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domingo, junho 13, 2010

Fogo sobre os helicópteros do INEM no Monopólio de Sócrates


Os gastadores compulsivos são os mais perigosos em tempo de apertos. Este desgovernos que nos têm calhado em má sorte, e onde o executivo do chamado engenheiro Sócrates é o ponto alto do delírio despesista, começam agora a cortar em tudo que dói.

Vejamos: Coelho dá os passos para o Poder e larga ataques à classe média alta, ameaçando tirar aos que descontaram caro reformas, que não podem ir além de 5 mil euros. Como se esse valor fosse uma quantia, só possível de ser usufruído por malandros encartados! Depois para dar outra patada na ferradura lança aos ventos, que os despedimentos devem passar a ser tão liberais como a política velho-liberal do tempo da Madame enferrujada Tactcher.

Mas Sócrates, que não sabe já onde deve ir buscar mais dinheiro para pagar os funcionários públicos que o Professor de Economia meteu na máquina, no tempo em que as vacas se deixavam ordenhar, nem sabe como cortar privilégios a uma matilha de seguidores a salivar, acaba por atirar a quem mais precisa.

Com a maior das impunidades vai fechar centenas de escolas no mundo rural, obrigando milhares de crianças a viajarem quilómetros por dia em machimbombos, para aprenderem a tabuada e as contas de sumir.

E vai mandar abaixo os helicópteros que foram mostrados ao povo como o remédio santo para o fecho das urgências. Caídos os hélis, passou a abater as ambulâncias. Sem ambulâncias, abateu nas horas extras dos enfermeiros.

Esperemos que já de seguida mande avançar a tropa fandanga que ainda devemos ter do tempo do PREC e que dispare sobre uns tantos portugas que apareçam pelo caminho.

E quando os infortunados estiverem a fazer tijolo, vai fechar o país.

Já agora nem pense usar os submarinos para fugas da boyzada!

sexta-feira, agosto 14, 2009

Meio milhão de desempregados e Sócrates rejubila!

Ultrapassámos a barreira do meio milhão de desempregados, 9,1% de desemprego. É de esperar um valor ainda mais alto. As nossas empresas abanam e as exportações diminuíram 30 por cento. Espanha, que é o nosso destino de eleição para exportar, continua em recessão técnica e o desemprego atinge lá os 17 por cento (de cor).

Portanto: não é preciso ouvir as palavras sábias de Medina Carreira, para percebermos que não vai ser fácil abrandar a nossa maior chaga social: o exército de desempregados, muitos deles (30%?) que nem sequer têm direito a subsidio, logo nem contam para as estatísticas!

Perante este drama, que não pode ser só imputado aos governos, que faz Sócrates ? Despe o blaser de mil euros e falando para a sua gravata de seda tem a suprema lata de humilhar os mais desgraçados do país. porque o INE revelou uma estatística que dá Portugal com 0,3% de crescimento, tendo ainda um déficit de 3,7 relativamente ao mesmo semestre de 2008!

Sócrates faz esta rábula em nome da ganância do voto, da pérfida política laboral, mente em nome de um desígnio mesquinho: voltar a ser o primeiro-ministro de Portugal.

O que Sócrates ainda não aprendeu, nem irá nunca aprender, é que os portugueses já só se riem perante esta sua lata suprema.

Os sem emprego devem apetecer insultá-lo, a classe média vingar-se na hora do voto, os empresários declararam lay-off e irem investir em países decentes. Fica um grande sentimento de revolta. O engenheiro dominical podia pelo menos neste tempo de esperança ser directo:" o pior pode ter passado, mas vamos ter que trabalhar, produzir, investir, seguir em frente, embora isso não vá poupar ninguém. Não. O Obama de Castelo Branco prefere animar a malta. Dar, se possível, mais uns Magalhães, uns trocos, uns subsídios e carregar um pouco mais nos rendimentos da classe média que trabalha e que tem no seu ordenado a recompensa de uma vida séria, profissional.

Sócrates prefere a mentirola, a manobra, o odioso marketing, à verdade.

Não passará!

terça-feira, junho 16, 2009

CHAMAVAM-LHE JAMAIS E DEIXOU O TGV NO APEADEIRO

Percebe-se que Sócrates entrou em desnorte. A ideia de que era um duro já se tinha há muito dissipado, agora com a derrota humilhante veio à tona a imagem de um político fragilizado, indeciso, incoerente, um líder que dirige o rebanho ao sabor do vento, um timoneiro que só já consegue navegar com costa à vista.

O recuo sobre a decisão do TGV é a gota de água. Ontem Lino tentava pressionar Cavaco no sentido de ele ter de acabar por dar o ok ao inicio do processo do TGV, mas hoje era o mesmo Lino que vinha dar aos jornais mais amigos do PS (DN e i) a grande manchete de que afinal o TGV ia ficar para já parado no apeadeiro. O homem das obras por fazer tem azar e tem um jeito especial para falar tarde e já fora de tempo, ou fala muito antes do tempo. O nosso Jamais aí está com mais uma gaffe histórica.

