o que fará dele um cidadão com um currículo académico acima de muitos dos seus críticos.

A falta da frequência das aulas, denunciada publicamente por alguns dos seus colegas, também será desmentida pelo primeiro-ministro. Uma curiosidade: o seu motorista, à época em que era secretário de Estado, ofereceu-se para testemunhar as noites em que ficou à espera que o então secretário de Estado de António Guterres saísse das aulas.

José Sócrates não poderá esclarecer todas as dúvidas que persistem em torno da licenciatura, nomeadamente o facto de não existir Conselho Científico (o órgão que dá equivalências) na altura em que pediu as equivalências. Dirá que fez o que qualquer cidadão faz quando se dirige a uma universidade reconhecida pelo Estado para ministrar Engenharia Civil, nomeadamente por Manuela Ferreira Leite, que agora o critica: pediu equivalências, deram-lhe.

Luis de Miranda Rocha, morreu um amigo

Morreu Luis de Miranda Rocha. Só hoje o soube quando ouvia o Rádio Clube Português enquanto avançava de carro pela minha aldeia alentejana.

O Luis de Miranda Rocha foi o jornalista que em 1972 no Observador acompanhou a primeira reportagem da minha vida sobre os pescadores avieiros do tejo, do Patacão. Fiz as fotos e escrevi o texto que o Luis me ajudou a editar. Eu tinha 17 anos, e tinha ido coloborar para a Linkrevista do Artur Anselmo, levado por um colega meu do Liceu Padre António Vieira ( não me lembro do nome dele) muito ligado à direita radical, mas muito culto e de quem eu gostava.
Porventura o Luis nem já se lembraria de mim. Há pouco tempo lembrei-me dele já não sei porquê.

Há pessoas que nos marcam na vida por pequenos gestos, por ajudas tão importantes que nem damos conta da sua dimensão.

O Luis morreu cedo, muito cedo. Dá que pensar os talentos do jornalismo que se perderam, que estão em reformas, no esquecimento, na inactividade. Não estou a pensar nos velhos, estou a pensar em muitos que nem sequer fizeram sessenta e que desapereceram dos jornais, das rádios, das televisões.

A nova lei fascista contra o tabaco


A nova lei anti-tabaco é fascista. É absurda, fora da realidade e é uma afronta aos cidadãos. A nova lei anti-tabaco é o retrato de um governo estúpido, autoritário que não governa a pensar nos cidadãos.
Este governo não é amigo do cidadão, usa o seu voto para facturar em multas e em deixar uma ideia de que está a fazer o que tem de ser feito porque é politicamente correcto.
Sou contra o tabaco nos locais fechados e no local de trabalho. Na redacção do Expresso foi proibido fumar há poucos meses. Mas quando o era permitido eu era o primeiro a protestar e a não permitir ninguém ao pé de mim a fumar.
Já ia batendo num tipo que fumava no Corte Inglês para cima do meu filho, então com meses. Não fumo em casa. Mas fumo charuto, cigarrilhas nos intervalos, e não acho que o meu fumo incomode quem quer que seja pois tenho cuidado em atender ao local onde estou.

Não me parece que fumar num centro comercial incomode, ou no átrio do edifício do Expresso ou ar livre.

Mas também acho que fora deste critério ninguém deve ter o direito de incomodar e prejudicar quem quer que seja.

Agora a lei do governo é uma vergonha.
É uma lei que vem de um governo onde o primeiro-ministro fuma e deixa fumar nos voos oficiais com jornalistas a bordo. É uma lei de um primeiro-ministro que fuma em off em
S. Bento, embora envergonhado como um puto que está a cometer um acto de indisciplina e que vai levar tau-tau dos pais.

A hipocrisia tem limites. Sócrates quer reduzir cada vez mais a liberdade dos cidadãos. Começa no cartão de identificação comum, passa para o controle das finanças sobre toda a vida dos contribuintes, continua nas taxas e impostos sem fim sobre tudo e sobre todos vai por aí fora.
As pessoas calam, consentem. Para onde vamos ?

quinta-feira, abril 05, 2007

O novo livro de Alex Webb


Vale a pena ver este novo livro do Alex Webb. Clique aqui.

PSP super-star com uma loira de pivot

O sindicato da polícia,(o mesmo que usa encapuzados para atacar o ministro da tutela?)está indignado. O sindicato indigna-se porque o presidente benfiquista criticou a postura e o estilo de fazer segurança num estádio
Não sou adepto do Benfica, muito menos do ex-rei dos pneus, mas acho que ele tem razão.

A Polícia percebeu que tem de fazer marketing e a melhor maneira é pôr uma loira armada em pivot da televisão, a explicar para uma câmera em travelling o que a equipa de polícias está a fazer. Aquela cena da polícia a descrever: “ agora aquele grupo de polícias avança, troca as voltas aos manifestantes, contorna por trás, aperta dali..”- o género era este e é caricato.

Na sociedade da televisão a polícia usa as técnicas do marketing para mostrar que é moderna e eficiente, pese embora que muitas esquadras mais parecem uns pardieiros e até o sistema informático parece só funcionar bem quando é para fazer caça à multa. Os multibancos dos carros da polícia funcionam, mas o cruzamento de dados dos bandidos parece que não.

