Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta campanha eleitoral. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta campanha eleitoral. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, outubro 15, 2009

Ninguém tira os trastes da rua?

As campanhas políticas acabaram, delas só restam os cartazes aos milhares espalhados pelas rotundas e entroncamentos do país. Derrotados ainda sorriem fazendo crer numa vitória impossível, ganhadores riem como se a vingança se servisse com Pepsodent.

A falta de respeito por si próprios e pela população faz dos monos da política uma galeria de horrores entre o patético e o grosseiro, o ridículo e o presunçoso.

Não se percebe porque não retiram os cartazes abjectos da paisagem e porque não limpam a cara a tempo e horas. Lisboa está cheia de Costas e Lopes e daquelas carantonhas assustadoras dos bloquistas de gauche. Parece que a sopa dos pobres é um sucesso depois dos desgraçados olharem para os monstros que os contemplam do alto da abastança.

Os despojos de uma guerra de manjerona estão na rua passada uma semana da garraiada. E ninguém se sente responsável em varrer o lixo, apanhar as canas e fazer esquecer a festança política que deixou Portugal na mesma. Ou pior.

segunda-feira, setembro 28, 2009

A FESTANÇA SOCRATISTA


500 mil votos a menos depois, e 500 mil desempregados antes, o PS ganhou as eleições. Ou melhor: MFLeite perdeu humilhada as eleições. Ou se quiserem, depois do fracasso governativo do PS o BE subiu á custa dos descontentes raivosos, o PCP subiu à custa do esquerdismo de Louçã e Portas beneficiou do eleitorado de direita, que não se revê mais no estilo passadista de Leite e no seu alter-ego Cavaco e quis reforçar o peso ou a influência da direita.

Durante duas semanas os jornais e as televisões esqueceram-se de usar o termo "crise", os portugueses acreditaram no Pai Natal antes da época, o Sol de Outono acalentou corações e uma propaganda levada ao extremo do profissionalismo conseguiu a vitória amarga de um homem que em condições normais, e num país de gente normal, nunca teria ganho confiança para continuar a ser o timoneiro da Pátria. Mesmo ganhando o título a um domingo!!!

Se o OMO lava mais branco,o PS lava completamente, a fundo, sem deixar manchas. O discurso de Sócrates podia ter sido escrito por um argumentista de filmes com finais felizes, com mistura de drama e história, suspense, mas com um remate delicodoce embrulhado em música enjoativa e palavras cínicas.

Aí têm: acordaram hoje com um deficit de 9 por cento, mais 1300 desempregados, uma dívida externa que cabe 40 mil euros a cada portuga e a perspectiva do futuro carrasco das finanças carregar ainda mais no IRS, nas deduções fiscais, na asfixia das empresas.

Segue-se o aumento da criminalidade urbana, o descontrole total da justiça, a impunidade dos senhores juízes, o facilitismo das precárias, o ensino transformado em estatísticas fantásticas....o país acordou hoje na mesma como a lesma. E haverá listas de espera para doenças cancerosas, excursões a Cuba para operar cataratas e mil e tal bebés portugueses anascerem por ano em Badajoz. Não obstante o ex-ministro da Saúde passeou sorridente pelos comícios PS, qual louvaminhas, sem um assobio, uma pateada. Genial!

Os abstencionistas vitoriosos encolhem os ombros, indiferentes ao que provocaram, mas amanhã virão dizer que o Mundo está mal e perigoso e que a culpa é de Deus. A culpa é sempre dos outros, nunca dos que se demitiram por preguiça, cobardia, ignorância.

Estes faltosos são mais numerosos dos idiotas que votaram no Sócrates, a troco de um job, de umas esferográficas, de umas bandeirolas, de uns subsídios para a madrassa. Votaram como quem vota no Benfica do Rei dos Pneus, sem razão, apenas com a emoção primária ou a devoção utópica. Isto é o preço desta democracia velha, desta política exercida à moda do passado. Uma política sem rostos, sem responsáveis. Perguntem a um eleitor o nome do deputado que elegeram e procurem por esse deputado. Se estará contactável por e-mail, na net, na sede do partido, no Bar de S.Bento.

