Está a circular um vídeo no YouTube, para o qual me recuso a dar o link, sobre uma avó portuguesa que é massacrada pelo neto através de uma câmara de telemóvel. O puto com ar de gótico e alucinado, perssegue a avó até ao desespero. Uma senhora de idade, de ar provinciano, e que demonstra no pico do massacre psicológico ainda uma reserva de ternura e paciência para com as crueldades do neto.
Não se trata de um vídeo familiar divertido, ou de uma representação aceite pela protagonista. Não. Trata-se de uma provocação violenta do fedelho, que assim se diverte a humilhar e a gozar com a avó, e para cúmulo decide dar a ver ao Mundo o sofrimento da presa e o seu sádico prazer.
Este vídeo é um crime perfeito. E fico perturbado com a graça que as pessoas acham nisto, muitas delas gente tida como séria, praticante dos sagrados mandamentos da ética. O que é mais perturbador, é que estou a falar de pessoas que habitualmente criticam ideias mais liberais do que as delas, e que se acham o centro num Mundo de injustiças. E divulgam matéria desta, promovem, riem, escarnecem, e acham "o máximo".
A minha avó era uma senhora da aldeia, quase analfabeta, de uma capacidade de indignação enorme e detentora de um espírito critico arrasador. Imagino o que ela sentiria ao ver este lamentável assassinato de carácter. Depois venham com a conversa dos limites e da auto-regulação. Bons trunfos para as Estrelas serranas desta vida.
sábado, agosto 29, 2009
A politico-chachada dos cartazes eleitorais

O conceito do cartaz político nasceu com a primeira campanha de Francois Miterrand, em 1981, com a imaginação de François Seguéla. O desafio era publicitário: fazer passar com o peso de uma frase e a força de uma foto, uma ideia política de forma directa e inesquecível.
Seguéla falou então com o fotógrafo da Magnum Elliott Erwit para fazer a foto da campanha. A ideia era fotografar Mitterrand numa atitude de firmeza e coragem. O mítico mestre-fotógrafo terá respondido a Seguéla que só tinha dois preços para fazer essa foto: ou de borla, atendendo à simpatia pelo candidato, ou levando um preço absurdo. Seguéla aceitou o preço absurdo, umas centenas de milhares de francos, na moeda da época.
A exigência pelo rigor e pela qualidade era muito grande. Esta campanha abriu um precedente positivo e passou a ser uma referência no marketingh político, na sua importância e na capacidade extraordinária de uma boa fotografia no sucesso de uma campanha.
Portugal não fugiu a esta influência de qualidade. Mesmo antes da campanha de Miterrand, já havia em Portugal cartazes políticos que ficaram como verdadeiras obras de arte. Basta lembrar o cartaz de Vieira da Silva sobre o 25 de Abril ou a fotografia do menino a por um cravo numa G3.
Muitos fotojornalistas portugueses participaram com retratos seus em campanhas. Gageiro com Eanes, Alfredo Cunha com Mário Soares, Rui Ochoa com Cavaco e Santana Lopes, Homem Cardoso com Guterres, António Pedro Ferreira com António Costa e Sampaio, eu próprio fiz o retrato de João Soares para a sua última campanha e o cartaz de Manuel Alegre. Embora haja em Portugal uma norma de conduta estúpida patrocinada pelo Sindicato dos Jornalistas (que se comporta como uma Ordem e não como sindicato!) que considera incompatível a participação de um fotojornalista num trabalho destes, a verdade é que isto é normal na América (onde pelo visto se acha que os jornalistas são menos independentes!). Não era aqui que queria chegar.
Queria chegar à desgraça total, ao ridículo, em que se transformaram os cartazes de TODOS os partidos concorrentes às eleições.
O retrato de MFLeite parece saído de uma publicidade cínica à família Adams. O cartaz do Bloco de Esquerda é confuso, pretensioso e ineficaz. O cartaz que saiu hoje de Sócrates é difícil ser pior. A fotografia deve ter sido feita por aquele brasileiro que ele considera "o meu fotógrafo, um dos melhores!"- (só se for a empurrar os jornalistas e a evitar que se façam fotos comprometedoras para o chefe!) como confessava a semana passada a Moita Flores. É um chapão de flash, sem volume nem expressão, dentro de um grafismo que parece um destacável do Media Market. Incompreensível para quem sonha tanto com a sua imagem ao espelho!
Os cartazes para as autárquicas são um vómito. Vejam-se os borrões de António Capucho, a cara de pastel do candidato do PS a Oeiras ou os cartazes inenarráveis de Isaltino! Difícil fazer pior.
Isto demonstra que não temos cultura gráfica e de comunicação. Perdemos o pouco gosto que tínhamos e algum "savoir faire" que desprezámos em nome do baratinho, do desenrasca, do atamanca. Designer qualquer bronco o é, fotógrafo é o primeiro bate-chapas que estiver à mão.
O desgraçado disto tudo é que esta estética é ética e é moral. Temos de voltar aos clássicos para percebermos a matilha que nos quer governar.
quinta-feira, agosto 27, 2009
ZON FAZ PUB ENGANOSA E ABANDONA CLIENTES
Estou há uma semana sem dois dos meus três endereços de e-mail, depois de ter aderido a um novo modem NETCABO. Comecei por não ter e-mail nenhum até segunda. Depois de uma
peixeirada o técnico repôs-me o mail principal, os outros estão de quarentena. Sempre que ligo dão-me sempre a mesma resposta, igual nas palavras, nas promessas, nos resultados nulos.