Eu gostava de ver a sub -comissária a fazer relatos daqueles durante as operações stop nas rotundas a incomodar cidadãos pacíficos, a horas de trabalho, prejudicando tudo e todos à cata da falta de um documento para facturar multa. “ agora aproxima-se aquele carro a 40à hora, vai ser mandado parar pela brigada, o condutor não tem a morada da carta a dar com a do seguro e…é multa, é multa!!!”- porque não faz cenas destas a PSP?

quarta-feira, abril 04, 2007

Globos de Ouro


Fotos : Luiz Carvalho

terça-feira, abril 03, 2007

Prémio Visão: critica com gosto

Ainda a propósito do meu post de ontem sobre o júri do Prémio Visão.

Para não ficarem dúvidas nos moralistas que comentam no anonimato esclareço:

1- Tenho o maior respeito pelo Prémio Visão e acho, sinceramente, que tem contribuído em muito para o crescimento do fotojornalismo português. Já fui premiado( portanto não tenho de estar desconsolado) sou amigo de muita gente da revista, são uns excelentes profissionais e amigos. O ano passado fui convidado para o jantar com o júri e eu próprio me tenho empenhado na divulgação do prémio, quer quando fui editor multimédia, quer agora como coordenador de fotografia tendo entrevistado o Nachtwey com a Cândida Pinto e o António Pedro Ferreira e este ano o Jean François Leroy.
Portanto: estou em casa e de boa fé e faço figas para haver mais e melhor Prémio Visão.

Também gostava de acrescentar que um blogue é um espaço de debate de ideias, muito ao correr da pena, muito na emoção e que não é uma crónica limada e rigorosa.
Aqui escrevo ao correr do pensamento, nunca corrijo o que escrevo e daí o risco. E às vezes algum disparate.

Gosto de correr riscos, mas não sou parvo, mas adorava ver certas pessoas a fazer o mesmo.

2- Também admiro o júri de grandes personalidades do fotojornalismo mundial. São do melhor que há. Apenas disse ontem que achava que o júri parece desconhecer por vezes a realidade portuguesa e acaba por votar em trabalhos que não traduzem o que acontece no país.

3- Acrescentei que seria bom haver portugueses no júri independentes das capelinhas.

4- E disse que achava a vitória do Manuel de Almeida incontornável porque a foto é mesmo boa e mais: é uma lição para aqueles que têm a mania que são artistas e na hora falham as fotos porque a snobeira lhes faz mal à vista. Ainda disse que o vencedor é um tipo divertido e que acaba de dar uma lição em quem não acreditava nele como fotógrafo e o boicotou na Lusa.

Para os intriguistas que andam no anonimato cobarde a insultar a inteligência alheia penso ter esclarecido. Claro que entra-lhes a 100 e sai a 200. Nada a fazer meus caros !...

segunda-feira, abril 02, 2007

Prémio Visão, um júri estrangeirado

O Prémio Visão tem uma indiscutível importância no jornalismo português.
Digo
jornalismo e não fotografia. É uma evidência, mas a prática leva-nos por vezes a encontrar na fotografia de imprensa mais arte que informação.

Os prémios são como os passatempos da RTP: falíveis, subjectivos. Polémicos sempre.

Sobre o prémio deste ano:não há fotografo que eu conheça que não se ria da forma como os prémios foram atribuídos. Claro que todos concorreram, não ganharam nada e ainda por cima conhecem o trabalho do Manuel de Almeida.
O Manuel é um bonacheirão, um pândego e tem uma qualidade enorme: é corajoso, voluntarioso e arrisca o pêlo. Em Timor já foi ferido porque escorregou e caiu.

A foto vencedora é um bom shot. Não é uma foto com intenção, enquadramento, técnica, sensibilidade. É uma foto que testemunha. Manuel era o homem certo, na hora certa com uma máquina na mão. Disparou. Ganhou. Óptimo.


Não se percebe porque não há portugueses no júri, como se só os estrangeiros pudessem garantir a qualidade final. E a verdade é que não o têm conseguido fazer. O júri escolhe por vezes banalidades, lugares comuns, deixa-se levar pelo exotismo.
Há trabalhos de colegas, de grande qualidade, que não passaram nem a menções honrosas.


O concurso devia reformular o júri. Devia ter um editor internacional, um fotojornalista estrangeiro e um português convidado, um editor português fora dos jornais, e uma personalidade portuguesa acima das tricas fotográficas. Enfim: devia ter participação nacional mesmo em minoria.

Nem sempre as sumidades acertam e a vitória deste ano foi a prova provada.

( versão revista)


Bom site de fotojornalismo

O Alexandre Vaz mandou-me este link: http://www.lightstalkers.org/alexandrevaz para eu comentar. Convido também todos os meu leitores-fotógrafos ( ou mesmo os que aqui espreitam as Matadinhas deste mundo!) a verem o site ( excelente ) e a entrarem na discussão.

O silêncio em volta da licenciatura de Sócrates

Sócrates faz de morto quando lhe convém.
Se alguém sabe usar o silêncio é Sócrates.
O que é notável num homem que se passa constantemente, tem mau feitio e berra que se farta ao telefone. É o animal feroz, segundo ele se confessou um dia no terraço do Hotel do Chiado ao Vítor Rainho, durante uma daquelas entrevistas de vida, caras ao Rainho e caras em si mesmas.

O primeiro-ministro fala, fala em excelência, acha que o MIT é uma coisa fabulosa para Portugal, mas quando lhe toca parece que acabou por tirar um curso á pressa.
Licenciaturas Simplex.
Claro que um canudo não faz de um burro um barra, mas convenhamos que é melhor termos um Primeiro-Ministro com uma formação académica notável a um agente técnico de engenharia que não se sabe bem como, acabou por se licenciar em engenharia. Aliás, Sócrates também não consegue explicar.
O Professor Karamba não fazia melhor !