Claro, que deve ter havido um aviso de Belém. Se o governo teimasse em avançar o comboio contra tudo e contra todos o nosso agulheiro iria fazê-lo parar desse lá para onde desse. Para não comprar mais uma guerra com o PR e sair derrotado, o engenheiro acabou por recuar o comboio. Ele que era o cowboy dos duros acabou com o duro dos comboios. Duro mesmo só Durão (que agora é Barroso), o único portuga ao lado de Ronaldo que continua em alta e de quem no estrangeiro ainda se sabe o nome.

Percebemos que isto vai entrar tudo em câmara lenta. Eu diria: vamos ficar com o país em câmara ardente durante o verão. A malta está ansiosa por receber o subsidio de férias (aqueles que ainda têm essa regalia social), os desempregados respiram porque ainda vai haver um dinheirito para a praia, os reformados e os funcionários públicos têm o deles garantido, sem a corrosão da inflação, e Sócrates vai refrear a cabeça numa praia longe da multidão e, reza ele, dos paparazzis portugueses- que são tão incompetentes que nem vão perceber que o Primeiro vai andar por aí, não longe porque há que manter os alertas vigilantes.

Os professores com um bocado de pressão ainda conseguem anular as classificações (ou não conseguiram já?) e a partir de agora é tudo à vontade do povo.

Estas atitudes repetem-se sempre nos arrogantes de meia tigela, naqueles que não têm convicções, nem programas, nem rigor. O que mais marca este governo é essa falta de acreditar, a fobia pelo marketing, a politiquice aprendida nos manuais (?) rascas da televisão populista.

Isto é o governo, mas o país não é diferente. Por isso, talvez Sócrates ainda consiga uma vitoriazita para um governozito, para um tempito, para depois se retirar demissionário, mártir, a tempo de avançar para esse palácio inexplicavelmente tão desejado: o palácio rosa em Belém.

sexta-feira, abril 03, 2009

A névoa socialista

Os socialistas nunca são culpados de nada, mas à volta daqueles de quem se fala, paira sempre uma névoa (não confundir com o Domingos Névoa!) intrigante. Veja-se o curriculum extra-político deste Lopes da Mota: esteve metido na fuga de Fátima Felgueiras, mas foi ilibado. A mulher parece ter sido favorecida pela mesma Fátima, mas acabou como vereadora da cultura em Lisboa (fiquei a saber do estado da cultura de Lisboa, mesmo que já adivinhasse), ele é acusado de pressão para se acabar com a saga Freeport, mas parece que foi apenas pressão de ar e não tiro de pólvora...Bom, se estendermos a Sócrates os episódios anteriores da telenovela "Sócrates o menino de ouro que venceu as campanhas negras", muitas coincidências são deste calibre. É engenheiro, mas o canudo saiu ao domingo (não confundir com Domingos de Névoa!) assinou projectos mas as assinaturas eram diferentes, era autor-engenheiro mas os mamarrachos superam os do Siza em quadratura, manda a ASAE cheirar o fumo de tabaco aos cidadãos mas ele fuma no avião, declarou guerra às off-shores mas uma das suas casas foi comprada a uma empresa off-shore...o rol não acaba...
Este diz-que-diz, e nunca se prova, é insustentável.
Hoje Sócrates fugia na escadaria do Parlamento a um repórter da SIC. Uma vergonha:um primeiro-ministro não se pode dar a espectáculos destes lamentáveis.
O processo Freeport não está a pôr em causa o Estado de Direito- como dizia há 48 horas Jorge Coelho numa saída rápida da sua toca de empreiteiro supremo. Não. O que põe em causa o Estado de direito é esta falta de sentido de Estado, a falta de ética, e o total descaramento. Quer venha de Mário Soares que se tornou num indefectível de Sócrates (tal como o fez com Hugo Chavez, Fundação "oblige") quer se trate de um free-lancer socialista, com cadastro comunista hard, que hoje perante uma plateia de estudante de direito, citou Amália Rodrigues e Alain Oulman, depois de ter andado anos de braço no ar a cantar o "camarada avante, avante!". Vital é um destes "Trocas" para quem tudo vale, desde que o situacionismo se mantenha.

sábado, fevereiro 28, 2009

Sócrates mete free-lancer Vital para cabeça europeia

foto Luiz Carvalho/EXPRESSO

Sócrates está cheio de miaúfa do Bloco e agora quer ser um menino de esquerda. Um Zézito de esquerda. António Costa vociferou ódio contra o Bloco e até defendeu essa dama caricata do poder autárquico, o empata Sá Fernandes.