A situação é tão caricata que já não tenho a quem pedir ajuda ou nem sei a quem me devo queixar. Estas situações kafkianas mostram bem como as empresas se marimbam no serviço ao cliente e conseguem filtrar as queixas e reclamações pondo call-centers a tratarem com os queixosos. Sinistro!
Perante isto há que aguardar com pachorra e ir tratando de uma queixa a sério. Mas a quem ? à DECO? À ASAE? Ao Tribunal? À Nossa Senhora de Fátima?
Na verdade: PODIA PASSAR SEM ZON MAS QUE A MINHA VIDA IA SER MUITO MELHOR NÃO TENHO DÚVIDAS!!!!
peixeirada o técnico repôs-me o mail principal, os outros estão de quarentena. Sempre que ligo dão-me sempre a mesma resposta, igual nas palavras, nas promessas, nos resultados nulos.
A situação é tão caricata que já não tenho a quem pedir ajuda ou nem sei a quem me devo queixar. Estas situações kafkianas mostram bem como as empresas se marimbam no serviço ao cliente e conseguem filtrar as queixas e reclamações pondo call-centers a tratarem com os queixosos. Sinistro!
Perante isto há que aguardar com pachorra e ir tratando de uma queixa a sério. Mas a quem ? à DECO? À ASAE? Ao Tribunal? À Nossa Senhora de Fátima?
Na verdade: PODIA PASSAR SEM ZON MAS QUE A MINHA VIDA IA SER MUITO MELHOR NÃO TENHO DÚVIDAS!!!!
quarta-feira, agosto 26, 2009
O exemplo de Genéve

Não vinha a Genéve desde 1993. Encontrei hoje a mesma cidade. Calma, diversa em gentes e culturas, activa, movimentada e organizada. Mas não encontrei estaleiros, obras faraónicas, ruas com polícias em segways, brigadas de caça à multa, arrogância municipal.
Em Genéve os passeios são em placas de cimento, as esplanadas assentam no alcatrão das ruas, os jardins estão tratados com crianças a brincarem na relva, adultos a namorarem, mães com muitos filhos, carroceis...há vida nesta cidade. Há janelas iluminadas no bairro antigo, movimento. Esta cidade palpita, embora haja carros em todas as ruas a circular, ao lado de tipos em patins, muitas bicicletas, muitas scooters, motas potentes, eléctricos rápidos sempre a circularem cheios de gente.
Há pequeno comércio, lojas pequenas e decadentes ao lado de lojas de marca, livrarias, retalho de roupas, lojas de conveniência. Tudo na mesma rua.
Genéve não precisa de gastar 5o milhões em ciclovias para palermas andarem armados em saudáveis ao domingo. Em Genéve um senhor de fato e gravata passou por mim a pedalar, mas é possível encontrá-lo mais tarde a guiar um Mercedes. É uma cidade de liberdade, aberta, tolerante. Há centenas de motas espalhados pelos passeios sem incomodarem os peões, e não são multadas, nem a edilidade precisou de gastar milhões a fazer parqueamentos para motas, embora os haja também.
Não consta que aqui estejam a discutir se o repuxo devia ser a cores ou se os barcos deviam transportar contentores ou se deveria haver uma portagem à entrada do túnel que vem de França.
Os portugueses autarcas, essa peste da democracia que vive a gastar o dinheiro dos nossos brutais impostos, devia aprender com humildade, competência e bom senso, como se gere uma cidade e como os cidadãos devem estar na primeira e única prioridade na governação.
Uma cidade amiga dos utilizadores, e não uma cidade para entreter palermas que plantam malmequeres e que querem apanhar berbigão nas margens do Tejo! Uma cidade para viver e não para servir de stand de carros e de pista de fórmula 1! Autarcas para pensarem a cidade e não fazerem dela trampolim para a grande cena governamental.
Se os portugueses viajassem não admitiriam nunca mais esta classe parasitária que esbanja em rotundas e em mármore, o que na Europa rica e civilizada se resolve com soluções simples, baratas, funcionais e que não agridem quem quer circular na urbe.
Somos demasiado bacocos e novos-ricos para percebermos que o Estado não pode gastar o nosso dinheiro em obras que mais não são propaganda para papalvos apoiarem em nome da competência.
segunda-feira, agosto 24, 2009
quinta-feira, agosto 20, 2009
Campanha é cara mas dá emprego
Os portugueses estão mais pobres, mas os partidos estão mais ricos. Os orçamentos apresentados para a campanha eleitoral duplicaram em todos, embora o CDS tenha feito uma engenharia financeira para reduzir para metade. Veremos se assim vai ser!
O que chateia é que parte daquele dinheiro é nosso e veio dos nossos impostos, daqueles pagadores do Estado, que Sócrates diz que são uns ricos que ganham para cima de 5 mil euros por mês. Ora, a democracia é linda, mas tudo tem um preço. Esta democracia está a tornar-se num capricho tão caro como se os portugueses passassem a alimentar burros a pão-de -ló!
Repare-se que até os miserabilistas do Bloco de Esquerda vão gastar 1 milhão de euros em cartazes, gasóleo, megafones, estrados, holofotes, sumo tang, lombo de porco e coiratos! E nem vamos referir os vídeos feitos com câmaras compradas no Lydl e as fotos feitas com telemóvel! O PCP também vai carregar nos gastos. Já o PSD deve gastar pouco: para fazer cartazes como aquele da líder parecendo a Maga Patalógica, basta um bate-chapas e tintas Robbialac!
Hoje é mais fácil fazer propaganda. A internet é uma ferramenta barata e as televisões com a ansiedade de mostrarem tudo e todos acabam por produzir de borla os melhores tempos de antena. O Louçã com um palhaço do Chapitô ao lado, Portas a beijar uma peixeira, Sócrates a escrever num Magalhães, ou Ferreira Leite a mandar uma deliciosa gaffe, não custam assim tanto dinheiro! Não percebo tanta despesa.