Claro que os jornais têm silenciado esta cegada. E a oposição, talvez medrosa de arriscar porque porventura terá também alguns doutores de aviário nas suas fileiras, cala-se.

Hoje já se falava que um ex-braço direito de Barroso também lhe teria saído o canudo na farinha Amparo...

Se o Público e o Expresso não tivessem pegado na história outra vez já ninguém se lembrava do "caso do canudo do engenheiro primeiro-ministro passado a um domingo, assinado pelo reitor e sua filha." Lindo ! O Sr. lei do Noddy adoraria investigar !!! E no fim era o Mafarrico a ser apanhado.

Aflito o governo quer mostrar serviço e Gago manda fechar a Independente, como se o estado da desgraçada universidade tivesse alguma coisa a ver com o curriculum universitário de Sócrates, que mesmo que seja tudo verdade, já percebemos: cursos daqueles são às paletes. O Vara também tem um daqueles canudos e parece que quando foi Presidente do Instituto para a segurança rodoviária não se esqueceu de quem lhe deu a mão para fazer uns testes passáveis.

O homem que Sampaio obrigou Guterres a demitir, ogénio que inventou as matrículas K, a tolerância zero e as datas de registo dos carros nas matrículas ( tudo coisas que na Europa não existem), Armando Vara o bancário da CGD que virou banqueiro da CGD, depois de passar pelo governo PS, também é doutor da mula russa.

Fazem de mortos e esperam que o tsunami passe. Chiu!!...

Agora meus caros amigos: estou orgulhoso. Tenho mais habilitações do que Sócrates e o meu curso de arquitectura, se o quis ter tive de estudar e bem, depois de um dia de trabalho nas construções escolares. Andei 6 anos para ser arquitecto. Não me deram cadeiras, tirando a de estruturas do 2º ano a que passei com a cadeira de projecto ( acho que era assim que se chamava) por não ter havido professor.

Eu posso projectar uma casa mas se Sócrates fizer os cálculos... a casa nem se chegará a levantar. Como depois disto posso confiar neste homem para me governar ?

domingo, abril 01, 2007

Luiz de Carvalho- introdução 2007

Encontrei um meu homónimo no You Tube. Depois não digam que não tenho sentido de humor !!

A bronca de Salazar na RTP em video e ao vivo

Cavaco em gincana para não convidar Mário Soares

Cavaco Silva o obreiro da entrada de Portugal na Europa. Quando entrou em 1987 para 1º ministro chegou a falar em renogociar a adesão e a propôr um referendo /Foto Luiz Carvalho

Há muito tempo que Mário Soares não reunia à sua volta tanto apoio e consenso.
A diatribe pacóvia de Cavaco Silva de o ter excluído da homenagem aos obreiros da entrada de Portugal da Europa virou o feitiço contra o feiticeiro.

Não lembraria ao careca fazer tamanha diatribe para contornar Mário Soares. O Presidente da Republica acha que os funcionários, burocratas, agentes, e até ex- 30 ministros dos negócios estrangeiros podem entrar na festa, mas o primeiro-ministro da altura não ! Fantástico ! Grande critério !

É de mais ó Nabais !

Cavaco, qual escorpião às costas do elefante, não resiste a meio da travessia de espetar o ferrão, está visto. E isto pode ser o pronúncio de outras atitudes do Presidente que muitos opositores temiam e que ele tem feito um esforço notável para não pôr cá para fora.

Personalidades que estiveram contra Soares na campanha vieram agora apoiá-lo e ele esteve muito bem. Limitou-se a dizer que não comentava os critérios do Presidente e que isso nem merecia dizer mais nada. Toma!

Aqui para nós deve ter sido um alívio para Soares não ter que aturar essa cerimónia. Ainda fazia como no dia da posse de Cavaco e desaparecia porta fora.

sábado, março 31, 2007

Macário Correia dá bicicletas aos funcionários


A SIC noticias acaba de passar uma reportagem em Tavira sobre 4 bicicletas que a autarquia de Macário Correia ( aquele que achava que beijar uma mulher que fuma era o mesmo que comer um cinzeiro!) pôs à disposição dos funcionários para circularem em trabalho.
Na reportagem aparece o autarca a dizer que é uma coisa bestial, protege-se o ambiente, a verborreia do costume. Até uma criança anafada aparece a dizer que anda de bicicleta nas férias porque é bom para o ambiente, o costume.

O que a reportagem não mostrou é que Tavira era uma das mais belas vilas portuguesas e que o betão, a estupidez do imobiliário selvagem, a cegueira da câmara de Macário transformou em mais um lamentável exemplo de mau urbanismo. As ruas de Tavira são de mau piso, mal sinalizadas, não há estacionamentos e toda a zona das salinas e do rio estão ao abandono, subaproveitadas, invadidas por hipermercados em barracões.
Macário Correia que gosta da demagogia, pode andar de burro e de bicicleta, pode enganar papalvos mas nunca conseguirá explicar ( também não lhe perguntam é verdade) como transformou Tavira num subúrbio sem graça.

