
A nova lei anti-tabaco é fascista. É absurda, fora da realidade e é uma afronta aos cidadãos. A nova lei anti-tabaco é o retrato de um governo estúpido, autoritário que não governa a pensar nos cidadãos.
Este governo não é amigo do cidadão, usa o seu voto para facturar em multas e em deixar uma ideia de que está a fazer o que tem de ser feito porque é politicamente correcto.
Sou contra o tabaco nos locais fechados e no local de trabalho. Na redacção do Expresso foi proibido fumar há poucos meses. Mas quando o era permitido eu era o primeiro a protestar e a não permitir ninguém ao pé de mim a fumar.
Já ia batendo num tipo que fumava no Corte Inglês para cima do meu filho, então com meses. Não fumo em casa. Mas fumo charuto, cigarrilhas nos intervalos, e não acho que o meu fumo incomode quem quer que seja pois tenho cuidado em atender ao local onde estou.
Não me parece que fumar num centro comercial incomode, ou no átrio do edifício do Expresso ou ar livre.
Mas também acho que fora deste critério ninguém deve ter o direito de incomodar e prejudicar quem quer que seja.
Agora a lei do governo é uma vergonha.
É uma lei que vem de um governo onde o primeiro-ministro fuma e deixa fumar nos voos oficiais com jornalistas a bordo. É uma lei de um primeiro-ministro que fuma em off em
S. Bento, embora envergonhado como um puto que está a cometer um acto de indisciplina e que vai levar tau-tau dos pais.
A hipocrisia tem limites. Sócrates quer reduzir cada vez mais a liberdade dos cidadãos. Começa no cartão de identificação comum, passa para o controle das finanças sobre toda a vida dos contribuintes, continua nas taxas e impostos sem fim sobre tudo e sobre todos vai por aí fora.
As pessoas calam, consentem. Para onde vamos ?