Um comentário de hoje no Fatal lembrava-me que o
blogue fez 2 anos no passado dia 18. Há por aqui gente atenta, o que é gratificante.
Ao fim de dois anos e quase trezentas mil visitas sinto-me contente, embora gostasse de avançar mais na estrutura editorial. Vai ser
difícil crescer muito mais. Obrigaria a mais tempo, disponibilidade e algum risco, tudo coisas de que não vou poder
dispor.
Ter qualquer coisinha em Portugal provoca sempre reacções de inveja. Este
blogue já criou alguns ódios de estimação mas também é verdade que há por aqui uma comunidade muito fixe e que sinto estar comigo.
Ainda ontem me confidenciavam que alguém teria comentado que não entendia porque tinha escrito aquele
post sobre a minha sessão fotográfica com a
Soraia Chaves. Achava esse alguém que isso era um problema meu e que os leitores deviam ser poupados a tais confissões. O vídeo que então inseri no
You tube sobre esse tema
já ultrapassou as 100 mil visitas e esse
post continua a ser todos os dias lido a partir de buscas no Google.
Ora um
blogue não é uma crónica jornalística, não se rege pelos códigos do jornalismo, não tem de ter uma linha editorial inflexível. Um
blogue é um espaço pessoal de comunicação onde cabe tudo menos o insulto, a mentira, a calúnia. Por isso a
blogosfera transformou-se num espaço de liberdade ( com todos os perigos que a liberdade comporta), de alternativa à imprensa tradicional. A
blogosfera já influencia na política, na
opinião pública. A
blogosfera começa a ser tão temida como a imprensa.
Os leitores estão cansados de estratégias artificiais para os levarem a comprar jornais. Agora querem discursos directos, protagonistas, histórias vivas, opiniões desassombradas e independentes, mesmo que por vezes padeçam da maior parvoeira. O que não quer dizer que a imprensa tradicional seja dispensável, pelo contrário: terá de ser diferente, melhor, mais amiga do leitor, mais útil.
Obrigatória. Esse é o desafio a vencer da imprensa escrita. E vai vencê-lo.
Dois anos a mandar bocas já é alguma coisa. Continuarei a entreter-me a escrever por aqui. A coisa portuguesa vai de novo aquecer com a política e o
fotojornalismo, pelos vistos, está a dar mais que nunca.
Obrigado pelos vossos cliques.