Canudo de Sócrates passado a um domingo


Sócrates é engenheiro?
Não.
Sócrates é licenciado em engenharia?
Sim
E sabe construir casas?
Não.
Andou na Universidade?
Sim.
E foi às aulas?
Não.
E alguém o viu por lá?
Sim.
E sabemos quem ?
Não.
Aplica-se aqui o curso simplex?
Sim.
E o Mariano Gago reconheçe-o ?
Não.
Sócrates pode projectar?
Sim.
E o que acontece às casas?
Caem.
E isso é relevante para o país?
Não.
Os alunos de Portugal podem seguir o exemplo Sócrates?
Podem.
E devem fazê-lo?
Não.
E o que acontece se o fizerem ?
Chumbam.
Pode-se trabalhar aos domingos?
Não.
E pode passar-se canudos ao domingo?
Pode.
E é válido ?
Sim e não...

túnel do Marquês,será assim ?

sexta-feira, março 30, 2007

Cavaco sobrevoa a zona da Ota

A foto vem no site da Presidência e mostra Cavaco Silva, no passado dia 20 de Março, no regresso de Santa Margarida, onde esteve a visitar as tropas nacionais que mais tempo estiveram num cenário de guerra: a Bósnia.

Consta que terá sido por aqui, mais milha menos milha, que o Presidente sobrevoou o local da Ota onde Sócrates quer fazer o novo aeroporto.

A foto, excelente, deve ser do meu amigo Luís Filipe Catarino.
Com esta qualidade só pode, e deve.

No sítio certo, no instante exacto

Foto de Nick Ut feita em 1972 no Vietnam. A foto tem vários erros mas tornou-se num ícone da Guerra do Vietname. À direita David Burnet um dos fotojornalistas mais notáveis falhava a imagem ao mudar de rolo.

Prémio Visão, a vitória da oportunidade

Fotografia vencedora do prémio Visão 2007 de Manuel de Almeida da Lusa.


Hoje em conversa com Jean François Leroy, director do Festival Visa pour L`Image e júri este ano do Prémio Visão, ele dizia-me e à Ana Soromenho, durante uma entrevista para o Expresso, que os fotógrafos contavam menos do que as fotografias.

Dava o exemplo da foto feita no Vietname da miúda queimada com napalm, imagem sem nenhum interesse estético ou técnico e que , no entanto, se tinha tornado num ícone da guerra. Mais: por ironia a um canto dessa foto vê-se um fotógrafo a mudar um rolo, falhando por completo a foto, que é David Burnet um dos mais brilhantes fotojornalistas americanos. ( Ver post acima).

Isto a propósito da foto que ganhou o Visão deste ano. Logo que vi esta foto, acho que na primeira do DN ,disse ao António Pedro Ferreira: " Grande foto!" depois vi que era do Manuel de Almeida da Lusa. Confesso que não sou apreciador do trabalho do Manuel de Almeida e que não gosto nada do trabalho que a Lusa faz, posso até dizer porquê noutra altura. A verdade é que o estar no local certo à hora certa e disparar sobre o que mexe pode dar uma foto soberba.
Parabéns Manuel ! (O pior vai ser aturá-lo ! Ele já se achava o maior repórter de guerra português , imagine-se agora !...)

O prémio de reportagem para o trabalho de Nelson d Àires sobre Fátima, no dia da transladaçaõ do corpo da Irmã Lúcia, é um excelente olhar sobre uma realidade já muito batida e que ele soube retratar de uma forma nova.
Não há temas esgotados. Há olhares esgotados.
Gostei mesmo muito deste trabalho.
Merecia mais prémio mas também reconheço que a foto do Manuel de Almeida supera e torna-se incontornável.

quinta-feira, março 29, 2007

Baixa da Banheira, retratos urbanos




Fotografias de Luiz Carvalho feitas no passado domingo.


Sócrates, pobre franciscano

Moda Salazar

Marcelo Caetano vai ser homenageado no Rio de Janeiro

Os velhadas estão a voltar.

Salazar acaba de ser vingado num concurso na televisão estatal. A RTP que fez 50 anos, fez mais pela memória de Salazar em meia dúzia de horas de emissão do que os saudosos do antigamente, os frequentadores da velha senhora. A própria RTP se tornou numa velha senhora, ela que durante anos foi a senhora do regime deposto no 25 de Abril.

Por incúria, falta de rins, por ingenuidade e pânico, a RTP fez tudo ao contrário no concurso e acabou por se ver com um fantasma no armário. Se toda esta palhaçada se tivesse passado numa televisão privada a Entidade reguladora já tinha começado a cuspir e a ameaçar. Como foi na RTP foi serviço público. E que serviço !

Salazar ganha na TV. Salazar vai ter museu em Santa Comba.

A irmã Lúcia fez 100 anos que nasceu e vai ter também um museu no Carmelo.
Mais um golo do antigo regime.

Marcelo Caetano é recordado no Rio de Janeiro com pompa e circunstância numa cerimónia onde estará Rui Patrício, ex-ministro do regime.

Salazar é representado no Teatro Dona Maria.

A filha do pide Silva Pais dá livro e peça de teatro...

Provavelmente ainda muitas outras figuras do regime antigo serão devolvidas à História. Portugal precisa de exorcizar os seus fantasmas.

Esta semana o jornal espanhol El Mundo começou a oferecer uma colecção de selos e notas do regime franquista, cópias claro. Imaginam uma colecção destas sobre o salazarismo dada em Portugal por um jornal de referência ?