Mas há um aspecto que passa ao lado dos candidatos. É que eles estão-se bem nas tintas para os eleitores. Aquela aproximação ao votante está cada vez mais distante. E isso é incompreensível numa sociedade das redes sociais, do jornalismo online, da interacção.
Resta-nos o facto de esse dinheiro ir ajudar alguns a terem trabalho por um mês.
O que chateia é que parte daquele dinheiro é nosso e veio dos nossos impostos, daqueles pagadores do Estado, que Sócrates diz que são uns ricos que ganham para cima de 5 mil euros por mês. Ora, a democracia é linda, mas tudo tem um preço. Esta democracia está a tornar-se num capricho tão caro como se os portugueses passassem a alimentar burros a pão-de -ló!
Repare-se que até os miserabilistas do Bloco de Esquerda vão gastar 1 milhão de euros em cartazes, gasóleo, megafones, estrados, holofotes, sumo tang, lombo de porco e coiratos! E nem vamos referir os vídeos feitos com câmaras compradas no Lydl e as fotos feitas com telemóvel! O PCP também vai carregar nos gastos. Já o PSD deve gastar pouco: para fazer cartazes como aquele da líder parecendo a Maga Patalógica, basta um bate-chapas e tintas Robbialac!
Hoje é mais fácil fazer propaganda. A internet é uma ferramenta barata e as televisões com a ansiedade de mostrarem tudo e todos acabam por produzir de borla os melhores tempos de antena. O Louçã com um palhaço do Chapitô ao lado, Portas a beijar uma peixeira, Sócrates a escrever num Magalhães, ou Ferreira Leite a mandar uma deliciosa gaffe, não custam assim tanto dinheiro! Não percebo tanta despesa.
Mas há um aspecto que passa ao lado dos candidatos. É que eles estão-se bem nas tintas para os eleitores. Aquela aproximação ao votante está cada vez mais distante. E isso é incompreensível numa sociedade das redes sociais, do jornalismo online, da interacção.
Resta-nos o facto de esse dinheiro ir ajudar alguns a terem trabalho por um mês.
Os netinhos ricos forretas
Há dias numa televisão, esqueci-me qual, três netinhos ricos vieram falar da sua condição de poupadinhos. O herdeiro que mais me comoveu foi o de Belmiro de Azevedo. Veio contar que o avô lhe ensinou que tudo o que custe mais que zero é caro! O puto seguiu a lição do avô. Anda de metro no Porto, porque é mais barato e ecológico ! Enquanto falava o cameraman filmava-lhe os sapatos italianos de pele de cobra (?) daqueles de design bicudo e de preço de ir às nuvens. Os ricos podem ter destas extravagâncias. Houve uma frase que gostei de ouvir: Belmiro gosta daquelas coisas que o dinheiro não pode comprar, embora vindo de um forreta isso possa querer dizer, que gostar do que não custa dinheiro é....ganho!
O neto de António Champalimaud veio também falar da avareza do avô em comprar carros novos e que chegou a passar pela vergonha de ter de andar no Brasil com carros a caírem de podres. Mas estes tiques são próprios dos verdadeiros ricos e são também uma forma de superior pedantismo.
Um amigo meu rico dizia-me: " Oh Luiz, depois de termos as coisas nem damos por elas!".
Se por um lado estas revelações demonstram um miserabilismo caricato, também mostram que a mentalidade de novo-rico e os disparates consumistas dos pobres não levam a uma vida de qualidade. Eu, que sou um consumidor compulsivo de certas coisas que só o dinheiro compram, fico boquiaberto com a facilidade com que pessoas minhas conhecidas gastam dinheiro, que não têm, em carros utilitários caros, plasmas, telemóveis e outras aberrações. Têm a atitude inversa daqueles ricos que poupam nos tostões e que pensam mais no amealhar do que no ganhar.
O país divide-s entre os esbanjadores e os poupados. O problema é que os poupados raramente são felizes e os gastadores acabam frustrados por nunca terem mais um objecto inútil.
A Rita Nabeiro era a terceira herdeira da reportagem. Trabalha como designer na empresa do avô e fá-lo com um empenho e uma alegria contagiantes. Usa a sua carrinha mini e não dispensa o seu ambiente de trabalho nos vários Apple que tem no escritório da adega.
"Isso não é ser poupado! É ser miserabilista! Deviam ter vergonha!" - desabafava esta semana comigo um outro rico de Portugal, comentando os netos poupadinhos, um homem que tem uma obsessão: criar trabalho e dar a trabalhar."Eu sou do género to do!".
Parece que este vai ser o novo estilo dos ricos: dizerem que poupam, que vivem com nada e já agora convidarem os seus empregados a terem também uma vida de ricos!
O neto de António Champalimaud veio também falar da avareza do avô em comprar carros novos e que chegou a passar pela vergonha de ter de andar no Brasil com carros a caírem de podres. Mas estes tiques são próprios dos verdadeiros ricos e são também uma forma de superior pedantismo.
Um amigo meu rico dizia-me: " Oh Luiz, depois de termos as coisas nem damos por elas!".
Se por um lado estas revelações demonstram um miserabilismo caricato, também mostram que a mentalidade de novo-rico e os disparates consumistas dos pobres não levam a uma vida de qualidade. Eu, que sou um consumidor compulsivo de certas coisas que só o dinheiro compram, fico boquiaberto com a facilidade com que pessoas minhas conhecidas gastam dinheiro, que não têm, em carros utilitários caros, plasmas, telemóveis e outras aberrações. Têm a atitude inversa daqueles ricos que poupam nos tostões e que pensam mais no amealhar do que no ganhar.