Os portugueses teceram de novo a malha que os há-de sufocar. Claro, que a alternativa era miserável. Muita gente votou em Leite para tramar Sócrates imagine-se que percentagem teria a ex-padroeira laranja se assim não tivesse sido! E imaginemos o que seria um governo com aquelas aves agoirentas que pairavam à volta da "outra senhora"!

Depois do ataque ao país, segue-se o ataque esmiuçado às cidades, vilas e aldeias. Costa sorridente disse logo que não havia um minuto a perder. Pois não. Aproveitem enquanto o porco está quente!

Estávamos à beira do abismo. Demos um passo em frente.

sábado, setembro 26, 2009

Fui à campanha do PS e voltei


Estou cansado. Uma semana em campanha, 4 mil quilómetros a guiar e 20 gigas de fotos, mesmo disparando com parcimónia, cansa. Nem sei como sobrevivo aos encontrões dos seguranças, aos empatas dos colegas (!) e ao emplastro de Sócrates, um brasileiro que fotografa para o álbum do PS e que passa todo o tempo ou a fazer de securita ou a tapar a vista aos jornalistas.

Mas sobrevive-se, porque amo o que faço e acabo sempre por tirar partido mesmo das adversidades. Isto é o lado desafiador da vida de fotojornalista.

Foi a primeira vez em trinta de profissão que segui um candidato durante uma semana a fio. E tão embrenhado que estava na caravana, que acabei por sentir empatia por todos os que fizeram parte desta aventura na estrada. Vão ficar na minha memória, inesquecíveis os dias de Coimbra, Bragança, Porto e a descida triunfal Chiado abaixo com Soares a saltar para cima de um palanque improvisado na Rua Augusta.

Não fosse a organização demasiado profissional, a atitude de Sócrates sempre igual, sem surpresas nem improvisos, esta campanha com um Soares, ou mesmo um Guterres, teria sido um happening de um humanismo fantástico. As pessoas aderiram em festa, arregimentadas pelos caciques locais, mas também aconteceu espontaneidade e espírito militante.

Percebe-se que a política é para a maioria mais emoção que razão, e o voto é um gesto impulsivo, afectivo. Foi nisso que o PS jogou e parece que ganhou.

quinta-feira, setembro 24, 2009

Sobe, sobe, PS sobe!...


Já percebemos que os portugueses se estão nas tintas para as palavras de santa padroeira de Ferreira Leite e preferem o vendedor de ilusões que há em Sócrates.

Num país onde todos gastam mais do que aquilo que ganham, estavam à espera que um discurso para meter na ordem os consumistas portugueses ganhasse? Claro que não. É como convencer aqueles frenéticos frequentadores de centros comerciais que o melhor era irem apanhar ar, dar banho ao cão, lavar o carrito perto de um chafariz, voltarem a tocar discos de vinil, ou a comprarem Renaults clio sem vidros eléctricos.

A malta quer é borga, TGV e aeroporto novinho, estradas a rasgar o Marão e o Ribatejo, onde o silêncio do vazio de carros devolve o espírito ecologista que há em cada idiota útil.

Querer que o Zé povinho prefira Leite a Sócrates, seria o mesmo que convencer um aluno bera a escolher uma tia rezingona a um professor liberal.

O ról de obra positiva feita pelo governo é empolada várias vezes ao dia. Há números que nem devem estar correctos, como aquela de já gastarmos 40 por cento de electricidade de eólicas, mas como ninguém contesta, deve ser verdade.