Estamos ainda muito preconceituosos com o regime passado e isso é mau: repõe saudosismos e nostalgias doentias mitificadas, boas para cresceram num período sem horizontes, nem ânimo, nem nada.

quarta-feira, março 28, 2007

Voltando à Baixa da Banheira

Alguns leitores escreveram-me contestando algumas frases minhas sobre a Baixa da Banheira. É verdade que quando falei da vitória do Salazar na RTP fiz a ligação com o povo cinzento da Baixa da Banheira.

O que eu queria dizer é que aquela gente que eu vi na procissão e a espreitar pelas janelas, gente triste, carregada, são rostos de um Portugal abandonado, ostracizado. Os subúrbios de Lisboa mais parecem cidades do tempo da RDA ou de outro país de Leste nos anos setenta.

Claro que há lá gente alegre e feliz mas o que eu vi naquela tarde foi o contrário. Aproveito para dizer que aquela gente me sensibiliza e tenho uma grande admiração e respeito, não fosse eu um fotógrafo em busca de rostos e sentimentos nas pessoas.
Também sei que a gente da margem sul é lutadora, anti-salazarista e que têm dentro de si a chama da resistência.

O perigo das apreciações subjectivas é que podem por vezes magoar e generalizar o que não pode ser.

Espero que os meus amigos da Baixa da Banheira entendam isto e que Nuno Cavaco o Presidente da Junta comunista ( soube agora ao ler um dos comentários) não fique muito ofendido.
Luiz Carvalho

segunda-feira, março 26, 2007

Homenagem a Salazar

Para os verdadeiros salazaristas aqui vai um vídeo de Salazar.
Se esta Luciana Salazar fosse a votos perderia e o velho das botas viveria. A democracia tem destas injustiças, principalmente quando praticada ao telefone!...
Que Deus nos perdoe e Cerejeira abençoe.

Salazar vence "maior português de sempre"


Uma vitória embaraçosa, uma vitória que é uma derrota para a democracia, um protesto porventura para o presente em que vive a política portuguesa.

O povo que eu hoje vi na Baixa da banheira tem muito a ver com esta vitória: é a vitória do cinzentismo, da falta de cultura democrática, é a vitória de um povo que aprendeu o paternalismo com Salazar, com Eanes e Cavaco e que despreza votando para pior português de sempre Mário soares ( já ninguém parece lembrar-se dessa votação).

Claro que o salazarismo esta mal contado. Claro que esse período de Portugal foi pintado por comunas mentirosos e enfadado por conservadores mentirosos.

Mas esta votação em Salazar nada tem a ver com história esclarecida. Tem tudo, e só a ver, com este tique português, porventura do Homem: o autoritarismo tem adeptos, demasiados, e o que a malta gosta é mesmo de umas boas arroxadas.

domingo, março 25, 2007

Todos nós devíamos ir à baixa da Banheira

Já foram à Baixa da Banheira ? Deviam ir. Todos os políticos deviam passar um dia pela Baixa da Banheira como eu fiz hoje. Aprende-se muto sobre o outro Portugal: o social, o abandonado, o pobre, o que não existe.
Estive lá a fotografar uma procissão com teatro alusivo à crucificação de Cristo.
Largas centenas de pessoas com as crianças vestidas de anjos participaram no evento organizado pela igreja e por um grupo de franciscanos, fãs, fanáticos, devotos do santo.

A Baixa da banheira é um subúrbio de Lisboa nascido nos anos sessenta colado a um tecido urbano antigo. Tem toda a paisagem de subúrbio: casas escalavradas, uma linha de comboio com passagens para carros e peões, janelas tristes com gente a espreitar, lojas decrepitas e lojas de chineses, ruas com nome de liberdade e uma rua chamada da amizade, cartazes do PCP chamando à acção política, céu de chumbo onde espreita arco-íris, tascas com pastéis de bacalhau e televisões de plasma, carros abandonados nas ruas sem saída, gente de kispos escuros como um país de Leste dos anos setenta, muitos velhos, idosos como é correcto dizer, crianças loiras e alegres, algumas mulheres que devem ter sido belas, ex-cover girls de revistas eróticas vestidas de santas, padres antigos e padre de cabelo comprido e ar de cocheiro, uma igreja que parece uma estação de camionagem, uma cruz de néon recortada na rua deserta, uma tristeza latente, a triste vida dos subúrbios das cidades modernas- partindo desse princípio para se falar de Lisboa.

Há alguns anos fui à baixa da banheira fotografar um quarto onde tinha vivido um serial killer que actuava nos comboios franceses, Hoje voltei para fotografar uma procissão.

Carla Bruni

Carla Bruni: " Quelqu`un m`a dit"

Sessão fotográfica com Merche Romero

Allgarve e o Pinho passou-se de vez


Mais um disparate nacional made in Manuel Pinho. Que dizer de tanta asneira ? Todos contestam e agora ?

sábado, março 24, 2007

Presidente Cavaco baralha-se com @ e dot.com


O Presidente Cavaco Silva quer ser multimédia ( está na moda, não é o único!) mas afinal não sabe distinguir um endereço de e-mail de um endereço de um site. A gaffe monumental vai ficar para o rol das piadas nacionais ao lado pib de Guterres. "É fazer as contas..."- foi há pouco na SIC notícias fazendo parte de uma reportagem sobre a estreia do filme de Luís Galvão Teles, " Dot com", em Ferreira do Zêzere.

Também vi Manuel Pinho em Paços de Ferreira a aproveitar um espelho de um pechiché para ajeitar a gravata. É o dia do móvel de pinho (!) e não se admirem se as peças do IKEA passarem a trazer uns torneados!