Com um curriculum de 4 anos lamentável, com uma prestação política neo-liberal que fez o PSD ranger de raiva por não ser tão competente a usar do Poder, Sócrates muda de personagem, e com o seu talento de actor de novela, só não veste uma t-shirt Prada estampada com o Che, porque ainda não há esse modelo para vira casacas.

A escolha apressada do dinossauro Vital Moreira para cabeça de lista à Europa traz esse medo, que é o facto do eleitorado do PS que vai atrás de Alegre, estar farto de direitismo. Ora, escolhendo Vital, Sócrates julga neutralizar parte de Alegre (o lobbi de Coimbra) e julga (coitado!) que o eleitorado vai votar num académico, sem jeito para comunicar que fez adormecer o pavilhão de Espinho e que tem um discurso que mais parece um trabalho de casa feito para o senhor professor avaliar.
O aparelho deve ter ficado danado (a expressão forçada de Maria de Belém via-se bem!), pois com tanta gente capaz, Sócrates deu o ouro ao free-lancer. portanto: já não compensa engraxar o chefe e fazer de cão de guarda do socialismo desta terceira via à esquerda.

O PSD se fosse inteligente cilindrava já o académico que tem a mania que é fotógrafo, e faria das europeias o início do escalar rumo ao Poder ( Deus nos livre também!).
O problema de Sócrates é que está sempre a mudar de rumo, Veremos o que vai dizer amanhã, domingo, o dia em que ele gosta de ser promovido.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Matinée na Assembleia da República


Já não ia há uns bons meses à Assembleia da República. Passei lá hoje a tarde a fotografar o Sócrates e a magnifica oposição nacional. Gosto muito de ir nestes dias festivos à sede da democracia portuguesa. Dá boas fotos, algumas divertidas, encontro sempre colegas que não vejo há tempos, enfim: melhor que a maioria dos serviços de agenda.

Estando-se atento e com uma tele de 300-400 fazem-se umas fotografias imprevistas da nossa classe política no remanso do debate, estão eles eleitos a velar pelo povo e algum desse povo na bancada, crianças de escolas ou reformados, ficam a saber ao vivo como a Pátria está protegida por esta classe de deputados, uns verdadeiros abencerragens da política, outros que vieram da província e para ali estão a fazer figura de totós, outras que eram secretárias na santa terrinha e viram-se promovidas a lideres populares. Aquilo custa-nos uma pipa de massa, mas a democracia é um luxo para países ricos. Nós somos ricos e dos novos !...

Sócrates tem uma sorte dos diabos: com uma oposição ferida de morte que pode o homem fazer ? Brilhar. Mesmo com a voz cada vez mais afectada e os gestos cada vez mais estilo " não me toquem que desafino" ( é um estilo como qualquer outro) o nosso animal feroz está à vontade na jaula do leão. Portas quando abre a boca e diz qualquer coisa que até é verdade, vem logo à memória o governo em que participou, o Lampião Félix e a compra dos submarinos.
Santana quando ataca até pode estar a dizer verdades mas ditas por ele perdem toda a credibilidade. Lembramo-nos logo do seu governo, aquele que parece ter sido encenado pelos seus amigos actores do Parque Mayer. Que mais pode querer um Primeiro- Ministro ? É difícil voltar a encontrar assim um mundo tão perfeito para uma governação.

A oposição ao governo tem de começar nas pessoas e não nesta oposição que caso fosse governo estávamos entregues de novo ao aventureirismo. Por isso os portugueses aguentam estoicamente e esperam que os homens do Norte avançem contra o PSD, o PP e os socratistas.
É como um Rio....lá diz a canção.

As barracadas desta semana são mais que muitas no governo. A última do secretário de estado que queria dar 60 cêntimos por mês aos reformados e não aquilo vezes doze, porque assim eles não gastavam a massa toda é de ir às lágrimas.
A recusa em fazer referendo argumentando que o povo é burro, não sabe e é perigoso quando vota é outra tirada genial. Era bom que ninguém voltasse a votar para as europeias. O povo não tem competência para Europa. E na verdade não tem para nada. Até lá puseram o engenheiro!

sábado, maio 19, 2007

Desemprego: mais uma promessa falhada

Sócrates prometera 150 mil novos postos de trabalho. Hoje o INE anunciava a maior taxa de desemprego em Portugal desde há 21 anos, a perda de 70 mil postos de trabalho só este ano em quadros de empresas e o aumento do emprego precário , embora seja o numero que mantenha ainda mais abaixo a taxa de desemprego.

Portanto: uma vergonha. Confesso que não percebo o que faz este governo, além de aumentar impostos e tirar regalias sociais.
Na verdade os portugueses não ganharam nada até agora com esta politica restritiva: não houve crescimento, nem melhor saúde, nem ensino, o próprio deficit baixou mas de uma forma pouco sustentada, até a colecta dos impostos baixou embora a IVA e outros impostos indirectos tenham cavalgado.

Preocupante ? Não.....................

sexta-feira, março 23, 2007

Sócrates é engenheiro ou não ?