Portanto: vamos ter a segunda edição de Sócrates por dois anos e Cavaco pode começar a arrumar os tarecos em Belém. É a vida!!!

quarta-feira, setembro 23, 2009

O sufoco da verdade


Pensava eu que o país tinha mudado. Que a maturidade política era maior, o esclarecimento mais eficaz. Bem podem os marretas que vão à TV encher tempo a custo baixo, falar dos problemas, apontar caminhos intrigalhar ou fazerem da arte da política a conversa sofisticada dos donos da bola.

A verdade é que o povo continua na mesma.

Aparece a bater palmas ao primeiro-ministro em troca de um jantar, de um passeio de autocarro, de umas esferográficas a dizer PS, de umas t-shirts manhosas, de umas bandeirolas patéticas.

O povo está feliz desde que lhe dêem qualquer brinde. Depois podem ser castigados nas pensões pelo fisco, podem ter de ir operar as cataratas a Cuba, podem morrer numa fila de espera para uma operação que virá no dia de São Nunca à tarde. Isso não conta. O que conta na hora do voto é o ambiente afectivo que foi criado, a ilusão. Todas as religiões sobrevivem assim, a política também.

O PS sabe-a toda. Andou quatro anos a governar para o próximo dia 27. Deu brindes aos pobres, pagos em impostos pela classe média, distribuiu subsídios, benesses, deu gratificações sociais como quem dá esmola. E agora tem aí os velhos, os marginalizados, os calões que vivem à pala da segurança social, uma faixa enorme da população portuguesa na mão, com o voto pronto no PS.

Marcelo Caetano fez o mesmo com as pensões. O Poder sabe que é fácil comprar votos, iludir os desiludidos, mobilizar os que não participam na política nem na vida cívica. Quem nada tem fica eternamente agradecido nas urnas com uns tostões, umas rezas e umas promessas.

Esta será a vitória política do cinismo, da mentira e da demagogia total.

Quando ouvimos Sócrates oferecer em cada comício mais um subsidio, um TGV, uma auto-estrada para nenhures, Teixeira dos Santos (o carrasco da classe média) vir acusar o Bloco de querer tirar uns tantos milhões a quem trabalha (pelos vistos ele fez as contas também e irá executá-las), percebemos a grande mentira, essa vencedora destas eleições.

Mas quando ouvimos as palavras patéticas do reformado Marques Mendes, a voz de menino Maizena de Rangel, ou as palavras sábias de Ferreira Leite em tom cinzento, engalanadas nuns "tailleurs" vitorianos, percebemos que só há duas coisas a fazer como português: ir embora para o Burkina-Fasso ou aguentar e não chorar.

segunda-feira, setembro 21, 2009

O colestrol político de Sócrates


Ouvir repetidas vezes Sócrates em campanha pode ter um efeito de colestrol político no nosso organismo cívico. Tudo o que é bem feito demasiado chateia, e a campanha do PS tem esse lado: a produção é tão boa, os efeitos especiais tão espectaculares, a multidão multiplica-se tão eficazmente, ao ponto de se achar que há milhares atrás do candidato quando são quase todos os mesmos que andam em autocarros arregimentados, as palavras são tão bem pronunciadas e os gestos tão calculados, que só podemos enfadar esse espectáculo propaganda. Cantam bem, mas alegram pouco.

Os velhos líderes podem usar da sabedoria da raposa, serem matreiros, mas acabam por deixar passar uma corrente de convicção socialista. Alegre foi comovente em Coimbra e Soares foi empolgante no Porto.

Eles não precisam de por pó talco, ou base, ou qualquer outra maquilhagem para arrastarem crentes e simpatizantes, indecisos e desistentes. Sabem-na toda e o povo sente por eles o que não conseguem expressar por Sócrates.

A verdade de Sócrates não é a realidade do país e os seus números não são a vida real. E os ataques que faz à outra senhora, feitos a medo e sem grande coragem, acabam por não terem a eficácia das palavras de Alegre e Soares.

domingo, setembro 20, 2009

Para Sócrates Portugal são números


Quem ouve Sócrates durante horas corre o risco de subir às nuvens e passar a sentir-se num país das maravilhas. Todos os números, estudos da OCDE, do INE, todos os gráficos e powers-point desta vida, apontam para um oásis no Socratal.