A vitória de Portugal sobre a Bélgica foi como limpar o rabo a meninos ( desculpem a graçola só possível num

blogue). A prova de quem canta de galo acaba crucificado na panela.

A SIC notícias interrompeu a transmissão da entrevista a Jacques Delors para ir em directo para a conferência de imprensa de Scolari. Aí está uma boa opção editorial para uma estação que se pretende de referência.Eu nem queria acreditar.
Ainda por cima para ouvir as habituais banalidades do brasileiro ditas como se fossem grandes tiradas filosóficas. Poupem-nos !

Hoje na minha rua no Livramento, Estoril, cruzei-me com um Opel Corsa com a sigla da Câmara de Lisboa, com uma cadeirinha de bebé atrás ocupada. Em serviço não andava de certeza. Porque temos nós contribuintes de pagar isto ?

Viram os ordenados dos gestores das empresas camarárias ? E algumas até gastaram o capital social ! Depois disto o "engenheiro" Sócrates ainda se considera um moralizador ?

Ontem na A5 na zona de 3 faixas Cascais- Carcavelos uma Transit dos serviços prisionais circulava na faixa do meio a 80 à hora. Eu para a ultrapassar com o meu jipe que vinha na direita a 100 tive de passar para esquerda e depois de buzinar insistentemente voltei à direita. A Transit continuou ao meio e acabou por virar à direita para sair em Carcavelos. Se nem a polícia cumpre porque deverão os cidadãos fazê-lo?

sexta-feira, março 23, 2007

Sócrates é engenheiro ou não ?

O jornal Público de hoje, 22-3-2007, traz uma reportagem extensa da autoria de Ricardo Dias Felner, e ainda de Andreia Sanches, sobre "Falhas no dossier da licenciatura de Sócrates na Universidade Independente" . Ver este link da página 2 do jornal - os demais textos só estão disponíveis para assinantes. O que se conta é mau demais para poder ser concebível como verdade... Do Portugal Profundo analisaremos mais tarde esta reportagem, os novos elementos que revela e novas pistas de investigação.

O jornal "O Crime" de hoje, 22-3-2007, continua a explorar o tema do título de "engenheiro" do primeiro ministro e o recuo na sua utilização.

A seguir, irei analisar a reportagem do Público de 22-3-2007 (pequena entrada na capa e desenvolvimento nas pp. 2-5) sobre o percurso académico do primeiro-ministro José Sócrates e a utilização do título de "engenheiro" em sete capítulos: bacharelato no ISEC; frequência do ISEL; licenciatura na Universidade Independente; "pós-graduação na Escola Nacional de Saúde Pública"; a conexão partidária do docente de quatro das cinco cadeiras da licenciatura; a nota do primeiro-ministro ao jornal; e a ética da notícia. Depois da análise dos novos factos trazidos pelo Público, apresentarei ainda algumas pistas de investigação que faltam explorar e esclarecer.

1. O bacharelato no ISEC
Pela primeira vez é revelada a nota do bacharelato em Engenharia Civil no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) de José Sócrates, 12 valores, e a data de conclusão em Julho de 1979.

Realmente, a história de altar "Sócrates - Da infância ao poder" publicada na revista Tabu do semanário Sol de 10-3-2007 estava incompleta nos elementos mais importantes: se lá vinham as notas de 18 a Análise Matemática I e Física II, o 17 a Física I, o 12 a Química Aplicada e a referência a mais "três 15", do primeiro ano e o 15 a Análise Numérica do segundo ano, além de "dois 17" e "míseros 10", faltava a nota do bacharelato omitida na história completa da vida do primeiro-ministro publicada no Sol.

Tendo em conta esta média de 12 e o peso das cadeiras do bacharelato do ISEC na licenciatura, para cumprir a média de 16 com que José Sócrates, segundo o reitor da Universidade Independente Luís Arouca em entrevista ao diário "24 Horas" de 28-2-2007, teria terminado a licenciatura, ameaçava atirar as notas do ISEL e da Universidade Independente para valores aritmeticamente impossíveis. No entanto - e após o post Do Portugal Profundo de 28-2-2003 "O Dossier Sócrates da Universidade Independente" que teve ampla divulgação na blogosfera e foi citado n' "O Crime" -, a autora da peça, Ana Sofia Fonseca (com base em informação do entrevistado José Sócrates) corrige a informação do reitor e publica o 14 como a média da licenciatura na Independente...





Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não é arguido ou suspeito no seu percurso académico do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade.


Publicado por Antonio Balbino Caldeira em 3/22/2007 01:29:00 AM
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O papel social do Engenheiro...