O jornal Público de hoje, 22-3-2007, traz uma reportagem extensa da autoria de Ricardo Dias Felner, e ainda de Andreia Sanches, sobre "Falhas no dossier da licenciatura de Sócrates na Universidade Independente" . Ver este link da página 2 do jornal - os demais textos só estão disponíveis para assinantes. O que se conta é mau demais para poder ser concebível como verdade... Do Portugal Profundo analisaremos mais tarde esta reportagem, os novos elementos que revela e novas pistas de investigação.

O jornal "O Crime" de hoje, 22-3-2007, continua a explorar o tema do título de "engenheiro" do primeiro ministro e o recuo na sua utilização.

A seguir, irei analisar a reportagem do Público de 22-3-2007 (pequena entrada na capa e desenvolvimento nas pp. 2-5) sobre o percurso académico do primeiro-ministro José Sócrates e a utilização do título de "engenheiro" em sete capítulos: bacharelato no ISEC; frequência do ISEL; licenciatura na Universidade Independente; "pós-graduação na Escola Nacional de Saúde Pública"; a conexão partidária do docente de quatro das cinco cadeiras da licenciatura; a nota do primeiro-ministro ao jornal; e a ética da notícia. Depois da análise dos novos factos trazidos pelo Público, apresentarei ainda algumas pistas de investigação que faltam explorar e esclarecer.

1. O bacharelato no ISEC
Pela primeira vez é revelada a nota do bacharelato em Engenharia Civil no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) de José Sócrates, 12 valores, e a data de conclusão em Julho de 1979.

Realmente, a história de altar "Sócrates - Da infância ao poder" publicada na revista Tabu do semanário Sol de 10-3-2007 estava incompleta nos elementos mais importantes: se lá vinham as notas de 18 a Análise Matemática I e Física II, o 17 a Física I, o 12 a Química Aplicada e a referência a mais "três 15", do primeiro ano e o 15 a Análise Numérica do segundo ano, além de "dois 17" e "míseros 10", faltava a nota do bacharelato omitida na história completa da vida do primeiro-ministro publicada no Sol.

Tendo em conta esta média de 12 e o peso das cadeiras do bacharelato do ISEC na licenciatura, para cumprir a média de 16 com que José Sócrates, segundo o reitor da Universidade Independente Luís Arouca em entrevista ao diário "24 Horas" de 28-2-2007, teria terminado a licenciatura, ameaçava atirar as notas do ISEL e da Universidade Independente para valores aritmeticamente impossíveis. No entanto - e após o post Do Portugal Profundo de 28-2-2003 "O Dossier Sócrates da Universidade Independente" que teve ampla divulgação na blogosfera e foi citado n' "O Crime" -, a autora da peça, Ana Sofia Fonseca (com base em informação do entrevistado José Sócrates) corrige a informação do reitor e publica o 14 como a média da licenciatura na Independente...





Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não é arguido ou suspeito no seu percurso académico do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade.


Publicado por Antonio Balbino Caldeira em 3/22/2007 01:29:00 AM
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O papel social do Engenheiro...

Como chamou a atenção um comentador deste nosso blogue, quem sabe o que significa ser engenheiro em Portugal é a Prof. Doutora Maria de Lurdes Rodrigues, responsável da pasta da Educação do Conselho de Ministros a que preside José Sócrates. Como se pode perceber das suas publicações:


No artigo "A Profissão de Engenheiro em Portugal e os Desafios Colocados pelo Processo de Bolonha, nas jornadas «O Processo de Bolonha e as Formações em Engenharia», Universidade de Aveiro, 2003" Maria de Lurdes Rodrigues refere que:

"Toda a história da engenharia em Portugal será marcada por um conflito entre estas duas categorias de diplomados em engenharia: os engenheiros e os engenheiros técnicos. (...) (O)s engenheiros técnicos aspiram ao estatuto e título de engenheiro (...). Todo o conflito gira em torno dos títulos e dos diplomas conferidos pelas escolas"

E mais à frente, na mesma comunicação, a professora agregada de Sociologia do ISCTE, actualmente ministra da Educação, desenvolve o tema:

"A Ordem dos Engenheiros adquiriu em 1992, já portanto no quadro de regime democrático, o estatuto de associação pública e obrigatória, à qual o Estado conferiu o monopólio de representação, regulamentação, controlo do acesso e competência disciplinar sobre os licenciados em engenharia que exerçam a profissão de engenheiro. É ainda a instituição com poder de atribuição do título de engenheiro, reservado exclusivamente aos seus membros. Nos actuais estatutos da Ordem só podem ser admitidos como membros os licenciados em engenharia que exerçam profissão de engenheiro, e que além do curso realizem um estágio e prestem provas de admissão. Como, pelos estatutos, podem ser dispensados de provas de admissão os candidatos licenciados por escolas a quem a Ordem reconheça a qualidade dos cursos e dos programas de formação, esta criou e tem vindo a incrementar um sistema de acreditação profissional dos cursos de engenharia. Tal sistema sobrepõe-se ao sistema de credenciação por diploma instituído para muitas profissões, há muitos anos, nas universidades.
Na prática do total de 300 cursos existentes no país cerca de 90 estão acreditados pela ordem dos engenheiros. Aos diplomados dos cursos acreditados é permitido o acesso automático à ordem, à profissão e ao título de engenheiro. Aos diplomados dos cursos não acreditados, a admissão como membro e o acesso ao título estão condicionados pela aprovação num exame à ordem.
"