Está bem que estamos em campanha eleitoral, mas o secretário-geral do PS corre o risco de um destes dias acordar e reparar que à sua volta há uma nuvem que o fez levantar voo até ao país do final feliz, bué-bué longe!

Hoje Sócrates parecia uma calculadora Casio a elogiar a Pátria e o regime do PS.

A saúde era uma montra de vitórias, embora tenha uma ministra competente e séria. Coisa rara nos dias de hoje.

Mas esqueceu-se das maternidades que fechou, das milhares de crianças que vão nascer a Espanha, dos idosos que vão tratar das cataratas a Cuba, das centenas de doentes com cancro que esperam numa lista terminal de espera, dos custos absurdos dos serviços de saúde...

Sócrates diz que no seu partido não há penalizados por delito de opinião e dá como exemplos Alegre e Seguro. Esquece-se que, por exemplo, nenhum apoiante alegrista foi escolhido para candidato a deputado. Certo?

Diz que não há medo em Portugal, porque o PS é o partido da Liberdade. Mas depois ignora a pressão sobre a TVI no caso MMGuedes, os processos que levantou a jornalistas por delito de opinião, e a brigada da ERC a trabalhar. Certo?

Sócrates gaba a educação, a obra feita no ensino, evoca o Magalhães, diz que antes os computadores eram só para os ricos e agora são para todos. Mas não refere que a classe média anda a subsidiar computadores para pais ricos e a pagar computadores que mais não são do que uma maquineta de jogos, sem ligação à internet.

Sócrates gosta de números, mas quando o número 500 mil podia vir à baila, ele prefere falar dos 0,3 por cento de crescimento, ao desespero do meio milhão de desempregados. Em Coimbra não teve uma palavra para essas vitimas de um modelo de desenvolvimento aberrante.

Claro que quem vota o faz por razões mais emotivas que racionais, logo a política transformou-se num big show Sócrates, onde o povinho baila qual macaco Adriano.

O país do trabalho e do abandono merecia mais respeito e mais verdade. Está bem que se deve ter um discurso positivo, mas um discurso assente em realidades virtuais é uma grande desonestidade intelectual.

sábado, agosto 29, 2009

A politico-chachada dos cartazes eleitorais


O conceito do cartaz político nasceu com a primeira campanha de Francois Miterrand, em 1981, com a imaginação de François Seguéla. O desafio era publicitário: fazer passar com o peso de uma frase e a força de uma foto, uma ideia política de forma directa e inesquecível.

Seguéla falou então com o fotógrafo da Magnum Elliott Erwit para fazer a foto da campanha. A ideia era fotografar Mitterrand numa atitude de firmeza e coragem. O mítico mestre-fotógrafo terá respondido a Seguéla que só tinha dois preços para fazer essa foto: ou de borla, atendendo à simpatia pelo candidato, ou levando um preço absurdo. Seguéla aceitou o preço absurdo, umas centenas de milhares de francos, na moeda da época.

A exigência pelo rigor e pela qualidade era muito grande. Esta campanha abriu um precedente positivo e passou a ser uma referência no marketingh político, na sua importância e na capacidade extraordinária de uma boa fotografia no sucesso de uma campanha.

Portugal não fugiu a esta influência de qualidade. Mesmo antes da campanha de Miterrand, já havia em Portugal cartazes políticos que ficaram como verdadeiras obras de arte. Basta lembrar o cartaz de Vieira da Silva sobre o 25 de Abril ou a fotografia do menino a por um cravo numa G3.