Como chamou a atenção um comentador deste nosso blogue, quem sabe o que significa ser engenheiro em Portugal é a Prof. Doutora Maria de Lurdes Rodrigues, responsável da pasta da Educação do Conselho de Ministros a que preside José Sócrates. Como se pode perceber das suas publicações:


No artigo "A Profissão de Engenheiro em Portugal e os Desafios Colocados pelo Processo de Bolonha, nas jornadas «O Processo de Bolonha e as Formações em Engenharia», Universidade de Aveiro, 2003" Maria de Lurdes Rodrigues refere que:

"Toda a história da engenharia em Portugal será marcada por um conflito entre estas duas categorias de diplomados em engenharia: os engenheiros e os engenheiros técnicos. (...) (O)s engenheiros técnicos aspiram ao estatuto e título de engenheiro (...). Todo o conflito gira em torno dos títulos e dos diplomas conferidos pelas escolas"

E mais à frente, na mesma comunicação, a professora agregada de Sociologia do ISCTE, actualmente ministra da Educação, desenvolve o tema:

"A Ordem dos Engenheiros adquiriu em 1992, já portanto no quadro de regime democrático, o estatuto de associação pública e obrigatória, à qual o Estado conferiu o monopólio de representação, regulamentação, controlo do acesso e competência disciplinar sobre os licenciados em engenharia que exerçam a profissão de engenheiro. É ainda a instituição com poder de atribuição do título de engenheiro, reservado exclusivamente aos seus membros. Nos actuais estatutos da Ordem só podem ser admitidos como membros os licenciados em engenharia que exerçam profissão de engenheiro, e que além do curso realizem um estágio e prestem provas de admissão. Como, pelos estatutos, podem ser dispensados de provas de admissão os candidatos licenciados por escolas a quem a Ordem reconheça a qualidade dos cursos e dos programas de formação, esta criou e tem vindo a incrementar um sistema de acreditação profissional dos cursos de engenharia. Tal sistema sobrepõe-se ao sistema de credenciação por diploma instituído para muitas profissões, há muitos anos, nas universidades.
Na prática do total de 300 cursos existentes no país cerca de 90 estão acreditados pela ordem dos engenheiros. Aos diplomados dos cursos acreditados é permitido o acesso automático à ordem, à profissão e ao título de engenheiro. Aos diplomados dos cursos não acreditados, a admissão como membro e o acesso ao título estão condicionados pela aprovação num exame à ordem.
"


O curso de Engenharia Civil da Universidade Independente, como já provei, ainda não está acreditado pela Ordem dos Engenheiros, carecendo o candidato, que obtenha o respectivo diploma de licenciatura, de aprovação numa prova de admissão, para além do estágio obrigatório para quem possua um curso acreditado pela Ordem ou não.

Já expus no post de ontem (21-3-2007) que José Sócrates parece saber a diferença entre o grau de licenciado e o título de engenheiro. Mas, se permanecer com dúvidas, deve perguntar à sua ministra da Educação que ela com certeza lhe explicará. De qualquer modo, ficamos aguardar o furor do artigo da ministra "O Papel Social dos Engenheiros" no livro "A Engenharia em Portugal no séc. XX", organizado pelo secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Prof. Doutor Manuel Heitor, possa aclarar este case-study sombrio.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não é arguido ou suspeito no seu percurso académico do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade.

Publicado por Antonio Balbino Caldeira em 3/22/2007 12:27:00 AM
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Quarta-feira, Março 21, 2007
O candidato ao título

O primeiro-ministro José Sócrates parece conhecer a diferença entre um grau de licenciado e um título profissional. Ora, veja-se este exemplo elucidativo que nos foi trazido por um comentador, com a declaração, em 3-6-2006, do primeiro-ministro sobre os 60 mil candidatos que ficaram de fora no concurso de professores:

"Desses 60 mil que referiu a maior parte deles não são professores. São pessoas que se candidataram ao lugar de professor. Nunca tinham sido professores na vida. É bom que esse esclarecimento se faça." [realce meu]


Realmente, é bom que o esclarecimento se faça sobre o seu uso do título de "engenheiro" e sobre os seus registos académicos... Continuamos à espera.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não é arguido ou suspeito no seu percurso académico do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade.

Publicado por Antonio Balbino Caldeira em 3/21/2007 08:43:00 PM
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Terça-feira, Março 20, 2007
Engenheiro eu sou...

Além da biografia do Portal do Governo, onde até sexta-feira (16-3-2007) e no Perfil até ontem (19-3-2007), aparecia como "engenheiro", conforme apresentámos nos posts anteriores, surgem outras referências de José Sócrates a este título que não possuirá.

O Carlos da Grande Loja do Queijo Limiano encontrou duas referências nos media em que José Sócrates se terá apresentado ou assumido como "engenheiro":

uma da RTP/Lusa de 3-6-2006:

"Recordando ser também engenheiro civil, José Sócrates contou que, enquanto estudante, Edgar Cardoso foi para si e para os colegas "uma grande referência";

"Depois da experiência universitária em Coimbra regressei à Covilhã como engenheiro e trabalhei entre 1982 e 1987 na Câmara Municipal"


Mas a melhor até agora, descoberta por um leitor deste blogue, parece ser a de 5-2-2007 no DN, em que Sócrates, num comício da campanha sobre o referendo do aborto, terá dito:

"Estou aqui só como engenheiro e como político"


Palavras para quê?...

Publicado por Antonio Balbino Caldeira em 3/20/2007 03:13:00 PM
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Segunda-feira, Março 19, 2007
O "engenheiro" e a "Engenheiria"
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Imagem picada, às 16:15 de 19-3-2007, daqui (versão provavelmente temporária)


O gabinete do primeiro-ministro não consegue acertar uma. Os assessores ou funcionários não conseguem cumprir as instruções do chefe que os manda emendar o curriculum. Na sexta-feira passada (16-3-2007) deixaram metade do trabalho por fazer: emendaram a biografia, mas não a outra página oficial do perfil do primeiro-ministro, onde ficou a constar ainda a afirmação alegadamente inválida, irregular ou ilegal, de que é "engenheiro". Até há pouco.

