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segunda-feira, abril 13, 2009

A voz de Câncio

Há semanas atrás, Fernanda Câncio - jornalista do DN e que aparece nas revistas como a namorada do primeiro-ministro- escrevia no DN que, Mário Crespo era uma "espécie de jornalista". A provocação vinha a propósito das crónicas contundentes, em especial uma em concreto, em que Crespo perguntava se não estaríamos a viver numa espécie de democracia. E dava um rosário de razões para tal inquietação. Contundentes e reais.

Ora, a jornalista que cumpre um serviço de agenda no jornal onde trabalha, portanto exercendo as funções de repórter e tendo por isso de se reger pelo respectivo código deontológico, acha que só ela pode assinar crónicas a elogiar as virtudes do governo da maioria, e que os outros colegas só têm de relatar em termos cinzentos a realidade esculpida pelos apaniguados socialistas- esse grande exército de sentados à mesa da sopa dos novos-ricos. Ela pode defender com a sua inconfundível voz o governo, na maior das gritarias, na TVI24 ou na coluna do seu jornal, ou no seu blogue, mas os outros colegas não têm que ter opinião.

Há pouco na Antena1, Pedro Rolo Duarte perguntava a propósito desta legitimidade:"sendo assim tão ético o comportamento de Fernanda Câncio, será de esperar que Judite de Sousa venha a escrever sobre as qualidade do Presidente da Câmara de Sintra e que Ricardo Costa venha a escrever sobre o máximo que é António Costa na Câmara de Lisboa"(cito de cor).

Há uma certa esquizofrenia na sociedade portuguesa. Este Poder instalado, medíocre, sem sustentabilidade ideológica, este governo que trocou a arte maior da política, pela jogada xica-esperta, pela propaganda, pelo populismo-socialista de inspiração neo-liberal, deu neste pântano. Este sim, engenheiro Guterres, este é que é o pântano aonde caímos. E nem o Ogre se vai safar, por muito que a Fiona corra a salvá-lo.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Façamos de conta que F. Câncio é jornalista

Estou-me nas tintas se Fernanda Câncio é ou não a namorada do Primeiro-ministro. Não me faltava mais nada! Mas não posso deixar de reagir quando sei que sendo Fernanda Câncio uma jornalista que opina mais que reporta, misturando até no mesmo jornal essas duas facetas (jornalista e cronista) embora em espaços gráficos bem definidos, venha agora no seu blogue defender com unhas e dentes, embora com uma caneta de escrita medíocre, o seu putativo namorado só porque Mário Crespo teve a coragem (sim a coragem ímpar) de ter escrito uma das melhores crónicas do momento sobre a grande encrenca que é este governo e seus actores.

Afinando pela batuta dos "Goebbels" do regime- essas figuras de cera Silva e Silva, o Augusto Santos e o Pereira, para quem critica o sacrossanto Primeiro ou é da direita para malhar, ou da esquerda com caviar, Câncio ataca a credibilidade de Mário Crespo por este ter feito uma crónica pertinente sobre o"meanstream" socialista.

Azarinho: já não está só a jornalista. Ela, que tem a fama de muitas vezes ser a única a irritar Sócrates com as suas críticas embirrantes, pode agora juntar-se a uma das vozes mais credíveis do jornalismo português. Só duvido que Crespo aceite tal companhia.

terça-feira, outubro 31, 2006

Sócrates por maior margem que Luis Filipe Vieira


Sócrates foi eleito por 97 por cento dos votos dos militantes socialistas. Mas estes 97 por cento correspondem a quase 30 por cento daqueles que podiam votar. Os outros não pagaram quotas ou estavam em situação irregular. Foi apesar de tudo uma eleição concorrida.
Sócrates conseguiu o unanimismo no partido depois de ter abafado as familiazecas de contestários internos.
Não vences o engenheiro...junta-se a ele.
A única voz discordante próxima de Sócrates, e que não é do partido, é mesmo Fernanda Câncio que não perde oportunidade para despertar o animal feroz que há nele. E não é só nos jantares de passagem de ano. Nos intervalos concorda com ele no tema do aborto.

No outro lado da democracia portuguesa, no futebol,Vieira foi eleito por uma margem semelhante (95)mas só 5 por cento de lampiões é que votaram no ex-rei dos pneus.

E chegados aqui meus amigos a realidade é brutal: mesmo com Sócrates a lichar os bolsos dos contribuintes e votantes, estes sádicos portugueses votam mais no sócratismo do que os desgraçados benfiquistas no seu timoneiro de estilo bigode husseísta.

Aliás com tanto entusiasmo nos partidos o melhor é eles transformarem-se em sads ou antes em saps ( sociedades anónimas políticas). Ainda davam lucro em vez do prejuízo que custam a nós pagantes .