O curso de Engenharia Civil da Universidade Independente, como já provei, ainda não está acreditado pela Ordem dos Engenheiros, carecendo o candidato, que obtenha o respectivo diploma de licenciatura, de aprovação numa prova de admissão, para além do estágio obrigatório para quem possua um curso acreditado pela Ordem ou não.

Já expus no post de ontem (21-3-2007) que José Sócrates parece saber a diferença entre o grau de licenciado e o título de engenheiro. Mas, se permanecer com dúvidas, deve perguntar à sua ministra da Educação que ela com certeza lhe explicará. De qualquer modo, ficamos aguardar o furor do artigo da ministra "O Papel Social dos Engenheiros" no livro "A Engenharia em Portugal no séc. XX", organizado pelo secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Prof. Doutor Manuel Heitor, possa aclarar este case-study sombrio.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não é arguido ou suspeito no seu percurso académico do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade.

Publicado por Antonio Balbino Caldeira em 3/22/2007 12:27:00 AM
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Quarta-feira, Março 21, 2007
O candidato ao título

O primeiro-ministro José Sócrates parece conhecer a diferença entre um grau de licenciado e um título profissional. Ora, veja-se este exemplo elucidativo que nos foi trazido por um comentador, com a declaração, em 3-6-2006, do primeiro-ministro sobre os 60 mil candidatos que ficaram de fora no concurso de professores:

"Desses 60 mil que referiu a maior parte deles não são professores. São pessoas que se candidataram ao lugar de professor. Nunca tinham sido professores na vida. É bom que esse esclarecimento se faça." [realce meu]


Realmente, é bom que o esclarecimento se faça sobre o seu uso do título de "engenheiro" e sobre os seus registos académicos... Continuamos à espera.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não é arguido ou suspeito no seu percurso académico do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade.

Publicado por Antonio Balbino Caldeira em 3/21/2007 08:43:00 PM
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Terça-feira, Março 20, 2007
Engenheiro eu sou...

Além da biografia do Portal do Governo, onde até sexta-feira (16-3-2007) e no Perfil até ontem (19-3-2007), aparecia como "engenheiro", conforme apresentámos nos posts anteriores, surgem outras referências de José Sócrates a este título que não possuirá.

O Carlos da Grande Loja do Queijo Limiano encontrou duas referências nos media em que José Sócrates se terá apresentado ou assumido como "engenheiro":

uma da RTP/Lusa de 3-6-2006:

"Recordando ser também engenheiro civil, José Sócrates contou que, enquanto estudante, Edgar Cardoso foi para si e para os colegas "uma grande referência";

"Depois da experiência universitária em Coimbra regressei à Covilhã como engenheiro e trabalhei entre 1982 e 1987 na Câmara Municipal"


Mas a melhor até agora, descoberta por um leitor deste blogue, parece ser a de 5-2-2007 no DN, em que Sócrates, num comício da campanha sobre o referendo do aborto, terá dito:

"Estou aqui só como engenheiro e como político"


Palavras para quê?...

Publicado por Antonio Balbino Caldeira em 3/20/2007 03:13:00 PM
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Segunda-feira, Março 19, 2007
O "engenheiro" e a "Engenheiria"
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Imagem picada, às 16:15 de 19-3-2007, daqui (versão provavelmente temporária)


O gabinete do primeiro-ministro não consegue acertar uma. Os assessores ou funcionários não conseguem cumprir as instruções do chefe que os manda emendar o curriculum. Na sexta-feira passada (16-3-2007) deixaram metade do trabalho por fazer: emendaram a biografia, mas não a outra página oficial do perfil do primeiro-ministro, onde ficou a constar ainda a afirmação alegadamente inválida, irregular ou ilegal, de que é "engenheiro". Até há pouco.

Fim de semana passado, os assessores - presumo - voltaram a rastrear este blogue Do Portugal Profundo e viram que tinham deixado de fora o rabo do gato. No fim da reunião de damage control marcada por terem sido apanhados com a boca na botija, devem ter concluído que não restava outra possibilidade senão emendarem-na, mesmo nas barbas do público atento. Pediram autorização - a quem manda - para alterar também essa outra página do Portal do Governo e hoje (19-3-2007) à tarde corrigiram-na - de manhã ainda estava na versão de "engenheiro", conforme consta da versão que imprimi.