Muitos fotojornalistas portugueses participaram com retratos seus em campanhas. Gageiro com Eanes, Alfredo Cunha com Mário Soares, Rui Ochoa com Cavaco e Santana Lopes, Homem Cardoso com Guterres, António Pedro Ferreira com António Costa e Sampaio, eu próprio fiz o retrato de João Soares para a sua última campanha e o cartaz de Manuel Alegre. Embora haja em Portugal uma norma de conduta estúpida patrocinada pelo Sindicato dos Jornalistas (que se comporta como uma Ordem e não como sindicato!) que considera incompatível a participação de um fotojornalista num trabalho destes, a verdade é que isto é normal na América (onde pelo visto se acha que os jornalistas são menos independentes!). Não era aqui que queria chegar.

Queria chegar à desgraça total, ao ridículo, em que se transformaram os cartazes de TODOS os partidos concorrentes às eleições.

O retrato de MFLeite parece saído de uma publicidade cínica à família Adams. O cartaz do Bloco de Esquerda é confuso, pretensioso e ineficaz. O cartaz que saiu hoje de Sócrates é difícil ser pior. A fotografia deve ter sido feita por aquele brasileiro que ele considera "o meu fotógrafo, um dos melhores!"- (só se for a empurrar os jornalistas e a evitar que se façam fotos comprometedoras para o chefe!) como confessava a semana passada a Moita Flores. É um chapão de flash, sem volume nem expressão, dentro de um grafismo que parece um destacável do Media Market. Incompreensível para quem sonha tanto com a sua imagem ao espelho!

Os cartazes para as autárquicas são um vómito. Vejam-se os borrões de António Capucho, a cara de pastel do candidato do PS a Oeiras ou os cartazes inenarráveis de Isaltino! Difícil fazer pior.

Isto demonstra que não temos cultura gráfica e de comunicação. Perdemos o pouco gosto que tínhamos e algum "savoir faire" que desprezámos em nome do baratinho, do desenrasca, do atamanca. Designer qualquer bronco o é, fotógrafo é o primeiro bate-chapas que estiver à mão.

O desgraçado disto tudo é que esta estética é ética e é moral. Temos de voltar aos clássicos para percebermos a matilha que nos quer governar.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Campanha é cara mas dá emprego

Os portugueses estão mais pobres, mas os partidos estão mais ricos. Os orçamentos apresentados para a campanha eleitoral duplicaram em todos, embora o CDS tenha feito uma engenharia financeira para reduzir para metade. Veremos se assim vai ser!

O que chateia é que parte daquele dinheiro é nosso e veio dos nossos impostos, daqueles pagadores do Estado, que Sócrates diz que são uns ricos que ganham para cima de 5 mil euros por mês. Ora, a democracia é linda, mas tudo tem um preço. Esta democracia está a tornar-se num capricho tão caro como se os portugueses passassem a alimentar burros a pão-de -!

Repare-se que até os miserabilistas do Bloco de Esquerda vão gastar 1 milhão de euros em cartazes, gasóleo, megafones, estrados, holofotes, sumo tang, lombo de porco e coiratos! E nem vamos referir os vídeos feitos com câmaras compradas no Lydl e as fotos feitas com telemóvel! O PCP também vai carregar nos gastos. Já o PSD deve gastar pouco: para fazer cartazes como aquele da líder parecendo a Maga Patalógica, basta um bate-chapas e tintas Robbialac!

Hoje é mais fácil fazer propaganda. A internet é uma ferramenta barata e as televisões com a ansiedade de mostrarem tudo e todos acabam por produzir de borla os melhores tempos de antena. O Louçã com um palhaço do Chapitô ao lado, Portas a beijar uma peixeira, Sócrates a escrever num Magalhães, ou Ferreira Leite a mandar uma deliciosa gaffe, não custam assim tanto dinheiro! Não percebo tanta despesa.

Mas há um aspecto que passa ao lado dos candidatos. É que eles estão-se bem nas tintas para os eleitores. Aquela aproximação ao votante está cada vez mais distante. E isso é incompreensível numa sociedade das redes sociais, do jornalismo online, da interacção.

Resta-nos o facto de esse dinheiro ir ajudar alguns a terem trabalho por um mês.