O país divide-s entre os esbanjadores e os poupados. O problema é que os poupados raramente são felizes e os gastadores acabam frustrados por nunca terem mais um objecto inútil.
A Rita Nabeiro era a terceira herdeira da reportagem. Trabalha como designer na empresa do avô e fá-lo com um empenho e uma alegria contagiantes. Usa a sua carrinha mini e não dispensa o seu ambiente de trabalho nos vários Apple que tem no escritório da adega.
"Isso não é ser poupado! É ser miserabilista! Deviam ter vergonha!" - desabafava esta semana comigo um outro rico de Portugal, comentando os netos poupadinhos, um homem que tem uma obsessão: criar trabalho e dar a trabalhar."Eu sou do género to do!".
Parece que este vai ser o novo estilo dos ricos: dizerem que poupam, que vivem com nada e já agora convidarem os seus empregados a terem também uma vida de ricos!
terça-feira, agosto 18, 2009
A Carolina da juventude socialista
O PS dos desempregados, da justiça caótica, do ensino sem credibilidade, das obras públicas virtuais, o PS que considera rico quem ganha 5 mil euros por mês, o PS que deixou ruír o património, tem esta pérola como mandatária para a juventude. Só um clube de velhadas podia ter tal escolha como modelo. A cada um a sua Carolina!!!
segunda-feira, agosto 17, 2009
A prática solitária do Facebook e Miguel S.Tavares
O Miguel Sousa Tavares acha muito bem o Magalhães. Disse-o no ano passado na TVI. Mas não gosta de internet, de Twitter, blogues e outros locais ao redor. E escreveu com violência contra aqueles milhões de tontos que fazem da internet um ponto de encontro para engates, maldicência, negócios e outros actos desprezáveis. Remata mesmo com força, declarando que quem se passeia pelas redes sociais padece de solidão. E pega nesse chavão tão eficaz na caracterização de comportamentos sociais que é a solidão, tal como as feministas usam a palavra mágica machista.
Por mim não me sinto nada afectado por estas opiniões do Miguel. Percebo que quem lida mal com computadores e com toda a linguagem multimédia, quem já foi caluniado na internet com dimensão de escândalo, quem já viu desaparecer um romance num computador roubado que não tinha backup, não pode gostar muito do meio. A minha amiga Clara Ferreira Alves também detesta internet e despreza blogues,internautas e outros peregrinos virtuais. Não é essa antipatia que fará dela uma jornalista brilhante e uma cronista ímpar.
Aliás, prefiro estas opiniões francas e desassombradas às atitudes infantis de alguns velhadas que há pouco nem sabiam mandar um e-mail, e julgavam que um podcast era uma versão melhorada do Viagra, e que agora usam o Twitter para perguntarem à mulher o que é o jantar, para mostraram aos amigos retratos dos locais pirosos onde passam fins-de-semana, ou para invadirem a homepage com vídeos do YouTube fazendo crer que gostam mais de ópera do que macaco de banana, no meio de uma fraseologia plena de termos de inglês técnico!...
Numa entrevista dada ao i, num exclusivo do NYT, o extravagante dono da Rynair também confessa detestar internet, não escreve e-mails, a empresa recusa-se a recebê-los dos clientes, embora todo o seu negócio esteja alojado na internet ! E quando alguém insiste em ele ser mais internauta ele responde com o seu bordão preferido:" Deixe-se disso!".
Claro que as redes sociais criam dependência, são por vezes indiscretas, podem invadir a privacidade, e a grande maioria do que lá se escreve são banalidades. Mas tal fenómeno acontece em todos os meios. Vinte leitores fiéis do NYT fechados uma hora numa sala a lerem o jornal, no final não se lembravam do que tinham lido de relevante! O que se lê na net é lido de cruz, e se se escreve um sound- bite é isso que fica. O resto é para picuinhas.
O que devemos valorizar é que hoje temos uma comunicação fantástica. Podemos partilhar vídeos, textos, fotos, sons, sentimentos, ideias e revoltas, causas, como nunca podemos fazer. Eu nunca pensei que um vídeo meu pudesse ser visto por 360 mil pessoas no YouTube, e este número não pára de subir. Nunca me atrevi a escrever textos de opinião e hoje são lidos por uma média de 5oo leitores, já fui citado várias vezes no Público ao lado de cronistas profissionais e alguns políticos lêem-me e dizem-mo.
Os sites ditos sociais têm hoje uma influência grande na opinião pública. Se somarmos as audiências dos blogues, são muito superiores às dos jornais diários. Não sei se é bom, até acho que não como jornalista, mas é a realidade.
A vida mudou e as redes sociais não são o "Quando o telefone toca". São pontos de encontro virtuais que agregam amigos, grupos de interesses, cidadãos que agora podem influir a sociedade. Isto enerva quem faz da escrita uma forma de vida. Tal como a mim me irritam aqueles sites de partilha de fotos para amadores, armados aos artistas, e que muitos editores (nomeadamente a Amazon) tomam como fotografia. Vivemos este terrível Mundo de contradições. Para o melhor e para o pior
Por mim não me sinto nada afectado por estas opiniões do Miguel. Percebo que quem lida mal com computadores e com toda a linguagem multimédia, quem já foi caluniado na internet com dimensão de escândalo, quem já viu desaparecer um romance num computador roubado que não tinha backup, não pode gostar muito do meio. A minha amiga Clara Ferreira Alves também detesta internet e despreza blogues,internautas e outros peregrinos virtuais. Não é essa antipatia que fará dela uma jornalista brilhante e uma cronista ímpar.