Por informação de um comentador, reparamos na alteração. Mas... nova cavadela: nova minhoca. Esta tarde, o "engenheiro" passou a "licenciado em Engenheiria Civil" (sic) - página consultada e gravada às 16:15 de 19-3-2007 e aí em cima exposta. Assim seja. Aliás, depois de tantas contradições e silêncio, José Sócrates pode ser o que ele quiser.


Pós-Texto: Sugerimos aos leitores que vão consultando e imprimindo as diversas versões da página da never-ending-story da biografia do primeiro-ministro. São provas.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não é arguido ou suspeito no seu percurso académico do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade.



Publicado por Antonio Balbino Caldeira em 3/19/2007 03:37:00 PM
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Sexta-feira, Março 16, 2007
José Sócrates já não é engenheiro...

A biografia oficial do primeiro-ministro, que consta do Portal do Governo, acaba de ser alterada: José Sócrates deixou de ser "engenheiro civil" e passou a "licenciado em engenharia civil"... Isso pode ser comprovado dentro do Portal do Governo no caminho Primeiro-Ministro> Biografia. Possuo, e creio que muitos leitores também, a prova da modificação da biografia oficial, com a mesma página impressa com versões diferentes.

Quando consultei a página da biografia do primeiro-ministro no Portal do Governo - várias vezes desde que tomou posse do Governo em 12 de Março de 2005 e nos últimos tempos em 28-2-2007, 4-3-2007 e 10-3-2007, altura em que escrevi os postes sobre o tema -, José Sócrates assumia-se como "Engenheiro civil", facto confirmado também por fac-simile da biografia oficial publicado no jornal "O Crime" de 8-3-2007. Hoje (página consultada às 10:01 de 16-3-2007, na sequência de informação de leitor atento) é... apenas "Licenciado em engenharia civil"... Peço aos leitores que imprimam a nova versão da biografia do primeiro-ministro e que se habituem a imprimir os links de informação sensível em linha, como eu tenho o hábito de fazer, para que se retenham as provas do que se afirma.

Eu, e muitos portugueses - porque coloquei nos posts o link do Portal do Governo para que fosse verificado o que digo -, guardamos prova daquilo que creio ser a utilização do título de engenheiro, regulado pelo Estatuto da Ordem dos Engenheiros, aprovado pelo decreto-lei 119/92 de 30 de Junho, publicado no Diário da República n.º 148, I Série A, de 30 de Junho de 1992. Tendo em conta esta mudança, parece cair a argumentação da absoluta regularidade ou legalidade da utilização do título de "engenheiro" pelo primeiro-ministro - de outro modo não se compreenderia que arrepiasse caminho. Creio que uma explicação e um pedido de desculpas se justifica por ter dito que era o que já não diz ser. Além dos esclarecimentos devidos sobre o seu percurso académico.

Uma questão já está, portanto resolvida: José Sócrates, ao contrário do que afirmava, não é engenheiro - como o próprio admite, indirectamente, ao modificar a sua biografia oficial. Mas o assunto não está encerrado, pois permanecem outras dúvidas. Falta responder às outras questões, que colocámos, e prestar os esclarecimentos sobre as lacunas pendentes no seu percurso académico, que identificámos, como é obrigação de um primeiro-ministro.

Do Portugal Profundo temos informação e documentação ainda não publicada e continuamos a investigar de forma lícita e legítima. Solicito aos leitores que possuam informação sobre este assunto público (registos académicos) e aos contemporâneos do curso de Engenharia Civil (e de Engenharia de Recursos Naturais) da Universidade Independente de 1995/96 ou que tenham sido contemporâneos de José Sócrates na dita pós-Graduação em "Engenharia Sanitária na Escola Nacional de Saúde Pública" (ano indeterminado) me forneçam informação para o endereço a.b.caldeira@gmail.com, que eu prometo investigar, no respeito da lei, e publicar aquilo que apurar ser verdadeiro e for lícito fazer. Nada mais, nem nada menos, do que a verdade.


Pós-Texto 1 (15:48 de 16-3-2007): Porém, alertou-me há pouco outro leitor, neste outro caminho do mesmo Portal do Governo - Governo> Composição> Perfil> Área Primeiro-Ministro - às 15:48 de hoje, 16-3-2007, ainda constava como "Engenheiro civil". O pessoal da Presidência do Conselho não deve ter conseguido cumprir discretamente a ordem e o gato parece ter ficado entalado com o rabo de fora... Convinha emendar rapidamente também esse perfil...

Pós-Texto 2 (20:35 de 16-3-2007): Na Voz Surda pode ver-se o fac-simile das duas versões da biografia do primeiro-ministro: antes, em 10-2-2006 ("engenheiro") e depois, 16-3-2006 ("licenciado em engenharia civil").


Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não é suspeito no seu percurso académico do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade.

Publicado por Antonio Balbino Caldeira em 3/16/2007 11:07:00 AM

terça-feira, outubro 31, 2006

Sócrates por maior margem que Luis Filipe Vieira


Sócrates foi eleito por 97 por cento dos votos dos militantes socialistas. Mas estes 97 por cento correspondem a quase 30 por cento daqueles que podiam votar. Os outros não pagaram quotas ou estavam em situação irregular. Foi apesar de tudo uma eleição concorrida.
Sócrates conseguiu o unanimismo no partido depois de ter abafado as familiazecas de contestários internos.
Não vences o engenheiro...junta-se a ele.
A única voz discordante próxima de Sócrates, e que não é do partido, é mesmo Fernanda Câncio que não perde oportunidade para despertar o animal feroz que há nele. E não é só nos jantares de passagem de ano. Nos intervalos concorda com ele no tema do aborto.

No outro lado da democracia portuguesa, no futebol,Vieira foi eleito por uma margem semelhante (95)mas só 5 por cento de lampiões é que votaram no ex-rei dos pneus.

E chegados aqui meus amigos a realidade é brutal: mesmo com Sócrates a lichar os bolsos dos contribuintes e votantes, estes sádicos portugueses votam mais no sócratismo do que os desgraçados benfiquistas no seu timoneiro de estilo bigode husseísta.

Aliás com tanto entusiasmo nos partidos o melhor é eles transformarem-se em sads ou antes em saps ( sociedades anónimas políticas). Ainda davam lucro em vez do prejuízo que custam a nós pagantes .

quinta-feira, outubro 26, 2006

A verdadeira carta aberta a Sócrates

O professor Santana Castilho contactou-me porque a carta aberta que aqui publiquei continha imprecisões. Na verdade ela foi-me enviada por Pedro Cabeçadas, que não conheço. Pensei que fosse um username do e-mail mas não é.
Aqui vai a versão original chegada mesmo agora.
Quando é para bater no socratismo estamos sempre disponíveis.

Esta é a terceira carta que lhe dirijo. As duas primeiras, motivadas por um convite que formulou mas não honrou, ficaram descortesmente sem resposta. A forma escolhida para a presente é obviamente retórica e assenta num direito que o Senhor ainda não eliminou: o de manifestar publicamente indignação perante a mentira e as opções injustas e erradas da governação.
Por acção e omissão, o Senhor deu uma boa achega à ideia, que ultimamente ganhou forma na sociedade portuguesa, segundo a qual os funcionários públicos seriam os responsáveis primeiros pelo descalabro das contas do Estado e pelos malefícios da nossa economia. Sendo a administração pública a própria imagem do Estado junto do cidadão comum, é quase masoquista o seu comportamento. Desminta, se puder, o que passo a afirmar:
1. Do “Statistics in Focus” nº 41/2004, produzido pelo departamento oficial de estatísticas da União Europeia, retira-se que a despesa portuguesa com os salários e benefícios sociais dos funcionários públicos é inferior à mesma despesa média dos restantes países da zona euro.
2. Outra publicação da Comissão Europeia, “L’Emploi en Europe 2003”, permite comparar a percentagem dos empregados do Estado em relação à totalidade dos empregados de cada país da Europa dos 12. E que vemos? Que em média, nessa Europa, 25,6 por cento dos empregados são empregados do Estado, enquanto que em Portugal essa percentagem é de apenas 18 por cento. Ou seja, a mais baixa dos 12 países, com excepção da Espanha. As ricas Dinamarca e Suécia têm quase o dobro, respectivamente 32 e 32,6 por cento. Se fosse directa a relação entre o peso da administração pública e o défice, como estaria o défice destes dois países?
3. Um dos slogans mais usados é o do peso das despesas de saúde. A insuspeita OCDE diz que na Europa dos 15 o gasto médio por habitante é de 1.458 €. Em Portugal esse gasto é ... 758 €. Todos os restantes países, com excepção da Grécia, gastam mais que nós. A França 2.730 €, a Áustria 2.139, a Irlanda 1.688, a Finlândia 1.539, a Dinamarca 1.799, etc.
Com o anterior não pretendo dizer que a administração pública é um poço de virtudes. Não é. Presta serviços que não justificam o dinheiro que consome. Particularmente na saúde, na educação e na justiça. É um santuário de burocracia, de ineficiência e de ineficácia. Mas, infelizmente para o país, os mesmos paradigmas são transferíveis para o sector privado. Donde a questão não reside no maniqueísmo em que o Senhor e o seu ministro das finanças caíram, lançando um perigoso anátema sobre o funcionalismo público. A questão reside em corrigir o que está mal, seja público, seja privado. A questão reside em fazer escolhas acertadas. O Senhor optou pelas piores. De entre muitas razões que o espaço não permite, deixe-me que lhe aponte duas:
1. Sobre o sistema de reformas dos funcionários públicos têm-se dito barbaridades. Como é sabido, a taxa social sobre os salários cifra-se em 34,75% (11% pagos pelo trabalhador, 23,75% pagos pelo patrão). Os funcionários públicos pagam os seus 11%. Mas o seu patrão Estado não entrega mensalmente à Caixa Geral de Aposentações, como lhe competia e exige aos demais empregadores, os seus 23,75%. E é assim que as “transferências” orçamentais assumem perante a opinião pública não esclarecida o odioso de serem formas de sugar os dinheiros públicos. Por outro lado, todos os funcionários públicos que entraram ao serviço em Setembro de 1993 já verão a sua reforma calculada segundo os critérios aplicados aos restantes portugueses. Estamos a falar de quase metade dos activos. E o sistema estabilizará nessa base em pouco mais de uma década.
Mas o seu pior erro, Senhor Engenheiro, foi ter escolhido para artífice das iniquidades que subjazem à sua politica o ministro Campos Cunha, que não teve pruridos políticos, morais ou éticos por acumular aos seus 7.000 euros de salário os 8.000 de uma reforma conseguida com 6 anos de serviço. E com a agravante de a obscena decisão legal que a suporta ter origem numa proposta de um colégio de que o próprio fazia parte.
2. Quando escolheu aumentar os impostos, viu o défice e ignorou a economia. Foi ao arrepio do que se passa na Europa. A Finlândia dos seu encantos baixou-os em 4 pontos percentuais, a Suécia em 3,3 e a Alemanha em 3,2. Por que não optou por cobrar os 3,2 mil milhões de euros que as empresas privadas devem à segurança social? Por que não pôs em prática um plano para fazer andar a execução das dividas fiscais pendentes nos tribunais tributários e que somam 20.000 milhões de euros? Por que não actuou do lado dos benefícios fiscais, que em 2004 significaram 1.000 milhões de euros? Por que não modificou o quadro legal que permite aos bancos, que duplicaram lucros em época recessiva, pagar apenas 13 por cento de impostos? Por que não revogou a famigerada Reserva Fiscal de Investimento e a iníqua lei que permitiu à PT Telecom não pagar impostos pelos prejuízos que teve...no Brasil, o que, por junto, representará cerca de 6.500 milhões de euros de receita fiscal perdida?
A verdade e a coragem foram atributos que Vossa Excelência invocou para se diferenciar dos seus opositores. Quando subiu os impostos, que perante milhões de portugueses garantiu que não subiria, ficámos todos esclarecidos sobre a sua verdade. Quando elegeu os desempregados, os reformados e os funcionários públicos como principais instrumentos de combate ao défice, percebemos de que teor é a sua coragem.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Sócrates, a namorada e outras divagações.