Fim de semana passado, os assessores - presumo - voltaram a rastrear este blogue Do Portugal Profundo e viram que tinham deixado de fora o rabo do gato. No fim da reunião de damage control marcada por terem sido apanhados com a boca na botija, devem ter concluído que não restava outra possibilidade senão emendarem-na, mesmo nas barbas do público atento. Pediram autorização - a quem manda - para alterar também essa outra página do Portal do Governo e hoje (19-3-2007) à tarde corrigiram-na - de manhã ainda estava na versão de "engenheiro", conforme consta da versão que imprimi.

Por informação de um comentador, reparamos na alteração. Mas... nova cavadela: nova minhoca. Esta tarde, o "engenheiro" passou a "licenciado em Engenheiria Civil" (sic) - página consultada e gravada às 16:15 de 19-3-2007 e aí em cima exposta. Assim seja. Aliás, depois de tantas contradições e silêncio, José Sócrates pode ser o que ele quiser.


Pós-Texto: Sugerimos aos leitores que vão consultando e imprimindo as diversas versões da página da never-ending-story da biografia do primeiro-ministro. São provas.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não é arguido ou suspeito no seu percurso académico do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade.



Publicado por Antonio Balbino Caldeira em 3/19/2007 03:37:00 PM
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Sexta-feira, Março 16, 2007
José Sócrates já não é engenheiro...

A biografia oficial do primeiro-ministro, que consta do Portal do Governo, acaba de ser alterada: José Sócrates deixou de ser "engenheiro civil" e passou a "licenciado em engenharia civil"... Isso pode ser comprovado dentro do Portal do Governo no caminho Primeiro-Ministro> Biografia. Possuo, e creio que muitos leitores também, a prova da modificação da biografia oficial, com a mesma página impressa com versões diferentes.

Quando consultei a página da biografia do primeiro-ministro no Portal do Governo - várias vezes desde que tomou posse do Governo em 12 de Março de 2005 e nos últimos tempos em 28-2-2007, 4-3-2007 e 10-3-2007, altura em que escrevi os postes sobre o tema -, José Sócrates assumia-se como "Engenheiro civil", facto confirmado também por fac-simile da biografia oficial publicado no jornal "O Crime" de 8-3-2007. Hoje (página consultada às 10:01 de 16-3-2007, na sequência de informação de leitor atento) é... apenas "Licenciado em engenharia civil"... Peço aos leitores que imprimam a nova versão da biografia do primeiro-ministro e que se habituem a imprimir os links de informação sensível em linha, como eu tenho o hábito de fazer, para que se retenham as provas do que se afirma.

Eu, e muitos portugueses - porque coloquei nos posts o link do Portal do Governo para que fosse verificado o que digo -, guardamos prova daquilo que creio ser a utilização do título de engenheiro, regulado pelo Estatuto da Ordem dos Engenheiros, aprovado pelo decreto-lei 119/92 de 30 de Junho, publicado no Diário da República n.º 148, I Série A, de 30 de Junho de 1992. Tendo em conta esta mudança, parece cair a argumentação da absoluta regularidade ou legalidade da utilização do título de "engenheiro" pelo primeiro-ministro - de outro modo não se compreenderia que arrepiasse caminho. Creio que uma explicação e um pedido de desculpas se justifica por ter dito que era o que já não diz ser. Além dos esclarecimentos devidos sobre o seu percurso académico.

Uma questão já está, portanto resolvida: José Sócrates, ao contrário do que afirmava, não é engenheiro - como o próprio admite, indirectamente, ao modificar a sua biografia oficial. Mas o assunto não está encerrado, pois permanecem outras dúvidas. Falta responder às outras questões, que colocámos, e prestar os esclarecimentos sobre as lacunas pendentes no seu percurso académico, que identificámos, como é obrigação de um primeiro-ministro.

Do Portugal Profundo temos informação e documentação ainda não publicada e continuamos a investigar de forma lícita e legítima. Solicito aos leitores que possuam informação sobre este assunto público (registos académicos) e aos contemporâneos do curso de Engenharia Civil (e de Engenharia de Recursos Naturais) da Universidade Independente de 1995/96 ou que tenham sido contemporâneos de José Sócrates na dita pós-Graduação em "Engenharia Sanitária na Escola Nacional de Saúde Pública" (ano indeterminado) me forneçam informação para o endereço a.b.caldeira@gmail.com, que eu prometo investigar, no respeito da lei, e publicar aquilo que apurar ser verdadeiro e for lícito fazer. Nada mais, nem nada menos, do que a verdade.


Pós-Texto 1 (15:48 de 16-3-2007): Porém, alertou-me há pouco outro leitor, neste outro caminho do mesmo Portal do Governo - Governo> Composição> Perfil> Área Primeiro-Ministro - às 15:48 de hoje, 16-3-2007, ainda constava como "Engenheiro civil". O pessoal da Presidência do Conselho não deve ter conseguido cumprir discretamente a ordem e o gato parece ter ficado entalado com o rabo de fora... Convinha emendar rapidamente também esse perfil...

Pós-Texto 2 (20:35 de 16-3-2007): Na Voz Surda pode ver-se o fac-simile das duas versões da biografia do primeiro-ministro: antes, em 10-2-2006 ("engenheiro") e depois, 16-3-2006 ("licenciado em engenharia civil").


Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não é suspeito no seu percurso académico do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade.

Publicado por Antonio Balbino Caldeira em 3/16/2007 11:07:00 AM