Aliás, prefiro estas opiniões francas e desassombradas às atitudes infantis de alguns velhadas que há pouco nem sabiam mandar um e-mail, e julgavam que um podcast era uma versão melhorada do Viagra, e que agora usam o Twitter para perguntarem à mulher o que é o jantar, para mostraram aos amigos retratos dos locais pirosos onde passam fins-de-semana, ou para invadirem a homepage com vídeos do YouTube fazendo crer que gostam mais de ópera do que macaco de banana, no meio de uma fraseologia plena de termos de inglês técnico!...
Numa entrevista dada ao i, num exclusivo do NYT, o extravagante dono da Rynair também confessa detestar internet, não escreve e-mails, a empresa recusa-se a recebê-los dos clientes, embora todo o seu negócio esteja alojado na internet ! E quando alguém insiste em ele ser mais internauta ele responde com o seu bordão preferido:" Deixe-se disso!".
Claro que as redes sociais criam dependência, são por vezes indiscretas, podem invadir a privacidade, e a grande maioria do que lá se escreve são banalidades. Mas tal fenómeno acontece em todos os meios. Vinte leitores fiéis do NYT fechados uma hora numa sala a lerem o jornal, no final não se lembravam do que tinham lido de relevante! O que se lê na net é lido de cruz, e se se escreve um sound- bite é isso que fica. O resto é para picuinhas.
O que devemos valorizar é que hoje temos uma comunicação fantástica. Podemos partilhar vídeos, textos, fotos, sons, sentimentos, ideias e revoltas, causas, como nunca podemos fazer. Eu nunca pensei que um vídeo meu pudesse ser visto por 360 mil pessoas no YouTube, e este número não pára de subir. Nunca me atrevi a escrever textos de opinião e hoje são lidos por uma média de 5oo leitores, já fui citado várias vezes no Público ao lado de cronistas profissionais e alguns políticos lêem-me e dizem-mo.
Os sites ditos sociais têm hoje uma influência grande na opinião pública. Se somarmos as audiências dos blogues, são muito superiores às dos jornais diários. Não sei se é bom, até acho que não como jornalista, mas é a realidade.
A vida mudou e as redes sociais não são o "Quando o telefone toca". São pontos de encontro virtuais que agregam amigos, grupos de interesses, cidadãos que agora podem influir a sociedade. Isto enerva quem faz da escrita uma forma de vida. Tal como a mim me irritam aqueles sites de partilha de fotos para amadores, armados aos artistas, e que muitos editores (nomeadamente a Amazon) tomam como fotografia. Vivemos este terrível Mundo de contradições. Para o melhor e para o pior
sexta-feira, agosto 14, 2009
Meio milhão de desempregados e Sócrates rejubila!
Ultrapassámos a barreira do meio milhão de desempregados, 9,1% de desemprego. É de esperar um valor ainda mais alto. As nossas empresas abanam e as exportações diminuíram 30 por cento. Espanha, que é o nosso destino de eleição para exportar, continua em recessão técnica e o desemprego atinge lá os 17 por cento (de cor).
Portanto: não é preciso ouvir as palavras sábias de Medina Carreira, para percebermos que não vai ser fácil abrandar a nossa maior chaga social: o exército de desempregados, muitos deles (30%?) que nem sequer têm direito a subsidio, logo nem contam para as estatísticas!
Perante este drama, que não pode ser só imputado aos governos, que faz Sócrates ? Despe o blaser de mil euros e falando para a sua gravata de seda tem a suprema lata de humilhar os mais desgraçados do país. porque o INE revelou uma estatística que dá Portugal com 0,3% de crescimento, tendo ainda um déficit de 3,7 relativamente ao mesmo semestre de 2008!
Sócrates faz esta rábula em nome da ganância do voto, da pérfida política laboral, mente em nome de um desígnio mesquinho: voltar a ser o primeiro-ministro de Portugal.
O que Sócrates ainda não aprendeu, nem irá nunca aprender, é que os portugueses já só se riem perante esta sua lata suprema.
Os sem emprego devem apetecer insultá-lo, a classe média vingar-se na hora do voto, os empresários declararam lay-off e irem investir em países decentes. Fica um grande sentimento de revolta. O engenheiro dominical podia pelo menos neste tempo de esperança ser directo:" o pior pode ter passado, mas vamos ter que trabalhar, produzir, investir, seguir em frente, embora isso não vá poupar ninguém. Não. O Obama de Castelo Branco prefere animar a malta. Dar, se possível, mais uns Magalhães, uns trocos, uns subsídios e carregar um pouco mais nos rendimentos da classe média que trabalha e que tem no seu ordenado a recompensa de uma vida séria, profissional.
Sócrates prefere a mentirola, a manobra, o odioso marketing, à verdade.
Não passará!
Portanto: não é preciso ouvir as palavras sábias de Medina Carreira, para percebermos que não vai ser fácil abrandar a nossa maior chaga social: o exército de desempregados, muitos deles (30%?) que nem sequer têm direito a subsidio, logo nem contam para as estatísticas!
Perante este drama, que não pode ser só imputado aos governos, que faz Sócrates ? Despe o blaser de mil euros e falando para a sua gravata de seda tem a suprema lata de humilhar os mais desgraçados do país. porque o INE revelou uma estatística que dá Portugal com 0,3% de crescimento, tendo ainda um déficit de 3,7 relativamente ao mesmo semestre de 2008!
Sócrates faz esta rábula em nome da ganância do voto, da pérfida política laboral, mente em nome de um desígnio mesquinho: voltar a ser o primeiro-ministro de Portugal.
O que Sócrates ainda não aprendeu, nem irá nunca aprender, é que os portugueses já só se riem perante esta sua lata suprema.