Sócrates volta a pedir sacrifícios aos portugueses.
Está na hora de apresentar o novo orçamento, chegou a ladaínha anual.
Sinceramente não percebo como os portugueses continuam a aguentar estas políticas. Desde que me conheço que ando a ouvir falar em crise, por uma razão ou outra.

A verdade é esta: não há economia que resista a um Estado gastador como o nosso.
Não pode haver crescimento se o Estado gastar o que o país produz.
Fomos o país da Europa onde os impostos mais cresceram, apesar de não estarmos ainda na média europeia de cobrança, mas também não estamos com o rendimento médio da mesma Europa.
Logo: somos dos que mais pagamos. Para quê ? Para os funcionários públicos, para as obras de fachada, para os investimentos a fundo perdido sem futuro á vista. Para os autarcas gastadores.

É uma viagem sem retorno: enquanto não houver a coragem para cortar na despesa pública serão os pagantes de impostos que vão aguentar. Só que... começa a secar a teta: a classe média sucumbe a tanto imposto directo e indirecto.- Ao iva, ao imi, ao irs, ao ia, ao isc etc.

O ministro da saúde que tutela um dos ministérios mais gastadores corta nas urgências. muito bem. Concordo. E quantos funcionários dispensou ? Não tem um para exemplo ? Um só?

A educação é das mais caras da Europa. Vão fechar escolas e cursos. Óptimo viva a racionalização. E quantos professores e afins meteram na rua ? Nem um para amostra ? São todos indispensáveis, competentes e úteis ?
Podia-me estender mas um blogue tem de ser sucinto.

Sócrates que anda preocupado mais a namorada Câncio com a questão do aborto, trazendo atrás uma matilha de sanguinários àvidos por desmancharem vidas, não deveria antes preocupar-se com as questões "caras" aos portugueses? Será que o engenheiro ainda não percebeu que a lei que temos já é mais que avançada, ao nível da espanhola, mas o que temos por resolver é a aplicação prática da lei ?

Quando se deixam estes socratistas de tretas e começam a governar com seriedade? E já agora podiam-nos custar um pouco menos de dinheiro.