Os sem emprego devem apetecer insultá-lo, a classe média vingar-se na hora do voto, os empresários declararam lay-off e irem investir em países decentes. Fica um grande sentimento de revolta. O engenheiro dominical podia pelo menos neste tempo de esperança ser directo:" o pior pode ter passado, mas vamos ter que trabalhar, produzir, investir, seguir em frente, embora isso não vá poupar ninguém. Não. O Obama de Castelo Branco prefere animar a malta. Dar, se possível, mais uns Magalhães, uns trocos, uns subsídios e carregar um pouco mais nos rendimentos da classe média que trabalha e que tem no seu ordenado a recompensa de uma vida séria, profissional.
Sócrates prefere a mentirola, a manobra, o odioso marketing, à verdade.
Não passará!
PS de Ourém usa Santuário de Fátima para cenário
O responsável do Partido Socialista em Ourém, não esteve com meias-medidas: pegou nas fronhas dos seus candidatos a construtores de rotundas e pôs um layer por trás com uma foto do Santuário de Fátima! Bom, com camaradas destes o engenheiro nem precisa do Preto para ganhar as eleições! O Reitor do Santuário reagiu muito educadamente, trata-se na verdade de uma figura da nova igreja portuguesa e com palavras justas e firmes.
Por este critério vamos ter em Lisboa, António Costa vestido de Santo António, Helena Roseta de noiva e José Sá Fernandes a segurar as alianças, vestido de anjola! Por detrás lá estará a Sé de Lisboa, vendo-se mais ao longe o Cristo-Rei de braços abertos a saudar a coligação!
Por este critério vamos ter em Lisboa, António Costa vestido de Santo António, Helena Roseta de noiva e José Sá Fernandes a segurar as alianças, vestido de anjola! Por detrás lá estará a Sé de Lisboa, vendo-se mais ao longe o Cristo-Rei de braços abertos a saudar a coligação!
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quinta-feira, agosto 13, 2009
31 da Armada presos à traição

A doutora Leite pode arrumar a tralha: há justiça em Portugal e escusa de vir com propostas inspiradas em PPortas. Embora o seu apoiante e apoiado António Preto não tenha sido julgado, e segundo a líder oposicionista a acusação não tem ponta por onde se lhe pegue (uma mala com dinheiro vivo não tem ponta mas dá ponta "eh pá nunca pensei ver tanto dinheiro na minha vida!"), a verdade é que dois cidadãos que iam devolver uma bandeira monárquica a ACosta foram abarbatados pela Judite dentro do edifício da Câmara.
O que é genial é o facto de não haver segurança ou bófia que tenha topado os monárquicos a subirem á varanda dos Paços, mas a PJ usou da golpada baixa para prender os atrevidos. A PIDE não teria feito melhor. Foi usado ardil e isco e aquilo que era uma manifestação de "fair-play" e de convívio democrático, transformou-se numa ratoeira ordinária.
O que as chamadas autoridades esquecem é que a bandeira que foi içada na varanda é tão portuguesa como a da República. Todas as bandeiras que já representaram a Nação devem ser consideradas e respeitadas.
E tomando como ideia um comentário do meu amigo Francisco Bélard, os republicanos que se manifestam nas monarquias europeias não são presos por isso!
Não houve vandalismo, nem invasão de uma zona interior de um edifício do Estado, não houve sequer a preocupação de fazer aquilo de uma forma clandestina- podia ter sido. Este excesso de zelo é pidesco, autoritário, e revela uma intolerância democrática desajustada do Dr. António Costa, que devia ter vindo a público desdramatizar o sucedido, condenando de passagem o acto que é ilegal mas não é uma acção terrorista!!
Claro, Costa está é empenhado na sua propaganda e para tal, usa tudo até essa ideia de jerico que foi propor o nome de Raul Solnado para o Teatro Capitólio! O que é um insulto à memória do actor. Mas isso são outros 500 caracteres para outro post.
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quarta-feira, agosto 12, 2009
Aposte na net na vitória de Isaltino!
, Já se aposta na Internet se Isaltino será ou não eleito. É uma nova dimensão do jogo partidário e político e que remete a politiquice para o campo do futebol, da totoloto ou do póker. Já sabíamos que a politica se tinha transformado num jogo de azar, muito mais do que de sorte.
Ainda ontem o ex-ministro das finanças de Sócrates, Luís Campos e Cunha, se mostrava em entrevista ao i, angustiado pela perspectiva negra para o país quer ganhe a velha senhora ou o arrogante Sócrates. E lá foi dizendo que esta maioria perdeu uma oportunidade de ouro para mudar o país (palavras minhas) e que MFLeite é alguém fora de tempo em quem o país se não reconhece.
Embora faça parte da comissão de honra de apoio a Costa, Luís Campos e Cunha é um feroz anti-Sócrates não só magoado pela sua experiência governativa, mas também como um professor que não vislumbra desempenhos positivos no PS.
A verdade é que estamos em maré de azar (palavra que evito usar) e como cidadão estou apreensivo com a rentrée que aí vem. Qualquer que ganhe será sempre uma vitória breve e um governo frágil. Sem a arrumação do PSD e a saída de Sócrates( que já deu o que tinha a dar, a partir de agora será sempre a piorar, passou o seu tempo) o país não vai ter margem de manobra para constituir um governo com gente diferente, mais competente, séria e que possa dar ânimo ao país.
O Manelismo- ferreirismo-leitismo é mesmo um filme B, um remake de qualquer coisa desastrada que já todos vivemos nos anos de brado do Cavaquismo. Um Cavaquismo sem timoneiro, um Cavaquismo com figuras como Deus, Pacheco ou Preto é qualquer coisa impossível de imaginar a não ser num jogo de apostas, à volta de uma mesa de pé de galo. Este Betadwin da política é melhor que a bolsa no tempo do velho Caldeira! E já que os portugueses não têm outro remédio do que engolir sapos vivos, que ganhem de qualquer maneira nem que seja a feijões!
Ainda ontem o ex-ministro das finanças de Sócrates, Luís Campos e Cunha, se mostrava em entrevista ao i, angustiado pela perspectiva negra para o país quer ganhe a velha senhora ou o arrogante Sócrates. E lá foi dizendo que esta maioria perdeu uma oportunidade de ouro para mudar o país (palavras minhas) e que MFLeite é alguém fora de tempo em quem o país se não reconhece.
Embora faça parte da comissão de honra de apoio a Costa, Luís Campos e Cunha é um feroz anti-Sócrates não só magoado pela sua experiência governativa, mas também como um professor que não vislumbra desempenhos positivos no PS.
A verdade é que estamos em maré de azar (palavra que evito usar) e como cidadão estou apreensivo com a rentrée que aí vem. Qualquer que ganhe será sempre uma vitória breve e um governo frágil. Sem a arrumação do PSD e a saída de Sócrates( que já deu o que tinha a dar, a partir de agora será sempre a piorar, passou o seu tempo) o país não vai ter margem de manobra para constituir um governo com gente diferente, mais competente, séria e que possa dar ânimo ao país.
O Manelismo- ferreirismo-leitismo é mesmo um filme B, um remake de qualquer coisa desastrada que já todos vivemos nos anos de brado do Cavaquismo. Um Cavaquismo sem timoneiro, um Cavaquismo com figuras como Deus, Pacheco ou Preto é qualquer coisa impossível de imaginar a não ser num jogo de apostas, à volta de uma mesa de pé de galo. Este Betadwin da política é melhor que a bolsa no tempo do velho Caldeira! E já que os portugueses não têm outro remédio do que engolir sapos vivos, que ganhem de qualquer maneira nem que seja a feijões!
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Isaltino de Morais
terça-feira, agosto 11, 2009
Um 31 da Armada!
A cena foi muito divertida: os tipos do 31 da Armada, o irreverente camarada blogue, que são uns monárquicos crentes e praticantes, pegaram numa escada com 3 metros, puseram-na às costas, passaram à frente de uma esquadra, de polícias e outros espertos, encostaram a escada ao edificio da Câmara de Lisboa, subiram à varanda onde Afonso Costa declarou a República e hastearam a bandeira da Monarquia. Era madrugada.
Ninguém topou. De manhã António Costa mandou retirar a bandeira e fez queixa à polícia.
Nas televisões apareceu um dos criativos, de camisa azul às riscas, e de máscara, a justificar a proeza. Claro que os monárquicos têm sido tratados com total desrespeito pelo regime. Veja-se a lamentável atitude em se ter proibido a homenagem a D.Carlos no centésimo aniversário do seu assassinato.
Agora os pândegos do 31 da Armada podiam ter apanhado um susto. Imagine-se que ao colocarem a bandeira davam com o presidente da Câmara em amena cavaqueira às tantas da madrugada, entre uma cervejola, com o seu braço direito Fernandes?
Ninguém topou. De manhã António Costa mandou retirar a bandeira e fez queixa à polícia.
Nas televisões apareceu um dos criativos, de camisa azul às riscas, e de máscara, a justificar a proeza. Claro que os monárquicos têm sido tratados com total desrespeito pelo regime. Veja-se a lamentável atitude em se ter proibido a homenagem a D.Carlos no centésimo aniversário do seu assassinato.
Agora os pândegos do 31 da Armada podiam ter apanhado um susto. Imagine-se que ao colocarem a bandeira davam com o presidente da Câmara em amena cavaqueira às tantas da madrugada, entre uma cervejola, com o seu braço direito Fernandes?
TAP em turbulência
A TAP tem sido notícia pelas piores razões. Primeiro, a novidade de que os prémios distribuídos pelo conselho de administração a si próprios, eram chorudos ao ponto dos honorários de Fernando Pinto terem duplicado.
Hoje soube-se que a TAP comprou 3o carros em leasing, operação que o porta-voz António Monteiro justificou dizendo que assim a empresa vai poupar 400 mil euros em quatro anos. Vou já trocar a minha velha Mercedes pela nova E350 CDI para poupar uma pipa daqui a 4 anos! Se ele me explicar agradeço.
Depois ficámos ainda a saber que a TAP- Nossa(!!!) preteriu os serviços da RTP a favor da TF1 (acho que foi este canal) porque assim os conteúdos internacionais terão mais actualidade!
Entretanto os sindicatos já ameaçaram entrar em greve, depois do mesmo António Monteiro ter vindo dizer que haveria aumentos se a situação melhorasse lá para o fim do ano! Para o Natal- digo eu. Mas para distribuir mordomias e dividendos, Natal é já, todos os dias e quando Fernando Pinto quiser.
Hoje soube-se que a TAP comprou 3o carros em leasing, operação que o porta-voz António Monteiro justificou dizendo que assim a empresa vai poupar 400 mil euros em quatro anos. Vou já trocar a minha velha Mercedes pela nova E350 CDI para poupar uma pipa daqui a 4 anos! Se ele me explicar agradeço.
Depois ficámos ainda a saber que a TAP- Nossa(!!!) preteriu os serviços da RTP a favor da TF1 (acho que foi este canal) porque assim os conteúdos internacionais terão mais actualidade!
Entretanto os sindicatos já ameaçaram entrar em greve, depois do mesmo António Monteiro ter vindo dizer que haveria aumentos se a situação melhorasse lá para o fim do ano! Para o Natal- digo eu. Mas para distribuir mordomias e dividendos, Natal é já, todos os dias e quando Fernando Pinto quiser.
segunda-feira, agosto 10, 2009
A Joana Amaral Dias do Ferreirismo-Leitismo
Hoje em entrevista a Mário Crespo (finalmente regressado de férias!) Maria José Nogueira Pinto (MJNP) tentou explicar o que não se explica, mas que toda a gente percebe.
Isto é: ela sabe, que todos sabem, que ela sabe, porque aceitou a o convite de Manuela Ferreira Leite para quarta na lista por Lisboa. E que todos sabem, porque fez elogios rasgados a António Costa, ainda o seu arqui-inimigo Santana não era dado como putativo futuro presidente lisboeta.
A Zézinha- como é conhecida nos meios da política- nunca brincou em serviço e sempre teve um talento especial para estar junto de quem está a dar. Ela própria o confessou a Mário Crespo, quando deixou cair que até tinha gostado da primeira parte do mandato de Sócrates, isto no meio de um arrazoado de palavras ditas em turbilhão, usando aquela técnica de não parar de falar e de não deixar acabar as perguntas para seguir em fuga.
Para esta Joana Amaral Dias em versão consumada e do PSD, o que a levou a aceitar o convite de MFLeite foi um imperativo nacional. Párem as máquinas portugueses! Se a sua candidatura não avançasse estaríamos todos em risco. É ela que vai salvar a Pátria do desnorte socialista com a mesma veemência com que mandou fechar o velho Estádio do Sporting, quando era sub de Santana, temendo que a velha pala desabasse em cima do leões.
Sempre foi contra o centrão, mas hoje na SIC-N foi avançando com propostas de acordos pontuais, negociações nos Passos Perdidos...Zézinha volta à política, sem lugar no partido de Portas, depois de goradas as hipóteses de aparecer ao lado de Costa. Imaginem o que era uma campanha com Roseta à esquerda, Empata Fernandes ao colo de Costa e Zézinha à direita!!
Eu pagava para ver, mas aquele bom povo de esquerda, que o PS quer aliciar, batia à sola perante a ex-CDS e ia votar em bloco no Bloco.
O que é chocante no discurso justificativo de MJNP, é o sermão sobre ética, transparência e a verdade que devem voltar à política. Crespo deixou-a falar e depois atirou-lhe com o António Preto e a Helena Costa. A resposta foi genial: não sabia que o homem da mala e do dinheiro vivo estava na lista! Mas se tivesse sabido avançava. Isso já calculávamos. Mas desdramatizou: não conhece o caso em pormenor e não se vai meter onde não é chamada. Ela nem é do PSD! Está ali como elemento da diferença, como o outro ex-BE que está nas listas do PS !
Quem pode votar no PSD depois destas declarações de...princípios? É por estas, e por muitas outras, que eu por muito que me esforce (e treino mesmo!) não consiga votar na direita.
Eu até queria, mas esta gente não mata. Mas desmoraliza definitivamente.
Isto é: ela sabe, que todos sabem, que ela sabe, porque aceitou a o convite de Manuela Ferreira Leite para quarta na lista por Lisboa. E que todos sabem, porque fez elogios rasgados a António Costa, ainda o seu arqui-inimigo Santana não era dado como putativo futuro presidente lisboeta.
A Zézinha- como é conhecida nos meios da política- nunca brincou em serviço e sempre teve um talento especial para estar junto de quem está a dar. Ela própria o confessou a Mário Crespo, quando deixou cair que até tinha gostado da primeira parte do mandato de Sócrates, isto no meio de um arrazoado de palavras ditas em turbilhão, usando aquela técnica de não parar de falar e de não deixar acabar as perguntas para seguir em fuga.
Para esta Joana Amaral Dias em versão consumada e do PSD, o que a levou a aceitar o convite de MFLeite foi um imperativo nacional. Párem as máquinas portugueses! Se a sua candidatura não avançasse estaríamos todos em risco. É ela que vai salvar a Pátria do desnorte socialista com a mesma veemência com que mandou fechar o velho Estádio do Sporting, quando era sub de Santana, temendo que a velha pala desabasse em cima do leões.
Sempre foi contra o centrão, mas hoje na SIC-N foi avançando com propostas de acordos pontuais, negociações nos Passos Perdidos...Zézinha volta à política, sem lugar no partido de Portas, depois de goradas as hipóteses de aparecer ao lado de Costa. Imaginem o que era uma campanha com Roseta à esquerda, Empata Fernandes ao colo de Costa e Zézinha à direita!!
Eu pagava para ver, mas aquele bom povo de esquerda, que o PS quer aliciar, batia à sola perante a ex-CDS e ia votar em bloco no Bloco.
O que é chocante no discurso justificativo de MJNP, é o sermão sobre ética, transparência e a verdade que devem voltar à política. Crespo deixou-a falar e depois atirou-lhe com o António Preto e a Helena Costa. A resposta foi genial: não sabia que o homem da mala e do dinheiro vivo estava na lista! Mas se tivesse sabido avançava. Isso já calculávamos. Mas desdramatizou: não conhece o caso em pormenor e não se vai meter onde não é chamada. Ela nem é do PSD! Está ali como elemento da diferença, como o outro ex-BE que está nas listas do PS !
Quem pode votar no PSD depois destas declarações de...princípios? É por estas, e por muitas outras, que eu por muito que me esforce (e treino mesmo!) não consiga votar na direita.
Eu até queria, mas esta gente não mata. Mas desmoraliza definitivamente.
sábado, agosto 08, 2009
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